Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2021 | 03h00

Economia

O decreto do IOF

O governo federal tanto buscou que acabou sorrateiramente encontrando uma versão de CPMF para chamar de sua. A esperteza se dá através de um simples decreto do chefe do Poder Executivo – medida sonhada pela área econômica – alterando as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para pessoas físicas e jurídicas. Simples, não? Curioso, o IOF foi criado durante a ditadura militar, em 1966, por meio do famigerado decreto-lei, tão a gosto de governos autoritários. Ironicamente, o decreto atual estabelece a vigência da alteração das alíquotas até dezembro de 2021 – portanto, temporária, como toda “CPMF” até hoje criada. Evidente que não haverá nenhum óbice à sua perpetuação, visto não depender de autorização legislativa, mas de simples decreto presidencial. Agora, esta desfaçatez do governo federal revela um sentimento ainda menos nobre, distante do socorro aos desvalidos: vingança, mesmo, contra bancos privados, mercado de capitais e empresariado que, recentemente, manifestaram desapreço e irresignação com a ineficiência do atual governante e sua clara disposição para o arbítrio.

NOEL GONÇALVES CERQUEIRA NOELCERQUEIRA@GMAIL.COM

JACAREZINHO (PR)

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Aumento de imposto

Então a saída que o governo encontrou para custear o Auxílio Brasil foi aumentar impostos? O que Bolsonaro faz de diferente dos seus antecessores? Para quem alardeou um Paulo Guedes com tanta pompa, era de esperar que o ministro fosse criativo. Mas não, ele tira da cartola o punhal que vai sangrar o bolso dos trabalhadores. O encarecimento do crédito garante o Bolsa Família, que, mesmo importante, não justifica o aumento do IOF, que para pessoa física passa a 4,08% ao ano. Isso afeta diretamente o cidadão que usa cheque especial, o rotativo do cartão de crédito, investimentos como o CDB, etc., como se não bastasse tudo o que já paga.

IZABEL AVALLONE IZABELAVALLONE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Governo Bolsonaro

Reeleição para quê?

Se você está desempregado e votou em Jair Bolsonaro, deve estar se questionando sobre a validade de seu voto, pois até agora o governo só conseguiu agravar a questão do desemprego. Se foi acometido pela covid-19 e foi assistido por um médico negacionista que lhe medicou com ivermectina, azitromicina, hidroxicloroquina e Annita, obedecendo às preferências do mito, e ainda está entre nós, apresentando sequelas graças aos efeitos colaterais da doença, deve estar se recriminando porque não respeitou a recomendação da Ciência. Se você é um indígena que votou nele, deve perguntar por que ele defende o marco temporal para reconhecimento de seu direito à terra que lhe pertencia antes mesmo do descobrimento. Se você é caminhoneiro, deve cogitar que parça é este que tudo faz para aumentar o preço dos combustíveis que movem o veículo com o qual ganha a vida. Se você é o ministro da Economia deste governo e diz que o “barulho político” é o responsável pelo aumento do dólar e ouve do presidente do Supremo quando pede ajuda para deixar de pagar precatórios que “você está jogando no meu colo um filho que não é meu”, e você é um brasileiro que ama o seu país, deve estar impressionado com a vontade do homem de se reeleger com o seu voto, se nada fez para merecê-lo.

LAIRTON COSTA LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Verdade x mentira

A cada nova fala, o presidente Bolsonaro deixa cair do rosto a maquiagem de paladino da verdade e da boa governança. Nesse sentido, causou espécie a sua declaração em solenidade realizada na terça-feira, em Brasília – num evento, vejam só, para homenagear o trabalho desenvolvido por veículos que se destacam nas “áreas das telecomunicações, radiodifusão, serviços postais e comunicação social” (segundo divulgação feita na página oficial do Ministério das Comunicações): “Fake news faz parte da nossa vida. Quem nunca contou uma mentirinha para a namorada?”. Sua intervenção foi mais uma defesa da infame Medida Provisória (MP) 1.068/2021, que ele tinha enviado ao Congresso Nacional sugerindo alterações no Marco Civil da Internet dificultando a remoção da enxurrada de fake news que a maioria dos seus apoiadores propaga pelas redes sociais, promovendo desinformação e incitação ao ódio. Em boa hora a MP foi devolvida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. E lembrar que, em fevereiro de 2020, em cerimônia no Palácio do Planalto, o mesmo Bolsonaro afirmou que “todo jornalista deveria ter o versículo João 8:32 carimbado na testa”, em referência ao versículo bíblico que diz “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, em mais uma de suas inúmeras diatribes para atacar a imprensa livre e escarnecer de seus representantes. Talvez fosse o caso de questionar aos muitos líderes religiosos que prestam apoio incondicional a Bolsonaro se eles comungam a enfática defesa da mentira como fato corriqueiro no dia a dia das pessoas feita pelo insano que hoje ocupa a cadeira de presidente.

