Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2021 | 03h00

Saúde

Remédios contra o câncer

A respeito da reportagem Falta de verba para o Ipen ameaça a produção de remédios contra câncer (Estado, 16/9, A16), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) produz radiofármacos praticamente desde sua fundação, em 1956. Este desenvolvimento foi uma atividade construída conjuntamente com a medicina nuclear no Brasil. Os medicamentos produzidos sempre foram aprovados e utilizados por uma classe médica muito preparada, que agregou à sua formação médica o conhecimento da atividade nuclear, necessária para o uso dos radiofármacos. Para sustentar uma produção confiável, com a qualidade necessária para ser injetada em pacientes já fragilizados, um espectro largo de conhecimento é necessário, além da aprovação pelos agentes reguladores Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Muitos anos são necessários para a obtenção da capacitação industrial e a preparação de profissionais qualificados para manusear produtos radioativos. Portanto, o tema vai muito além de poder importar os radioisótopos, que são a base do medicamento. Nesse sentido, o Ipen se equivale aos Institutos Butantan e Farmanguinhos, que recebem os Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs) e os adaptam para uso clínico. Foram mais de 60 anos de experiência para o Ipen atingir essas marcas e adquirir a confiança do setor médico como fornecedor de excelência de medicamentos. Ainda assim, estamos com a produção muito aquém da necessidade, pois o atendimento de nossa população é quase três vezes inferior ao feito na Argentina. Para atender plenamente a essa demanda é que foi proposta a construção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). Tudo isso está sendo desperdiçado agora, com enorme prejuízo para a população brasileira, pois os insumos são distribuídos para todo o País.

NILSON DIAS VIEIRA JUNIOR, ex-superintendente do Ipen

NILSONDIASVIEIRAJR@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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A vida dos brasileiros

Enquanto o desgoverno de Jair Bolsonaro cria mais uma estatal, a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar), jogando no lixo para isso R$ 4 bilhões do Orçamento deste ano, a produção nacional de remédios contra o câncer corre o risco de sofrer um apagão. Por quê? Porque o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), carece de R$ 89,7 milhões para conseguir a normalização da produção de 25 radiofármacos utilizados no tratamento do câncer. O instituto produz 85% dos medicamentos para essa enfermidade, dos quais dependem cerca de 2 milhões de pacientes. Definitivamente, Jair Bolsonaro não se interessa por salvar a vida dos brasileiros – como faz também diante da pandemia de covid-19 – e não tem condições de continuar no cargo de presidente desta nação.

PAULO PANOSSIAN PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Vacina para adolescentes

Da falta de inteligência à falta de lógica, vamos levando nosso país para o buraco profundo. A mais nova polêmica é a da vacinação de adolescentes contra a covid-19. Depois de ela ter sido recomendada pela Anvisa, além de órgãos internacionais, vem este senhor que está ministro da Saúde dizer que não deve ser dada aos adolescentes. E acrescenta que para os que têm comorbidades a vacinação continua. Onde está a lógica disso? Se faz mal, por que dá-la aos que já têm problemas? E, então, ficamos sabendo que o presidente da República, ao ouvir um programa de rádio, telefonou para o ministro dando a ordem de suspender a vacinação. Ele tem tempo para ouvir programas de rádio, mas não para se preparar para uma reunião sobre assuntos climáticos. Já há muito que as palavras absurdo, inacreditável e inconcebível não saem do vocabulário dos brasileiros. Até quando vamos ter de aguentar notícias completamente inacreditáveis, como aquela sobre a Prevent Senior, ou as falas do presidente da República? O Brasil não pode ficar à mercê de malandros que nada têm de bom para oferecer ao povo. Chega de populistas desavergonhados, sem inteligência e sem caráter.

MARIA TEREZA CENTOLA MURRAY TEREZAMURRAY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Economia

Aumento do IOF

Na campanha eleitoral de 2018, Jair Bolsonaro era contra o aumento da carga tributária. Agora, mudou de ideia. Vem aí uma mudança para desestimular novos projetos de investimento, que poderiam movimentar a atividade econômica e gerar mais empregos: aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), para pessoas físicas e jurídicas. E vem com a conversa de que é para bancar o novo Bolsa Família. O programa já está contemplado no Orçamento, mas o “novo” Bolsa Família é para iludir futuros eleitores.

CARLOS VIACAVA CVIACAVA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Solução para o Bolsa Família

Aumento do IOF. A solução sempre é de maneira a apertar o contribuinte. Mas diminuir o custo Brasil, nunca, porque pode faltar dinheiro para deputados e senadores.

