Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2021 | 03h00

Precatórios

Propostas inaceitáveis

Em 2008 fiz um negócio comercial em que me foi apresentado um Imposto de Renda a pagar cuja exigência era discutível, mas fui convencido por meus advogados de que era melhor pagar e, depois, buscar o reembolso. Os valores foram pagos à vista, e passei a solicitar o reembolso, primeiro na esfera administrativa, na qual obviamente perdi, depois na esfera judicial, na qual a Receita Federal perdeu em todas as instâncias, não cabendo mais nenhum recurso, tornando o débito líquido e certo. Todo este processo durou 13 anos. No início deste ano, fui comunicado de que os valores foram transformados em precatório e de que estava entrando no Orçamento para ser pago no exercício de 2022. Agora, para minha surpresa, como a de muitos, vem o governo federal com inaceitáveis propostas indecentes de pagar os precatórios quando puder, com parcelamento, desconto absurdo para pagamento à vista, oferta de ações de empresas estatais que serão privatizadas, oferta de imóveis da União e por aí vai. Quero receber de volta da mesma forma que paguei, indevidamente, em 2008: em dinheiro, e com valores atualizados de acordo com a lei. Acho uma vergonha os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário tramarem uma nova PEC com o intuito de tungar seus credores. O Poder Judiciário, guardião de nossa Constituição, atendendo a interesses eleitoreiros, não pode concordar com este vilipêndio da nossa Carta Magna, correndo o risco de cair em descrédito. Estou próximo de me tornar octogenário e o Judiciário é meu último bastião de confiança; sem a Justiça, só teremos a lamentar o caos. Creio que muitas pessoas estejam nesta mesma situação. Sr. Paulo Guedes, queremos ouvi-lo dizer “devo, não nego, e vou pagá-los já, sem mais delongas, de acordo com a Constituição”.

SERGIO DE SOUZA SELFASOUZA@GMAIL.COM

SANTO ANDRÉ

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Novo acordo

Parece que o Congresso está propenso a aprovar uma solução para o sonho de Jair Bolsonaro de dar um calote nos credores de precatórios para utilizar boa parte destes recursos no aumento do Auxílio Brasil – um Bolsa Família para Bolsonaro chamar de seu. Será que a fórmula pensada pelo governo e pelo Parlamento é constitucional ou mais uma pedalada fiscal? Dos R$ 89 bilhões que a União precisa quitar em 2022, seriam pagos apenas R$ 40 bilhões à vista com este acordo. E, para o restante, haverá um menu de opções para o credor decidir se aceita ou não. Uma das opções para os credores receberem em 2022 é aceitar um desconto de 40% sobre o total. Outra é aceitar parcelar em 10 vezes o pagamento, com a primeira prestação equivalente a 15% do valor da dívida. Também pode escolher como parte do pagamento receber imóveis da União, e, se participar de concessões de ativos, descontar o valor da outorga do que tem a receber. Este calote é a cara do desgoverno de Bolsonaro, que parece que jamais vai se importar com a baixa atividade econômica, com o alto desemprego e o elevadíssimo índice de inflação, hoje, no acumulado de 12 meses, já beirando os 10%. É o Brasil sem rumo.

PAULO PANOSSIAN PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Governo Bolsonaro

Em alta

Diante das dificuldades que a população brasileira vive hoje, com a inflação corroendo nosso salário, o que está em alta são os gastos do presidente da República com seu cartão corporativo, que já ultrapassam R$ 5,8 milhões de janeiro a agosto. A maioria dos brasileiros não saberia nem contar essa quantia.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI  MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Descrença

Num país com mais de 15 milhões de desempregados e outros milhões na linha da pobreza extrema, quando é que nosso presidente tomará alguma medida consciente a favor do povo brasileiro? Não acredito mais.

ALEXSANDRO GONSALES AGONSALESADM@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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‘O poder da decadência’

O poder da decadência, artigo de Bolívar Lamounier publicado na edição de sábado (25/9, A2), revela com rigorosos argumentos a decadência do Estado brasileiro sob o ponto de vista político e econômico. A crítica feita à polarização dos dois personagens que ocupam a cena da ribalta, mandando-os tomarem o caminho de casa, está perfeita na medida em que pode levar o País à normalidade. O único equívoco do brilhante articulista foi presumir a idade de Jair Bolsonaro em 15 anos. Ele não chegou aos 7 anos.

