Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2021 | 03h00

Meio ambiente

Tempestade de areia

A tempestade de areia que atingiu o coração do agronegócio paulista no fim de semana passado foi a gota d’água que faltava para o Brasil poder ser considerado um deserto. Depois de décadas de muitas queimadas e muito desmatamento, finalmente o Brasil alcançou a sua autodestruição: a Amazônia, queimada e desmatada, não manda mais água para as demais regiões do País, os rios voadores secaram. O Cerrado, berço das águas brasileiras, secou, transformou-se num deserto de soja, cultura que consome muita água e não recarrega os lençóis freáticos. O Pantanal, maior planície alagável do mundo, não alaga mais, não recebe mais o excedente das águas do Cerrado e teve o ciclo da água arruinado pela construção de barragens e miniusinas hidrelétricas sem qualquer preocupação com o impacto ambiental dessas obras sobre o bioma. A Região Sudeste vem enfrentando seca persistente e já há racionamento de água em cidades do interior de São Paulo, além de Curitiba também. A tempestade de areia veio para coroar o triunfo da ignorância, da ganância e da completa falta de capacidade de olhar para os lados e enxergar o que está acontecendo. Parabéns aos envolvidos.

MÁRIO BARILÁ FILHO MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Areia vermelha

Para os neuróticos e incompetentes ora instalados em Brasília, a tempestade de areia que se abateu sobre alguns municípios do interior de São Paulo no fim de semana, por ter coloração avermelhada, obviamente é de origem comunista, pois o território nacional está muito bem, não existe crise hídrica, não há incêndios nem desmatamento em nenhuma área do País. Pátria amada, Brasil!

LAURO BECKER BOZZO.DUMM@GMAIL.COM

INDAIATUBA

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Internet pública

Campanha eleitoral

Internet de Bolsonaro faz aluno ver sua publicidade, noticiou o Estado a respeito da chegada da internet a escolas do interior do Piauí e de outros Estados do Nordeste, por meio do projeto Wi-fi Brasil, que faz parte do Conecta Brasil, do Ministério das Comunicações. Assim, estudantes, professores e moradores são obrigados a assistir a uma peça publicitária de meio minuto sobre os programas sociais do governo federal a cada acesso à internet. O ministro Fábio Faria justificou a propaganda como “uma fonte de informações alternativa às ‘notícias contra o presidente’”. Em maio, o ministro esteve em Santa Filomena (PI) para a instalação do sinal público de internet, acompanhado do vereador carioca Carlos Bolsonaro, e, ao discursar, reclamou do que chamou de perseguição ao filho do presidente: “Fazem isso porque sabem que Carlos Bolsonaro foi responsável pela eleição de Jair Bolsonaro. Apareça, Carluxo, não fique no Rio, não!”. E, então, surge Carlos no palco, como num programa de televisão de domingo. A campanha eleitoral de 2022 está a todo vapor para reeleger o mitomaníaco, o que acredita nas próprias mentiras e faz o pior governo da história deste país.

PAULO SERGIO ARISI PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Inveja de Jong-un

Para acessar a internet banda larga que o governo põe à disposição de uma cidade do interior do Piauí, o usuário é obrigado a assistir a uma propaganda sobre os programas sociais do governo Bolsonaro. Só faltou a exigência de estampar na parede do cômodo uma foto do benfeitor, com a tradicional faixa presidencial. Kim Jong-un, líder supremo da Coreia do Norte, morreria de inveja.

ABEL PIRES RODRIGUES ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Democracia