CARLOS LORENZO  CA_LORENZO43@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Crise hídrica

Ilha Solteira

O reservatório de água da maior hidrelétrica do Estado de São Paulo atingiu 0% de volume útil. Ilha Solteira vai continuar as operações de produção de energia elétrica no volume morto. O regime de chuvas com os rios fluviais aéreos da Amazônia para o Sudeste foi comprometido pelas queimadas e pelo desmatamento nos últimos anos e pelas mudanças climáticas. A estratégia do governo federal será atacar o governo estadual e propor como solução a volta do horário de verão para polarizar as redes sociais.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

INTRUSO   

Lamentável, intolerável e repugnante que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, se arvore de dono do monopólio da verdade para criticar a CPI da Pandemia, porque, ao que tudo indica, diante das comprovações das fartas investigações, o colegiado pedirá o impeachment de Bolsonaro. Lira gosta de parecer isento, indignado e patriótico diante da plateia. Contudo, o que o deputado alagoano faz de melhor é surgir das trevas fantasiado com declarações que agradam ao Palácio do Planalto. Deveria patentear seu rosário de desenfreadas tolices e bajulações. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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POR QUÊ?

O que mais impressiona é como a enorme quantidade e a gravidade dos malfeitos do presidente Bolsonaro, do governo, de pessoas chegadas e próximas a ele não levam a ações e processos de impeachment do presidente. Por quê? Porque a nossa democracia prevê enormes proteções por parte dos políticos e, em especial, por parte do procurador-geral da República e do presidente da Câmara dos Deputados, que detém a chave do cofre, ou seja, a nossa república é a verdadeira república dos poderosos antirrepublicanos que, à moda do lobo em pele de cordeiro, tomam conta da porta deste imenso, enorme galinheiro em que nós, brasileiros, somos não só depenados, mas espoliados, vilipendiados e ridicularizados.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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DOUTOR IMPEACHMENT

O jurista e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, especialista em impeachments presidenciais, como os de Fernando Collor e Dilma Rousseff, aponta os sete crimes capitais cometidos por Jair Bolsonaro para engrossar a fila de presidentes defenestrados do Brasil. O mais “tenebroso”, como afirma, “não foi fruto de negligência ou imprudência, mas uma política de governo”, referindo-se às conclusões da CPI da Covid do Senado Federal, que apontam as ações criminosas de Bolsonaro durante a epidemia do coronavírus no Brasil. “Decisão de iniciar processo de impeachment não pode ser só do presidente da Câmara”, afirma o jurista “doutor impeachment”, em histórica entrevista ao Estadão de 16.9.2021

Paulo Sergio Arisi Paulo.arisi@gmail.com.br

Porto Alegre

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O REMÉDIO IMPEACHMENT

No regime presidencialista brasileiro, o impeachment é o único remédio capaz de sanear situações inaceitáveis e prejudiciais à Nação. Como consequência, mereceria, quando postulado, ter data fixada para o início de seu processamento por parte da autoridade competente, o presidente da Câmara dos Deputados, evitando-se que a medida se torne objeto de trocas e barganhas políticas em detrimento dos interesses nacionais. Se a autoridade referida estivesse submetida a um prazo para justificar e fundamentar seu ato de mandar arquivar o pedido ou impulsioná-lo para os trâmites posteriores, sem dúvida, não estaríamos apreciando a atual situação, em que dormem na gaveta mais de 130 pedidos sem nenhuma apreciação jurídica e legal. Não se trata de menosprezo aos interesses republicanos?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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SITUAÇÃO DO PAÍS

Triste a situação da população brasileira de 213 milhões que no momento se encontra à mercê de um pseudoproto aspirante aditador, representada por 512 deputados que se curvam a um vacilante pseudodefensor da ordem democrática em troca do dinheiro das emendas parlamentares e das verbas eleitorais para 2022. Arthur Lira, assim como Judas, faz com o “dinheiro” a crucificação do Povo.

Pedro Luiz Bicudo plbicudo@gmail.com

Piracicaba

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UMA PERGUNTA

O que está faltando para o STF dizer que foi o povo brasileiro que roubou o Lula?

Luiz Antônio Colussi lacolussi@lacolussi.com.br

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BRIGAS INSTITUCIONAIS

O momento azedo pelo qual atravessa o Brasil implica o reconhecimento de quase 600 mil mortes, um planejamento desorganizado na aplicação da vacina, instabilidade econômica, seguida de estagflação. Os números do mercado financeiro indicam um colapso, além da dependência do capital estrangeiro. Devemos crer que rupturas e brigas institucionais chocam a sociedade e colocam a exclusão social como pano de fundo. Recuperar o poder aquisitivo e controlar inflação e câmbio parecer fazer parte do conteúdo programático do ministro Paulo Guedes totalmente não executado.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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A DETERIORAÇÃO DO BRASIL

