Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2021 | 03h00


O Brasil de Bolsonaro

Refrigério

Jair Messias recuou e buscou refrigério em Michel Temer para corrigir os efeitos negativos dos comícios de 7 de setembro. Temer jogou-lhe um balde de água fria para amainar o “calor do momento”, junto com um pedido de desculpas para aliviar a sensação de perda de rumo que a reação havia provocado. Todavia, como cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, o jeito é aguardar para ver quando ou em quem o ferrão de Bolsonaro vai atacar outra vez. Afinal, é da sua natureza agir assim, como escorpião que é.

LAIRTON COSTA LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Crença

Para quem caiu no conto do vigário ao eleger Bolsonaro não está difícil de acreditar no conto da carochinha que teve o ex-presidente Temer como mediador. Quem viver verá.

GERALDO TADEU SANTOS ALMEIDA GEGE.1952@YAHOO.COM.BR

ITAPEVA

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Agora vai!

Acredito na pacificação de Bolsonaro, na sua sensatez, no respeito aos demais Poderes, no Papai Noel, no coelhinho da Páscoa, no lobisomem, no lobo mau que comeu a vovozinha e, principalmente, que o presidente vai trabalhar finalmente para resolver os grandes problemas brasileiros: desemprego, inflação, educação e desmatamento.

CECÍLIA CENTURIÓN CECILIACENTURION.G@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Mordeu e assoprou

Primeiro, o presidente mordeu. Concretizou seu desejo primordial, que era fotografar seus apoiadores nas ruas para estampar sua próxima campanha eleitoral, e usou despudoradamente da boa-fé dos seus crentes para acirrar ânimos que eles, até então, mantinham (mal) contidos. Depois, assoprou. Tentando minimizar os estragos que seus atos – como de hábito – provocam, divulgou uma carta inócua, anódina e insossa. Tão vazia quanto sua mente, a mensagem não tem dignidade, pois não anotou um pedido de desculpas à Nação. Certamente, a negociação pela paz, tão cara para o equilíbrio institucional, não permitirá uma resposta à altura do Supremo Tribunal Federal (STF). É sabido que os homens públicos devem relevar insultos pessoais em nome da contenção de ânimos, mas o chefe do Executivo maculou as instituições da República, e não somente a honra pessoal de um ou de outro. Ainda que os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso não levem adiante os insultos do presidente, o Congresso não poderia ficar inerte nem limitar-se a notas protocolares. Quando Bolsonaro citou o Conselho da República, citou nominalmente os componentes das duas Casas. Os representantes da minoria, da maioria e os presidentes da Câmara e do Senado precisam tomar a única atitude que se exige do Poder Legislativo: aceitar, fazer tramitar e votar uma das centenas de pedidos de impeachment que descansam nas gavetas.

MANOEL PAZ LANDIM MILANDIM78@GMAIL.COM

JALES

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Inadmissível

Em vez de só sair do poder “preso ou morto”, como disse o presidente Bolsonaro, suas condenáveis e inadmissíveis atitudes autoritárias contra o Estado Democrático de Direito e a Constituição devem levá-lo a deixar o poder ou sendo declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o pleito de 2022 ou sendo impichado e impedido de terminar seu sofrível e polêmico mandato. A conferir nos próximos capítulos...

VICKY VOGEL VOGELVICK7@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Michel Temer

Temer, o pacificador. Não seria ele a terceira via que tanto buscamos para as próximas eleições presidenciais?

ELIANA PACE PACECON@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Quarta via

Uma terceira via ainda não decolou. Encontra-se parada na cabeceira da pista, sem muita perspectiva de voo. Será que se vai iniciar um taxiamento de uma quarta via, provavelmente capitaneada por alguém ejetado dos subterrâneos do Centrão? Deus nos proteja!

PAULO ROBERTO GOTAÇ PRGOTAC@HOTMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Covid-19

Reforço vacinal

As análises e artigos do biólogo Fernando Reinach no Estado sobre as estratégias de combate à covid-19 têm sido excelentes, pois nos trazem uma orientação científica, politicamente imparcial, para que gestores de saúde possam tomar as melhores decisões, para promoverem a proteção adequada à população. O ditado nestes tempos de pandemia é de que “vacina boa é vacina no braço”, mas sabemos que a verdade não é bem essa. Precisamos das melhores vacinas, que são as mais eficazes e seguras, para que nossa vida volte à normalidade o quanto antes. Evidentemente que todas elas têm contribuído para a superação da pandemia, mas os estudos científicos mostram que algumas vacinas são mais eficazes, então estas deveriam ser aquelas a serem priorizadas pelos gestores públicos para as doses de reforço, e não outra de baixa eficácia, escolhida por outros interesses, diferentes da saúde coletiva. Nós, cidadãos contribuintes, merecemos as melhores vacinas.

