Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2021 | 03h00

Bolsonaro na ONU

‘Fatos alternativos’

No seu discurso na abertura da 76.ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, o capitão Jair Bolsonaro declarou uma série de fatos alternativos – invenção do governo Trump, quando a pessoa afirma coisas em que só ela acredita. Assim, o presidente brasileiro declarou, de caradura, que seu governo está cuidando da Amazônia e dos povos indígenas, que concedeu auxílio emergencial de US$ 800 a milhões de pessoas em 2020, sem dizer que essa quantia é o total, e não o valor mensal pago a cada beneficiário, e vangloriou-se do desempenho de seu governo apesar das descobertas da CPI da Covid-19 e dos fatos de que ele se recusa a ser vacinado e sempre foi contra as ações de Estados e municípios no combate à pandemia. Para fazer este papel patético, diante do mundo inteiro, precisava queimar 320 mil litros de combustível e R$ 8 mil por diária no hotel em Nova York? Aguenta, Brasil!

OMAR EL SEOUD ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Reforma administrativa

‘Burotadura’

Assim como consideramos democracia o sistema de governo em que o povo exerce a soberania, concluo que o que existe no Brasil é um sistema em que a soberania é exercida pelos burocratas ou servidores públicos. Para atestar essa conclusão, basta ler o que dois textos do Estado de ontem apresentam. Primeiro, o editorial A contrarreforma administrativa, em que é analisado o texto final da reforma relatada pelo deputado Arthur Maia (DEM-MA), que poderia ser apelidada de “um monstrengo chamado reforma”. Como diz o editorial, “o Estado brasileiro gasta muito e gasta mal. Os servidores têm mais benefícios que seus pares na iniciativa privada, e no próprio funcionalismo a desigualdade entre a elite e as bases é maior do que no mercado privado. Os incentivos à produtividade e os prêmios ao mérito são escassos e viciados. O resultado é uma máquina de gerar desigualdades (...)”. E, em seguida, o artigo Retrocesso, de Ana Carla Abrão, que trata basicamente do mesmo tema. A verdadeira reforma administrativa teria de acabar com essa desigualdade absurda e vergonhosa, mas isso não é feito porque, além da burocracia, vivemos uma burotadura, uma ditadura dos burocratas – leia-se Congresso Nacional, cujos membros são os maiores beneficiários dessas desigualdades e privilégios, junto com as elites dos demais Poderes.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO JCMRIZZO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Reforma para valer

Excelente o editorial do Estado de 20/9 A volta do ‘mais honesto’. Fez uma síntese do que devemos nos lembrar para as próximas eleições. Complemento com um fato não citado entre os muitos “legados” do petismo: o extraordinário inchaço da máquina pública perpetrado nos seus anos de poder, esta que foi desde sempre e continuará sendo uma bandeira prioritária do partido, o “Estado forte”. Não é demais lembrar que as despesas com o funcionalismo representam a maior fatia do Orçamento da União. E sabemos que o Orçamento representa um dos maiores – se não o maior – problemas a afligir o País e travar o nosso desenvolvimento, pela necessidade inarredável do controle fiscal. Fazendo a ressalva sobre o grande contingente de agentes públicos de excelência e competência, quadros essenciais para o funcionamento da máquina, sabemos que a inclusão de mais funcionários, em especial dos comissionados, atende apenas a interesses políticos e, adicionalmente, favorece a corrupção (rachadinhas). Os futuros candidatos da terceira via deveriam ter a coragem de incluir uma reforma administrativa (para valer, não fake) no seu programa de governo.

JOSÉ ROBERTO DOS SANTOS VIEIRA JRDSVIEIRA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Frustração

No editorial A volta do ‘mais honesto’, o Estado, de modo preciso e didático, retrata a frustração de um eleitorado que teria, sim, votos suficientes para eleger um candidato independente à Presidência da República, que não precisaria ser um gênio, mas que tivesse tão somente as condições mínimas para realizar um trabalho digno, compatível com a posição que almeja.

FRANCISCO SOARES FRANCISCO.SOARES05@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Rio Tietê

