Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2021 | 03h00

Aumento do IOF

Alternativa

Sem dúvida alguma, a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para bancar as despesas do programa Auxílio Brasil penaliza toda a classe produtiva e os cidadãos que recorrem a créditos e financiamentos. Para conseguir aproximadamente R$ 2,2 bilhões até 31/12/2021 – valor que o governo pretende arrecadar com o aumento do IOF –, há uma solução muito simples e que não depende de grande exercício do Ministério da Economia e do Executivo. Basta retirar o valor necessário das escandalosas verbas do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, que sustentam partidos e políticos que nada produzem para a Nação. Aliás, salvo raríssimas exceções na Câmara e no Senado, este pessoal não tem demonstrado o mínimo interesse na solução dos problemas nacionais, traindo por completo a confiança dos eleitores que os colocaram lá. Basta de alta de impostos!

ORLANDO RODRIGUES MAIA ORMAIA@UOL.COM.BR

AVARÉ

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Reaganomics

Quando Ronald Regan assumiu a presidência dos Estados Unidos, o país estava em recessão. Então, o novo presidente pensou: “Se eu diminuir as despesas públicas, eu posso diminuir impostos. Se eu diminuir impostos, então sobrará mais dinheiro para as empresas investirem e crescerem”. Num primeiro momento, Reagan dispensou 50 mil funcionários públicos e, como consequência dessa política, os Estados Unidos entraram num período de prosperidade que durou até o início do governo Bush filho, ou seja, 20 anos. É disso que nosso país precisa, e não de aumento de imposto, pois já temos uma das maiores cargas tributárias do mundo. O aumento do IOF é inoportuno.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI MMARTIGNONI@IG.COM.BR

SÃO PAULO

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Concentração de renda

Examinando com atenção o discutível decreto do presidente Jair Bolsonaro elevando o IOF, verifica-se que, para as pessoas físicas, ele sobe de 3% para 4% ao ano e, para as pessoas jurídicas, de 1,5% para 2%. Isso quer dizer que, se nós pagarmos o cartão de crédito em atraso, seremos taxados em 4%, mas se um banco fizer uma transação financeira com outro, o imposto a pagar será de apenas 2% – a metade do que se aplica aos contribuintes de modo geral. Portanto, a elevação do IOF, em vez de significar uma redistribuição de renda, ao contrário, representa uma concentração ainda maior.

PEDRO DO COUTTO COPELLI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Benefício bilionário

Não seria mais justo o presidente obter o dinheiro para o seu Bolsa Família com a revisão de benesses concedidas recentemente aos militares e servidores da segurança pública?

VITAL ROMANELI PENHA VITALROMANELI@GMAIL.COM

JACAREÍ

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‘BolsoCaro’

Com o aumento do IOF e a subida astronômica da cesta básica, poderíamos chamar nosso presidente de BolsoCaro.

MARIA DO C. ZAFFALON LEME CARDOSO  ZAFFALON@UOL.COM.BR

BAURU

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Pandemia

Renúncia coletiva

O presidente Bolsonaro e o ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga, caíram do cavalo. Suspenderam a vacinação dos adolescentes contra a covid-19 porque estavam mal informados: o óbito de uma adolescente em São Paulo não teve qualquer relação com o imunizante aplicado. O que a dupla atrapalhada conseguiu foi que a Câmara Técnica do Programa Nacional de Imunizações (PNI) falasse, agora, em renúncia coletiva, caso a esdrúxula ordem de suspensão da vacinação não seja imediatamente suspensa. Mais um tiro do presidente que saiu pela culatra. Pobre Brasil!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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A doença e a vacina

O sr. Marcelo Queiroga não entendeu a posição da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à vacinação dos adolescentes contra a covid-19, e a proibiu. Também disse que não entendeu por que essa suspensão da vacinação gerou tanta polêmica. Gonzalo Vecina, Margareth Dalcolmo, Roberto Medronho e outros especialistas explicaram, mas parece que o sr. Queiroga ainda não entendeu. Vou tentar explicar de outra forma: 1) no Brasil, 657 adolescentes de 12 a 17 anos morreram de covid-19. Nenhum por causa da vacinação; 2) 4.200 adolescentes sem comorbidades foram internados por causa da covid-19. Nenhum por causa da vacinação; e 3) nos serviços de pediatria há alas para atender crianças e adolescentes com sequelas da covid-19, mas não da vacinação. Entendeu agora, sr. ministro, ou quer que eu desenhe?