Realidades e omissões

Após 130 anos de República, o Datafolha informa que a confiança popular em instituições de Estado como o Poder Judiciário leva nota 6, e o Executivo e o Legislativo não passam da nota 5. Portanto, não é de estranhar que a eleição de Jair Bolsonaro tenha sido motivada, segundo o professor Marco Aurélio Nogueira em perfeita dissecação no Estado de 25/9, pela falta de sintonia entre a população e o sistema político que não entendeu os estrondos lançados em 2013, frutos de incertezas, frustrações, descrenças e da não identificação, que levaram pessoas de diferentes setores aos braços do ativismo messiânico autocrático, que prometia um mundo livre de imperfeições, moldado por uma visão conservadora de honestos tementes a Deus e defensores da família – promessas vagas e mal-ajambradas, efetivadas por imposições voluntaristas e negacionistas. Desta realidade brotam inúmeros diagnósticos analíticos, para todos os gostos, das mazelas e carências, como uma insistente catarse, que, no entanto, são incapazes de sensibilizar os atores políticos e reuni-los num programa que cative a sociedade, oferecendo alternativas de resgate à dicotomia atual e assinalando com um futuro possível. Em vez disso, assistimos a um balé insuperável de vaidades e egos plenos de autossuficiência, que mais uma vez conduzirão ao nada infinito. Como pano de fundo, o Judiciário segue com seus tecnicismos, incongruências e inoperância, e o Congresso Nacional mergulhado no permanente fisiologismo patrimonialista de sempre, para preservar a paz política pretendida por seu presidente, o indefectível Arthur Lira. Finalmente, apesar de concordar com 98% do incensado texto publicado no Estado pelo dr. Antonio Cláudio Mariz de Oliveira (24/9), para quem o atual desastre é fruto dos votos dados por “(...) temores ideológicos infundados e arroubos conservadores passionais (...)”, mas por considerar que diagnósticos parciais conduzem a soluções imperfeitas, acrescento outras causas correlatas, como o cansaço de governos petistas populistas, demagógicos, sectários e corruptos, incapazes para propor algo diverso além do velho discurso com 150 anos.

ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BRA$IL EM CRI$E

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou nada menos que 1,14% (!) neste mês, a maior alta para setembro desde 1994, data do início do Plano Real, fazendo com que a inflação acumulada nos últimos 12 meses chegasse aos 10,05%,rompendo pela primeira vez em muitos anos a barreira psicológica dos 2 dígitos, levando a Selic ao patamar de 6,25% ao ano. Entre os destaques de alta neste mês, a gasolina, com 2,85%; as carnes,1,10%; a batata-inglesa,10,41%; o café moído,7,8%; o frango em pedaços,4,70%; as frutas,2,81%; e o leite longa vida,2,01%. Com o pibinho descendo ladeira abaixo e a inflação subindo ladeira acima, o País caminha engatado em marcha à ré rumo ao precipício. Muda, Brasil. Terceira via em 2022.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O GOLPE JÁ FOI TENTADO

O golpe de Estado para fechar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) já aconteceu e, como tudo que o presidente Bolsonaro faz, foi um retumbante fracasso. No 7 de Setembro, Bolsonaro fez um discurso inflamado atacando o STF. Em sua cabeça, milhões de brasileiros iriam invadir o STF armados com fuzis, a bordo de caminhões, que são os tanques de guerra dos pobres. Para surpresa do presidente Bolsonaro, nada aconteceu, não havia ninguém armado na manifestação, os caminhões continuaram estacionados e seu tão sonhado golpe de Estado fracassou miseravelmente. Depois do fiasco, Bolsonaro procurou desesperadamente alguém alfabetizado para escrever uma cartinha pedindo desculpas, como não encontrou ninguém em seu governo pediu ajuda ao ex-presidente Michel Temer, que já havia ficado famoso por escrever cartas ridículas como a que escreveu para romper com Dilma Rousseff. Resta saber quanto tempo o Brasil pretende perder com esse governo patético que está destruindo o país.

Mário Barilá Filho mariobarila@gmail.com

são paulo

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NEM DEUS SABE

É duro reconhecer, mas a verdade é que o Brasil nunca possuiu um projeto consolidado de país. Desde que se tornou independente teve sete Constituições, sendo a mais duradoura a que abrangeu o período de 1824, ano da primeira Constituição, outorgada por d. Pedro I, até o fim do Império. A República, ao longo de sua conturbada existência promulgou as seis restantes, todas estimuladas por guinadas em tempos tensos, até a atual, repleta de emendas que se mostraram necessárias ao longo da sua vigência, mas que a desfiguraram em relação à redação original, resultante dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. Talvez este caleidoscópio mutante de leis magnas configure uma das causas da parafernália política reinante hoje no País, alimentada por um número absurdo de partidos, caciques eternizados e pragmatismos demagógicos visando à manutenção do poder, passando ao largo do interesse público, tudo permeado por uma lamentável atmosfera de corrupção, levemente atenuada durante a atuação da Operação Lava Jato, presentemente dilacerada por influência de poderosos que corriam o risco de por ela serem alcançados. Trata-se, portanto, de um processo que não garante nenhum tipo de convergência consolidadora de um projeto de país, podendo até, quem sabe, dar margem a uma divergência sem controle. Nem Deus sabe.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ARRECADAÇÃO DO GOVERNO FEDERAL

