Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2021 | 03h00

ENBpar

Outra estatal?

Jair Bolsonaro criou a segunda estatal de sua gestão, a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional, a ENBpar. A nova estatal vai assumir a Eletronuclear e Itaipu Binacional e já conta com R$ 4 bilhões do Orçamento deste ano para existir. Como desconheço o orçamento das estatais Eletronuclear e Itaipu Binacional, fiquei em dúvida se a nova estatal é boa ou ruim para nós, pagadores de impostos. Enquanto isso, nenhuma privatização foi realizada neste (des)governo. O objetivo da criação da ENBpar, de acordo com o próprio governo, é viabilizar a desestatização – leia-se privatização – da Eletrobras. Fala sério! Concluo que a Eletrobras não será privatizada durante o (des)governo de Bolsonaro, assim como os Correios também não, mas fico aguardando quem será indicado para assumir a nova estatal: militares ou indicados do Centrão?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES CARMEN_TUNES@YAHOO.COM.BR

AMERICANA

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Combustíveis

Reajustes de preço

Alguns meses atrás, o presidente da República demitiu o presidente da Petrobras, que, aliás, gozava de ótimo conceito no mercado, usando como argumento os constantes reajustes dos preços dos combustíveis, e escalou para seu lugar um de sua “confiança”. Pois bem, acabo de verificar que os mesmos combustíveis tiveram aumentos consecutivos nas últimas seis semanas. E então, presidente, como ficamos agora?

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI SAVOLDELLI@UOL.COM.BR

SÃO BERNARDO DO CAMPO

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MP dos Combustíveis

O presidente Jair Bolsonaro trocou há meses o presidente da Petrobras. O general nomeado em seu lugar, até agora, não mudou nada na política de preços e anunciou que não haverá alterações. Agora, o presidente da República anuncia uma medida provisória que autoriza os produtores a vender diretamente para os postos, libertando, assim, os produtores do jugo das distribuidoras, pois uma resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP) de 2009 deu exclusividade às distribuidoras para vender combustíveis aos postos de gasolina. É uma selvageria que existe no Brasil: todo mundo querendo explorar o cidadão. Governos estaduais com o ICMS, prefeituras com vários impostos e o governo federal com o PIS-Cofins. Não há livre-comércio na venda dos combustíveis pelos produtores, único setor da economia em que isso ocorre. O presidente Bolsonaro, ao invés de colocar a culpa nos demais governos, deveria liderar um esforço a fim de criar um tributo que tenha o mecanismo de compensação, como acontece nos países lá fora. Quando a gasolina aumenta, cai a alíquota do imposto, fazendo com que o preço fique mais ou menos igual.

IZABEL AVALLONE IZABELAVALLONE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pandemia

Relatório do n.º de mortos

O Tribunal de Contas da União (TCU) afastou por 45 dias o funcionário que adulterou relatório para dar munição ao capitão do mato, este mesmo que ocupa a cadeira da Presidência, visando a reforçar seu negacionismo da pandemia. Fizesse eu a mesma coisa na empresa para a qual trabalho, eu estaria no olho da rua imediatamente, por justa causa. Agora, funcionário público, sabe como é, né?

LUIZ FRANCISCO A. SALGADO SALGADO@GRUPOLSALGADO.COM.BR

SÃO PAULO

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Fake news

O governo e a mentira

O presidente Jair Bolsonaro disse que seu veto em artigo da MP das Fake News foi pensado para “proteger” a liberdade e o “direito” dos usuários e trazer segurança jurídica às relações entre internautas e provedores. Um presidente da República que defende ações criminosas de disseminação de mentiras em massa para proveito próprio é algo muito grave, muito sério. Não bastasse ter conseguido se eleger à custa dessas mentiras espalhadas em redes sociais, ainda quer mantê-las para continuar se locupletando na mentira. Que pena que a Justiça deste país seja ainda mais lenta para aqueles que estão posicionados nos Três Poderes ou no andar de cima da nossa sociedade.

