Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2021 | 03h00

Meio ambiente

COP-26, a última chance

O artigo A última chance de frear a mudança do clima (Estado, 5/10, A2) trata do principal assunto a ser discutido por todas as pessoas preocupadas com o futuro do Brasil. Paulo Hartung aborda a importância de nossa participação na conferência sobre o clima em novembro, em Glasgow, a COP-26. O autor sinaliza os principais temas a serem discutidos: uso de combustíveis fósseis, o desmatamento em marcha, trajetórias de baixo carbono, gases de efeito estufa, entre outros. Precisam, com a maior urgência, ser discutidos e soluções, sugeridas, sob pena de tornarmos inviável o futuro das novas gerações. Destaco a afirmação do ex-presidente dos EUA Barack Obama, mencionada no artigo: “Somos a primeira geração a sentir os impactos da mudança climática e a última geração que pode fazer algo sobre isso”. Todos devemos refletir sobre o tema!

JOSÉ RICARDO FRANCO MONTORO RICARDOMONTORO@MONTORO.ORG.BR

SÃO PAULO

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Autodestruição

Na reportagem do Estado sobre o agronegócio brasileiro buscar uma terceira via para evitar a volta do PT ao poder (4/10, A4), o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues afirmou que, “entre os agricultores, vê uma tendência pró-Bolsonaro”. Não dá para entender como os agricultores ainda defendem o atual presidente. Ele não é bom para o agronegócio, que é responsável por parcela significativa da nossa economia, porque tem se mostrado um predador voraz das nossas florestas, exatamente de onde procedem as chuvas que irrigam as suas fazendas. Os agricultores que pensam em reeleger Bolsonaro deveriam ler a entrevista feita em 12/12/2019, pela Mongabay.org Jornalismo Ambiental e Educação, com Antônio D. Nobre, pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, do Inpe. Reproduzo trechos: “A Amazônia é o mais importante órgão para o metabolismo do sistema climático, garantindo a estabilidade e conforto ambiental”. Mais: “Na porção leste da Amazônia, por causa do desmatamento e da degradação, a floresta remanescente pode já estar passando do ponto de não retorno”. “As florestas nativas têm alguma resiliência às adversidades climáticas. Mas elas não têm qualquer capacidade de resistir às motosserras, aos tratores com correntão ou ao fogo ateado em larga escala.” Como sabemos, em 2020 e 2021 a situação piorou ainda mais. De janeiro de 2019 até agosto deste ano foram desmatados na Amazônia mais de 12 mil km². Cabe lembrarmos a existência cientificamente atestada dos rios voadores, que se formam a partir da produção de vapor d’água das árvores daquela floresta. Como já calculou Nobre, cada árvore produz, em média, 0,5 m³/dia de vapor d’água. E cada km² da floresta tem, em média, 55 mil árvores. Agora, é só fazer as contas e ter uma ideia do volume de vapor d’água diário que deixou de vir irrigar as nossas mais produtivas fazendas, nas regiões ao sul da América do Sul.

GILBERTO PACINI BENETAZZOS@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Insensatez

Fogo e biodiversidade, artigo do biólogo Fernando Reinach (Estado, 2/10, A23), indica o futuro do País proposto pelo presidente Bolsonaro e seus seguidores obtusos. O agronegócio não mais prosperará no resultante Brasil desértico. A extinção de predadores propiciará um país com baratas, ratos e ratazanas predominantes na fauna restante. Tais previsões científicas horríveis poderão ser vividas já por seus netos. Ou seja, ainda que Bolsonaro diga ser a favor da família, não dá a mínima nem para a sua descendência – além de seus próprios filhos. Seria a insensatez bolsonarista reversível antes das próximas eleições?