PAULO CELSO PUCCIARELLI PAULOCELSO@HOTMAIL.COM

MOCOCA

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2022

‘A política e a esperança’

O editorial A política e a esperança (26/9, A3) demonstra que, com propostas construtivas, sempre é possível devolver ao povo o sentimento de dias melhores. Que é possível, sim, sair desta situação dominada pela desesperança, provocada pela tática lulista e bolsonarista da negação, cada um valendo-se do medo de que as coisas piorem ainda mais. Realmente, os dois, sem nenhum plano para o Brasil, não querem e nunca quiseram resolver os problemas nacionais. É notório o desejo que nutrem de fugir da Justiça, perpetuando-se no poder. Com seus respectivos escândalos, negacionismos e incompetências, provocam a desesperança, mas é possível revertê-la pela imensa rejeição a estes nomes. Nunca foi tão grande o desejo do eleitor de não ficar refém destas forças do atraso. Novas opções políticas são viáveis e esperadas pela população. Ainda há tempo e espaço para uma candidatura competente e honesta em 2022.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Sonho

A maioria da Nação deve ter o mesmo sonho: que Bolsonaro desista de concorrer à reeleição ou seja impedido. Com isso, Lula também não seria eleito.

FRANCISCO CANTO PAMPADO.CANTO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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FÓRUM DE SEGUNDA-FEIRA 27.9

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A IMPOTÊNCIA DO BRASIL

Os editoriais de sábado passado do Estado (O desafio da verdade no debate públicoNo pódio da inflação A impotência do Brasil), em conjunto, nos demonstram os crimes que Bolsonaro cometeu com o País, conseguindo desconstruí-lo em apenas 33 meses. Ademais, com o planeta atingido por um vírus mortal, sua política assassina na Saúde já nos custou cerca de 600 mil mortos. Muitos por interferência direta do presidente no boicote à vacina e ao uso das máscaras. O Ministério da Saúde se dedicou às aquisições escabrosas de medicamentos e vacinas inexistentes. Depois da CPI da Covid do Senado desmascarar tais safadezas, o presidente ainda nos humilhou, ao usar o seu discurso nas Nações Unidas para defender o uso da panaceia preventiva, indicada por charlatães e néscios, que nos conduziram à atual situação. Cometeu crime de lesa-humanidade. Mentiu também sobre a conservação do meio ambiente, apesar, de, a priori, os satélites o desmentirem. Durante seu governo, o desmatamento na Floresta Amazônica chegou em agosto passado a um total de 12.270 Km². E essa é a explicação para a maior estiagem no País em 90 anos. Também, desmatou por demais o Pantanal. Mas temos também a nossa culpa. Não levamos a sério as eleições e foi assim que acabamos elegendo Bolsonaro, depois de elegermos anos a fio candidatos do Centrão. Já estamos repetindo o mesmo erro. Pensando em empresários famosos, além daqueles da telinha, etc. Pesquisas de voto para 2022 apontam uma disputa entre Lula e Bolsonaro. Tem razão o editorial, pois foi Lula quem arquitetou tantas espertezas que nos conduziram à eleição do capitão. O eleitor que votou no parlamentar não procurou saber da sua ridícula atuação na Câmara dos Deputados. Em 2022, não se pode errar mais. Temos de escolher alguém que seja capacitado, com conhecimento da administração pública, que é complexa, e dos interesses reais do País. Chega de aventureiros

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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LUZ

Sempre haverá uma luz no fim do túnel. Não é sem sentido o ditado que diz que a esperança e a última que morre. Ditados são normalmente lembrados em situações difíceis de ser resolvidas. Nas quais um árduo trabalho é necessário para chegar a solução satisfatória. Assim é o caso político neste país. Um presidente que se atem a seus seguidores sem se preocupar ou se sensibilizar com os demais. Um Congresso em que grande parte de seus membros sofre processos por atitudes reprováveis, sendo sofrivelmente avaliados pela população na sua qualidade de representantes do povo O Judiciário ideologizado consegue com resoluções muitas vezes monocráticas tornar honestos cidadãos nitidamente pouco críveis. Os últimos governos deixaram o País na miséria econômica e social. Precisaremos cavar mais fundo este poço? Continuar a noticiar descalabros sem chegar a punições sensíveis só aumentará a sensação de impunidade. Existem saídas possíveis. Precisamos é de atitude. 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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A HISTÓRIA NÃO VAI PERDOAR

