Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2021 | 03h00

Pandemia

Vacina sem certificado

A respeito da matéria Saúde nega certificado de 2ª dose de outra vacina (Estado, 4/10, A13), estes protocolos federais para a vacinação contra a covid-19 deveriam ser mais bem analisados, já que não é necessário ser médico para saber que algumas misturas de medicamentos nem sempre dão certo. E esta atenção mais cuidadosa deveria também ser dada no caso das doses de reforço, que se destinam basicamente aos idosos. Pessoas amigas minhas foram a diversos postos de saúde e o reforço oferecido sempre foi com a vacina da Pfizer – e essas pessoas haviam tomado as duas doses da Coronavac. Por que essa insistência na aplicação da vacina norte-americana? O cidadão contribuinte tem o direito de saber. A explicação é de que se trata de ordem vinda do Ministério da Saúde. No entanto, consta nos sites de vacinação a informação de que os postos dispõem de todas as vacinas.

VERA AUGUSTA VAILATI BERTOLUCCI VERAVAILATI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Caso Prevent Senior

O protesto dos jovens

A foto que ilustrou a matéria sobre o caso Prevent Senior no Estado de ontem (página A12) é emblemática. Quem protesta contra a operadora de planos de saúde são jovens, que dela não necessitam. A Prevent Senior presta bons serviços a centenas de milhares de idosos a um preço que eles podem pagar. Até agora, a imprensa não ressaltou adequadamente este lado da questão. Os “velhinhos da Prevent” – eu inclusive – andam preocupados, e é preciso tranquilizá-los.

FRANCO PORTA FRNCPRT@OUTLOOK.COM

SÃO PAULO

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Responsabilidade fiscal

‘As pedaladas de Bolsonaro’

O editorial As pedaladas de Bolsonaro (2/10, A3) expôs o fato de que esta gestão já cometeu muitos mais ilícitos fiscais do que Dilma Rousseff nos dois mandatos dela. Expôs, também, o fato de que nossas instituições estão cada vez mais fragilizadas, pois não raro vêm contribuindo com aprovações de projetos e medidas provisórias que burlam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), quase sempre com maioria qualificada de votos. A aprovação do Projeto de Lei 12/2021, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 – em si um projeto vergonhoso até como matéria processual no Congresso –, demonstra que a falta de vergonha e de limites na aprovação de matérias que desqualificam a LRF, de resto, desqualificam também o Congresso como órgão coadjuvante na responsabilidade da governança do País. Aprovar despesas futuras com base em receitas oriundas de projetos de lei ainda em tramitação na Casa é uma estultice, e é inimaginável que tenha sido aprovado nas duas Casas do Congresso Nacional. Cabe perguntar onde está o procurador-geral da República, que ainda não contestou uma medida tão ilegal como esta. Se este não é dever do Ministério Público, então eu não sei mais quais as funções dessa instituição.

WILSON DEMETRIO WILSON_DEMETRIO@YAHOO.COM.BR

CAMPINAS

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São Paulo

Liberação dos precatórios

O ministro libera diversos cartões de crédito para a esposa, ela vai para o shopping e compra tudo o que vê pela frente. Depois de um tempo, chega a fatura e o ministro não entende, fala que é um meteoro. Assim são os precatórios. São funcionários públicos que tiveram seus direitos desrespeitados, credores dos mais diversos tipos de indenizações e proprietários de imóveis desapropriados, todos com faturas reconhecidas e homologadas pela Justiça. Mas como o governo, nos seus diversos níveis, interpreta essas cobranças como surpreendentes meteoros, deixa tudo para as intermináveis filas, que se arrastam por décadas. Até aí, sem novidades. O mais incrível está acontecendo agora, em São Paulo. Quando finalmente (superado o teto de gastos) alguns destes débitos são pagos, os valores não vão diretamente para os credores, mas dependem de liberação da Justiça. E aí simplesmente perdem-se mais um ano ou dois para que a verba, que já saiu dos cofres públicos, chegue à mão dos seus legítimos donos. Ou seja, além da fila dos precatórios, agora há a fila da liberação dos depósitos, retidos sem qualquer razão. Ou haverá alguma razão?