SUELY MANDELBAUM SUELY.M@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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As pragas do Egito

Li neste Fórum a carta do leitor sr. Luiz Roberto da Costa Jr. (4/10, A3), sobre as tempestades de poeira que vêm sufocando o interior de São Paulo e outras vizinhas regiões. O leitor salta para um quadro comparativo, de iguais e tão terríveis consequências, com o que aconteceu nos Estados Unidos na década de 1930, o Dust Bowl. O retumbar catastrófico das “tigelas de poeira”, tanto lá como cá, descortina um cenário de morte e destruição. Saltemos do interior de São Paulo para o Egito de Ramsés II, quando lá arribaram não só uma, mas dez pragas, entre elas o Rio Nilo vira sangue; a invasão das rãs; piolhos; nuvens de gafanhotos; nuvens tempestuosas; trevas; e a morte dos primogênitos. Quebrado pelo hercúleo vendaval dos seguidos flagelos, Ramsés II rompe com seu orgulho e, prostrado, concorda com a liberdade e saída dos hebreus do Egito. Será que, diante da invasão do mosquito da dengue, da covid-19 que nos põe em reclusão e solitários e, agora, do pavor destas terríveis tempestades de poeira, não estaria na hora de pensarmos que, para fecharmos esta porta do inferno que se abre contra nós, muito melhor, e já sem tempo, voltarmos para o reflorestamento de nossa gleba, em vez da desenfreada ganância pela produção de grãos, ao infinito, celeiros e navios abarrotados, ao custo da terra arrasada? Será que milhões de dólares no bolso importam mais do que uma vida? Tal como Ramsés II, afogados no turbilhão de poeira, temos de nos prostrar diante da realidade e começar, imediatamente, a reflorestar o nosso interior, para que o raio da excomunhão da natureza não nos parta ao meio.

ANTONIO B. CAMARGO BONIVAL@CAMARGOECAMARGO.ADV.BR

SÃO PAULO

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Comunicação

‘Deixe o seu Like’

A pane global das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, na segunda-feira, nos impediu de registrar logo de manhã o prazer de deixar o nosso like, apertar botãozinho, chacoalhar sininho, plantar bananeira e variações quantas para expressar o prazer de ler (e desconsoladamente rir com) o divertido e certeiro texto de Gilberto Amendola ontem publicado em Crônicas de SP (4/10, H5).

JOSÉ BENEDITO DE SOUZA FREITAS JBDESOUZAFREITAS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

INSTABILIDADE NAS REDES SOCIAIS

Essa instabilidade da internet de segunda-feira passada, com o apagão do Facebook, WhatsApp e Instagram, além de prejudicar e dar prejuízos a milhões de usuários das redes que dependem delas para seus pequenos e médios negócios em todo o mundo, fez com que o CEO Mark Zuckerberg, além do prejuízo de US$ 7 bilhões, perdesse o posto de quarto homem mais rico do mundo para Bill Gates. Esse fato despertou também a conscientização do alto perigo de ter nas mãos de um só homem o maior poder planetário, que é a informação sobre bilhões de pessoas no planeta, com seus gostos, costumes e condições econômicas. Tal poderio terá de ser controlado, para o bem de toda a humanidade.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ÉRAMOS MAIS HUMANOS

Há pouco mais de 50 anos, as comunicações eram sensivelmente mais lentas. Muitas questões, hoje discutidas via algoritmos, eram resolvidas através do secular “olho no olho” e, ainda bem antes, a confiança era simbolizada pelo “fio de bigode”, quando a garantia da palavra dada prescindia de assinaturas, sendo firmada pela retirada de um pelo da respectiva região do rosto. A marcha avassaladora da tecnologia desde então tornou as interações praticamente instantâneas e as redes sociais quase se tornaram fundamentais para as trocas de pontos de vista entre pessoas e para a manutenção de atividades corporativas. O preço pago, porém, por todo este progresso é multifacetado e inclui alguns aspectos no mínimo discutíveis. Os intercâmbios e emissões de ideias são convenientemente controlados pelos poucos donos mundiais das “big techs”; o “olho no olho” ficou praticamente extinto; a busca da primeira informação perdeu a graça, posto que facilmente acessível a todos sem esforço, o que às vezes gera distorções; a confiança ficou sensivelmente esgarçada, a ponto de ser difícil distinguir o que há de verdade nas informações e, talvez mais preocupante, boa parte da capacidade de pensar de cada um de nós passou a ser terceirizada e hoje, só para ilustrar, nem é preciso ter noções de ortografia, pois os corretores são automáticos, tudo parecendo indicar que a inteligência humana, não como domínio de técnicas e habilidades, mas como conhecimento mais fiel da natureza humana e clareza de raciocínios está regredindo. Enfim, há algumas décadas, éramos mais humanos e não sabíamos.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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AS DIVISÕES DA ESQUERDA

As esquerdas imaginavam dividir a direita; estão acabando por se dividirem!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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BRASIL DE TODOS OS DIREITOS

O presidente da República quer ter o direito de mentir.