SILVIA R. P. ALMEIDA SILVIA_ALMEIDA7@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Terceira dose

Em resposta ao colega professor Artur Beltrame Ribeiro (Fórum dos Leitores, 6/9, A3), que enfatizou um erro de Fernando Reinach no texto Coronavac e 3ª dose de idoso, acerca da morte do ator Tarcísio Meira, gostaria de dizer que sou médico geriatra e tenho, sim, observado mais severas complicações em idosos imunizados com a vacina Coronavac. Com certeza, se o ator tivesse a proteção de um imunizante mais eficaz, as chances de sobrevivência seriam infinitamente maiores. Parabéns pelo excelente artigo do professor Reinach.

RICARDO NATAL ZUPPO RNZUPPO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

11.9.2001 – 11.9.2021

11.9.2001, a Humanidade ingressa numa nova era: a Era do Terror. 11.9.2021, a Humanidade nada aprendeu com os 20 anos anteriores.

Milton Córdova Junior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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TORRES GÊMEAS

Ao completar duas décadas do atentado às Torres Gêmeas em Nova York, nos EUA, o mundo se pergunta o que levou à dita tragédia e as consequências do acontecimento na geopolítica. Ainda é cedo para uma correta avaliação desses acontecimentos, posto que os fatos na História Universal só são devidamente esclarecidos quando o tempo passa na ampulheta, e os historiadores desse tempo terão condições de desvendar todas as causas e efeitos dessa hecatombe humanitária urbana ocorrida no início deste século.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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O PRÓXIMO PRESIDENTE

Jair Bolsonaro se elegeu presidente da República porque foi o único candidato que se atreveu a dar um belo chute no traseiro do ex-presidente Lula. Mesmo na cadeia, Lula era tratado como uma divindade pelos demais candidatos. Bolsonaro não respeitou Lula e atropelou o candidato poste da vez, Fernando Haddad. Nas próximas eleições a história deverá se repetir, o vencedor da disputa será o candidato que tiver coragem de dar um poderoso chute no traseiro de Bolsonaro, que não o trate como se ele fosse um mito, mas sim como o péssimo político corrupto e incompetente que ele é, responsável por tudo de ruim que o País está vivendo. Fica a dica para os candidatos.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O MECANISMO

Parece nome de filme que envolve tramas, corrupção, assassinatos de reputações, conspiração, etc., mas é a realidade que vive o Brasil. Jamais imaginaríamos que fôssemos viver um período como este, digno de roteiro cinematográfico dos mais perversos e cruéis. Esperamos que seu final seja como no cinema, em que o bem sempre vence o mal.


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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A REVOLTA DOS CANJICAS!

 Machado de Assis nos revela esse fato no cap. VII de O Alienista, quando nos relata o inesperado. Na cidade de Itaguaí, o médico, dr. Simão Bacamarte, embrenhou-se em estudos sobre a loucura. Enfunado pela ciência construiu a Casa Verde e, mão de ferro, quem supunha fosse doido mandava para o local. A casa lotou em pouco tempo! O pavor correu ruas e vielas, e, pior, nem adiantava fingir-se de sadio, bastava o olhar torto do Bacamarte e o destino era a Casa Verde. A coisa criou tamanho vulto e peso, que cerca de 30 pessoas se uniram ao barbeiro da cidade, Porfírio, e revoltados contra o médico foram à Câmara da cidade, e deixaram claro que dali partiriam para a rebelião contra Bacamarte. Pois não fazia sentido que todos fossem doidos na cidade! A revolução, como toda a revolução que se preze, ganhou nome próprio, a Revolução dos Canjicas. Canjica era o apelido do barbeiro Porfírio. A multidão, escorado um na coragem do outro, bradou, ameaçou, congregou-se ao redor do barbeiro, e, decididos partiram para arrasar a Casa Verde. Foi chamada a cavalaria da guarda real, os Dragões, lanças em riste supunham, ao primeiro golpe, a debandada dos Canjicas. Que o quê. Reforçados na alma e no espírito, os Canjicas compactos enfrentavam o batalhão dos Dragões. A derrota dos Canjicas era iminente. Fato inesperado! Não se sabe por que, mas um terço dos Dragões passou subitamente para o lado dos Canjicas. Os anais registraram o fato, mas não os motivos. E assim, os Dragões não tiveram coragem de atacar seus irmãos brasileiros, filhos da mesma mãe Pátria. A Revolução dos Canjicas triunfou, a Casa Verde foi esvaziada. De todo este aparato, Machado de Assis desvenda como terminam as revoluções no Brasil! “Eles contra nós” não existe! Somos uma só Nação, um só povo deste país maravilhoso chamado Brasil. Embora divergindo, como se mostrou no 7 de Setembro, novamente os Canjicas, isto é, o povo, venceu, pois, o único e verdadeiro maluco naquela história era o médico Bacamarte; e, agora, neste de 7 de Setembro, o propalador de ódio, que exclui, renega, denigre os verdadeiros amigos, na sua velha e tamanqueira política de duas caras é tão só um: Jair Bolsonaro