RAFAEL MOIA FILHO RMOIAF@UOL.COM.BR

BAURU

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Manifestações de setembro

Mais respeito

Na falta de bons resultados em todas as áreas do governo, o presidente Bolsonaro e seus ministros bajuladores comemoram que o protesto dos outrora fervorosos apoiadores seus, no dia 12 de setembro, não tenha atingido o público desejado. Curioso que tanto bolsonaristas quanto petistas tenham festejado “o enterro da terceira via”, como se em política dois mais dois fosse quatro. Se a eleição de 2022 for, mesmo, polarizada entre Lula e Bolsonaro, o fiel da balança serão os eleitores que escolherão outros candidatos no primeiro turno, algo em torno de 1/3 do eleitorado. Trata-se de uma quase maioria silenciosa. Portanto, mais respeito nesta hora. O PT canta vitória no primeiro turno, num flerte com o perigo. É bom calçarem as sandálias da humildade. Já Bolsonaro acredita nas próprias fake news e finge não saber que as manifestações do dia 7 de setembro levaram milhares de pessoas em ônibus do interior e de outros Estados para São Paulo e Brasília, inflando artificialmente o público – muitos pagos com meia saca de soja, em espécie –, além do grande rebanho evangélico que atende ao chamado do pastor, “em nome de Jesus”. Porém, colocar uma multidão nas ruas até Nicolás Maduro consegue. Mais complicado é resolver os imensos problemas que afligem os brasileiros, especialmente os mais pobres, como inflação sem controle e desemprego em massa. É bom que haja mais um ou dois candidatos competitivos em 2022. A democracia brasileira necessita de mais diversidade de opiniões e projetos. A guerra entre petistas e bolsonaristas não tem feito bem ao País. Juízo e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

SANDRO FERREIRA SANDROFERREIRA94@HOTMAIL.COM

PONTA GROSSA (PR)

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PRESIDENTE ISOLADO

Se o Brasil não suporta mais Jair Bolsonaro, esse irresponsável do Planalto perdeu também uma amizade de 40 anos, como a do ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), como consta em sua entrevista no Estadão (13/9). Fraga, que se afasta definitivamente do presidente, diz que a gota d’água, foi o seu desprezo pela ciência e pela compra antecipada de vacinas. O ex-deputado foi infectado pela covid-19 e assistiu, infelizmente, ao falecimento de sua esposa também contaminada. Diz também que Bolsonaro sempre foi um sujeito desconfiado; que não fazia amigos quando deputado porque não era bem visto pelos colegas. Em 40 anos de amizade, Fraga diz que o presidente jamais admitiu ser contrariado por quem quer que fosse. Quanto ao possível impeachment do presidente, o ex-deputado acredita que somente acontecerá se o Centrão pular pra “fora do barco”. Fraga afirmou que todos na sua casa eram “Bolsonaro doente”, mas hoje só o filho mais velho. Assim como míngua sua popularidade nas pesquisas de opinião!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A ARTE DA GUERRA

Na estratégia militar da arte da guerra, o recuo tático é uma manobra prevista para distensionar o ambiente e ludibriar o inimigo, fazendo com que pense que, ao retroceder e voltar atrás, este exército está se retirando do cenário de conflito. Em seguida, depois de retomar fôlego e ânimo e reagrupar as forças, o falso retirante volta à carga e ao ataque para surpreender o adversário que pensava ser vitorioso. A meia volta, volver do capitão Bolsonaro não deve passar de uma manobra calculada para inglês ver. Quem sobreviver verá.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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QUAL É O VERDADEIRO BOLSONARO? (UM CONTO DE FADAS NO SÉCULO 21)

