Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2021 | 03h00

Governo Bolsonaro

A agenda do vice

Sobre a matéria Mourão cria agenda própria e inclui políticos de oposição (Estado, 12/9), o vice Hamilton Mourão está colocando o pescoço para degola. Bolsonaro não costuma aceitar nenhum protagonismo que possa atravessar sua popularidade, ainda que essa popularidade esteja decaindo dia a dia.

DOCA RAMOS MELLO

DDRAMOSMELLO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

Bandeira branca

Na sua coluna de 12/9, Eliane Cantanhêde diz que “estratégia de Bolsonaro parece de paz pelo País, mas é de guerra pela própria sobrevivência”. Não me parece que o “recuo” de Bolsonaro seja uma estratégia de guerra. Para mim, é bandeira branca de rendição. A única força que Bolsonaro imaginava ter vinha das polícias militares, com quem as Forças Armadas seriam benevolentes. Sem isso, ele não tem nada, e menos eleitores do que tinha antes da nota ditada por Temer. Bolsonaro está sem condições de batalha.

WILSON DE CAMPOS VIEIRA

WCAMPOSVIEIRA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Protestos pelo impeachment

Da exceção à rotina

Ontem o povo brasileiro foi novamente às ruas para pedir um impeachment de presidente da República. O que deveria ser exceção está se tornando uma triste rotina. O povo, sem perspectivas e sem amparo do Poder Legislativo, não acredita em mais nada. Agora, até a comida no prato está faltando, para desespero das famílias mais sacrificadas – mais do que imaginávamos possível, a não ser numa situação de guerra. Estamos vivendo uma guerra, não só contra a covid-19, mas contra um desgoverno absurdo que entregou o que restava de ouro no Brasil à sanha de vorazes ratazanas no Congresso Nacional. É preciso dar um basta nisso. Primeiro, tirando este desgoverno do poder e, depois, cobrando dos parlamentares o mínimo de pudor no trato da coisa pública.

JANE ARAÚJO

JANEANDRADE48@GMAIL.COM

BRASÍLIA

Brasil patrimonialista

O homem mais poderoso

Num Estado patrimonialista, diz o editorial de O Estado Retrato do patrimonialismo (12/9, A3), ainda que limitadas as emendas parlamentares ao porcentual de 1,2% da Receita Corrente Líquida (um dinheirão vindo de nossos impostos), em 2020 foi ressuscitada a “emenda do relator”, base deletéria do episódio dos Anões do Orçamento, de 1993. Depois de o Orçamento da União ser formulado pelo relator (debatido, estudado, refletido – é o que se presume – e publicado), o relator ainda pode alterá-lo. Às calendas gregas segue o básico princípio de que lei não tem proprietário. Uma vez feita, descola-se de seus autores e, principalmente, daquele que a iniciou, que pode até mesmo vir a sentir, paradoxalmente, seu gosto amargo. O aleijão jurídico-legislativo permitiu que, dos R$ 34 bilhões reservados para as emendas, metade pertença ao relator. R$ 17 bilhões. Poderá, espelho meu, haver neste país um político mais forte do que eu?

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

Código Eleitoral

Uma frondosa jabuticabeira?

Para ganhar tempo e evitar desgastes maiores, a Câmara dos Deputados montou o novo Código Eleitoral sob o pretexto de consolidar muitas leis em uma única. Discutido e aprovado em tempo recorde, com estrondosos 378 votos, deu para desconfiar de que havia ali vários “jabutis”, todos favoráveis aos deputados – como, aliás, tem sido noticiado –, e algumas jabuticabas já foram derrubadas. Mas deve haver outras bem escondidas, muito ao gosto dos deputados, para justificar uma votação tão maciça. Faço um apelo aos especialistas do assunto para passarem um pente-fino antes que o embrulho seja aprovado pelo Senado, muito embora tenhamos ainda o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como última esperança. Fica, mais uma vez, escancarada a incongruência do atual regime, em que um dos Poderes é livre para legislar em proveito próprio.