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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SAUDADES DO 7 DE SETEMBRO

Na idade que estou, nesse 7 de Setembro recém-passado, a saudade bateu em meu coração, lembrando Semana da Pátria do passado, quando todas as escolas, públicas ou privadas, se engalanavam para os desfiles da criançada e dos jovens, mostrando a pujança , o clamor de orgulho e patriotismo de ser brasileiro!!

Às sete horas da manhã do dia 7, todo mundo já estava nas escolas para seguir, em ordem e alegria à praça, desfilando com orgulho de ter esta Pátria e homenageando nosso grande e inesquecível imperador dom Pedro I, que desligou os grilhões que nos prendiam à metrópole portuguesa.

Nesse recém-passado 7 de Setembro, a data festiva tornou-se sombria , quase fúnebre, com o atual presidente do Brasil agindo como um verdadeiro arruaceiro, baderneiro e ameaçador.

Pois bem, o pior desserviço que esse presidente ofereceu ao Brasil foi ter ignorado a data relevante para nosso espírito de brasilidade. A festa da Independência. Nem sequer mencionou o significado daquele dia, como também ignorou completamente o grito de independência ou morte proclamado pelo nosso querido e corajoso dom Pedro I. Talvez o presidente não tenha estudado nossa História e possivelmente nem sabe quem foi dom Pedro I, mas soube, torpemente, gritar com ferocidade contra o Congresso, o Supremo Tribunal Federal, o Tribunal Superior Eleitoral e contra alguns ministros desses Poderes, sem contar o achincalhamento dos órgãos da imprensa.

Uma vergonha esse presidente nos governar e ainda postular o endurecimento do regime democrático, invocando o seu Exército!!!

O local do ato que ele e seus bem pagos seguidores escolheram para as manifestações deveria ter sido o Ipiranga, onde foi proferido o grito da Independência, e onde, na cripta imperial do Parque da Independência, repousam os restos mortais de d. Pedro I. A garbosa Av. Paulista nada tem a ver com um ato desse tipo.

Ubiratan de Oliveira uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

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SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

Todo o País aguardou com ansiedade a resposta do Supremo Tribunal Federal, pronunciada pelo seu presidente, ministro Luiz Fux, às declarações corrosivas de Jair Bolsonaro, verdadeiro grito de guerra dirigido à instituição. A reação veio assertiva e exibiu o posicionamento de desaprovação aos atos protagonizados pelo presidente, representativos de uma ruptura, com todas as consequências que daí poderiam advir, aguardada, porém, pelos seus mais radicais seguidores. Com o subsequente recuo do presidente, a bolsa volta a subir, o dólar tem queda e os caminhoneiros desobstruem as estradas. Seria bom, no entanto, em nome de uma distensão mais ampla, que o ministro Luiz Fux, deixando de lado por um momento as implicações corporativas, submetesse, em nobre atitude de autocrítica, ao plenário que preside, a abertura de debate sobre alguns atos recentes de um de seus ministros, visivelmente atentatórios à liberdade de expressão, e sobre outros marcados pela determinação arbitrária de prisões desnecessárias, não deixando de lembrar também os dribles explícitos à Constituição Federal chancelados por outros integrantes do colegiado. Sonho de uma noite de verão?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 

Rio de Janeiro

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UM RECUO ESTRATÉGICO 

Precisou da ida de Michel Temer pessoalmente a Brasília para convencer o capitão Jair Tensão Máxima Bolsonaro a declarar que as suas manifestações na “festa cívica” de agressões às instituições e ministros do STF foram ditas no calor do momento. Nem as crianças ingênuas acreditam que Bolsonaro vai mudar, pois a estratégia de enfrentamento é a base da sua tentativa de reeleição, para escapar da prisão, como ele mesmo não se cansa de repetir. Dito isso, era necessário gastar R$ 72 mil de nosso suado dinheiro apenas em combustível para trazer e levar de volta Michel Temer para São Paulo? Agora o capitão vai cuidar dos problemas que afligem a vida dos brasileiros, pandemia, desemprego e inflação? Vai abandonar sua desastrosa política ambiental? Com a palavra os cínicos do Centrão do Congresso, dito Nacional!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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A PALAVRA QUE NADA VALE   