ROSANGELA DELPHINO TOULIGADA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Sociedade

Transtornos de aprendizagem

Importante e muitíssimo interessante a matéria Pais pagam caro e viajam por avaliação médica de transtorno de aprendizagem, publicada no domingo (página A16), sobre distúrbios de aprendizagem. Como pediatra, causou-me espanto a estimativa de 10 milhões de jovens brasileiros com essa condição. Seria interessante obter mais dados sobre este assunto, como pormenores sobre a gestação dessas crianças. Ao ler a matéria, veio-me imediatamente à lembrança a experiência que tive em Centros de Referência de Álcool e Drogas em município da Grande São Paulo. Encontrei nestes centros mulheres em tratamento de sua dependência que, ao trazerem seus filhos para consulta, se queixavam do seu baixo aproveitamento escolar, e eles acabavam sendo diagnosticados como disléxicos e com vários outros transtornos cognitivos (dificuldade em Matemática, memorização, linguagem, escrita, raciocínio lógico, entre outros). A matéria do Estado versa sobre mães que procuram ajuda profissional para o caso de seus filhos, mas não menciona que essas manifestações podem ser atribuídas à ingestão de bebidas alcoólicas na gravidez. Como se sabe, qualquer dose de consumo de álcool – mesmo em gestantes que não são adictas – está terminantemente proibida em qualquer fase da gestação. Os profissionais médicos e educadores precisam saber se os seus pacientes e alunos com mau desempenho escolar não foram “agredidos” pelo álcool enquanto embriões/fetos.

HERMANN GRINFELD, doutor em Neurociências e Comportamento (USP), membro do Grupo de Trabalho Sobre Álcool na Gestação da Sociedade de Pediatria de São Paulo

HERMANN.GRINFELD@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A DEPENDÊNCIA VIRTUAL

A queda de três dos aplicativos mais utilizados no mundo (Facebook, Instagram e WhatsApp) ontem evidenciou um problema global que já vem sendo debatido há alguns anos, mas que, apesar das discussões, parece não parar de avançar: nossa dependência virtual.

Na era dos influenciadores digitais, onde tem maior valor aquele(a) que possui mais seguidores em uma rede social, a queda dos sistemas dos aplicativos promove não somente um choque de realidade na população, mas também demonstra a insignificância que nosso dia a dia atingiu. Os ditos influencers acabaram com uma simples falha de sistema. Deixaram de existir. O público assíduo, que se deixa influenciar nas decisões de compra apenas por uma publicação de um perfil – por vezes até falso –, se viu desorientado. Não tinham a quem seguir, curtir, compartilhar, venerar. O que foi um choque de realidade para alguns, em que foi possível observar a influência que grandes aplicativos possuem sobre nós, foi, para outros, um momento de desespero, no qual perderam seu chão. Não tinham mais “acesso” às suas “referências”. A verdade é que nós nos rendemos absoluta e totalmente para as redes sociais. Este que vos escreve também. Não sou exceção. Posto fotos dos pratos de comida tanto quanto você que está lendo. E o ocorrido de ontem evidenciou ainda mais a percepção de devoção total ao público que segue nossos perfis.

Está na hora de nos aprofundarmos nos debates acerca do quanto nos expomos nas redes, do quanto estamos ligados, viciados. Mas, para isso, é preciso fazer autocrítica. É preciso observar o quanto cada um de nós se expõe diariamente, de formas que nem percebemos. Entregamos nossa vida ao online.

As redes sociais nos aproximam de quem gostamos, permitindo que possamos diminuir as distâncias? Sim. Mas elas cobraram preços altos por isso: nossa privacidade, nosso tempo de lazer e nossas relações verdadeiras. Que o episódio de ontem sirva de lição a todos nós para que possamos diminuir nossa dependência virtual.

Lucas Loeblein lucasloeblein@hotmail.com

Gravataí (RS)

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TUDO IGUAL

Será que este número de eleitores que pretendem votar no Lula tem alguma dúvida sobre as descobertas e condenações na Justiça dos desvios milionários e corrupção de seu governo? Um partido que roubou e deixou roubar! Não quer dizer que referendo Bolsonaro, que é um verdadeiro “fac símile”.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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É COMPADRIO?