GUENJI YAMAZOE

GUENJI@YAMAZOE.COM.BR

SÃO PAULO

Retrocesso não

Em terra de jabutis, mudar o Código Eleitoral com centenas de alterações é mais uma traquinagem da Câmara dos Deputados. Tomara que o Senado nos proteja de mais um retrocesso, que provavelmente joga no lixo o que tínhamos evoluído em 2017.

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Dom Paulo Evaristo Arns

100 anos

Profícuas e oportunas as palavras de Dom Odilo P. Scherer (Dom Paulo e a teimosa esperança, 11/9, A2), em que ressalta a virtude da esperança como atitude importante e positiva diante da vida, aptas na superação de dificuldades e alcançar objetivos. Nesse diapasão, Dom Paulo Evaristo Arns conduziu sua vida perante a difícil missão de pastor da maior diocese do Brasil. Em face das situações aviltantes que enfrentou durante a ditadura reinante no País, que sempre enfrentou duramente, semeou a esperança de dias melhores junto das comunidades da periferia, reduto do povo simples e empobrecido. Como bem ressaltado, “o Brasil segue precisando desta teimosa esperança ainda hoje”.

PEDRO PAULO PENNA TRINDADE

PENNATRINDADE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Moda

‘O nariz’

Não posso deixar de comentar a crônica pontualíssima de Alice Ferraz (O nariz, Estado, 12/9, H4). Enquanto outro jornal publicava matéria sobre a nova “febre de rinoplastias”, a escritora nos deu de presente esta história muito sensível escrita em terceira pessoa (seria a própria autora?). Cumprimento-a, por sinalizar que há coisas mais relevantes na vida com que as pessoas devam se preocupar. Tornou meu domingo menos fútil.

CLAUDIA FIORI DE ALMEIDA MOURA

CMOURA@TCE.SP.GOV.BR

SÃO PAULO


FÓRUM DE SEGUNDA-FEIRA 13.9

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BOMBEIRO CONSELHEIRO

Percebemos semanalmente, fatos ruins e ocorrências péssimas, criadas na capital do País. A Semana da Pátria não deveria, mas foi particularmente desestabilizadora. 

Temeu-se uma explosão! Aí o presidente convida e manda buscar, com o “aeronaro” (contrapartida do aerolula) o sr. Michel Temer, conselheiro bombeiro e paladino tupiniquim, para orientá-lo a como sair das arapucas que ele próprio montou. Considerando o retrospecto, e

decisões anteriores de Jair Messias Bolsonaro, penso que o “amigo” Michel Temer deveria mudar-se para Brasília. Assim estará mais próximo dos focos de incêndio. 

Jose Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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CARTA FAJUTA DE BOLSONARO

Acreditar que é para valer essa cartinha, diga-se, fajuta de Jair Bolsonaro de pedido de desculpas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o qual dias atrás chamou até de canalha, é muita ingenuidade. Bolsonaro não tem mais crédito com a sociedade brasileira. Com a faca no pescoço com iminente processo de impeachment, farsante que é, aceitou escrever uma cartinha à Nação. Mais para um autêntico “golpe da cartinha”, que jamais será digerido pelo povo brasileiro. Mesmo porque, pelas suas afrontas à Nação e desprezo por salvar vidas nesta pandemia, já cometeu diversos crimes de responsabilidade. Não tem perdão! Ninguém aguenta mais os prejuízos que Jair Bolsonaro vem causando ao País. Hoje com a economia em retrocesso, alto índice de inflação, desemprego e pobreza. Com urgência, dentro dos preceitos da Constituição, o presidente precisa ser julgado e deposto do seu cargo.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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VERGONHA

Então quer dizer que o pseudopresidente, nem escrever uma carta sabe. Que vergonha. Um professor, ex-presidente, dos bons, com boa articulação, tem de escrevê-la e falar pra ele assiná-la, bem como ensiná-lo a como falar com o STF.

É nas mãos dessa figura que estamos. Não reconhece vacina, não fala dos quase 600 mil mortos da covid-19. Não trabalha. 

Só vive de redes sociais e quadradinho dos puxa-sacos. Teve de recuar, ninguém sabe até quando, mas foi quebrada uma perna para ele sentir que não pode tudo. E ainda tem gente que o aplaude, que o chama de mito.