Dia 22 de setembro

Hoje, uma quarta-feira magra, na Avenida Paulista, o trânsito segue normal, sem manifestações ou passeatas de protesto ou defesa disto ou daquilo. Mas é um dia especial: é o Dia do Rio Tietê. Ao passar pela Marginal que leva o seu nome, duvido que alguém se lembre de lançar um simples olhar de piedade ou de revolta por sua triste condição de rio morto. Um espelho negro a refletir a pobreza de uma cidade que se manifesta sobre tudo, menos sobre a sua própria qualidade de vida. Que se acostumou com o odor da morte, da podridão exalada por um progresso sem planejamento, uma urbanização falida e políticos sem visão. Mas quem é que vai sair à rua para defender um aniversariante sem vida? Principalmente sem a vida que ele poderia irradiar para a cidade, se os governos e administrações que se alternaram no poder tivessem feito o seu papel e investido corretamente bilhões de reais de dinheiro público e de organismos internacionais mergulhados em centenas de promessas e projetos que não passaram de promessas. Aliás, fiquem tranquilos: com certeza não haverá manifestação em nenhum dos 62 municípios banhados pelo Rio Tietê. Nem mesmo em Pirapora do Bom Jesus, cidade que acaba recebendo todos os poluentes da região metropolitana. E olhem que ele abastece de forma direta mais de 20 milhões de habitantes, além de outros milhares que se beneficiam de forma indireta de suas águas. Esqueçam, também, o apoio de artistas, blogueiros e influencers, tão comum em outros assuntos. Só não se esqueçam de uma coisa: ninguém vive de promessas, nem mesmo um rio.

DAVID FERRETTI  DAVID@DFA.COM.BR

AMPARO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O DISCURSO

Uma mentira atrás da outra!

Robert Haller

São Paulo

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BRASIL VILIPENDIADO    

O presidente Jair Bolsonaro, além do seu mentiroso discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU, foi também leviano. Desarvorado, acuado, envergonhado, abatido e desacreditado, pensa que o mundo todo desconhece o seu negacionismo. Mesmo com a infantilidade de quem tem dificuldade em construir uma única frase em português, pretendeu passar uma mentirosa imagem de “cordeirinho”. Na verdade, Bolsonaro foi alvo de chacota de todos os participantes da Assembleia e saiu mais por baixo do que “umbigo de cobra”. Brasil, novamente, vilipendiado!           

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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REALIDADE PARALELA

O presidente Bolsonaro citou em seu discurso na ONU um Brasil de realidade paralela. E por certo aumentou o descrédito do nosso País em relação a questões ambientais e na área da saúde. É profundamente lamentável que um ocupante do cargo maior da nossa República não entendeu ainda a sua responsabilidade.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@uol.com.br

Santos

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MIL MARAVILHAS

Em seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, ontem, o presidente Bolsonaro apenas disse assim: está tudo maravilhoso no Brasil, aliás, que todos saibam bem – ou sou eu ou será o socialismo! – quem tem boca fala o que quer! E todos sabemos que os três mosqueteiros eram quatro, mas eram assim, os patetas, também?

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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UTOPIA

Atenção todos os brasileiros que vivem nos quatro cantos do Brasil: vocês já imaginaram todos nós vivendo no Brasil que o presidente Bolsonaro descreveu no seu discurso da Assembleia-Geral da ONU? Para mim Bolsonaro fez uma live imaginando que ele estaria no seu cercadinho.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DISCURSO CHINFRIM

Bolsonaro gosta de passar vergonha, comendo na calçada (leia-se, na sarjeta). Em seu discurso na ONU, confirmou que valoriza a família, mas não esclareceu qual família: 1º, 2º, 3º ou 4º casamento? Também valoriza a família “tradicional”, deixando claro seu preconceito contra os relacionamentos homossexuais. Gastou vários minutos falando sobre leilões (aeroportos, ferrovias, etc.), mas será que o mundo está assim tão interessado nestes leilões? Cadê as privatizações das estatais prometidas na sua campanha (Eletrobras, Correios, etc.)? Até agora só estão no papel. Falou também que o Brasil tem a melhor legislação ambiental, provando que nossa lei só existe no papel, pois os satélites informam ao mundo que o desmatamento está aumentando no seu governo. Também falou sobre a criação de empregos. Até onde sabemos, o desemprego está aumentando, assim como a violência. Fake news? Teve que engolir sapos e falar sobre a vacinação contra a covid que está de “vento em popa” graças ao governador João Doria (SP/PSDB) e aos brasileiros, que podendo se vacinam, pois não são negacionistas. E pagou mico ao falar sobre o “tratamento precoce”. Enfim, rebaixou novamente o nosso país perante o mundo. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ELE NA ONU

O “minto” leva quantos e quem ele quiser para a sua comitiva (?). Mas já que para o impeachment uns dos seus subordinados não veem “clima político”, que então a ONU, no próximo ano, não mantenha a tradição de o Brasil fazer o discurso de abertura. Isso nos poupará de mais um vexame e o mundo não precisará ter ainda mais certeza de quem nos desgoverna.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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VEXAME EM NOVA YORK