O Congresso aprovou o direito de roubar.

O Judiciário abusando do direito de judicializar.

Os eleitores brasileiros exercendo seu direito de votar mal.

E o Brasil deixando de ser um Estado Democrático de Direito.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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DORIA E A TERCEIRA VIA

Em pública manifestação, o governador de São Paulo, João Doria, asseverou que poderia excluir-se da chamada terceira via para apoiar candidato que possa vencer as eleições presidenciais de 2022. Assim se manifestou porque admite que Lula da Silva não seria nada bom para o País. De outro lado, o agronegócio se encontra na expectativa de despontar um novo candidato fora dos extremos Bolsonaro e Lula da Silva, mas, em caso contrário, para evitar o PT, certamente votarão seus integrantes novamente em Bolsonaro. Na realidade, fala-se na exclusão de Bolsonaro, mas Lula da Silva é também bastante excluído, ficando difícil saber qual deles é mais indesejável ou menos palatável, o que, em última hipótese e à falta de opções, poderá ensejar uma avalanche de votos nulos ou em branco.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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PAÍS SEM PROJETO

A maioria dos brasileiros abomina a pretensa volta do ex-presidiário Lula da Silva ao poder, assim como reeleger Jair Bolsonaro. E concordo com o ótimo editorial do Estadão (4/10) com o título Um projeto para o País. Realmente o que essa nossa Nação precisa é de um projeto digno que contemple definitivamente o desenvolvimento econômico e a justiça social. Não podemos mais ser presididos por amadores ou por perversos que promovem a corrupção, são apoiadores de ditadores (como Lula e Bolsonaro) e não respeitam as nossas instituições. Se desde a ditadura militar de 64 (com exceção das gestões de Itamar Franco e FHC) estamos literalmente em total retrocesso econômico e social, o que dizer então dos 14 anos do PT e 3 anos deste incendiário Jair Bolsonaro? Transformou nosso País em pária do meio ambiente perante todo o mundo, também pelo seu criminoso desrespeito à ciência e pelas quase 600 mil mortes pela covid-19. Que haja grandeza e sensatez da classe política para que seja indicado um candidato como terceira via que saiba dialogar com a nação e promover avanços econômicos e sociais que tanto o povo brasileiro faz por merecer. Urge eleger em 2022 um presidente que priorize diuturnamente o País.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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AGRADANDO AO CHEFE

Audaciosa, ridícula e imoral – além de desnecessária para o País –, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende aumentar, dos atuais 11 para 15, o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela não é nova, pois foi protocolada, em 2013, na Câmara dos Deputados, e, agora, certamente, para atender mais a um dos desejos alucinantes e espertos delírios do presidente da República, acaba de ser desengavetada por dois daqueles deputados bolsonaristas que fazem de tudo para agradar às chefias. Mesmo com a aparente convicção de que, hoje, seria difícil aprovar a sandice, é bom ficar atento, uma vez que aquela “casa do povo” – também conhecida como casa da mãe joana – tem o costume de aprovar coisas assim a toque de caixa e no apagar das luzes. Tudo para agradar às chefias.


João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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TRATAMENTO PRECOCE

Precisou o escândalo da Prevent Senior vir à tona para as autoridades médicas repensarem o uso do “Kit Covid” no tratamento contra a doença, e 600 mil pessoas (fora as subnotificadas) já morreram no País por causa da pandemia. É um dos vários absurdos que temos tido de aceitar, já que o Código de Ética médica foi engavetado, com a assunção do presidente da República é seus admiradores. Que os responsáveis sejam devidamente punidos, com base em decisões judiciais seguras e técnicas, como a que vimos recentemente na Justiça Federal em São Paulo, assim como retirados do mercado, com extrema urgência, os medicamentos ineficazes contra o vírus. A depender das providências, poderemos dizer a nossos filhos e netos se o Brasil é um país sério (ou não).