ANNA MARIA SIMONSEN STOLF, ex-professora do Instituto de Medicina Tropical da FMUSP e do Departamento de Parasitologia do ICB/USP

NSTOLF@CARDIOL.BR

SÃO PAULO

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Ingerência danosa

A respeito do editorial O curandeiro da República (Estado, 18/9, A3), não é de hoje que se comprova a ingerência danosa da política na Saúde. Aliás, como em todos os setores da governança em que há uma sustentação das decisões demarcada pela ciência. Claro, hoje, particularmente na Saúde, seja pela incompetência, seja em razão da ignorância imposta pela estreiteza da ideologia bolsonarista, ou mesmo pela corrupção, isso está associado à perda de centenas de milhares de vidas. A gestão política, principalmente no Brasil, quase sempre padece da miopia populista guiada pelo imediatismo ou pela necessidade de atender ao interesse de uma restrita parcela da população. Então, com ou sem um diploma médico, qualquer um que ocupa o cargo de ministro da Saúde deveria, antes de mais nada, pautar suas decisões seguindo as diretrizes das comissões científicas que compõem este ministério. Muitas destas foram meticulosamente desconstruídas após o ingresso de Eduardo Pazuello nesta pasta.

WULF DITTMAR, medico WULF@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

IOF X GASTOS

Se os Três Poderes cortassem 10% dos seus penduricalhos, mordomias e que tais, o resultado seria muito maior do que o aumento do IOF. Será que temos estadistas lá em cima para fazer isso?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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SEM QUALQUER REAÇÃO

Investigado pela CPI da Covid, com a possibilidade de ficar impedido, com várias derrotas impostas pelo STF e pelo Senado, derretendo em conta-gotas, perdendo apoio e sendo rejeitado por quase 60% dos brasileiros, Jair Bolsonaro, que mais parece um “fantoche” sem energia e disposição, também não vai cumprir com a única bandeira de sua campanha – e que por isso foi eleito – em liquidar a “tigrada” petista, especialmente, o demiurgo de Garanhuns? Afinal, Bolsonaro é um “atleta” ou um “medíocre”?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES 2022

Não está fácil a espera pelo dia 2 de outubro de 2022, dia em que 145 milhões de brasileiros eleitores se dirigirão às urnas para escolher o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Inegavelmente a maioria dos brasileiros está ansiosa para fazer o bota fora daqueles que fingiram trabalhar para o bem do Brasil. Sanguessugas da nação que sonham com a reeleição não serão reeleitos. O Brasil está pedindo socorro e o eleitor não está disposto a votar de qualquer maneira, será mais exigente. Aqueles que querem um primeiro mandato com certeza serão mais bem sondados. Estamos pagando muito caro por termos errado nas eleições de 2018. Caímos no conto do vigário. Acreditamos em discursos recheados de mentira e compramos gataria por lebres. Quanta coisa iria mudar. As nocivas barganhas políticas seriam enterradas. Legislativo e Executivo colocando os interesses do País acima de tudo. Governando para o povo. Eu acreditei que teríamos tempos melhores. Eu briguei com muitos amigos que, cansados de serem passados para trás, me diziam: “Não seja trouxa, vai continuar tudo como sempre”. Eles acertaram. Alguma coisa me diz que a terceira via nos levará a um bom lugar. É melhor experimentar o novo.

 Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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O MAIS HONESTO

Conforme as pesquisas amplamente divulgadas pela mídia “o brasileiro mais honesto do Brasil, quiçá do mundo”, já divulgou que o seu plano de governo é “controlar a imprensa” com prioridade para nos igualarmos à democracia venezuelana. Elle está disparado na frente nas pesquisas e, se a eleição fosse hoje, venceria no primeiro turno. Elle “é o cara”, como disse Barack Obama quando na presidência dos Estados Unidos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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FRENTE AMPLA

Vocês se lembram da Frente Ampla? Pois é, está na hora de todos os partidos e políticos contrários a essa aberração que tomou conta do poder no País fazerem uma frente ampla para derrotar o atraso e o perigo de radicalização da esquerda ou da direita. Temperança sempre foi a única forma de derrotar os excessos dos que querem usufruir da instabilidade para ganhar muito e deixar terra arrasada. Porque o mal gosta muito do caos, aliás, ama o caos! E quando ele se estabelece todos saem perdendo, menos o mal. Então, pessoal, vamos organizar o discurso, aparar as arestas, sentar para conversar civilizadamente. É conversando que a política avança. Antes das mobilizações de outubro, estão todos convocados para uma mesa-redonda sobre o que tem que ser feito. Esqueçam as vaidades, elas não levam a nada.

Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília

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APEQUENA-SE O BRASIL

Diariamente somos assolados por notícias de eventos que comprometem a consolidação do Brasil como nação. E pior: os autores desses acontecimentos são exatamente aqueles que escolhemos democraticamente para gerir, legislar e julgar no interesse da maioria. Quando as eleições são realizadas, somos abastecidos por informações positivas dos pretensos candidatos que, depois de eleitos, revelam suas verdadeiras intenções, nada republicanas. E nessa trilha repetitiva, com a população desprovida de qualquer ferramenta corretiva a esses atos danosos, vamos nos afundando nesse cipoal de hábitos, costumes e objetivos predominantemente egocentristas, distanciando-nos da construção nacional de uma identidade coletiva comum a todos. O que será necessário acontecer para que todos nós brasileiros despertemos dos sonhos individualistas e passemos a viver a realidade coletiva do bem comum? A continuar, apequena-se o Brasil. 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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A TAÇA

Politicamente já não vivemos o hoje, estamos no amanhã. Notícias dão conta que Lula está em confortável liderança na preferência eleitoral. Bolsonaro o segue. Devemos ter sempre em perspectiva nesta situação o alto grau de rejeição de ambos, que os limita na escalada da preferência. Uma elite de juristas defende o ex-presidente há anos das implicações sofridas nas condenações da Lava Jato. Mas neste caso importa mais a percepção da população: enorme contingente o entende como o promotor da mais ampla corrupção promovida no País, no qual ele próprio não se exclui. Ciente das limitações o ex-presidente procura promover o entendimento político com partidos de centro visando a ampliar sua base de apoio. Já o atual presidente vem em queda de preferência e apoios civis. Ao se aferrar ao radicalismo dos que o seguem, limita sua área de simpatizantes. Poucos acreditam que entregará o cetro pacificamente. Para finalizar: a maioria dos eleitores rejeita a ambos os líderes de pesquisa eleitoral. A terceira via terá mais chances de ganhar se mantiver ordem unida, por que a maioria dos eleitores não votaria nem em Lula nem Bolsonaro. Esperemos que as lideranças deste país passíveis de preencher este espaço se componham em nome de um candidato com baixa rejeição e politicamente viável. Um acordo tal qual o promovido por Tancredo Neves e Franco Montoro no fim da ditadura para a indicação do nome presidenciável pelas oposições e que se mostrou bem-sucedido para ganhar de Paulo Maluf, nome dado como pule premiada pela situação na ocasião.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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TERCEIRA VIA. SENHORES, AO TRABALHO

A preocupação de boa parte dos brasileiros é o resultado das próximas eleições. Vai dar Lula ou Bolsonaro? Vamos conseguir construir uma terceira via? Qual será o futuro do Brasil? É inegável que os bons projetos do PT, que existiram e alguns ainda estão aí, foram maculados não só pela corrupção, mas pelo “nós ou eles” que deixava claro que ninguém antes neste Brasil tinha feito algo. O dono do PT, a única alternativa, o semideus Lula que nos enviou do além Dilma, a Torre de Babel das palavras e pensamentos, completou a rejeição popular. Aquilo deu nisto. E para o expurgo do ex-semideus das esquerdas empurramos para o altar vestido sem a camisa de força de coroinha um deputado do baixo clero que está presidente e em seu egocentrismo delira ser um messias. No confessionário do Supremo que se quer terrivelmente católico, que não se sabe relativo à Constituição ou religião, deuses, semideuses, e seus messia (sim, sem “s”) são julgados. Onde será o inferno? 