Ouvi dizer que o presidente Bolsonaro vai revogar o aumento do IOF, pois recebeu um estudo que aponta não ser necessário aumentar o imposto para cobrir o Auxílio Brasil. E eis que vem à tona a comprovação: o governo federal arrecadou no último mês de agosto R$ 147 bilhões, melhor desempenho em 20 anos. Como explicar tamanha arrecadação em plena crise? Pandemia, desemprego, preços nas alturas. A máquina está lotada de dinheiro, mas nada se diz sobre o corte de despesas. Os urubus ficam de tocaia em cima da carniça, e de bicadas em bicadas levam tudo e ao povo restam as migalhas. Algo muito errado acontece neste Brasil, mas pelo jeito só o andar debaixo vê. Isso não pode acabar bem. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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EMENDA OPORTUNISTA

A medida provisória que trata da venda direta de etanol ensejou emenda de autoria do deputado Kim Kataguiri, que apadrinhou o setor da revenda de combustíveis, com a possibilidade de aumentar sua margem de lucro mediante adoção do sistema de autoatendimento nos postos. Ainda que a medida não tivesse direta vinculação com o tema, o representante do DEM aproveitou para atender a antigo desejo de donos de postos. Sem considerar a situação de 500 mil frentistas assim ameaçados de perder o emprego – a se somarem ao quadro de 14 milhões de desempregados do País. Convém recordar que o deputado levantou a bandeira da anticorrupção contra o governo Dilma Rousseff, concorrendo para a eleição do “impoluto” Jair Bolsonaro. Na linha de seu oportunismo, hoje se diz, entretanto, de oposição ao governo Bolsonaro. Contudo, ante a proximidade da campanha de 2022, o apoio do patronato da revenda de combustível poderá lhe representar uma boa mão na roda. 

Patricia Porto da Silva portodasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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INFELIZ ANIVERSÁRIO

O desgoverno Bolsonaro completa mil dias e não pode ter nenhuma comemoração. A saúde pública, a inflação, a falta de vacinas, a falta de investimentos na área social, tudo isso é um somatório que diminui o conceito do nosso Brasil. Sem esquecer a participação inadequada do ocupante do cargo maior da República na abertura dos trabalhos na ONU.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MILÉSIMO DIA DO GOVERNO BOLSONARO

Quando o nosso presidente vai realmente assumir o cargo de presidente do Brasil e começar a trabalhar? Os mil dias de governo Bolsonaro não significam nada. O povo simplesmente vem aguentando todo este tempo sem ter nada como retorno, ficando somente na expectativa de que alguma coisa seja feita. Infelizmente, até agora, este governo do sr. Bolsonaro não realizou nada, absolutamente nada, para o bem do povo brasileiro. Por favor, não venha argumentar que não conseguiu fazer nada de concreto por causa da pandemia de covid-19, pois deve-se reconhecer que, se o governo de Bolsonaro tivesse se empenhado mais desde o início da pandemia, o Brasil não estaria como está hoje, haveria um número muito menor de mortos e muito menos problemas econômico-sociais no País. Cabe lembrar que, se o governo do Estado de São Paulo não tivesse se mobilizado antes para adquirir vacinas contra a covid-19, a vacinação dos brasileiros estaria muito menor do que está e os mortos já teriam chegado a mais de 1 milhão. Portanto, se o povo dependesse apenas do governo de Bolsonaro, hoje estaríamos em uma situação muito pior, em todos os sentidos. Agora, em vez de “comemorar” os mil dias de governo, mesmo sendo figurativo, por que o governo não reconhece publicamente que até agora ficou apenas na inércia e começa a pensar em trabalhar para o bem do povo brasileiro?

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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O QUE COMEMORAR?

Existe algo para ser comemorado? O negacionismo talvez?