Maria Lucia R. Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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PREVENT E BOLSONARO

A denúncia de alguns médicos sobre o comportamento dos dirigentes da Prevent Senior em relação aos seus contratados e também aos clientes mostra uma situação inaceitável para quem lida com a saúde em todos os níveis. Como aceitar que essa empresa seja associada ao presidente Bolsonaro? A que ponto chegamos em relação ao respeito humano por parte de quem ocupa o cargo maior da República.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PANDORA PAPERS

De um lado, o Brasil que atravessa o verdadeiro inferno de uma das mais severas e agudas crises econômicas de sua história. De outro, o ministro da Economia e o presidente do Banco Central (BC) que tiveram revelados pelo Pandora Papers depósitos milionários em paraísos fiscais .Mesmo não sendo ilegal ter contas em offshores,desde que a origem das receitas seja lícita e devidamente informada à Receita Federal e ao BC, muitos analistas dizem haver problemas quando autoridades responsáveis pela política econômica e monetária do País mantêm dinheiro no exterior, o que atenta contra o Código da Alta Administração Federal, cuja finalidade é minimizar a possibilidade de conflito entre o interesse privado e o dever funcional. Como bem disse o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, “a autoridade econômica é uma pessoa que orienta a sociedade e precisa dar o exemplo”. Cabe citar a célebre frase do imperador romano Julio César sobre sua esposa Pompeia: “Não basta que a mulher de César seja honrada, é preciso que nem sequer seja suspeita”. Pois é.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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OFFSHORES

Esses ministros e diretores de banco no Brasil não têm moral nenhuma para continuar em seus cargos. Vivem para nos enganar e tirar proveito de suas posições, ganhando muito dinheiro. Vide o caso dos depósitos em offshores de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto. O povo brasileiro é feito de otário. Mas é claro que com um presidente conivente e pai das “rachids”, tudo continuará em seu berço esplêndido.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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CADA DIA UMA NOVIDADE

No governo federal, um dia sim e outro também, aparecem novidades estarrecedoras. Um dia é o ministro da Economia e o presidente do Banco Central que têm contas correntes em paraíso fiscal. Outro dia são políticos que propõem a reforma eleitoral à la carte para não serem responsabilizados por falta de decoro. Noutro é o presidente brasileiro que deixa vacinas e testes vencerem e, com seus familiares, mostra interesse em receber propinas no caso Covaxin. Afinal, quem pode acreditar nessa trupe que só pensa em se locupletar ilicitamente? Pobre Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PLANOS COLLOR E BRESSER

Os bancos estão ganhando R$ 5 bilhões por trimestre e podem muito bem pagar o que devem a aos poupadores prejudicados pelos Planos Collor e Bresser. O Supremo Tribunal Federal, o Executivo e o Legislativo nada fazem em prol da justiça. Deveriam obrigar os bancos a cumprirem seu dever. Estamos ao deus-dará.

Odair Artoni odartoni@hotmail.com

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O VOO DA GALINHA

O agronegócio tem se mostrado péssimo para o País: queimadas gigantescas, desmatamento recorde, crise hídrica, falta de energia elétrica, desertificação, tempestades de areia, alta do dólar, volta da inflação, alta dos combustíveis e do gás de cozinha, alta no preço dos alimentos e isolamento do País perante a comunidade internacional. Todas essas mazelas estão diretamente ligadas à gestão do presidente Bolsonaro, que é o garoto de recados do agronegócio. O voo de galinha do agronegócio brasileiro pode chegar ao fim se não houver água para o plantio da soja ou se o Brasil sofrer alguma sanção da comunidade internacional pelas barbaridades que segue cometendo na gestão do meio ambiente. Todo o dinheiro que o agronegócio ganhou não será suficiente para reparar os estragos causados aos biomas e o prejuízo que poderá ser causado pelo agravamento da crise hídrica e da falta de energia generalizada que pode afetar o Brasil nos próximos meses. O Brasil precisa rever os seus conceitos sobre as modernas técnicas agrícolas usadas na Holanda, por exemplo, que usam muito menos água e agrotóxicos e dão muito mais lucro do que plantar soja, a commodity mais barata do mercado, que só serve para alimentar os porcos na China. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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BITRIBUTAÇÃO