É de conhecimento de todos que a palavra de Jair Bolsonaro nada vale. A Declaração à Nação, feita pelo ex-presidente Michel Temer – pois o presidente não consegue criar uma única frase com começo, meio e fim – foi escrita para que Bolsonaro apenas a assinasse. Ora, certamente, dentro de alguns dias, sua truculência estará vigorosamente de volta e as instituições novamente vilipendiadas. Afinal, não há nada para se acreditar no capitão nesse seu insuficiente recuo. Quem viver verá!  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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EFEITO TEMER

Joe Biden manda o Force One buscar Temer para desfazer as trapalhadas americanas no Afeganistão, Iraque, Venezuela, Coreia do Norte, Paquistão, Irã, e convencer o Partido Republicano a cassar os direitos políticos de Trump. Biden e Xi Jinping falaram durante uma hora e meia pelo telefone, contagiados pelo efeito Temer.

Temer terá “Gabinete do Pacificador” no Palácio do Planalto.

Um dia o Bolsonaro briga e no outro dia Temer “desbriga”. 

Bolsonaro ataca e Temer “desataca”. Um dia de fúria e outro de tertúlia.

Gabinete do Ódio X Gabinete do Amor. 

Entre tapas & beijos, tiros & flores, sobreviveremos até 31 de dezembro de 2022, quando nos livraremos desta incontornável provação. Amém!

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O PACIFICADOR

Michel Temer pegou o abacaxi dos desgovernos petistas e descascou, tendo deixado a economia em ordem quando terminou o mandato. Agora age como um pacificador na crise institucional provocada por Bolsonaro e busca a harmonia entre os Poderes. Parabéns para ele. É o verdadeiro salvador da Pátria!

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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BOLSONARO-TEMER

Diante da providencial e importante intervenção e socorro a tempo e hora a Jair Bolsonaro após o discurso palanqueiro de 7 de setembro, não causará surpresa alguma se o ex-presidente Michel Temer for convidado a ser seu vice nas eleições de 2022. A ver.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SEQUELAS DO GOLPE

Além do arrego, o golpe deixou sequelas na língua dos golpistas. Estão todos falando manso, manso. Pianinho.

Ademir Fernandes stadyball@hotmail.com

São Paulo

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FUNDO PARTIDÁRIO

O Partido Republicano da Ordem Social (Pros) comprou um avião de R$ 2,4 milhões, com o dinheiro do fundo partidário. A nova aquisição deve se juntar ao bimotor adquirido em 2014, que também foi comprado com dinheiro público e custou R$ 400 mil. E os descalabros causados por nossas elites políticas só aumentam desmesuradamente, abusando dos dinheiros que advêm do sangue, suor e lágrimas dos trabalhadores brasileiros, meros e descartáveis pagadores de impostos, e que sustentam parasitas desavergonhados que proliferam e pululam ao sabor das leis que eles mesmo produzem e aprovam, e com as quais se locupletam, com uma sanha vergonhosa e ao abrigo de uma legalidade criminosa e vampiresca.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com.

Rio de Janeiro

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PRAZO PARA APRECIAÇÃO DE PEDIDO DE IMPEACHMENT 

Com a devida vênia, o voto da ministra Carmen Lúcia merece reparo. O pedido de injunção apresentado à Magna Corte alega a necessidade de disciplinar o prazo para conhecimento do pedido de impeachment inexistente na legislação.

Assim, negar conhecimento tem sabor teratológico, e não se coaduna com a responsabilidade do Judiciário de corrigir a lacuna. Se a pretensão se apoia justamente na ausência de prazo legal, a persistir sua inexistência, propiciará que outros tantos pedidos, além dos 131 existentes, permaneçam no limbo, ou seja, confere ao presidente da Câmara dos Deputados, a seu exclusivo critério, aceitar ou ignorar, à revelia do colegiado a que pertence, a decisão sobre o andamento dos pedidos de impeachment.

Ele pode representar esse Poder Legislativo, mas não se confunde com o próprio, para decidir sobre as matérias submetidas à apreciação da Casa, e não à sua particular. 

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo

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NOVO CÓDIGO ELEITORAL

Senhores congressistas, esse açodamento em aprovar é inadequado e antiético, porque o tema eleição está inteiramente conectado à República, que é o nosso sistema político. Aos eleitores está o direito de aprovar qualquer mudança que se queira introduzir no mecanismo eleitoral, portanto, para que não haja nenhum desvio, mesmo o mais raso à primeira vista, deve ser submetido à aprovação do eleitorado. 

