Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2021 | 03h00

Manifestações

Nosso futuro

7 de setembro, 12 de setembro e 2 de outubro. Três manifestações em pouco mais de três semanas: uma pró-Bolsonaro e duas contra. A de 7 de setembro foi marcada pelas cores verde e amarela; a de 12 de setembro, pela cor branca; e a de 2 de outubro, pela vermelha. Essas manifestações trazem à tona, ainda que precocemente, o embate das eleições de 2022. A verde-amarela e a vermelha já têm seus candidatos à Presidência da República; a branca, neste quesito, continua órfã e à procura de um progenitor. Se Bolsonaro for reeleito, continuaremos com um presidente que gasta seu tempo discursando aos seus seguidores, sem tempo de governar o País. Se for Lula o eleito, o Brasil retorna ao estilo populista e a ouvir repetidamente a tese de que ele é o homem mais honesto do País. É bom lembrar que a “herança maldita” que Lula diz ter recebido do governo FHC foi trazida pelas brisas sopradas dos sólidos pilares de uma economia bem ajustada e da inflação sob controle. A herança vindoura mostra-se o oposto, a de ventanias de areia vindas da direção oposta. Caso um candidato da terceira via seja o eleito, qual será o nosso destino?

ROBERTO MENDONÇA FARIA FARIA@IFSC.USP.BR

SÃO CARLOS

*

Serventia

A que servem os recentes protestos de rua? Eles diferem dos grandes movimentos marcados pela coesão: eleições diretas em 1983, impeachment de Collor em 1992, o descontentamento com as classes políticas em 2013 e o impeachment de Dilma Rousseff em 2016. Agora, a divisão é flagrante e os protestos têm sido utilizados impropriamente como termômetro da aceitação ou rejeição ao presidente. Impropriamente porque a adesão pode também estar motivada por questões meramente partidárias ou até condicionada por mecanismos ilegais de financiamento, entre outras questões. De qualquer forma, o diferente nível de adesão entre os prós e os contras, com expressiva vantagem aos primeiros, servirá às hordas bolsonaristas como sustentação de alguns de seus argumentos mais falaciosos: a vulnerabilidade das urnas eleitorais e a manipulação das pesquisas de opinião.

VÁLTER VICENTE SALES FILHO VALTERSAOPAULO@YAHOO.COM

SÃO PAULO

*

Brasil

Uma grande nação?

Sobre o editorial Agressividade à esquerda (3/10, A3), no início de minha oitava década de vida, perdi a esperança de ver o Brasil cumprindo seu destino de ser uma grande nação. Temos recursos naturais em abundância, clima invejável, povo criativo. Mas a insistência de parte da população em apoiar o PT, em particular Lula, ou Jair Bolsonaro me dá a certeza de que não seremos uma grande nação nunca. Lula e o PT não foram absolvidos de seus crimes. O desmanche da Lava Jato promovido pelo desgoverno Bolsonaro incentivou juízes a anular processos que haviam passado por todas as instâncias, alegando parcialidade, mas não provando inocência. Já Bolsonaro cometeu o maior estelionato eleitoral da História. Quanto ao STF, tenho sérias críticas à forma de escolha de seus integrantes e ao caráter vitalício do cargo, mas a solução certamente não é invadir o tribunal. Da mesma forma o Congresso, cheio de sanguessugas, não contribui para nosso progresso, mas a solução também não é invadi-lo. Bolsonaristas criticam quando um dos seus é condenado por atos antidemocráticos dizendo que estão exercendo liberdade de expressão. Mas não admitem que a imprensa os critique. Ou seja, liberdade de expressão só vale para eles. Reino Unido e Suécia acreditaram em combater a pandemia de covid pela imunidade de rebanho. Mas, ao perceberem o erro, mudaram de posição. Já no Brasil pessoas que defendem o indefensável continuam a insistir em tratamentos comprovadamente ineficazes por razões meramente políticas. A casta do funcionalismo público recebe salários indecentes num país onde pessoas passam fome. Só seremos uma grande nação se pessoas de bem lutarem para que o Estado não gaste o que não pode, que a educação seja prioridade de fato e que populistas como Lula e Bolsonaro sejam jogados na lata de lixo da história. Não precisamos de um salvador da Pátria, só de políticos com um plano concreto e factível para o nosso país. Infelizmente, ver gente que eu considerava inteligente apoiar cegamente Bolsonaro baseando seus argumentos em mentiras me desanima. Ver pessoas que pensam como eu se calarem também me desanima. Pobre Brasil.