 José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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 RECUO TÁTICO

Bolsonaro e seus asseclas não recuaram, apenas se entrincheiraram nos porões do Planalto e nas salas de comando virtuais para disparo do próximo repente… que, de repente, não tem nada.

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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O PREÇO DA CULPA

O presidente Jair Bolsonaro recuou (ele nega) da sua bravata com seus milhares de apoiadores, no dia 7 de setembro, e, aterrorizado pelas consequências que certamente viriam, assinou a Declaração à Nação (talvez sem lê-la), que mostra até onde ele extrapolou. Até quando vai durar essa trégua? Seus apoiadores fanáticos estão inconformados e incrédulos pelo seu recuo repentino, depois de um dia inteiro de ameaças e xingamentos. Aguardam novas ordens do mito. A conferir.

Mercedes P. Cuencas Dias vcnautica@hotmail.com

São Paulo

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NÃO FAÇA O QUE EU FALO

Em sua primeira viagem após os atos de 7 de Setembro, ao Rio Grande do Sul, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os Três Poderes devem ser respeitados e que o povo não aceita retrocessos na luta pela liberdade. Assim, o nosso presidente reescreve, com originalidade e extrema criatividade, um velho ditado que, agora, passa a ser lido assim: não faça nada do que eu falo e muito menos do que eu digo, porque nem sequer sei o que faço ou digo, muito menos do que digo ou falo, mas o que importa se sou o presidente e nem mesmo sei por que não me calo?

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘QUOUSQUE TANDEM ABUTERE...’

Nesta quadra grave e trevosa que o País vive sob o autoritário, liberticida e fascistoide desgoverno Bolsonaro, sobretudo após o desastroso e afrontoso discurso eleitoreiro de 7 de setembro contra o Estado Democrático de Direito, cabe parodiar as célebres perguntas que o grande orador romano Cícero, do século 1º a.C., fez ao senador Catilina, que conspirava contra a República Romana: “Quousque tandem abutere Catilina patientia nostra? Quan diu etiam furor iste tuus eludet? Quem ad finem sese effrenata iactabit audácia?”. Presidente Bolsonaro, até quando abusarás de nossa paciência? Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós? A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia? Com efeito, tudo tem limite. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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RECUPERANDO VOTOS PERDIDOS    

Jair Bolsonaro disse que teme não ser reeleito porque os mais pobres estão sofrendo com a inflação e com o desemprego e, assim, seria difícil contar com esses votos. Na verdade, se Bolsonaro reeditar a Medida Provisória que reduz salários e jornada de trabalho, certamente, além de ajudar os mais vulneráveis em preservar seus empregos – pois é o que mais aflige os trabalhadores –, poderia contar com o apoio dessa classe muito prejudicada e, por tabela, o seu reconhecimento pelo voto. Fica a dica!        

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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LEI SEM PRAZO DE EXECUÇÃO

 Para o pedido de impeachment, o autor precisa embasá-lo em diversos textos legais. Ao depois, cai nas mãos do presidente da Câmara dos Deputados, que irá estudá-lo cuidadosa e criteriosamente, mas sem prazo para a sua análise. Mas o fará quando quiser, o que, em Direito Civil, se chama condição potestativa, cujo emprego é defeso. Outro exemplo: só pago o débito quando chover. Então, há urgente necessidade de que os legisladores imponham prazo para o presidente da Câmara dos Deputados, a começar pelo seu Regimento Interno. Assim se faz necessário porque o STF não pode fixar prazo, seria interferência em outro Poder, o que é impossibilitado pela nossa Carta Magna.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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...A VIDA COMO ELA DEIXOU DE SER

A pandemia provocada pelo coronavírus está longe de ser a grande calamidade brasileira. A abissal diferença entre classes sociais, que vai desde a pobreza extrema até riquezas incalculáveis, esse sim é o nosso grande flagelo. Só para dizer o mínimo!