Toda empresa quando abre o seu capital obtém recursos a baixo custo para crescer e gerar mais empregos. A empresa, após pagar todas as despesas e impostos, inclusive Imposto de Renda, se obtiver lucro, remunera os sócios sob a forma de dividendos; o acionista é sócio da empresa. O governo, ao invés de reduzir despesas da sua onerosa máquina pública, novamente quer, de forma abusiva, cobrar Imposto de Renda sobre os dividendos pagos ao acionista. A isso se denomina bitributação. Já foi aprovada na Câmara e precisa ser barrada no Senado. Chega de impostos! A carga tributária existente é mais que suficiente, basta reduzir despesas e administrar com inteligência e sobriedade.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Em seu artigo A última chance de frear a mudança climáticaPaulo Hartung expressa com ênfase muitas verdades.

Só esquece que a urgência está nas ações e não em palavras ou tratados quando expressa “Cada fração de grau – cada segundo de atraso – conta”. O Brasil contribui com 2% para as emissões globais de gases de efeito estufa, sendo 1% pelo desflorestamento e queimadas na Amazônia e no Cerrado. A ação Desflorestamento Zero em um ou dois anos seria a redução mais rápida de todas realizáveis. Com ou sem mercado de carbono o Brasil pode ser net zero em 10 anos. É isto que importa. Resgataria a imagem do Brasil.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.co.br

São Paulo

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PROFESSORES DE MENOS NA UNESP

O reitor da Unesp fala em repor professores, mas com 8.287 professores para 53.500 alunos, na média cada professor cuida de 6,4 alunos. Qual seria o ideal: 5 alunos por docente? Será que não existem muitos professores fora da sala de aula?

José Vicente da silva filho (professor de psicologia social) cel.jvs@gmail.com

São Paulo

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‘MARIGHELLA’

Após tempos de censura por parte do desgoverno bolsonaro, o filme de

Wagner Moura Marighella estreia em novembro, ainda assim é muito silêncio dos que deviam falar sobre a censura imposta e muito barulho

daqueles que querem o silêncio obscuro a qualquer preço, inclusive com

armas, mortes, e golpe. 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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INVEJA BRANCA

O racismo está enraizado na população brasileira, apesar da intensa miscigenação racial e da predominância de negros e pardos em relação aos brancos. O ministro do STF e presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, usou termo racista ao ser entrevistado por duas jornalistas negras. Desculpou-se e a entrevista continuou. O mesmo aconteceu com a global Ana Maria Braga. Por outro lado, o jogador Danilo Avelar, do Corinthians, teve seu contrato rescindindo, mesmo se desculpando. Para alguns, tudo pode, mas para outros, a lei. O Brasil é desigual em tudo.

J. A. MULLER josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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A GRANDE LIÇÃO

É conhecido o ditado argentino: “Lo que mal comienza, mal acaba”. A Guerra das Malvinas aconteceu em 1982 e vai completar 40 anos. Até agora a Argentina ainda está pagando o seu preço. Nunca mais conseguiu comprar aviões de guerra até este ano quando anunciou que estaria comprando o JF-17 Thunder do Paquistão com ajuda da China para fugir das sanções britânicas. Nesse meio tempo já tentou comprar Mirages, Kfirs, Saab Gripen, modelos da Korea Aerospace, etc. O Reino Unido sempre pressionou todos os fornecedores de caças para cancelar os negócios com Buenos Aires. Finalmente, os argentinos vão começar a substituir as suas frotas de Mirage III e V. A escolha pode não ser a aeronave ideal para o extenso território terrestre e marítimo da Argentina, mas cabe no orçamento limitado do país e, com certeza, é o que existe de mais adequado para não pensar nem de longe em peitar novamente países como a Inglaterra.

 Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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