Renan Calheiros, na CPI da Covid e com sua vasta experiência como congressista, tem razão. É preciso disciplinar alguns julgamentos e impeachments hoje restritos e sem definições. A concentração não pode ser absoluta e também carece de prazos. Trata-se dos julgamentos de congressistas que mofam nas gavetas do Supremo Tribunal Federal (STF) e os impeachments de ministros do STF engavetados no Senado. É preciso estipular prazo, digamos de dois ou, no máximo, três meses, para que haja prescrição no STF ou no Senado e, então, ficar a cargo dos congressistas para resolução, também com prazo limitado. Será uma forma de agilizar os processos que mofam nas gavetas, quando deveriam ser resolvidos ontem.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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SONHO DE GOLPE

Tem gente que insiste na possibilidade de o presidente Bolsonaro “dar um golpe” ainda maior do que a insegurança institucional, a fome, o desemprego, a inflação, a submissão do Congresso Nacional e a corrupção promovidas por ele e boa (sic) parte de seu governo nestes quase três anos de muito caos. Só mesmo o desejo de rasgar a Constituição e colocar mais fogo no País, como vem fazendo o pior presidente da história e aqueles nazifascistas que se mantêm numa trincheira de pura ignorância, ceticismo e cegueira total em relação aos verdadeiros problemas nacionais. Como desejam, também, os maus militares, aliás, maus brasileiros que, em seus delírios, sonham em ver sangue derramado e derrotados os inimigos imaginários de uma Pátria que lhes traga novas “vitórias” pessoais.

João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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COERÊNCIA POLÍTICA

O grande desafio que as lideranças políticas têm em suas atividades é manter o prestígio com o eleitorado que as elegeu. Para isso, fundamental é manter coerência em suas atividades enquanto parlamentares, fato que nem sempre ocorre, como a história política de todos os países democráticos demonstra. Com a falta de coerência, o prestígio acaba se evaporando e essas lideranças acabam indo inexoravelmente para a lixeira da história.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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IDEOLOGIAS

Não há nada mais preconceituoso do que uma ideologia. Ela tenta impor ideias preconcebidas à realidade dos fatos.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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EXTREMISMOS IDEOLÓGICOS 

As plataformas ideológicas assumidas pelo bolsonarismo e pelo lulopetismo são inaceitáveis, porque, na realidade, fogem do campo ideológico e filosófico adotado, praticando posicionamentos absurdamente radicais, tais como: condenação e perseguição de oponentes que pensam e se manifestam diversamente e manutenção de posições que não se enquadram no campo ideológico, mas refletem política de ódio comum (hate), além de ambas as correntes desejarem, no íntimo, o poder absoluto e contrário à democracia. Ambos, Bolsonaro e Lula da Silva, não desejam ardentemente ser ditadores? Por isso é que o povo deveria afastá-los do governo da República. Uma figura/pessoa menos radical, contra a corrupção, competente, preparada e honesta não seria bem melhor para o Brasil?        

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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FANFARRÃO

Se hoje, quando todos os olhos estão voltados para o presidente, um negacionista sem eira nem beira, genocida de mão cheia, que continua a desdenhar da covid-19 e lidera, junto com a família, a corrupção na compra de vacinas no País, entre tantas outras excrescências, o que ele não terá feito quando era um deputado federal desconhecido e vindo dos porões do baixo clero, onde ninguém dava um “tostão furado” para a sua pessoa? Com a palavra o “fanfarrão” irresponsável, Jair Bolsonaro!  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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INJUSTIÇA COM O CENTRÃO

Li muitos articulistas e leitores culpando o Centrão pelas novas leis facilitando a vida dos políticos corruptos. Grande injustiça. A Nova Lei de Improbidade é de um deputado do PDT, partido do Ciro Gomes; nova regra voltando privilégios aos funcionários das estatais é de uma congressista do PT, partido do Lula; e o pedido ao STF aprovado pelo ministro Gilmar Mendes cancelando artigos mais duros da Lei de Improbidade foi feito por político do PSB, de Tabata Amaral. Esquerda querendo roubar mais ainda.

 Pedro Paulo Couto pedropaulocouto@terra.com.br

São Paulo

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MILITARES NO PODER

Não me atrevo a opinar porque sou ignorante em assuntos políticos. Não sou a “vaca fardada”, como se qualificou o respeitável general Mourão Filho, apenas por ser civil. Então indago de quem conhece, estuda e acompanha: os oficiais generais e os militares de patentes inferiores que integram o governo seriam em seu conjunto como o “Centrão fardado”?