Maria Elisa Amaral melisalf3175@gmail.com

São Paulo

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RETRATO DO PATRIMONIALISMO’

Excelente editorial (Estadão, 12/9/2021), que me incentiva a manter a minha assinatura. Refletindo sobre o editorial cheguei à seguinte conclusão: os cidadãos contribuintes, principalmente aqueles que contribuem com 27,5% de Imposto de Renda diretamente descontado na fonte mensalmente, com certeza, fazem valer seus poderes de eleitor. Mas, perante a totalidade de eleitores, somos minoria. Infelizmente, a grande maioria de eleitores é formada por cidadãos que não sabem quanto pagam de impostos, pois muitas vezes até para comer dependem da doação de uma cesta básica. Esses brasileiros em situação precária, às vésperas das eleições, são procurados pelos candidatos e ganham cestas básicas, dentaduras, cadeira de roda, etc., com a promessa de tempos melhores, tudo bancado com dinheiro público, caixa dois, etc. Assim, enganados e iludidos, comparecem às urnas, pois o voto é obrigatório. Será que, se o voto não fosse obrigatório, esses cidadãos compareceriam às urnas? Votariam e elegeriam esses candidatos demagogos, populistas e corruptos? Até quando vamos nos iludir que vivemos em uma democracia onde o voto é obrigatório? E onde a Justiça Eleitoral não condenou nenhum político e/ou partido político por uso indevido de caixa dois, mesmo depois do mensalão, petrolão, Lava Jato? Por incompetência ou conivência? Sim, o voto é responsável pela má qualidade de políticos eleitos, comprado com dinheiro público e caixa dois, com o apoio de empresários corruptos, dos mais de 30 partidos políticos e da Justiça Eleitoral. Este é o nosso Brasil, onde a lei de Gerson impera e Zé Carioca e Macunaíma são “heróis”. 


Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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VACINA – DECISÃO PESSOAL OU NÃO?

Pessoas que defendem o direito individual de escolha em relação a fazer um aborto não deveriam também defender o mesmo direito em relação a tomar ou não uma vacina? A princípio sim. Mas com algumas diferenças. No caso do aborto, a morte do feto é certa; no caso da vacina, as questões de vida ou morte são apenas porcentuais. Por outro lado, a decisão de se vacinar ou não tem consequências importantes para a saúde pública, podendo vir a afetar a saúde de todos ao seu redor e dando continuidade à pandemia na sociedade. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL PÓS-BOLSONARO

Uma das primeiras coisas que o Brasil deve fazer depois de se livrar de Jair Bolsonaro é revalorizar o seu meio ambiente. O novo governo do País deveria reunir os líderes da União Europeia e dos Estados Unidos para encontrar soluções de desenvolvimento sustentável para a Amazônia e reformular completamente o agronegócio brasileiro. Durante a gestão do presidente Bolsonaro o agronegócio reinou sozinho, fez o que bem entendeu, bateu todos os recordes de queimadas e desmatamento, o resultado foi o esgotamento hídrico que o País enfrenta, logo mais não haverá água nem para o consumo humano. O crescimento insustentável do agronegócio não trouxe benefícios para a maioria da população, apenas uma dúzia de grandes fazendeiros enriqueceu, destruindo o País no caminho. Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica devem ser recuperados, plantações de soja devem ser erradicadas para dar lugar a florestas nativas, as nascentes, os rios e as águas subterrâneas devem ser superprotegidos. A mineração na Amazônia precisa acabar. É longo o caminho para recuperar o estrago causado pela gestão catastrófica de Jair Bolsonaro, mas com o mundo todo ajudando o Brasil poderá recuperar grande parte de seus biomas em poucos anos e lucrar muito mais com um agronegócio muito mais moderno e com o turismo de natureza.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS 