Robert Haller

São Paulo

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MIL DIAS DE DESCONSTRUÇÃO

Incompetente como governo e competentíssimo como desgoverno, o Brasil de Bolsonaro na Presidência desenvolveu uma notável capacidade de destruição do Estado nacional, em mil dias de furiosa desconstrução de tudo o que funcionava bem, em toda a estrutura de poder do Executivo Federal. Não se esqueceram de nada e, como cupins, comeram tudo por dentro. Resistirá o Brasil a mais 15 meses de tamanha devastação? 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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APOSTAS DE BOLSONARO PARA OS MIL DIAS

Eu gostaria muito de saber o que Bolsonaro pode dizer em suas viagens ao seleto público que o ouvirá. Por exemplo, ele vai dizer que a economia está um caos? Que tudo é culpa dos outros (incluindo do vírus)? Ou comemorar que as exportações de alimentos vão muito bem obrigado, enquanto o povo passa fome? Todos esperavam (seus eleitores ou não) que seu governo fosse igual ou melhor do que os anteriores, e não pior. Ou, como de praxe, ele deve mentir e desinformar com muitas fake news.

Franz Josef Hildinger frsjfs@yahoo.com.br

Praia Grande

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A DESTRUTIVA FERVURA POLÍTICA

 A contabilidade eleitoreira aponta existirem 14 partidos em oposição a Jair Bolsonaro. Mas quando são chamados a assumir compromissos, como a participação em manifestações pelo impeachment, marcadas para o próximo sábado, dia 2 de outubro, só restam o PT, o PSOL e o PC do B, pois o resto, teoricamente oposicionista, pode até comparecer, mas não tem tanta convicção (Estadão, 26/09 – A6). O objetivo é ir às ruas buscar forças para pressionar o presidente da Câmara, deputado Arthur Lyra, a colocar em pauta um dos requerimentos pelo afastamento do chefe do governo. Os ditos oposicionistas de centro alegam falta de consenso de seus militantes sobre as ações a desenvolver e – importante citar – têm dúvidas sobre que lucro político ou institucional teriam ao participar dessa empreitada. Diante do número de manifestantes que Bolsonaro levou às ruas em 7 de setembro, a tarefa é difícil. É um atraso o caminho intolerante e muitas vezes irresponsável que a política brasileira vem trilhando. Em vez de tentar colocar defeito nos adversários, os políticos de todas as tendências deveriam dar o seu melhor pela solução dos problemas nacionais. Não devem gastar suas energias e tempo para engendrar ações destinadas a impedir os governos de trabalhar e, com isso, tentar aparecer bem na fita para as próximas eleições. Independentemente de a que partido seja filiado, o presidente, os governadores e os prefeitos deveriam ser mais poupados e respeitar mais seus adversários para, com isso, não tumultuar a tarefa de governar. Isso não quer dizer fechar os olhos a irregularidades, mas apurá-las com a devida discrição e sem a mobilização popular prévia, deixando que o povo, uma vez informado de fatos concretos, exerça livremente sua indignação. Atitudes extremadas só servem para atrasar o País.

Dirceu Cardoso Alves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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LUGAR DE CORRUPTO É NA CADEIA

Durante a pandemia, percebemos compras superfaturadas de vacinas, seringas, agulhas, respiradores, máscaras, oxigênio, hospitais de campanha que foram desmontados em poucos meses, ou seja, a fiscalização está falha e o dinheiro público está indo para os bolsos dos ladrões. Efetivamente, os brasileiros querem os corruptos na cadeia. De fato, também queremos o dinheiro recuperado de volta aos cofres municipais, estaduais e federal. Temos testemunhado um bocado de papo furado no Congresso, no STF e no Palácio do Planalto. É hora de acabar com o lero-lero e agilizar as conduções dos bandidos para as carceragens. Enquanto o tempo passa e nada é feito nesse sentido, as quadrilhas continuam agindo livremente, como se o Brasil fosse um lugar onde cada um faz o que quer. Independentemente das consequências para os envolvidos ou para terceiros, sem parcialidade, já está passando da hora de prender os criminosos que roubaram os recursos da Saúde.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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 QUEM QUER SER UM PRESIDENTE?