MÁRIO CORRÊA DA FONSECA FILHO MARIO@GMOCOACHING.COM.BR

SÃO PAULO

*

Meio ambiente

Tempestades de poeira

As tempestades de poeira no Brasil começam a lembrar as tempestades de areia nos EUA durante a década de 1930, fenômeno climático chamado de Dust Bowl, que durou quase dez anos. John Steinbeck retratou o drama da fuga das pessoas no clássico romance Vinhas da Ira (1939), pelo qual ganhou o Pulitzer. Posteriormente, o escritor foi laureado com o Nobel de Literatura (1962). Em 1940, a história do livro ganhou as telas do cinema pelas mãos do diretor John Ford, com o ator Henry Fonda no papel principal. Mesmo assim, os políticos negacionistas só acreditaram na gravidade da situação climática quando uma tempestade de areia cruzou quase todo o país, por mais de 3 mil km, e escureceu totalmente a capital, Washington D.C., em plena tarde. Só depois disso o solo destruído no Meio-Oeste foi recomposto para preservar a natureza.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

*

Música

Alvorada

A matéria Alvorada, nova geração de blues lida com tradição e modernidade (3/10, H3), de Julio Maria, foi uma verdadeira alvorada para mim, pela oportunidade de apreciar novos talentos do blues, que fogem às nossas antenas e radares convencionais. Agradeço por me apresentar preciosidades como Koko Jean e outros.

PHILIPPE ‘TINTIM’ WALDHOFF PHILIPPE.TIM@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OS INIMIGOS DO BRASIL ESTÃO NO PODER

O Brasil caminha rapidamente para um desastre ambiental sem precedente. Apesar de ter sido fartamente informado sobre a questão do aquecimento global, o País continua incendiando e destruindo suas florestas em um ritmo cada vez mais alucinante. A solução não virá desse governo nem das instituições corruptas e incompetentes de Brasília, a única maneira de começar a frear a destruição ambiental promovida pelo governo Bolsonaro é por meio de sanções internacionais. O mundo civilizado deve escrever uma cartinha listando o que se espera do Brasil em termos de preservação do meio ambiente e quais serão as consequências de continuar incendiando o País inteiro. A destruição da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal já está trazendo consequências nefastas para muito além das fronteiras brasileiras, o que justifica uma intervenção internacional com o intuito de estancar a destruição e tentar reverter os estragos. Os patriotas de plantão devem entender que os inimigos do Brasil estão aqui dentro, no poder, e não do outro lado da fronteira.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

BRASIL VÍTIMA DOS POLÍTICOS

O professor José Pastore, sempre sensato e prudente em suas críticas, em seu artigo no Estadão (30/09) de forma cirúrgica aponta que O Brasil é vítima de seu Congresso. Lógico que devemos acrescentar que é vítima também de um presidente desalmado e irresponsável como Jair Bolsonaro! Mas, com relação ao Congresso, Pastore tem toda a razão. Como Bolsonaro não governa, e para não sofrer impeachment, entregou sua gestão ao Centrão, que o faz de refém. Os projetos que são aprovados no Parlamento são nocivos ao País e beneficiam os membros das Casas Legislativas, com as bilionárias verbas parlamentares, mais um fundo partidário de R$ 5,7 bilhões e até de um inédito e vergonhoso orçamento secreto, em que o uso dos recursos dos contribuintes não pode ser fiscalizado. Como diz o professor, até os planos de saúde de deputados e senadores mesmo em meio a uma pandemia tiveram seu valor elevado em 170%. E, na maior cara de pau, aprovaram o afrouxamento da Lei da Improbidade Administrativa. Ou do liberou geral. Pode? Na reforma administrativa estão mantendo os penduricalhos excrescentes pagos a parte dos servidores públicos, etc. Porém, com mais de 600 mil empresas que fecharam durante essa pandemia, não tiveram piedade e acabaram com a redução de jornada e a suspensão do contrato de trabalho que vinham preservando milhares de empregos pelo País. Politicagem de verdadeiros traíras da Nação!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

IMPROBIDADE X IMPUNIDADE

Conforme noticiado, a aprovação pelo Senado de projeto que muda e afrouxa a Lei de Improbidade Administrativa, por 47 votos a 24, tem como objetivo a introdução de mecanismos para dificultar a punição de políticos que cometem malfeitos, partindo do pressuposto de que, mesmo tendo lesado a administração pública, só serão incriminados se for efetivamente comprovado que houve o dolo específico, ou seja, a clara intenção de cometer irregularidade.Com efeito, menos hipócrita será mudar o nome da lei para Lei de Impunidade Administrativa, pois não? Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

O DIREITO DE ROUBAR

Com todos os problemas da nação resolvidos e sobrando dinheiro no Tesouro, a Câmara dos Deputados resolveu acabar com os entraves que dificultam roubar dinheiro público e impedem a corrupção. Nossos representantes querem ter o direito de roubar, uma tradição na vida pública nacional, sem serem punidos. 