As mudanças climáticas que atingem as mais diferentes regiões do planeta Terra, como, por exemplo, a crise hídrica no Brasil, com efeitos negativos no abastecimento de água para a população e diminuição dos reservatórios de água para a geração de energia elétrica, não são eventos isolados e estão, sim, concatenados numa sequência de fatores que ultrapassam o fenômeno do efeito estufa e repercutem em terríveis catástrofes ambientais imprevisíveis e sem precedentes na curta história da humanidade. Aliás, o efeito estufa é um fenômeno natural e necessário para manter a vida e uma temperatura segura para a Terra, incluem-se gases em quantidades ideais como o CO2, metano, óxidos de azoto, ozônio, dentre outros presentes na atmosfera. Entretanto, o problema urgente é o aumento descontrolado do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, por causa do desmatamento e da queima de florestas, de carvão, de petróleo, de gás natural e de outros combustíveis fósseis. Nesse sentido, não comporta nenhum engano afirmar que a espécie humana está passando por um grande desafio em sua existência, principalmente porque as catástrofes ambientais serão cada vez mais terríveis e sem previsão matemática de modelos do clima: desabrigando, inundando, secando, sufocando e ceifando preciosas vidas humanas. Destarte, a situação atual do clima no Brasil e no mundo é gravíssima e tudo indica que vai ficar pior com o passar dos anos. Nesse sentido, tentar minimizar essa realidade por meio de um discurso simples, falacioso, demagógico e hipócrita que carece de total credibilidade é ser cúmplice, omisso e pactuado com a destruição do meio ambiente global, bem como, contribuir enormemente para o desaparecimento de muitas espécies da fauna e da flora e empurrar inevitavelmente a espécie humana para a beira do precipício, numa possível extinção em um futuro não muito distante.

Antonio Sergio Neves de Azevedo antonio22yy@hotmail.com

Curitiba

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ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO

Irina Maura é personagem da Escolinha do Professor Raimundo. Tremendamente arrogante e ignorante, debocha das corretas afirmações científicas e históricas que o professor tenta incutir em sua mente. Não bastasse, obtém apoio majoritário dos alunos para suas teses absurdas, à exceção de Ptolomeu, o aluno sábio.

Irina Maura tornou-se profética antecipação do comportamento da maioria dos habitantes das redes sociais. Irina Maura, do grande Chico Anysio do Brasil, par perfeito para os Giovanes de Umberto Eco da Itália.


Ventura Allan Morenilla ventura.morenilla@gmail.com

São Paulo

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CORRESPONDENTE RAIZ

Tomo a liberdade de utilizar o democrático Fórum dos Leitores, do Estadão, para congratular um brilhante jornalista de outro canal de comunicação – a CNN BRASIL –, por sua coragem e determinação em enfrentar riscos para dar luz a um lugar do qual todos querem sair: o Afeganistão. Lourival Sant'Anna está em Cabul, produzindo jornalismo sério, comprometido com a verdade e dando voz ao que ocorre naquela nação, agora sob o domínio Taleban. Peço que tome muito cuidado. Desejo-lhe absoluta sorte e afirmo a gratidão dos brasileiros por tamanha coragem!


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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OCTOGENÁRIOS EM EXPANSÃO

Impressionante que significativa parte da população global e nossa também tenha chegado à faixa de 80 anos ou mais, exemplo emblemático do avanço da ciência preventiva médica. Sabendo-se que nos idos dos anos de 1940, quando esses longevos nasceram, a expectativa de vida média era de 45,5 anos, esse avanço é espetacular. Tanto os jovens como os idosos devem estar atentos às medidas preventivas que hoje dispomos, para que em 2050 – como apontam estudiosos do assunto –, possamos pertencer ao grupo global de 388 milhões de maiores de oito décadas de vida. Que assim seja!


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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NOSSA PRIVACIDADE INVADIDA PELO GOOGLE (e afins): IMPEDIR, EXIGIR REMUNERAÇÃO OU IGNORAR? 

Nossos dados pessoais estão na rede e geram lucros expressivos ao Google ( e afins). Acho fantástico uma empresa gerar receita e ter o correspondente lucro. Mas nos sistemas econômicos, passados e atuais, sempre houve remuneração pela matéria-prima e insumos empregados, ao contrário do que ocorre com as empresas de tecnologia que dominam o setor e se apropriam de forma gratuita dos dados pessoais das pessoas que utilizam um computador ou mesmo um smartphone. 

A escolha que se faz presente é simples: 1) buscar retirar da internet os dados pessoais, tendo em mente que a perda da privacidade leva à perda da liberdade; 2) utilizar preceitos econômicos e exigir remuneração pelo uso até então gratuito dos dados pessoais; e 3) a política de avestruz: esconder a cabeça e achar como inevitável esta situação. O que fazer? Que cada um busque sua resposta! Em caso de dúvida, faça uma pesquisa de seus dados na internet.

Francisco Antonio Stockinger Francisco.stockinger@gmail.com


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