Na época da posse de Bolsonaro, em janeiro de 2019, o dólar era comprado pelo valor de R$ 3,66. Hoje o dólar vale R$ 5,26, ou seja, tivemos uma desvalorização de 43% do real, nos últimos 990 dias. O IPCA, que mede a inflação oficial, acumula alta de 15,2% e o IGPM teve alta de 54,25%. O Ibovespa fechou seu último pregão em 2019 aos 115 mil pontos. Ontem, o pregão fechou aos 114 mil pontos. A estimativa do crescimento do PIB neste ano é de 5,3%. Em 2020 a retração foi de 4,1%. Em 2019 teve alta de apenas 1,1%. A taxa de desemprego é de 14%. O valor das exportações em 2019 caiu 9,6% e em 2020 a queda foi de 6,1%. O mito Bolsonaro e o mago da economia, Paulo Guedes, nada entendem de crescimento econômico. O declínio econômico do Brasil é inquestionável, bem como o incremento da indigência do nosso povo menos favorecido. Para agravar mais a situação, contabilizamos 589 mil mortes durante a pandemia de covid-19, deteriorando o Brasil.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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PÉ DE FRANGO

Graças à severa e aguda crise econômica que o Brasil do desgoverno Bolsonaro enfrenta, com o disparo da inflação e a carestia nas alturas, o País, que é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, sobretudo de proteína animal, está comendo pé de frango com farinha para não morrer de fome. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gamil.com

São Paulo

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POSTO IPIRANGA

O ministro Paulo Guedes, conhecido no começo deste governo como “posto Ipiranga” é o último baluarte de Bolsonaro. Ele já mostra que não tem mais nenhuma rota para levar o Brasil a um porto seguro na economia. Jair Bolsonaro é impermeável a qualquer tentativa de convencimento do óbvio.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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BRASIL, FALTA DE ÁGUA E APAGÃO

Os reservatórios das hidrelétricas das Regiões Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por 70% da geração de eletricidade do País, atingem o menor nível desde o ano do maior racionamento. Nesse mesmo período, em 2001, o volume de água nas represas era de 21,8% e, na última quarta-feira (15/9), estava em 18,2%, com a previsão de descer a 10% em novembro (Estadão 17/9 – B5). Isso coloca a comunidade e o mercado em alerta, porque todos conhecem os problemas de um apagão tanto em produção quanto em desconforto e insegurança. A cada dia eletrificamos mais nossa vida e ficamos mais dependentes do sistema. Tempos atrás, os técnicos da área elétrica festejavam a estagnação econômica porque – segundo pontuavam – se não tivesse parado o crescimento econômico, logo não teríamos energia para suprir a demanda. Isso levou a programas de conservação de energia como troca de lâmpadas e motores por exemplares que consomem menos. Diferente de 20 anos atrás, quando houve o grande apagão brasileiro, hoje temos mais termoelétricas que podem ser acionadas quando falta água e, ainda, incorporamos a geração eólica e as placas solares. Fica mais difícil apagar abruptamente. Mesmo assim, a eletricidade brasileira é 63,8% hidrelétrica e apenas 9,3% eólica, 8,9% vinda da biomassa e biogás e só 1,4% de placas solares. É preciso, urgentemente, investir nas novas alternativas – eólica e solar – para prevenir as faltas de água ou, até, para preservar a água para funções mais nobres, como matar a sede da população, irrigação e outras. O setor carece de mais atenção e coordenação.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CLOROQUINA POLÍTICA

É visível e aberrante o comportamento espúrio do presidente da República. Bem colocou Fernando Gabeira em sua coluna quanto à cloroquina política que esse energúmeno nos oferece. Quando eu falava que votaria até no Cabo Daciolo para não votar no PT, acho que deveria ter levado a sério. Acho que o Cabo não seria tão inoperante e como esse ex-militar. Mas aguentemos mais um ano e pouco. Para quem aguentou 13 anos de PT até que é pouco. 

Edmir de Machado Moura negrinho10@hotmail.com

Caçapava

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AS BOAS ALMAS CONFLUENTES

Uma página (Espaço Aberto, Estado, 17/9), duas inteligências do bem e do belo emparelhadas: Eros Roberto Grau e Fernando Gabeira. Este alerta: a espera pode ser a queda dos pilares democráticos como ferros pontiagudos sobre nossas cabeças. Melhor o impeachment, esperar não é saber, lembremo-nos também de Vandré. “Não vai acontecer aqui”, Sinclair Lewis no longínquo 1935, quando assim se despedaçavam (em provável ficção) as regras da liberdade na forte democracia americana. Os bons pagam, pois os do crime organizado são logo arregimentados como a milícia do desvairado déspota. A vida é maravilhosa, professor Raos. Mas há os momentos que a negam. Certo, depois terão lugar no céu os generosos, juntamente contigo, Belmondo, Gabeira e Geraldo, o poeta em disparada. Antes, porém, não descuremos das lágrimas de sangue descritas pelo Nobel, na obra mais circulada pelos EUA no lodoso momento Trump e seus canivetes. Aqui ocultos nos bolsos pelos incendiários de Bolsonaro.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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AO LEITOR RAUL MARIO RIBEIRO