Não há mais qualquer dúvida sobre o envolvimento da família Bolsonaro no esquema de peculato conhecido como rachadinha. Não há dúvida sobre o papel do presidente Bolsonaro no brutal agravamento da pandemia no País. Bolsonaro atrasou o máximo que pode a compra das vacinas, estimulou aglomerações sem máscara e promoveu curas milagrosas com remédios ineficazes, é diretamente responsável pelo altíssimo número de vítimas da pandemia no País, muito acima da média mundial. Bolsonaro é diretamente responsável pela crise hídrica. Os sucessivos recordes de queimadas e de desmatamentos na sua gestão secaram o País. A história não vai perdoar a inoperância das instituições brasileiras para darem um basta na gestão criminosa e nefasta de Jair Bolsonaro na Presidência da República.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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GOLPE ZERO

Bolsonaro disse: “A chance de um golpe é zero”. O máximo que ele pode conseguir: barulho, o dólar subir, assim como a bolsa de valores cair. Esses dois últimos eventos o “presidente” vem ocasionando há cerca de dois anos, desestabilizando o País. Agora, dizer que não haverá golpe, ele não tem tal poder. É ser muito pretensioso e mentiroso. O fato é que: quem foi durante cerca de 30 anos de carreira política do baixo clero jamais será estadista.

Oswaldo Baptista Pereira Filho oswaldodocps@terra.com.br

Campinas

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PESQUISAS DESANIMADORAS

Pesquisas realizadas garantem que Bolsonaro vai dar um “golpe”. Outros 56% apoiam o seu impeachment, já 66% dizem que ele afronta a democracia e muitos não acreditam em suas palavras mentirosas, pois é um traidor que ocupa o “trono das aberrações”. Afinal, Bolsonaro, com esse retrospecto desanimador, por que não pede para sair para o bem do País? Fica a dica!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FAKE NEWS

Depois do vexaminoso e mentiroso discurso na ONU, para bolsonarista ver e aplaudir, no qual o presidente negacionista e genocida descreveu sem corar um país fantasioso onde não há corrupção, desmatamento nem instabilidade política, em que o governo é apoiado massivamente por milhões de entusiastas “canarinhos” de verde e amarelo, um vídeo-exaltação circula nos grupos de WhatsApp mostrando Bolsonaro ovacionado num aeroporto, como se fosse em Nova York. Conforme verificado, as imagens não são deste mês, pois foram gravadas em 2018 no aeroporto de Natal, no Rio Grande do Norte. Como se vê, o caradurismo e a prodigiosa máquina de fake news do desgoverno Bolsonaro e de seu GDO – Gabinete do Ódio – não conhecem limites. A que ponto chegamos!

Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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POLITICAGEM

O exemplo de atraso no Brasil vem de cima. Nossos políticos precisam amadurecer, dar bom exemplo. Deveriam, antes e após as eleições, ser adversários, não inimigos. Findo o pleito eleitoral lutar pelo sucesso do eleito. Vestir a camisa do Brasil, todos de mãos dadas pelo engrandecimento do País. Sem a mania de, desde o dia seguinte ao resultado, difamar o eleito. Esquecer o “quanto pior, melhor”, isso é atitude antipatriota. O sucesso do Brasil e de todos nós depende do sucesso dos eleitos – é básico para o progresso. Ainda não caiu a ficha dos nossos políticos de que unidos somos fortes e desunidos não somos ninguém – o dia que procedermos assim, o Brasil decola.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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MANIPULAÇÃO DAS INFORMAÇÕES

Na miríade das informações que circulam na rede virtual, temos de ter uma capacidade de selecionar aquelas que não são fakes ou criadas para confundir e embaralhar as realidades que vivenciamos. Para tanto, é necessário que consultemos a mídia tradicional do jornalismo profissional, que checa tais acontecimentos, pois só assim poderemos ter condições de ficar bem informados e não embarcarmos em falácias criadas por manipuladores da opinião pública, com interesses escusos no sentido de tirar proveito de tais informações que espalham na internet.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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AGUARDEMOS