Nosso atual presidente da República está provocando um impressionante e inédito vexame em sua viagem a Nova York na abertura dos trabalhos na ONU. Desde a proibição de circular em recintos internos de restaurantes, até se ver criticado nas ruas por suas posturas negacionistas, tais fatos nos fazem uma espécie de pária no conceito das nações globais. Até quando vamos ter que suportar tais humilhações e como vamos poder recuperar tais efeitos danosos dessas posturas negativas, só o futuro irá responder.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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MAIS VERGONHA

Quando Bolsonaro chegava a Nova York e olhou do avião a Estátua da Liberdade, ficou admirado e comentou para os seus aspones: “Caramba, tem Havan aqui também!”. É impressionante a humilhação e a vergonha alheias que o Brasil passa por conta desta figura grotesca, que hoje conspurca a Presidência da República. Um genocida e fascista que destrói a Amazônia e é inimigo do meio ambiente. Bolsonaro é uma ameaça mundial e colocou o Brasil na condição de pária mundial. Parabéns aos 58 milhões de otários e aos donos do País desde 1500 que o botaram lá para defender seus privilégios e interesses inconfessáveis, sempre contra o País e o povo brasileiro'.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A VOLTA DE ‘O BEM AMADO’

Que vergonha assistir àqueles jecas que “invadiram” Nova York comendo pizza com as mãos porque foram barrados nos restaurantes por não usarem máscaras e não apresentarem certificado de vacinação. Que vergonha ver o presidente Jair Bolsonaro, Jeca Tatu chefe, sendo gozado por onde passa, inclusive pelo premier Boris Johnson que o aconselhou a se vacinar. Que vergonha ver que a novela O Bem Amado, grande sucesso mundial nas TVs, voltou à cena para mostrar que aquele episódio da invasão a NY é um capítulo atual da vida nacional. Que vergonha ter um presidente como Bolsonaro que, quando não fala e faz bobagens, só tem ajudado a tornar o Brasil pária do mundo nos ridicularizando, inclusive na ONU, sede que reúne homens e mulheres que querem melhorar o planeta. Sem brincadeiras e cenas patéticas. Sem as palhaçadas de um Odorico Paraguaçu.

João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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RECEITA CHAVISTA

Bolsonaro está seguindo a receita chavista, cooptando as Forças Armadas, para um futuro golpe de Estado.

Oswaldo Baptista Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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LIRA É CÚMPLICE DE BOLSONARO

Jamais me conformei com o alegado poder discricionário do presidente da Câmara dos Deputados de decidir se prossegue ou não com um pedido de impeachment do chefe de Estado. Não tem lógica nenhuma. Creio também ter sido a conclusão de quem, na população, se dispôs a consultar a legislação do País, independentemente de ser da área jurídica ou não. Ora, o argumento, divulgado pela imprensa, de que o dispositivo legal estaria no Regimento Interno (RI) daquela Casa, igualmente seria um absurdo. Ao consultar alguns sites que trataram do assunto, e o próprio RI da Câmara, verifiquei a inexistência de uma norma que daria este poder, alegado tanto por Rodrigo Maia como agora por Arthur Lira. Ao contrário, no art. 218 do referido Regimento Interno o seu § 2º determina que o presidente da Casa, examinado o pedido e constatado os requisitos exigidos no parágrafo anterior, será lido no expediente seguinte e despachado à Comissão Especial eleita para examinar a sua pertinência. Em seu § 3º, do mesmo regimento, o presidente daquela Casa, poderá indeferir o pedido. Mas, em tal hipótese, caberá recurso ao plenário. Ou, seja, é uma ilação “esperta”, só possível em um Legislativo no qual imperam os ”jabutis”. Segundo aponta o dicionário Aurélio, este comportamento do presidente da Câmara dos Deputados é prevaricação. Só quem acompanha a política nacional sabe como o Centrão vem abocanhando verbas generosas do governo federal, inclusive com um ”orçamento secreto”. Este é um bom motivo para tanta benevolência de Maia e Lira. Com um presidente, antidemocrático, que vem cometendo crimes contra o meio ambiente, de lesa-humanidade, além de outras infâmias, tal atitude já é conivência. Nenhum povo merece isso.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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APENAS CORPORATIVISMO

Venho lendo atentamente as cartas dos leitores de muitos jornais. Ouso discordar de todos, pois atribuem a apenas Bolsonaro a raiz da crise institucional vivida. Coloco como principal responsável o STF, que, por decisões monocráticas e equivocadas, tumultua o País. E as falas de Fux e Barroso mostram um corporativismo exacerbado. Ignoram a força das manifestações. A seguir o Congresso e o MP que assistem a tudo passivamente. Sem falar da pandemia que desorganizou tudo. Dito isto, não isento Bolsonaro de culpa. Não está sabendo lidar com tantos fatores adversos. Definitivamente está muito mal assessorado.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESCOLHAS ERRADAS