Minha dúvida advém da pecha de que o Centrão seria composto de políticos que adotam o comportamento do “é dando que se recebe”, ou mais objetivamente do “toma lá dá cá”.

E os militares, de modo geral como observamos, defendem o governo, não os interesses do País. E seus próprios interesses, posto que seus soldos são significativamente inchados.

Jorge Carrano carrano@carrano.adv.br

Niterói (RJ)

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O BALAIO DA POLÍTICA

Por conta da “bancada evangélica”, e de modo inconstitucional, imoral e patético, o presidente Bolsonaro continuará, ou não, a apoiar o nome de André Mendonça a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, aqui no Brasil misturam a política com tudo, com religião, futebol, paraísos fiscais, formação de quadrilha, Deus, crimes diversos e impunidade, enfim, com palhaçadas sem fim e com mortes que seriam evitáveis. Parabéns, presidente, pois o senhor, decerto, entrou para o folclore nacional, e ganhando status igual ao da mula sem cabeça, porém, no caso, igual a uma ou ao outro.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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CENTRO, DIREITA E ESQUERDA. JUÍZO!

O domingo passado, 3 de outubro, oportunizou reflexões. Estamos a menos de um ano das eleições gerais. O 3 de outubro é significativo na vida brasileira. Foi nesse dia que eclodiu a Revolução de 1930, sepultando a República Velha e levando Getulio Vargas ao poder, onde permaneceu por 15 anos, entre governo provisório, constitucional e ditadura. Mesmo com o trauma, pelas circunstâncias da época e até pela 2ª Guerra Mundial, foi um tempo de mudanças. Tanto que a data abrigou as eleições por muitos anos. Hoje temos a incômoda polarização política, que leva as partes a extremos e ao arrepio da ética e do bom senso. Depois de tantas desavenças, o povo foi estimulado a ir às ruas em 7 de setembro (a favor do governo) e em 12 daquele mês e no último sábado, 2 de outubro, em atos da oposição. Todos reconhecem que os oposicionistas não lograram êxito, mas buscam justificativas e a polarização continua. A esquerda, presente há um século na política brasileira, construiu toda sua trajetória sobre o discurso moralista que prometia austeridade administrativa. Chegou ao poder, mas os acontecimentos – que não precisamos aqui repetir – motivaram explosivos inquéritos, processos, prisões e afastamentos da vida pública. No poder, os esquerdistas não conseguiram realizar os sonhos e hoje lutam para recuperar a imagem desgastada. A direita faz tudo para demonstrar que muda o quadro e corrige velhos defeitos. Todos hão de compreender que hoje o povo dispõe de veículos de comunicação e de estruturas onde podem obter informações fidedignas sobre aqueles em quem pretende votar. Ficou mais difícil enganar. A mudança é possível. Nosso país tem recursos, clima, território e oportunidade de evoluir como potência mundial. Mas é preciso muito juízo para evitar colocar tudo a perder e, por interesses subalternos ou de grupos, permitir que a nossa vez seja assumida por outros mais organizados e menos belicosos entre si. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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ESQUERDA OBSESSIVA

A obsessão de boa parte da esquerda em reconduzir Lula ao Planalto pode prorrogar por mais quatro anos a escuridão em que o País se encontra, e os mais esclarecidos sabem disso. Elogios persistentes a regimes autoritários e vontade incontrolável de controlar a mídia são apenas alguns dos ingredientes que anunciam o desastre que será o retorno do lulopetismo. Além disso, e não menos importante, a rejeição ao PT, que levou Bolsonaro à Presidência, pode dar de bandeja a reeleição a ele (o agronegócio, por exemplo, já declarou sua aversão ao partido), e engana-se quem crava que Bolsonaro é carta fora do baralho. Lula ou Bolsonaro é tudo o que o País não precisa. Está na hora de a esquerda pensante pensar o futuro e deixar o passado literalmente para trás. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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VEM PRA CAIXA VOCÊ TAMBÉM

Nestes tempos agudos de recessão e severa crise econômica, quem precisar de dinheiro rápido para enfrentar as despesas é só procurar por Michelle Bolsonaro, a nova “gerente” de empréstimos da Caixa Econômica Federal, para ter o valor aprovado de imediato, sem mais delongas e sem ter de ficar na fila. O país do jeitinho não toma jeito mesmo. Pobre Brasil.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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QUEIROGA VOLTA AO BRASIL APÓS QUARENTA NOS ESTADOS UNIDOS

Podia ter ficado por lá!!