A grande dificuldade que atualmente se apresenta a políticos, intelectuais, jornalistas especializados e até ao cidadão comum é a de formar um perfil mais ou menos majoritário que explique as atitudes dissonantes de Jair Bolsonaro. Trata-se de um ser extremamente inteligente que sabe exatamente aonde quer chegar e, para isto, se utiliza de métodos pouco convencionais de raciocínio, através dos quais choca o senso comum, surpreende os normais e até os irrita? Ou o País está sendo dirigido por alguém sem o menor preparo intelectual e sem a necessária academia para governar e conduzir um sistema tão complexo como o Brasil, que, assim, em meio à travessia da pandemia, é conduzido a uma posição de constrangimento perante o mundo? Certamente, ele se situa num desses extremos do espectro e definitivamente não se encontra em ponto algum no meio dele. É provável que nos próximos meses, até as eleições de 2022, com potencial de virem acompanhados de grandes emoções e surpresas, este dilema seja finalmente decifrado. Aguardemos.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CONFISSÃO PÚBLICA de BOLSONARO

Na entrevista à revista Veja, de 24/9, as respostas do presidente Bolsonaro ao jornalista que o entrevistou foram uma confissão pública de que ele mente ao público. Ao cair na armadilha do repórter que cuidadosamente preparou as perguntas, ele as respondeu negando ou confirmando, ou seja, confessando que mentiu à população. Na verdade, o desastrado presidente aproveitou a ocasião para mostrar que está adotando a posição de “paz”, que ele não é aquele que incitou a população no dia 7 de setembro, por ocasião do aniversário da Independência do Brasil. Enfim, ele continua o mesmo, nunca fala a verdade confiável...

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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GABINETE DO ÓDIO

De ódio em ódio, de gabinete em gabinete... e o País continua totalmente à deriva!

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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EXTREMIDADES INACEITÁVEIS

As pesquisas demonstram que a grande maioria dos eleitores está contra Bolsonaro e Lula da Silva, porque ambos não preenchem os requisitos necessários para conduzir o País. Lula da Silva demonstrou que pode conviver muito bem com a corrupção e com os assaltos à coisa pública, desde que os delitos contribuam para suas satisfações políticas. Bolsonaro, por sua vez, criticou a corrupção, mas vive e convive com ela, da mesma forma que ainda não desmontou os feudos estatais que abrigam a corrupção, deixando de lado suas promessas de privatizar e desestatizar. Resta, como medida racional, a escolha de um candidato de centro que represente uma terceira opção, porque ela, se bem escolhida, vai realizar as mutações necessárias que a República esperou e espera. Mas o escolhido deverá ser um brasileiro íntegro, capacitado, apto a lidar com a coisa pública e com coragem para enfrentar a situação caótica atual e resolvê-la adequadamente. Se conseguirmos lançar na disputa à Presidência uma figura assim qualificada, por certo, o Brasil não mais será o país do futuro, mas do presente mesmo!


José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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RECADO PRA RENAN CALHEIROS

Senador Renan Calheiros, não perca seu tempo nem gaste suas energias, com negacionistas membros da CPI da Pandemia. A arma deles é a provocação. Não passe recibo. Procure manter a serenidade. Tire do fundo da alma nervos de aço e paciência para suportar leviandades de histéricos serviçais palacianos. São figuras obscuras forjadas na torpeza, na maledicência de boteco. São como a água suja da chuva. O destino dela são os bueiros. Como não têm argumentos para retrucar, com educação e fatos as acusações tenebrosas contra o governo federal, apelam para baixarias. Fantoches de Bolsonaro insultam tentando em vão retrucar fatos e acusações comprovadas na compra de vacinas. Montou-se uma quadrilha em torno delas. O cerco está se fechando contra personagens graúdos da administração federal e de empresas privadas comprometidas até o pescoço com irregularidades. Concluindo, senador Calheiros, mantenha o foco, isenção e firmeza no relatório final que apresentará ao Brasil, desmascarando os larápios. A opinião pública espera ansiosa por ele.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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AUMENTAR OS JUROS NÃO VAI ADIANTAR

Bolsonaro está muito mal assessorado quando aumenta os juros para atrair dólares, mas não considera que o País vive em insegurança (jurídica, política, democrática, administrativa e a principal, a econômica). O dólar não vai baixar por causa de uns gatos pingados pondo dinheiro aqui. O que poderia ter sido feito é manter os juros baixos para que o poder de compra do povo (brasileiro) possa alcançar suas necessidades, fazendo assim a economia girar com os parcos recursos da população. Todos nós sabemos que aumentar os, juros não vai baixar a inflação porque quem está causando a inflação é o governo que não tem coragem de usar a Petrobrás, como o PT fez, para manter o mercado interno estável e acessível. Paulo Guedes precisa guardar aquele teclado da Bloomberg e trabalhar pelo País, e não para ele mesmo!