Adeus Lei da Improbidade Administrativa. Liberou geral. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

SEMPRE PARA BAIXO

A cada dia prossegue a destruição de nosso país. O Congresso agora alterou a Lei de Improbidade Administrativa. Sua aprovação demorou oito minutos e recebeu, na Câmara, quatrocentos votos. Pelo jeito, continuamos a caminho do fundo do poço.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

*

AS TRÊS PRAGAS QUE NOS TIRAM O SONO!

 Li no Estadão, no Fórum dos Leitores do portal, a excelente reflexão de Paulo Arisi De volta ao Futuro, na qual sintetiza as mudanças ou falhas gritantes da nossa Constituição, quando ela permite e entrega, a mãos cheias, a bandeja dos melhores postos à escolha dos corruptos, ineptos ou mal-intencionados. Vejamos: a primeira praga, a de permitir a escolha dos membros do STF ao sopro de interesses malcheirosos do presidente, quando, sem nenhum pudor troca a moeda do “dá cá toma lá”. De consequência lá, no Supremo, assentam-se incompetentes, alicerçados no interesse vil! Isto é péssimo para a instituição e deprimente para a Justiça! Respinga lama no nome dos realmente bons e dignos. O posto do Supremo é para juiz de carreira, e ninguém mais. Outra praga apontada pelo leitor está na nossa maldita sina das urnas! Como escolhemos mal! Corramos vistas desde a Presidência a toda a bancada Legislativa, de Tiriricas a Cacarecos, quem deles se salva? Pior, colocados por nós! Mea culpa! Diógenes, de lanterna em punho, teria grandes dificuldades de encontrar homem honesto por aquelas bandas! Sim, existem alguns bons, mas, de tão raros, mal mexem o fiel da balança. A terceira é a de que os nossos estadistas, talvez cientes do peso da responsabilidade, não saem à luta, tais como Miguel Reale Jr., Janaina Paschoal, Modesto Carvalhosa, Sérgio Moro e vários outros. Eia, sus, patrícios, o povo brasileiro merece um comandante de sangue nobre que, realmente, ame o povo e a pátria!

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

*

CPI E EMPRESAS INVESTIGADAS

Em relação a certas empresas nacionais, o processo da Lava-Jato jogou fora a criança com a água do banho. O processo foi devastador para a construtora Odebrecht, enfraquecida em seu potencial de concorrer no mercado internacional, e resultou em benefício de concorrentes, como a Bechtel Corporation. A empresa estadunidense está envolvida em processos de corrupção em seu país, no entanto, continua ativa, vencendo licitações que, no passado, teriam sido ganhas pela Odebrecht. À luz de tais fatos, parece desejável que a CPI da Covid-19 e demais órgãos responsáveis procurem atuar de forma cirúrgica. Que sejam criteriosos, capazes de extirpar o cancro, mas sem matar o paciente. Temos lido e ouvido avaliações positivas de clientes sobre a operadora de saúde atual foco da CPI. No universo de uma empresa de âmbito nacional, irregularidades ocorrem, e até com relativa frequência, porém, não necessariamente extensivas a toda a corporação. Daí por que a atividade empresarial tem que ser alvo constante de acompanhamento, supervisão e controle dos órgãos competentes – de modo que eventuais focos possam ser com rapidez identificados, penalizados e saneados. Cabe ter em mente que a concorrência é salutar e diretamente vinculada à quantidade e à qualidade dos agentes que atuam nos diferentes nichos de mercado. Reduzir o número de concorrentes prejudica, em última análise, o consumidor. O mero envolvimento em suspeitas pode ter efeito deletério para um empreendimento, haja vista o caso emblemático da Escola Base. Diante disso, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

Patricia Porto da Silva portodasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

*

PREVENT SENIOR

Acredito que a desmoralização promovida pela imprensa e Legislativo da Prevent Senior significa um desserviço às atividades de saúde no País. A empresa atende a uma faixa da população que não tem como ser atendida por outro plano de saúde com a qualidade e os custos por ela praticados. Certamente, uma pesquisa de custo/benefício entre usuários mostrará a excelência dos serviços prestados se comparados com outras empresas de saúde. A quebra dela poderá significar uma repetição do caso Escola de Base do passado.