Como aconteceu com Jair Bolsonaro, eleito para liquidar a “tigrada” petista, mas que acabou por desonrar sua promessa, agora chegou a hora de um brasileiro de bem, honesto, que honre a palavra e “liquide” de vez a dupla “Bolsonaro-Lula”. Certamente, esse “Salvador da Pátria” se elegerá. A principal exigência é que cumpra com esse juramento – que não é uma promessa – para colocar o País de volta aos trilhos. Afinal, quem quer ser um presidente? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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LEI DA IMPUNIDADE ADMINISTRATIVA

Ouvi o sr. Roberto Livianu, do Instituto Não Aceito Corrupção, falando das alterações prejudiciais à Lei de Improbidade Administrativa (LIA), que a Câmara aprovou por 408 votos. Verifique se o seu deputado foi a favor e diga não a ele em 2022. As alterações que criam várias barreiras às investigações, sem audiências públicas, etc., foi do relator deputado Carlos Zarattini (PT- SP), desfigurando totalmente o projeto, com afrontas à Constituição. Será que ele fez estas alterações já imaginando a volta do PT à Presidência? Não votem nestes partidos que apoiaram esta reforma!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com 

São Paulo

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LEI DA PERMISSIVIDADE ADMINISTRATIVA

Quando foi elaborada e aprovada a Lei da Improbidade Administrativa, sentimos que afinal haveria algo jurídico permitindo que membros da administração pública e políticos contumazes em meter mão no erário fossem penalizados e também punidos com proibição de disputar eleições por um período mínimo de 8 anos. Com a desculpa de tornar a lei menos burocrática na sua aplicação, o pessoal do Congresso (Cambalacho, como o povo apelidou) Nacional resolveu mexer em seus artigos, mas o que está resultando da atividade da politicalha? O que se pode deduzir é que tal mudança, se aprovada, fará mudar o nome da lei para Lei da Permissividade Administrativa.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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NOVO IMPOSTO DE RENDA

Bolsonaro, em sua campanha para a Presidência, prometeu corrigir a tabela do Imposto de Renda (IR), mas não cumpriu. Com relação à pessoa física (IRPF), segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), nos últimos 24 anos, a tabela está defasada em 113,09%. Assim, todo ano, o IRPF é, sem participação da Receita, automaticamente reajustado pela inflação e a pessoa física paga mais. Pior é que, ao invés de corrigir a tabela, pretende criar o novo imposto de 15% de IR sobre os dividendos, o que é bitributação, visto que a empresa já paga IR e os dividendos são a forma de remuneração aos sócios. O novo imposto já foi aprovado pela Câmara, mas a esperança é que o Senado barre esses 15% sobre os dividendos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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MAÍLSON DA NÓBREGA E O MERCADO

O economista poderia ter visto o comportamento do mercado quando era ministro e a inflação bateu 80% ao mês!

Paulo T. J. Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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MEIO AMBIENTE

A incrível nuvem de poeira na região de Ribeirão Preto fez-me lembrar a fala do nosso presidente informando ao mundo que o Brasil tem uma legislação ambiental das melhores do mundo, e aí vem essa nuvem juntar-se à incrível quantidade de incêndios ambientais e ao aumento desenfreado do desmatamento, demonstrando ou que queremos ser admirados pelo mundo pela nossa capacidade de redigir leis ou, então, que não passamos de criadores de piadas.

Por falar em piada, vou dar uma sugestão: troquemos o nome de “meio ambiente” para “ambiente inteiro”, quem sabe seja a interpretação do título que esteja atrapalhando, e alterando-o possamos chegar pelo menos ao meio. Nosso país transformado em um país do faz de conta. Fica aí a sugestão.

José Carlos jcpicarra2019@gmail.com

São Paulo

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A IDADE E AS PALAVRAS

Ontem li a entrevista de Sidney Magal no Estado e me chamou a atenção quando perguntado sobre a conduta de Sergio Reis em sua convocação a atos de caminhoneiros, respondeu: “Agora com a idade a gente vai querendo chutar o balde. A minha mãe morreu com 80 e poucos anos. Às vezes, eu tinha vergonha de sair com ela, porque dizia barbaridades para as pessoas. Quando a gente tem mais idade, perde um pouco a noção”. Magníficas palavras de Magal em sua reflexão. Não precisamos pensar muito para acharmos exemplos dessa conduta em personalidades, escritores, artistas, jornalistas, colunistas, políticos, etc. Só resta, para quem as ouve ou lê, exclamar: “Está ficando gagá”.

Gilberto de Lima Garófalo gilgarafalo@uol.com.br

Vinhedo

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