Quero aqui agradecer ao leitor Raul Mario Ribeiro (Fórum dos Leitores, 17/9, A3), que conseguiu em sua mensagem explicar tudo que nós brasileiros conscientes gostaríamos sobre os candidatos a presidente da República que estão se oferecendo para as próximas eleições. Nenhum deles preenche os requisitos necessários, esperamos que apareçam candidatos que mereçam, que sejam conhecidos por seus atos, conhecimentos e dignidade!!!

Alberto Apolinário avenida@uol.com.br

São Paulo

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ATIVISTA

Tem toda a razão o dr. Drauzio Varella ao afirmar que o Bolsonaro não é “negativista”, ele é “ativista”!!!

Artur Topgian topgian@terra.com.br

São Paulo

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ESSE É O QUEIROGA

O ministro Marcelo Queiroga, que não “larga do osso”, chegou ao cúmulo de dizer que há excesso de vacinas; na verdade, deveria dizer que há excesso de gente para vacinar. Foi mais longe dizendo que governadores e prefeitos deveriam acabar com essa “Torre de Babel” e seguir o leviano Programa Nacional de Imunizações (PNI), aquele que demora semanas para entregar os imunizantes, especialmente, ao arqui-inimigo João Doria. Esse é o Queiroga que agora resolveu apoiar as trambicagens do ex-ministro Eduardo Pazuello e fazer parte do esquema “um manda, outro obedece”!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PROJETO LONGO FINANCIADO

A ideia de Lara Resende (Estadão, 16/9) que defende com responsabilidade e independência o furo do teto de gastos com finalidade de maior participação do Estado no financiamento de infraestrutura é muito lúcida. Afinal, os investimentos no bem-estar da população devem ser muito menos do que o país gasta com juros. Se pode enriquecer ainda mais os rentistas, por que não financiar o bem-estar do povo? 

Luiz Antonio Amaro da Silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos

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PINHEIROS PERDENDO O CHÃO

Senhores, conto com sua solidariedade para manter vivo o que resta de saudável no bairro de Pinheiros. É impossível que a ganância imobiliária não encontre freios. 

Nossa civilização está cavando o seu próprio túmulo ao desprezar os princípios básicos de manutenção da vida. Não são apenas as florestas que têm de ser preservadas. Também nos grandes centros os caminhos do sol e dos ventos devem permanecer livres para que possamos respirar. Entupir as ruas de carros e pessoas não é a solução de moradia.

Conto com os senhores.

Gabriela Rabelo garabelo@gmail.com

São Paulo

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OCUPAÇÃO PREDATÓRIA

Sou moradora do bairro de Pinheiros e estou indignada com a ocupação predatória que as incorporadoras estão promovendo no bairro.

Estão construindo torres de edifícios de muitos andares à custa da demolição de casas e de pequenos prédios que sempre caracterizaram a região. As ruas não vão dar conta do volume de trânsito que vai ser gerado e a iluminação e insolação dos demais imóveis poderá ser prejudicada. Isso já aconteceu na Vila Olímpia, no Itaim Bibi e no Tatuapé, entre outros. Ocupam, lucram e vão embora. Tudo pelo lucro cego que não respeita a identidade cultural ou as mínimas regras de Planejamento Urbano. As Ruas Capitão Antonio Rosa, Cristiano Viana, Artur de Azevedo e tantas outras no bairro são exemplos disso.

É preciso respeitar a cidade e seus moradores.

Suzana Beatriz Barrozo suzbarrozo@yahoo.com.br

São Paulo

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CAPITALIMO E SOCIALISMO

Nos dias atuais, no meio de todas as crises que a pandemia de covid-19 está produzindo, uma que poucos estão se dando conta é a que está afetando as ideologias na economia global atual. As vacinas para controlar o vírus estão sendo aplicadas em todo o planeta sem nenhum custo para os que estão se imunizando, os governos de todos os países estão arcando com tais despesas incalculáveis. Essa realidade produzirá necessariamente uma necessária alteração nas duas ideologias até então vigentes – capitalismo e socialismo –, que não mais sobreviverão distintas como agora. Haverá uma espécie de fusão dessas duas correntes, apontam alguns especialistas no assunto, surgindo uma nova ideologia, uma mistura dessas duas, que ainda não tem nome, mas nós todos viveremos sob seu manto, no futuro próximo que nos espera.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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