José Carlos Simão simãojcec@uol.com.br

São Paulo

*

SATISFAÇÃO COM A PREVENT SENIOR

Tenho 90 anos e sou médico. Fui sócio de hospital e tive vários planos de saúde. Estou há três anos na Prevent Senior e até agora só posso elogiar este convênio, que é sem dúvida o melhor, tanto no atendimento quanto na qualidade de seus exames.

Lamentável essa campanha difamatória que estão fazendo contra a Prevent, baseados no depoimento de médicos que provavelmente foram desligados da firma por razões possivelmente corretas, mas que não conseguiram digerir.

O Estadão deveria mostrar o outro lado e ouvir os diretores da Prevent.

Agostinho de Souza Bitelli asbitelli@hotmail.com

Santo André

*

PRIMEIRA-DAMA

Com as últimas denúncias contra a primeira-dama Michelle Bolsonaro, como tráfico de influência para conseguir dinheiro barato para amigos, na Caixa Econômica Federal, fica claro que toda a família Bolsonaro esteve sempre só interessada nas benesses do poder. Haja propaganda enganosa na eleição de 2018.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

*

ATÉ TU MICHELLE?          

Milhares de microempresários, apesar do esforço hercúleo, não conseguiram financiamento pelo programa Pronampe, lançado pelo governo federal para ativar seus negócios, mas a primeira-dama Michelle Bolsonaro, como uma perfeita agente financeira, se esforçou com o bolsonarista e presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, conseguindo beneficiar muitos comerciantes de Brasília, que idolatram o “mito”. Pensando bem, nada diferente poderia ser, haja vista que a primeira-dama já está sendo chamada de “05” da família, pelas traquinagens. Como dizia aquela senhorinha de Taubaté: “Até tu, Michelle?”.          

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

PALMINHAS E ARMINHAS PARA NÓS

“Nossa” primeira-dama, Michelle Bolsonaro, evangélica, defende os “interesses” dos seus amigos empresários e usa a Caixa Econômica Federal para atingir seus objetivos. Faz isso apenas em prol do “bem” ou em busca de uma “taxa de sucesso”? Claro que a Polícia Federal (PF) não vai investigar tal ocorrência, pois “nossa” Polícia Federal está “feliz” sob o comando do clã Bolsonaro. Não só a PF está feliz, mas o Congresso, via Centrão, pois senadores e deputados federais estão se fartando, mamando nas tetas bancadas com nossos impostos, fruto do suor do nosso trabalho. Enfim, viva a corrupção, graças à mídia, que contribuiu para a condenação do ex-juiz Moro e Dallagnol, por divulgar os “excessos” deles e continuar dando espaço para os corruptos. Enfim, colhemos o que plantamos: ervas daninhas.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

TERCEIRA VIA

Bolsonaro e Lula trocam farpas e passeiam na rinha sem dar a mínima para outros possíveis candidatos, embora falte um ano para as eleições presidenciais. Dão a entender que, além deles, não existem mais adversários. A polarização entre os dois prossegue intacta e enfadonha. Sem perspectivas de acabar com ela. Lula, por exemplo, vai engordando, promovendo encontro e jantares com políticos de diversos partidos. Joga a isca em busca de peixes graúdos. Bolsonaro, por sua vez, sem máscara, viaja e inaugura obras. O tempo passa e caciques de partidos contrários a Lula e Bolsonaro parecem distantes da sabedoria política. Preferem seguir enfadonhos devaneios pessoais. Não evoluem coletivamente. Com farta distribuição de intrigas e acusações. Foi o que se viu nas manifestações de sábado passado. Com as bandeiras de partidos oposicionistas se provocando entre si e vaias sobrando para os candidatos. Todos eles, até então, candidatos de si mesmo. Nesse sentido, escrevi nas redes, dia 15 de julho. Parece que postei ontem: candidatos a granel perdem tempo em costuras que passam longe dos interesses coletivos. São políticos rodados e experientes. Eternamente fascinados pelo poder. Sem grandeza e desprendimento para trabalhar e exortar união em torno de um candidato que sensibilize e atraia o eleitorado, na disputa contra Lula e Bolsonaro.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

VOZ DAS RUAS

A voz das ruas em uníssono nas grandes manifestações de sábado Brasil afora gritava em alto e bom som “Vacina no braço, comida no prato e Bolsonaro no lixo. Fora!Basta!”. Vox populi, vox Dei.

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

*

SOPA DE LETRINHAS

Manifestação no sábado é querer contar com a presença obrigatória de quem está indo ou saindo do trabalho, mas nem assim! É no domingo que se vai espontaneamente para a Paulista, sem sindicato e toda a salada de letrinhas partidárias.

Paulo T. J. Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

*

MANIFESTAÇÕES: CADÊ LULA??