No dia 7 de setembro, o presidente Jair Messias Bolsonaro “descarregou” toda a sua energia e “raiva” com os seus “apoiadores” em Brasília e em São Paulo: xingou e disse que ia se vingar daqueles que não o respeitam. Ele acha que é o homem mais poderoso do Brasil, pois é o presidente, e que faltar o respeito com ele é imperdoável. Engraçado que dois dias depois de ele gastar toda essa energia, repentinamente pediu um conselho ao ex-presidente Temer e, depois do encontro, seu comportamento explosivo “murchou” e ele se tornou uma pessoa “mansinha e compreensiva”, que daria até medo em quem conheceu a sua figura valentona. Da noite para o dia, tornou-se um político de verdade, pois agora quer dialogar com todo mundo para resolver os problemas políticos (que ele mesmo criou). Será que o conselho foi tão convincente e eficiente, a ponto de mudar a personalidade dele? Ou na verdade ele sentiu medo de perder a sua importante posição na Presidência, antes de completar o seu mandato? Aonde foi o homem valentão que ignorava as regras e se recusava a dialogar? Será que esse homem era fictício ou o homem que surgiu agora é que é fictício?

É interessante pensar se na eleição presidencial de 2022 o “novo Bolsonaro” conseguir se eleger, mas na hora de tomar a posse aparecer o “velho Bolsonaro”, o machão, valentão e sem educação. Então se iniciará um novo ciclo com o mesmo “velho Bolsonaro”...

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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BOLSONARISTAS ARREPENDIDOS

 As manifestações de 12 de setembro, promovidas por MBL, Vem Pra Rua e Livres, movimentos de centro-direita, de bolsonaristas arrependidos, não poderiam ter sucesso mesmo, cinco dias após o alvo das manifestações ter se retratado, em arrependimento tão fugaz quanto temerário. O que não deu para entender é a falta de noção de candidatos à Presidência, que lá foram fazer discursos para ninguém, como Doria, Cyro Gomes, Amoedo e Mandetta, que carecem de marqueteiros e bons conselheiros. Os vencedores das manifestações foram Lula e Bolsonaro, como era previsível.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

FRUSTRAÇÃO

O fiasco das manifestações ante Bolsonaro e Lula demonstra clara e simplesmente a falta de um líder que encarne a esperança, frustrada por Bolsonaro, de conseguir mudar radicalmente a velha política, carcomida pela corrupção e o uso do poder público em seu próprio benefício. Só um nome comprovadamente forte e confiável poderá mudar o quadro e evitar outro desastre em 2022.

Luiz Ribeiro Pinto brasicat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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FRATRICÍDIO

As manifestações de domingo passado, aquelas que vêm provocando o deboche de bolsonaristas radicais, os mesmos que ignoram obviedades, deixaram exposta a grande diferença entre o obrigatório, o eventualmente pago e o espontâneo, além de feridas provocadas por uma luta desigual e idiota. Mas deixaram claro, também, que Bolsonaro ainda tem boa influência sobre seus seguidores e os que acreditam ser ele e o governo “fiéis defensores da Pátria, de seus símbolos e do povo”. E de um deus em que só ele acredita. Finalmente, outra constatação é que a maioria da população, indefinida e nem aí para campanhas extemporâneas, quer, sim, emprego, política de preços compatível (o fim da inflação), vacina no braço e não em CPIs (volta da normalidade) e comida no prato. De preferência, transportada por veículos abastecidos com diesel mais barato e cozidas a gás.

João Di Renna joao_direnna@hotmil.com

Quissamã (RJ)

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IRONIA

Por ocasião das manifestações de oposição a Bolsonaro de 12 de setembro, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, afirmou: “O fracasso das mobilizações deste domingo demonstra que quem quiser realmente o impeachment de Bolsonaro terá de sentar para conversar com a esquerda”. Se Medeiros está mentindo descaradamente ou querendo apenas ser delicado não sabemos. Fato é que a estratégia da esquerda, capitaneada pelo PT, é praticamente oficial: impedir a todo custo o impeachment, o que fatalmente ocasionaria a derrota de Lula nas próximas eleições presidenciais, caso o ex-presidente se candidate e enfrente um oponente de centro. Há quem diga que esse tipo de estratégia faz parte da política. É verdade. Mas, convenhamos: partidos que sempre pregaram o impeachment de Bolsonaro desde o primeiro dia de governo agora fazem de tudo para que ele conclua o mandato. É no mínimo bizarro e surreal. Ironia do destino? Faz parte da política.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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COMETAS