A terceira via, parte do pretenso antídoto aos nossos mitos, vícios atávicos, só vai ser construída quando quem tem inteligência como norte (esqueçam leste, oeste e sul) parar de gastar tanto tempo repetindo em ladainha todas as mazelas esquizofrênicas dos histéricos ideológicos e messiânicos. Não adianta ir ao confessionário, temos que começar a pensar, trocar ideias e colocar no papel como realmente colocar o barco no rumo, navegar para um porto seguro em que queremos ancorar e que a cada dia, literalmente, fica mais difícil de encontrar neste nevoeiro macabro.

Esperando não ser internado num hospício vos digo: “Senhores, ao trabalho”.

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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TEMER

A atuação do ex-presidente Temer após o 7 de Setembro, a pedido de Bolsonaro, revelou sua alta capacidade de conciliar os lados conflitantes de qualquer tema. Temer é elegante até nas suas desavenças e litígios; ele tem o perfil ideal de um candidato da terceira via: tem experiência, imagem de um homem culto, inteligente, interessado no desenvolvimento do País e capaz de resolver problemas difíceis, como a greve dos caminhoneiros. O início da volta aos trilhos, como a abertura das licitações de grandes trechos ferroviários para escoamento das produções do Centro-Oeste para o exterior, a meu ver, foi sua grande obra oculta pelos desmandos da política de Brasília. Admiro o ex-presidente, apesar das rusgas dos ideólogos de esquerda e de direita que só pensam em infernizar quem quer trabalhar.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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LIMPEZA GERAL

Que tal limpar os nomes e liberar de todas as injunções jurídicas os corruptos colossais como Lula da Silva, Aécio Neves e Eduardo Cunha, entre outros, e até – por que não? – Sérgio Cabral, além da sensível porcentagem de envolvidos em processos acusatórios ocupando cadeiras na Câmara dos Deputados, Senado Federal e Assembleias Legislativas? É possível a materialização de tal cenário a relativamente curto prazo, sob os olhares do complacente e desmemoriado povo, em face de decisões impregnadas de vieses políticos exarados por alguns juízes e ministros da Corte Suprema. Enquanto isso, pessoas são detidas por roubo de margarina em supermercados, permanecem presas por longo tempo, travadas pela lentidão da justiça. Outras são indevidamente encarceradas com base em fotos de dez, quinze anos atrás, como recentemente ocorreu na polícia do Rio de Janeiro, eventualmente são liberadas quando é constatado o absurdo, mas ainda ficam ligadas ao processo até o completo desembaraço pela paquidérmica burocracia, não sendo imediatamente reintegradas à vida normal. O Brasil parece estar provando ao mundo que possui mecanismos legais capazes de punir exemplarmente pequenos delitos, mas é criminosamente indulgente com poderosos corruptos que podem manter caríssimas bancas de advogados capazes de perpetuar recursos em sua defesa.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 

Rio de Janeiro

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IMPUNIDADE TOTAL

Só para esclarecer: o festejado feito da Operação Lava Jato, capitaneado pelo ex-juiz Sérgio Moro, que tanto orgulhou os brasileiros com prisões e resgate de bilhões de reais aos cofres públicos, está sendo zerado pelos mesmos políticos que foram incriminados. O último preso, o ex-governador do Rio de Janeiro, está prestes a ser solto. Os corruptos ganharam a luta. Triste final.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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LAVA JATO