FERNANDO CESAR GASPARINI FERNANDO.GASPARIN@TERRA.COM.BR

MOGI-MIRIM

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Combate à desinformação

O presidente Bolsonaro, ao ver a MP 1.068/2021 ser devolvida ao Executivo por sua franca inconstitucionalidade, não hesitou em espernear, do alto de sua finíssima filosofia particular, dizendo que “fake news faz parte da nossa vida. Quem nunca contou uma mentirinha para a namorada? Se não contasse, a noite não ia acabar bem”. Num momento como este, é mais que bem-vinda a parceria anunciada entre o Facebook e veículos de imprensa, como o Estado. A colaboração não só combaterá a famigerada desinformação geral – inclusive as do presidente e de seus seguidores –, como também agregará qualidade à rede social, tão carente de valores e de conteúdo confiável. Não somente a Constituição funciona para proteger seus cidadãos, mas também o jornalismo livre e de qualidade.

LUCIANO HARARY LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FRUTO PODRE

Esta CPI está mostrando a podridão do governo Bolsonaro! Os fatos falam por si. E a CPI vai mostrando a ligação dos bandidos com Bolsonaro, família e agregados. Se as revelações que têm surgido não levarem ao impeachment, então não sei mais o que pode levar. Não adianta justificar a corrupção do governo Bolsonaro com a corrupção de que foi acusado o governo Lula. Chega! Tratemos de assumir a responsabilidade pelo erro cometido. O que mais precisamos daqui para a frente é de estadistas. E temos bons candidatos, probos e competentes! 

Imaginemos ter sobre nossa mesa frutos que passaram do ponto, em estado de putrefação. E também frutos maduros, frescos, saudáveis, saborosos e nutritivos. Qual devemos escolher? Qual vamos dar a comer para os nossos entes queridos? Pois na política é a mesma coisa! 

É um grande equívoco dizer que todos os políticos são iguais. Não são não! Há muita gente boa! Somos nós que, descuidadamente, escolhemos frutos passados, em mau estado. A culpa não é da política como não é da fruta. Trata-se das escolhas que fazemos. Se não soubermos distinguir os atributos de nossas escolhas com racionalidade, o perigo será termos de suportar o cheiro da podridão durante anos seguidos e pior: vendo apodrecer tudo o que está ao redor. Chega de equívocos! No fundo todos nós sabemos quem pode ser melhor ou pior. Em 2017, já sabíamos. Mas foi escolhido o fruto podre, o das rachadinhas, o da “Wal do Açaí” que ninguém ligou como sendo a ponta de um grande iceberg! Trocamos o roto pelo rasgado. A escolha, portanto, está em nossas mãos! Façamos, pois, do Brasil um país melhor! Por nós, por todos aqueles que amamos e pelo povo mais vulnerável que sofre pelas más escolhas. Quanto aos frutos podres, estes têm um lugar certo para acabar: na lata de lixo da História! 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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FICA A DICA

Bolsonaro, cuidado com o “tratoraço”, ele pode passar por cima de você. Fica a dica!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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AUXÍLIO BRASIL

O presidente Bolsonaro quer comprar os votos para sua reeleição em 2022, custe o que custar, e claro sempre À custa do contribuinte. Caminhamos para o caos no Orçamento, e o ministro Paulo Guedes perdeu todos os parâmetros para administrar a economia brasileira. Temos salvação?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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DESCONSTRUÇÃO DO BEM PELO MAL

O desgoverno Bolsonaro, em sua missão de desconstruir o Estado e a nação brasileira, atacou tudo o que vinha sendo feito para melhorar o setor da saúde, educação, meio ambiente, saneamento básico, combate à desigualdade social e econômica, harmonia entre ações dos Três Poderes e entre governos municipais, estaduais e federal. Cavaleiro da Guerra, da Peste, da Fome e da Morte, Bolsonaro e sua manada de exterminadores, são a favor das armas e contra as vacinas; a favor da ignorância e contra a educação e o conhecimento; a favor da destruição da Amazônia, da natureza e contra a preservação do meio ambiente; a favor dos ricos e ódio aos pobres; a favor do golpismo fascista e contra o Estado Democrático de Direito. Uma luta do mal contra o bem. 