Guilherme Boulos foi anunciado pelo PSOL como pré-candidato ao governo de São Paulo. O líder do MTST é outro “cometa”, igual a Marina Silva, que só aparece no noticiário em época de eleições. São eternos candidatos derrotados por causa de suas ideias ultrapassadas e utópicas.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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RACHADINHAS

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, e condenou, inclusive com a inelegibilidade, em um caso de uma vereadora corrupta, que a prática de “rachadinha” é crime de enriquecimento ilícito e de dano ao erário público. Assim, os filhos do presidente Bolsonaro, os políticos Carlos e Flávio, são criminosos que, por conta de nossa legislação, de nossas políticas de clientelismos antidemocráticas e de uma cultura política e social esdrúxula de muita tolerância com os de colarinho branco, bem posicionados e com as chaves mágicas do Orçamento Público nas próprias mãos e nas dos seus, ainda se preservam incólumes sem quaisquer julgamentos e condenações. Mas quando o Brasil deixará de ser regido politicamente pelos interesses inconfessáveis dos aproveitadores dos dinheiros públicos? Pois que, até lá, se torna muito estranho a qualquer um dizer que o Brasil é um país democrático. E aqui ou aí, que não se confunda forma com conteúdo, fachada com interior e país de Primeiro Mundo com país do fim da fila.

Marcelo Jorge Gomes Feres marcelo.jorge.gomes.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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MODALIDADE DE CORRUPÇÃO

Os legisladores, começando pelos municípios, Estados e até no Congresso Nacional, contam com equipes de assessores remunerados com verbas públicas. O assessor, portanto, pode ser enquadrado como servidor público. Como aceitar que muitos deles sejam obrigados a destinar parte dos rendimentos aos parlamentares, na denominada “rachadinha”. É uma modalidade de corrupção, segundo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ARAS E O FUTURO

O procurador-geral da República, Augusto Aras, que dizem ser petista, antevendo seu futuro, já que agora conseguiu permanecer no cargo que ocupava, está mudando a maneira de decidir suas demandas. Então, se houver mudança de presidente nas próximas eleições e for alguém do PT, ele já mostrou serviço e pode conseguir sua vaga no STF, afinal haverá duas vagas, de Lewandowski e Rosa Weber, que se aposentam em 2023!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com 

São Paulo

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GOVERNABILIDADE

Os políticos condutores do País parecem estar num mercado das arábias. Tem muito capacho se vendendo como tapete voador...

A. Fernandes standyball@hotmail.com.

São Paulo

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TERCEIRA VIA

Cada vez mais que o pleito eleitoral de 2022 se aproxima, a chamada terceira via está se impondo como alternativa, ante a atual bipolaridade para a próxima eleição presidencial. Se um nome surgir dentro desse movimento político, dificilmente ele deixará de ser uma forte alternativa para o segundo turno das eleições, com chances até de vitória, sepultando de vez os atuais dois nomes que já estão postos para tal disputa eleitoral.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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TOLERÂNCIA TEM LIMITE

Obrigado ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal. O seu discurso de alerta aos incitadores de atos violentos e ameaçadores contra a democracia trouxe aos brasileiros que não se deixam levar por conversa fiada um grande alívio. Como estava difícil de suportar as ameaças daqueles que pensavam que podiam tudo. O basta que o senhor deu na turma foi um remédio para desestressar quem deseja que o nosso país continue sendo regido pela democracia. Valeu a pena. Os dias estão melhores. No lugar do temor, entrou a paz. O senhor fez como aquele pai que se cansa de dar conselho ao filho arteiro e um dia resolve mostrar que tolerância tem limite. É preciso jogar água na chama antes que ela provoque um grande incêndio. Que a paz seja para sempre. O povo quer emprego; o povo quer comida no prato; o povo quer crescimento econômico e custo de vida mais barato.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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CAMINHAR É PRECISO