Quando olharmos de longe, pela História, o que sucedeu e transcorreu com relação à finada Operação Lava Jato, enterrada viva pela dupla Bolsonaro-Aras, com o fiel auxílio de políticos, do STF e de algumas instituições, partidos políticos e organizações interessadas no fracasso da maior operação de combate à corrupção que este país já viu, talvez nos perguntemos como foi que tal aconteceu? Mas a resposta será por demais sucinta e simples: aconteceu porque, no Brasil, lobos sempre tomaram conta das portas dos galinheiros, fantasiados de honestos guardiões da legalidade, do devido processo e do valor incontestável dos discursos recheados de lantejoulas e purpurinas.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

São Paulo

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OS BRASILEIROS E A INTERNET

Roberto Campos (avô do atual presidente do Banco Central) dizia que as restrições governamentais à importação e ao uso da informática e da internet (esta ainda principiando) trariam sérios problemas para o País. Com efeito, na atualidade, apenas 1/4 ou pouco menos da população brasileira se encontra conectada à internet, o que vem demonstrar a diferenciação violenta entre segmentos da pirâmide social no País. Na realidade, um só país com tantas divergências de possibilidades econômicas e culturais parece mais países diversos em apreciação. A conexão à internet é ponto fundamental para o progresso social, econômico, cultural e educacional, impondo aos governos a obrigação de despenderem verbas vultosas para possibilitarem às classes menos favorecidas o acesso público a ela. A internet traz para o seio das famílias mais cultura e mais conhecimentos, suprindo em grande parte as deficiências das escolas no País.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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PAULO FREIRE 100 ANOS

No centenário de nascimento do notável educador e filósofo Paulo Freire, patrono da educação no País, cabe citar dois de seus muitos e inspiradores pensamentos: “Num país como o Brasil, manter a esperança viva é em si um ato revolucionário” e “É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática”. Viva Paulo Freire!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PAULO FREIRE E ZÉFIRO

Por uma impressionante coincidência, estamos comemorando o centenário de duas figuras marcantes da cultura e costumes brasileiros. Esses dois ícones, Paulo Freire e Carlos Zéfiro, em suas especificações, marcam a história cultural e comportamental de várias gerações de nossa população. Ambos tiveram importância no desenvolvimento do que somos hoje, pelas repressões que sofreram pelo conservadorismo ideológico e comportamental de suas atividades em vida, mas que agora estamos paulatinamente tendo condições de revermos sem preconceitos, para avaliarmos a importância que tiveram em seu tempo de vida.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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AMÉRICA RICA REJEITA AMÉRICA POBRE

Pobres e miseráveis da América Latina são barrados pelos ricos da América do Norte, onde seus sonhos viram pesadelos. EUA aumentam voos de deportação para desencorajar imigração ilegal é o título de matéria sobre o tema no Estadão de ontem.

O grande desafio do mundo atual continua sendo a brutal desigualdade entre países ricos e países pobres. Durante séculos as nações ricas e militarmente poderosas da Europa invadiram e colonizaram os países pobres de todos os outros continentes, e foi assim que enriqueceram e aumentaram seu poderio. 

Nunca haverá paz mundial enquanto não houver justiça social e econômica em todas as nações, internamente e no cenário internacional. Os países e as pessoas ricas devem seu poder econômico muito mais à exploração dos países e pessoas pobres do que à sua pretensa competência em ficar ricos.

Paulo Sérgio Arisi Paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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NOVO GOLPE DO CELULAR-PIX

Não só males vêm para bem, mas às vezes o oposto também ocorre. O PIX, que permite crédito instantâneo, está viabilizando um novo golpe baseado no roubo de celulares e a transferência imediata de recursos a partir da conta do proprietário do aparelho para um destinatário ligado ao ladrão que saca o dinheiro e na sequência desaparece. É uma nova febre de roubo de celulares. Cuidado! Acho que o crédito instantâneo para contas recentes permitindo saque é uma questão que terá de ser revista.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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URBANISMO DISTÓPICO EM PINHEIROS