Dessa forma, é exigível que se faça o referendo em conjunto com a eleição majoritária de 2022, para que se alcance a legitimidade plena e incontestável.

Nós, eleitores, estamos de posse de nossas faculdades políticas e queremos compartilhar com os senhores a responsabilidade de conduzir os destinos desta nação que chamamos, carinhosamente, Nossa Pátria.

Massafumi Araki massafumi.araki@gmail.com

São Paulo

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‘RIDICULUS MUS’

Resultado das urnas de 2022 sobre eventual fusão do PSL e DEM: a montanha que pariu um rato.

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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A INTERNET CONFUNDE

Grande parte dos apoiadores de Bolsonaro acredita nas informações dos canais do YouTube, WhatsApp, Facebook, entre outras redes sociais. Os tradicionais jornais, rádios e emissoras de televisão são considerados parciais pelos bolsonaristas, exatamente as empresas que têm jornalistas profissionais e toda a estrutura para trazer a informação mais fidedigna para o povo. Os espectadores mais atentos e com maiores níveis culturais podem tirar as suas próprias conclusões, sem serem influenciados por comentários de A ou B. Os influenciadores independentes, que não têm compromissos legais entre tantas outras responsabilidades, são exatamente os formadores de opinião dos mais facilmente manipuláveis. A internet pode ser utilizada com responsabilidade, oferecendo uma enorme gama de informações. Mas a internet também pode gerar fantasias e segmentações, baseadas em nulidades de raciocínio. Temos recebido toneladas de informações sem a menor base sustentável. São apenas estratagemas que servem a algumas quadrilhas da política.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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EMBROMADOR EM SUPER V

O ministro Paulo Guedes, tal qual o desgoverno que representa, é pródigo em desafiar o mercado com suas projeções para a economia que jamais se materializam. E o editorial do Estadão (10/9) traz no seu título A inflação em super V, uma sacada que merece aplauso! Guedes, mais para embromador, já no início da pandemia, desprezando sua gravidade, disse em abril de 2020, contra as previsões do mercado, que o crescimento econômico seria em V, ou seja, rápido e pujante. Uma projeção nada séria. Com as graves crises institucionais que promove Jair Bolsonaro, o que mais cresce em “super V” é o índice de inflação, que no acumulado de 12 meses, infelizmente, já atingiu 9,68%. Grande parte deste flagelo inflacionário tem como culpado o presidente, além da péssima comunicação do ministro com o mercado. O governo é tão ruim que já se fala em uma taxa básica Selic para este ano de 9%. Um horror! A alta dos juros já penaliza as empresas e consumidores. Com o altíssimo nível de desemprego, as famílias não sabem mais o que fazer para sobreviver. Os combustíveis, incluindo o gás, subiram nos últimos 12 meses 30,22%; eletricidade, 21,08%; carnes, quase 31%; e alimentos básicos, em torno de 25%. O crescimento econômico deste ano pode não chegar a 5%, descontado o tombo de 2020 de 4,1%, um PIB real medíocre de no máximo 1%; e para 2022, abaixo de 2%. Na realidade, um retrocesso econômico e social, também em super V.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A CRISE HÍDRICA CHEGA À CORDILHEIRA DOS ANDES.

Os cientistas, climatologistas, hidrologistas citam que as mudanças climáticas, que afetam mais de dez países com a enorme crise hídrica, chegaram à Cordilheira dos Andes, piorada pela redução das geleiras dos Andes, o que afeta as bacias hidrográficas. Isso é provocado, na maior parte, pelo desmatamento no topo da cordilheira e a exploração por parte das mineradoras, que consomem a água dos rios antes de ela chegar aos seres humanos e às cidades.

Mais uma vez a natureza, a biodiversidade sofrem com as ações dos humanos que buscam os minerais e metais preciosos, e agora sentem a falta do líquido que lhes garante a vida. Para piorar mais ainda, há também a emergência hídrica que já afeta as produções agrícolas dos povos que vivem no entorno da cordilheira.

Enquanto por aqui, nosso Pantanal, Amazônia e Cerrado sofrem com os incêndios criminosos, muitos deles para utilização e renovação de pastagens, ou espaço para o plantio da soja, nossos rios também pedem socorro.

Com tristeza pela natureza e a vida, que pagam pela ganância e o imediatismo dos que insistem na marcha da insensatez.

José Pedro Naisser – ecologista – jpnaisser@gmail.com

Curitiba

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