No sábado passado, um exemplo democrático: manifestação para “impeachment de Bolsonaro”, pacífica e significativa, embora não tão volumosa pela adesão das oposições, em muitas das capitais brasileiras. O estranho foi o não comparecimento do principal opositor ao atual governo, líder nas pesquisas. É inexplicável. As pesquisas divulgadas para 2022 reiteram Lula vencedor no primeiro turno, mas sua exposição retraída não condiz com a popularidade difundida, ao evitar se expor para ser aclamado.

Humberto S. Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

BASTA INVESTIGAR QUE SE ENCONTRA CORRUPÇÃO NO GOVERNO

Quando Bolsonaro profetizou que em seu governo não havia corrupção, referiu-se ao fato de que não houve tempo para investigação. Sem contar que aquilo que acontece durante o mandato só será apurado após o término deste.

Entretanto, as evidências são enormes de que não será difícil apurar todos os desvios de conduta do presidente, seu governo, ministros e filhos. Aliás, os filhos, embora sejam todos parlamentares, mesmo não sendo parte integrante oficial do governo federal, vivem, respiram e agem em nome do governo.

Carlos é vereador no Rio de Janeiro, mas tem assento no chamado gabinete do ódio; também circula no gabinete paralelo e dizem até que ajudou a escrever o texto do discurso de seu pai na ONU.

Flávio ajuda o governo na CPI, onde fica de plantão para poder dar uma força aos aliados que cometeram crimes hediondos e precisam de sua ajuda. Já o Eduardo, vulgo Dudu, é o viajandão da família Bolsonaro, onde o papai vai ele pega carona.

Embora seja deputado federal, esteve em Israel e EUA mais de uma vez, sempre a custa do erário. Michelle, a esposa, está nos noticiários, nem bem explicou os cheques que recebia de Queiroz e já tem de se preocupar em explicar os favores prestados aos amigos.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

*

MAIS UMA PENINHA DO AGRO EM NOSSA ECONOMIA

Apesar de ainda não digerida a discussão sobre a isenção fiscal que o agronegócio – nem mesmo depois de emancipado – concorda em redefinir, parece que o subsídio aplicado em seus empréstimos – plano safra – engatinha para um estágio mais compatível com o combalido recurso público. Agora, torna pública – situação que já acontecia havia tempo – a retenção no exterior dos recursos, em dólares, advindos de boa parte de suas exportações. O povo brasileiro, além de suportar a inflação dos alimentos, alimentada, desculpe a redundância, por sua cotação em dólares, ainda suporta sua disseminação pela recorrente desvalorização do real. A inflação já se aproxima de dois dígitos e suas consequências para nossa economia e vida do assalariado são uma praga difícil de combater. Já conhecemos essa história. Saber que o agronegócio – tão festejado quanto favorecido pelo Estado brasileiro – contribui desarrazoadamente para engrossar nossas agruras internas e nos deitar nesse desalento e desesperança com o presente e o futuro de gerações desassistidas. Segundo noticiado, atualmente o agronegócio mantém recursos, oriundos da venda de seus produtos no mercado externo, no montante de US$ 48 bilhões aplicados em bancos no exterior, impactando diretamente a nossa política monetária. A escassez de dólares no mercado interno faz disparar o seu valor e, consequentemente, o real é desvalorizado sistematicamente, reduzindo com isso nossa capacidade de compra – principalmente de alimentos, que já vinha sofrendo o impacto da sua cotação na moeda americana. Simples, não! Mas não deixa de ser um escárnio à nossa cidadania!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

*

A PROVA DE VIDA

A obrigatoriedade de fazer a Prova de Vida para o INSS exclui algumas pessoas que não dispõem de recursos para fazê-la. Fui procurada por uma senhora analfabeta que perdeu seu amigo alfabetizado que a ajudava e estava sem receber sua aposentadoria sem entender o que havia acontecido. Dois meses sem receber sua mísera aposentadoria que sustenta netos e também adultos que perderam o trabalho na atual crise. Em desespero, ela me pediu ajuda. As manobras impostas no banco como a biometria, senha e cartão pareciam uma coisa impossível para essa senhora. A minha dúvida é a seguinte: por que não há obrigatoriedade de comunicação dos óbitos dos cartórios para o INSS . A cobrança deveria ser efetuada aos cartórios, com punição pela falta, e não ao contribuinte que levou uma longa jornada de trabalho para conseguir a quase sempre mísera aposentadoria. Apelo aos senhores senadores que revejam essa punição.

Leila Elston Leitão leilaelston@uol.com.

São Paulo

*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.