Paulo Sergio Arisi Paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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TUDO COMO DANTES

E eis o famigerado presidente Bolsonaro voltando ao seu normal, afirmando que a vacina Coronavac não tem comprovação científica de eficácia contra a covid-19. E ainda afirmando que o prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, toma atitudes de um verdadeiro ditador ao exigir a vacinação dos funcionários públicos fluminenses. Parabéns, presidente, pois toda ajuda é muito bem-vinda, mormente agora que grande parte do País une suas forças para afastá-lo, e o mais rapidamente possível, de um cargo para o qual o senhor sempre se mostrou totalmente incapaz de ocupar e de honrar.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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ARMADILHAS DA TRÉGUA

A lucidez de Fernando Gabeira destoa da acomodação da imprensa. Aquela conversa de Temer, Bolsonaro e Alexandre de Moraes deveria acionar todos os alertas, principalmente após aquele jantar do ex-presidente e personagens de triste lembrança, além do próprio “homenageado”. O pior do “homem cordial“ parece que continuará dominando a vida política nacional. Pobre Brasil.

Ana Lucia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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ESPELHO MEU

Consultoria Temer-Bolsonaro?

Mistura de experiência política com esperteza árabe! Logo após o “conselho” aparecem cartazes com “Temer presidente!” Coincidência?

Vocês não sabem de nada...

Carl G. Schultze g.schultze@hotmail.com

São Paulo

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MORO NO SENADO

Sérgio Moro será vitorioso ao se candidatar ao Senado. Vai conviver ao lado de seus algozes, mas pode dar a volta por cima e ser um excelente senador, como é o caso de Oriovisto Guimarães. Se no Brasil tivéssemos 50 senadores como Oriovisto Guimarães, seria a glória. Quem sabe um dia chegaremos a essa tão sonhada composição no Senado. Homens probos, estadistas de verdade e que honram o que prometem. Pode demorar, mas o povo vai sentir muita melhora quando essas mudanças acontecerem. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PRAGA PIOR QUE A COVID

Avançamos em 2021. 716 mil empresas falidas, 3 milhões de demitidos,15 milhões de desempregados, 40 milhões no mísero trabalho informal, 20 milhões de famintos e quase 600 mil mortos por sabotagem e roubalheira na vacina. Mas, para os rasos de mente e moral, tudo é Lula-Bolsonaro e culpa do comunismo, da democracia, da ciência, dos governadores, do STF, da OMS, de Biden, Dicaprio, etc. Educação ruim tem cura. Já o caráter...

João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

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REFORMA ADMINISTRATIVA

 A Reforma Administrativa, se não atingir os Três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), será meia-boca, incompleta. O correto é abrangência geral. Afinal, somos ou não todos iguais perante a lei? Outro detalhe importante: funcionário público tem que ser honesto a toda prova e, se houver deslize, punição dobrada em relação aos demais brasileiros e sem atenuantes.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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ELEIÇÕES 2022

Vendo as atitudes de nossa justiça e pesquisas eleitorais, precisamos acelerar o processo de canonização do segundo santo brasileiro (avisem ao Bergoglio) . Aí não poderemos mais reclamar, pois teremos como presidente um santo!!!

José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo

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PRAGMATISMO

Que o documento de juristas entregue à CPI é farto de “material probatório” para responsabilizar criminalmente o presidente Jair Bolsonaro e, portanto, incitar a abertura de um processo de impeachment pelo Congresso não há dúvida alguma do ponto de vista técnico. Só que, experientes que somos, infelizmente, no assunto, sabemos que impeachment é um processo muito mais político que técnico e, além disso, depende sobremaneira da rua. E é este o problema. Se o fator “rua” não surgiu imediatamente após o fatídico 7 de setembro, dificilmente acontecerá – o fiasco do 12 de setembro que o diga. Bolsonaro será derrotado no voto nas próximas eleições, isso é praticamente um fato. O momento é de pragmatismo: pensar em como lidar com o esperneio dele após a derrota e o que se espera do próximo governo. A discussão do impeachment começa a entrar no território da perda de tempo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CADEIA PARA TODOS OS ENVOLVIDOS

Esperamos que a comissão de notáveis que analisa os resultados que a CPI da Covid já levantou encaminhe um relatório final que leve à prisão de todos que contribuíram para o desastre humanitário que atingiu o Brasil de forma mais profunda que outros países, por conta do negacionismo que o presidente Jair Bolsonaro insiste ainda em exibir sem remorso algum. Aliás, criaturas desalmadas não sentem remorso por nenhum mal que provoquem em seus semelhantes, desde que não atinja os seus. É preciso que a justiça seja feita para que os que perderam seus entes amados nesta pandemia tenham ao menos o consolo de ver os responsáveis pelo crime de lesa-humanidade na cadeia. 

Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília

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VACINAÇÃO INTERROMPIDA: VERGONHA

Conforme noticiado pelo Estadão, “Bolsonaro pede e saúde orienta a não vacinar adolescentes”.

Essa notícia revela a falta de autonomia dos ministros, escolhidos sempre de acordo com o grau de vassalagem exigido pelo “capitão” que pretende ser ditador.

Como médico lamento a atitude do ministro que abre mão da autonomia, condição essencial ao exercício pleno da profissão e principalmente ao desempenho do principal servidor público na área da saúde. Política de saúde é diferente de politicagem e a proteção da população, sobretudo dos jovens, deve estar acima de amor ao cargo. Medicina é uma arte e não uma plataforma política.