Franz Josef Hildinger frzjfs@yahoo.com.br

Praia Grande

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DISPARADA DA INFLAÇÃO

Desde 1994, no Brasil o mês de setembro não apresentava uma prévia de alta da inflação de 1,14%. Com esse índice, infelizmente, em 12 meses a inflação acumulada chega a 10,05%. A previsão é que feche o ano acima de 8%. Neste mês de setembro, a gasolina subiu 2,85% e, em 12 meses 39,05%. Também a batata subiu 10,41%, café moído mais 7,80%, frango 4,70%, etc. E a taxa básica Selic, que pode chegar a 8,25% em dezembro, neste mês, foi elevada em 1 ponto porcentual, para 6,25%. Se já estava difícil, com esta alta da inflação superando os 10%, os juros para empresas e consumidores vão aumentar, mesmo com a atividade econômica sofrível e desemprego altíssimo... Essa penúria econômica e social angustiante para família brasileira tem um culpado, o desgoverno de Jair Bolsonaro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O ESSENCIAL

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sancionou projeto de lei que reconhece atividades religiosas como serviço essencial durante qualquer período, inclusive em pandemias. Acho que precisaria, agora, sancionar um projeto de lei que reconhecesse, e regulamentasse devidamente, as atividades políticas legiferantes como serviços realmente essenciais também.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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OS MERCENÁRIOS DA FAZENDA ESTADUAL

O descaso com que a Secretaria da Fazenda paulista trata os contribuintes é espantoso. Vejam o meu caso. Necessitando de uma certidão homologatória de arrolamento relativa ao ITCMD, determinada pelo juiz, para fins de finalizar um arrolamento de uma simples casinha no extremo da zona leste da capital paulista, e ante a impossibilidade de obter o documento via internet, por ter o óbito ocorrido antes da era digital (1998), dirigi-me à Secretaria da Fazenda, no centro, onde, após esperar sentado por mais de uma hora, fui atendido por uma senhora que me informou que meu caso era no guichê 16. Ao chegar ao guichê 16, às 12h05, fui informado que só atendiam das 10h00 às 12h00 e que eu deveria retornar no dia seguinte. Percebi que alguns funcionários se escondiam atrás de divisórias quando se aproximava algum contribuinte. Retornei no dia seguinte dentro do horário de atendimento, porém disseram que meu caso deveria ser resolvido na agência do Tatuapé ou no Poupatempo mais próximo de minha casa. Dirigi-me, então ao Poupatempo de Itaquera, e, depois de pegar uma grande fila, disseram-me que o caso só poderia ser atendido pela agência do Tatuapé. Tomei um metrô e rumei para o Tatuapé, porém, lá chegando, após andar por cerca de dois quilômetros, por volta de 13h00, num calor de 35 graus e já com 77 anos de idade, encontrei o portão fechado com cadeado, e um funcionário que saía me disse que não estavam mais atendendo, mas não falou qual o horário de atendimento ao público. Havia aviso colado no portão informando endereços eletrônicos para agendamento virtual, mas estes jamais funcionam. Para saber o horário de atendimento você precisa ir até a agência, pois o telefone também não funciona. Tenta-se agendar pela internet, mas quando chega na fase de clicar nos dias de agendamento, a coisa não avança. É este o quadro desastroso que se apresenta em relação à Fazenda Estadual, no que tange ao atendimento ao público.

José Baeta Neves Filho drjosebaeta@gmail.com

São Paulo

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MAU EXEMPLO

José de Abreu, um notável ator, na vida real é um péssimo exemplo de cidadão. Usar as redes sociais em apoio ao mais “honesto” brasileiro é liberdade de opinião, mas atacar e ameaçar socar Tabata Amaral, que, além de mulher, é deputada federal, ultrapassa os limites da sanidade. 

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


 

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