Lula, porque tem amigos no Judiciário acha que os brasileiros esqueceram as falcatruas e a dilapidação dos cofres públicos no seu governo. Bolsonaro foi uma péssima opção. Vamos refletir para no ano que vem escolher alguém que mereça nosso voto.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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‘SEMIPRESIDENCIALISMO’

Parabéns a Almir Pazzianotto Pinto pelo artigo publicado ontem no Estadão (A2), no qual aborda aspectos políticos e econômicos do Brasil desde a proclamação da República até os dias atuais. O parágrafo final retrata com perfeição a mediocridade da maioria da nossa classe política, e, se precisássemos de um exemplo definitivo dessa mediocridade, basta ler o artigo do mesmo Estadão de ontem (A14), sobre o descalabro reinante na produção de radiofármacos utilizados no diagnóstico e tratamento de câncer. Essa classe insensível é rápida para decidir sobre assuntos de seu interesse (Fundo Eleitoral, etc.), inclusive liberando bilhões nas famigeradas emendas do relator, porém não é capaz de agilizar a aprovação de R$ 34 milhões para manter a operação do Ipen. Como querem que os respeitemos?!

Carlos Ayrton Biasetto carlos.biasetto@gmail.com

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FALTA DE RECURSOS NO IPEN

O governo Bolsonaro destinou muitos bilhões para comprar o apoio de congressistas, mas “o projeto para dar recursos para o Ipen ainda está no Congresso”. Ou seja, os milhares de brasileiros com câncer não importam, só interessa o apoio a este erro terrível que fizemos na eleição de 2018.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

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SEMELHANTE AO HOLOCAUSTO

A se confirmarem os métodos dos estudos realizados para comprovar a eficácia da hidroxicloroquina e azitromicina no combate ao coronavírus – conduzido pela operadora de saúde Prevent Senior, com acompanhamento do chamado “Gabinete Paralelo” do presidente Bolsonaro – e que resultou em muitas mortes, poderemos dizer sem o risco de injúria e guardadas as devidas particularidades, que os procedimentos se assemelham aos conhecidos experimentos realizados em humanos no tempo do Holocausto.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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ADAPTAÇÃO RÁPIDA

Marcelo Queiroga, o 4º ministro da saúde, se adaptou rapidamente aos “esquemas” do governo federal. Durante esses poucos meses de desmandos deu “carona” em 20 voos da FAB para sua mulher, seus filhos e de outras autoridades também – até agora. Esse é um dos motivos para Queiroga “não largar o osso”, afinal está sedento pelas regalias pagas pelos brasileiros. Essa é a postura do “doutor médico”!           

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO DE SP – 27 ANOS SEM NENHUMA INVESTIGAÇÃO NA ALESP

O PSDB está à frente dos destinos de São Paulo desde 1995, neste período de 27 anos de gestão conseguiu a proeza de não ser incomodado pela Operação Lava Jato, por Sérgio Moro, pelo MP/SP e muito menos pelos deputados estaduais, onde uma blindagem foi feita neste período e nenhuma investigação aconteceu.

Não houve CPI alguma sobre os desvios da merenda escolar, o propinoduto do Rodoanel, as privatizações ultrasuspeitas no setor elétrico ou o famoso Cartel dos Trens, em que ninguém do governo foi punido, mesmo com investigações sendo realizadas pelo MP.

Para quem vive fora de São Paulo, fica a falsa impressão de que os governantes do tucanato paulista são os únicos que nunca cometeram nenhum ato ilícito ou de corrupção na vida política. Algo impossível no cenário nacional. Por que isso acontece? Por que as investigações não prosperam? Por que a Alesp se cala e apequena? Onde estão os promotores do MP/SP?

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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PAULO FREIRE

A comemoração do centenário de nascimento de Paulo Freire está provocando as mais variadas reações. Apesar de ser quase certo que muitos dos que se manifestam conhecerem pouco da obra do ilustre pernambucano e não saberem afirmar com certo aprofundamento de detalhes em que circunstâncias e locais do território brasileiro seus métodos foram postos em prática, observam-se pela mídia apaixonados posicionamentos de defesa e de ataque às suas ideias. Uma constante das características dos comentários consiste, porém, no fato de que os enaltecedores mencionam com orgulho a projeção internacional de seu nome e, na sua maioria, são partidários da esquerda. Os mais inclinados ao polo oposto, ao contrário, tentam denegrir seus preceitos com base nos resultados, segundo eles, pífios, na medida em que o nível de educação básica do povo brasileiro é um dos de pior classificação internacionalmente. Falta um amplo esclarecimento, o mais possível despojado de implicações ideológicas, no sentido de apresentar à sociedade o real valor ou o prejuízo para a educação das teses do centenário e polêmico brasileiro.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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