Vacina sim, negacionismo não. A Nação exige do ministro competência, e não Subserviência

José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto

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COMO CRESCER MAIS SEM FAZER FORÇA

Quanto o Brasil crescerá neste ano? 4,5%, como prevê o Banco Mundial, ou 5,3%, como o Ministério da Economia gostaria? E se eu dissesse que temos uma maneira simples de crescer pelo menos uns 30% a mais, sem esforço adicional e mantendo as demais condições de temperatura e pressão da economia? Vejamos: em junho de 2017, a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor/PF) informou que desde 2013 até aquela data os desvios verificados totalizaram R$ 123 bilhões. Mais de R$ 35 bilhões por ano! Isto é o que eles sabiam, fora o que nem imaginavam. Estudos da FGV indicam valores de 1% a 4% do PIB todo ano para o bolso dos corruptos. Isto ainda sem computar toda a exuberância que ocorreu no decorrer da administração do PT. Lembram-se da época em que tinha para todos? Todos eles. Para o povão, só o Bolsa Família. Não precisa nem combater a corrupção. Basta aprovar uma legislação que acabe com a impunidade. Fica a sugestão.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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MILICIANOS E GUERRILHA URBANA

A aterrorizante guerra entre milicianos na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro espelha o estado de risco que a Cidade Maravilhosa do passado vivencia. A contínua omissão dos governantes perante tal trágica realidade pode proporcionar que, dentro de breve tempo, tal processo de guerrilha urbana se expanda para os bairros nobres da cidade, quando então tal hecatombe produzirá efeitos mais calamitosos ainda, cujas consequências não podemos vislumbrar. Oremos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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PINHEIROS: UM BAIRRO NA UTI

Sou morador de Pinheiros há 15 anos. Mesmo antes de morar em São Paulo, sempre foi um lugar que eu gostava muito, pois, apesar da localização privilegiada, ainda mantinha uma cara de interior, um certo ar nostálgico no meio da selva de concreto paulistana.

Nós últimos anos temos visto, impotentes, revoltados e tristes, a destruição do bairro. Sim: destruição; não é exagero. As construtoras põem abaixo 5, 6, 7 casas e predinhos, e sobem prédios medonhos de vidro e concreto. Além da questão estética questionável, a construção de dezenas de torres enormes acarretará em impactos negativos diversos, principalmente no trânsito, comércio local e no bloqueio do sol. Isso só para citar alguns.

As construtoras usam slogans no mínimo hipócritas como “Venha para Pinheiros e encontre a sua tribo”, “Pinheiros: onde São Paulo é mais São Paulo”, “More no bairro mais charmoso de São Paulo”, quando na verdade elas próprias estão acabando com tudo isso. Junto com as casas que vão abaixo, não vão embora somente famílias, vão embora o sapateiro, o salão de beleza, o botequim, o brechó, o comércio de bairro em geral. E o bairro vai se transformando em uma nova Vila Olímpia. 

Quem não conheceu a bucólica escadaria da Rua Alves Guimarães, que dava acesso à Rua Cardeal Arcoverde, com singelas casinhas e uma pequena floresta, não conhecerá mais. Está indo tudo abaixo. Assim como o restante do bairro. 

Muito em breve todo o “charme” vendido pelas construtoras terá acabado. E Pinheiros será apenas uma lembrança agridoce para aqueles que o conheceram “em vida”.

Marcio Presgrave Souto psouto.marcio@gmail.com

São Paulo

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ENTRAVES AO EMPREENDEDOR

Fui agradavelmente surpreendido pela matéria do dia 13 de setembro que noticiava o admirável desempenho dos nossos queijos em recente concurso internacional. Realmente fantástico, ainda mais pelas dificuldades que nossos mestres queijeiros e queijarias enfrentam. 

Por coincidência, alguns dias antes de ver a notícia sobre o concurso no Estadão, havia conversado com um amigo que, aposentado, é pequeno produtor rural. Engenheiro brilhante, apaixonou-se pela produção rural e é hoje mestre queijeiro. Relatou-me a enorme burocracia imposta ao pequeno produtor, em especial na fabricação de queijos. 

Se ficamos com a vice-liderança no concurso, apesar dos entraves burocráticos ao empreendedor existentes em nosso país, provavelmente desbancaríamos os franceses, se o Estado, pelo menos, não atrapalhasse. 

Sugiro que avaliem fazer uma matéria expondo as dificuldades que o Estado impõe aos nossos pequenos fabricantes. Com a importância e penetração do Estadão, certamente uma matéria dessas poderia ajudá-los muito. 

Marcos A. P. Lefevre lefevre.part@hotmail.com

São Paulo

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