Diante da situação que hoje vive nosso país, eu acredito que tudo que necessitamos é de paz para sorrir e a união de todos para evitar o caos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DERRUBANDO MUROS

Os empresários brasileiros, para sobreviverem, estão habituados a derrubar muros. Assim, o movimento dos empresários de porte bastante considerável adotou o título porque muitos muros precisam ser derrubados para que o Brasil consiga sair da atual estagnação e marasmo e possamos ver o alavancamento desejável e que deixa de lado as políticas inconvenientes de Bolsonaro. Atualmente, o movimento conta com 92 membros, e, por certo, sentirá sua coordenação um aumento diuturno enorme e apreciável, porquanto hoje o Brasil precisa do segmento produtivo para estimular a grande virada que ocorrerá em 2022, com eleições e em plena democracia. Mas o Muro da Democracia será resguardado e elogiado, contrariamente aos desejos de Bolsonaro.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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PAÍS DA PIADA PRONTA

Pasmem, só no Brasil mesmo, para desestatizar a Eletrobras o que fazem? Criam uma nova estatal (?!), e com orçamento de módicos R$ 4 bilhões! Isso acontece no mesmo momento que estão propondo um calote nos precatórios!

Perderam a vergonha e o respeito por nós, os contribuintes!

Carlos Ayrton Biasetto carlos.biasetto@gmail.com

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NOSSO 11 DE SETEMBRO TUPINIQUIM

No último dia 11 de setembro foram lembrados nos EUA os 20 anos do ataque terrorista ocorrido naquele país, que resultou em 2.996 mortes, entre americanos, estrangeiros e os terroristas.

Nós, que não temos no Brasil ataques terroristas, nem tragédias da natureza como as que ocorrem nos EUA, Japão e Europa, perdemos muito mais vidas com a posse de Bolsonaro. Graças a sua gestão pífia, sua vontade de não trabalhar e a inércia de seu governo que só pensa e age em torno da reeleição, perdemos 586 mil vidas vítimas do terrorismo dele em não comprar vacinas no tempo certo.

A nossa classe política é seguramente a pior do planeta, arrogante, gananciosa, com tendência inequívoca à prática de corrupção e demais crimes. Porém, nada pode ser comparado à gestão deste presidente: deixou a compra de vacinas de lado e incentivou o uso de medicamentos que nunca foram ministrados pela ciência para combater a covid no mundo. Além de tudo, tem o desejo incontido e perverso de dar um golpe na nossa já combalida democracia. Nada pode ser pior!

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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SÓ PARA EU ENTENDER

Se um indivíduo comparece na CPI e opta por não responder a perguntas que possam incriminá-lo, deve ser porque algum crime há de ter cometido. Se assim não fosse, não poderia ser incriminado. Certo?

Breno Lerner blerner@uol.com.br

São Paulo

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INJUSTIÇA

A justiça brasileira tarda, falha, revolta e debocha do bom senso. Virou mania prender negros pobres injustamente. O mal e a humilhação marcam as vítimas pelo resto da vida. O Estado é vergonhoso. Não tem grandeza nem para pedir desculpas pelo buraco que fazem na honra das pessoas. Pobres e desempregados são tratados como cidadãos de segunda classe. Nessa linha das leis absurdas, únicas em um Brasil que se diz civilizado e justo, existem as inacreditáveis “saidinhas temporárias” para presos. Estão soltas, maravilhosas, flanando pelas ruas, por exemplo, Suzane, Anna e Elise. Trio ternura às avessas. As coitadas mataram, pela ordem, os pais, a enteada e o marido. Tenho ânsia de vômito.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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