Robert Haller

São Paulo

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CONTAS EM PARAÍSOS FISCAIS

Vergonhoso saber que duas das mais altas autoridades da nossa economia, o ministro e o presidente do Banco Central, mantêm contas e aplicações milionárias em paraísos fiscais, mesmo após assumirem suas posições no atual governo. Pode não ser ilegal, mas não deixa de ser antiético.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

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ERA UMA VEZ UM LINDO PARQUE INDUSTRIAL...

Indústrias atraem indústrias na razão direta do PIB industrial e na razão inversa dos custos logísticos. O Brasil era a 9ª nação industrial do mundo e sonhava em se tornar a 5ª. Hoje é a 14ª e sonha em não cair mais. Qual o segredo por trás deste fracasso retumbante? Investimentos errados há uma década. Por exemplo: fizemos estádios padrão Fifa em vez de investir em indústrias automatizadas e construímos um porto em Cuba em vez de modernizar os nossos portos. Tem solução? Talvez, mas não se recupera uma década em menos do que uma década. Especialmente porque, na educação, fomos pior ainda. Especialmente nos campos de Matemática, Ciências e Português. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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REALIDADE QUE EXPLICA

Constitui leitura obrigatória o artigo de João Roberto Mendonça de Barros e João Fernando G. Oliveira (Qual indústria vai sobreviver no Brasil?), publicado no Estadão de sábado passado, sobre a sobrevivência da indústria brasileira, que descreve os principais fatores de sua competitividade e sobrevivência. Demonstra elementos importantes para todos os que tentam entender por que a participação da indústria no PIB é menor que 1/3 do que já foi e por onde anda o famoso espírito animal de produzir que se tornou em ganhar com a revenda de importados. Em que órgãos de representação fazem lobby em Brasília para sobretaxar importados protegendo a ineficácia dos produtos locais. Como é importante compreender os malefícios de uma política de substituição de importações sem contrapartidas, tornada um cartório protecionista. Na década de 1970, para adquirir um maquinário importado era preciso obter uma carta de não conformidade do fabricante local, naturalmente à custa de um pedágio. Um tear nacional zero-quilômetro era cópia de um americano com 30 anos de idade, resultando em menor produtividade, menos qualidade e falta de estímulo ao desenvolvimento de matérias-primas e insumos melhores. Foi como uma política egípcia de construção de pirâmides do atraso em toda a cadeia produtiva. Não sem razão, a abertura das importações em 1992 levou a indústria têxtil brasileira para o brejo.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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TEMPESTADES DE AREIA SÃO UM AVISO DA NATUREZA

As seguidas tempestades de areia, pó e muita sujeira que estão acontecendo com frequência no interior do Estado de São Paulo são um primeiro aviso da natureza sobre o que virá no futuro próximo se os desmatamentos não cessarem, se a poluição dos rios e mananciais não forem contidas e revertidas.

O problema é antigo, principalmente em São Paulo, onde a plantação de cana-de-açúcar tomou milhões de hectares de terras e se transformou numa enorme monocultura para favorecer os usineiros.

A situação é gravíssima, e no governo Bolsonaro isso ficou claro demais com as queimadas e a destruição do Pantanal, da Floresta Amazônica e áreas de proteção ambiental, realizadas por madeireiros, garimpeiros, latifundiários e outros criminosos, enquanto o presidente desautorizava a ação do Ibama.

As mentiras contadas por Jair Messias Bolsonaro em discurso na ONU não enganam ninguém, não precisa ser ambientalista, ecologista ou cientista para saber do prejuízo proporcionado pela gestão medíocre e criminosa no meio ambiente nestes dois anos e nove meses.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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COMUNISTAS NO PRÊMIO NOBEL

Decepção e indignação! Foi o que me causou a indicação da academia para o Prêmio Nobel de Medicina de 2021. Era líquida, certa e inquestionável a indicação de Jair Bolsonaro para tal honraria, homem de altíssimo saber médico, que exala conhecimento e inteligência por todos os poros, e criador da receita milagrosa cloroquina + ivermectina que salvou bilhões de humanos da morte certa por covid-19. Esses juízes lá do Nobel devem ser todos comunistas...rsrsrs.

Lauro Becker bybecker@gmail.com

Indaiatuba

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