Como moradora e frequentadora de Pinheiros há quatro décadas, é avassalador ver a transformação acelerada do bairro em mais um inferno urbano. Como se a gentrificação excessiva do bairro não trouxesse consequência alguma e ele permanecesse imaculado como nas maquetes e projetos das construtoras. Sabe-se que repetir erros passados é burrice e, portanto, impressiona a falta de responsabilidade no planejamento urbano desse bairro. O absurdo é tal que se assume aparentemente que por alguma mágica todos os moradores ficarão engaiolados em seus “apertamentos” 24hs/7, sem circular pelo bairro. Há mais de 20 anos que Pinheiros é um bairro adensado e difícil de atravessar de carro a qualquer hora do dia. Imaginem o trânsito com a chegada de tantos novos moradores! Isso é terrorismo urbano! Sem espaços verdes públicos, sem luz e sol, sem circulação de ar adequada entre os prédios, sem qualidade alguma de vida, o futuro do bairro torna-se uma farsa. Está na hora de parar essa insanidade distópica, escolher e impor limites e resgatar a qualidade urbana que distingue o bairro. Precisamos de um urbanismo utópico, inteligente, transformador, com qualidades humanísticas para todos e não apenas um amontoado de caixas futuristas, alienantes e alienígenas ao bairro. Esse é o desafio!

Corine Standerski corinestand@gmail.com

São Paulo

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O ESCLARECIMENTO ESPIRITUAL E A ECOLOGIA

“A Terra é azul.” Assim disse Iuri Gagarin, o primeiro homem no espaço, ao avistar nosso planeta acima da atmosfera em 12 de abril de 1961. A cor azul deve-se à água abundante em sua superfície. Podemos complementar mesmo sem termos ido ao espaço que a Terra, além de azul, é linda não só pelos seus rios e mares, mas também pela magnífica e rica diversidade de sua flora e fauna. Para o tema em questão o esclarecimento espiritual é fator importante para que os seres tratem com seriedade a preservação do meio ambiente, pois esse belo planeta é provisoriamente nossa casa, enquanto espíritos encarnados em evolução de posse de um corpo físico. Ele foi concebido e preparado pela Inteligência Universal e possui as condições ambientais apropriadas para abrigar e garantir a sobrevivência de seus seres viventes. Porém a base de civilidade tem suas raízes na infância, quando com exemplos plantamos a semente da civilidade, urbanidade e cortesia, para a futura geração ser fiel depositária e defensora dos recursos naturais do planeta. Orientar os pequenos, conscientizando-os com exemplos e atitudes que tenham como objetivo incentivar comportamentos rotineiros e hábitos de boa conduta que envolvam os cuidados que o planeta Terra merece, é de vital importância. Sustentabilidade. Essa palavra tão em moda consiste em assegurar e proteger os mecanismos naturais e essenciais à manutenção da vida na Terra. A cultura dos hábitos salutares de higiene e sanidade de um modo geral sugere a ideia de um viver consolidado na ordem, organização e disciplina que dispostas caminham em direção ao progresso. “Jogar o lixo no lixo”, ensinando os filhos no simples hábito de dar destino certo à um simples papel de bala, já é um bom começo. Consciência ambiental começa na infância pelo asseio pessoal, pela conservação e cuidado com seus pertences de um modo geral, em colaborar para manutenção da higiene do local onde mora, etc. Esse comportamento ordeiro, coerente, equilibrado e consciente reflete-se na vida adulta, pois sabemos que os indivíduos deixam transparecer pela conduta em sociedade aquilo que verdadeiramente são dentro de seus lares. Portanto, note-se a importância de ministrar a cultura da preservação nas crianças, para que quando já crescidas tornem-se agentes transformadores que farão a diferença para salvaguardar nossas riquezas ambientais para manutenção da vida em nosso lindo planeta azul.

Rute Helena Macário

Santos

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ISLÃ

Parabéns ao sr. Ali Zoghbi pelo seu artigo intitulado 20 anos do atentado de 11 de setembro: a visão de um muçulmano brasileiro (Estado, A2, 18/9). Para mim o islã é uma religião digna, à qual não pertenço, mas que respeito e cujo livro sagrado, o Corão, li com muito interesse e muito me impressionou. Só confundem essa religião com terrorismo os que nunca se preocuparam em abraçar a verdade.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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