Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2021 | 03h00

Economia e cidadania

Por que falta dinheiro

O depoimento dos representantes da VTCLog na CPI da Covid explica parcialmente os motivos da falta de recursos para tudo no Brasil. Em razão da alta demanda causada pela pandemia, autoriza-se um aditivo (reajuste, mesmo) em contrato de transporte e armazenagem com a VTCLog em valor 1.800% (!) maior que o recomendado em parecer técnico do Ministério da Saúde. Importam-se medicamentos e outros insumos para o ministério em grande quantidade e esse material fica armazenado nos galpões da VTCLog. Como a pasta não consegue distribuí-los em tempo hábil, dado o vencimento do prazo de validade, a mesma empresa os incinera. Ou seja, o Brasil paga pela importação de material que não consegue distribuir, pela armazenagem e, depois, pela destruição do excedente, sendo o valor da incineração “elevado”, segundo a diretora executiva da empresa, Andreia Lima. Fica evidente a resposta, válida para a Saúde e os demais ministérios: os orçamentos são sempre insuficientes, em parte, pela incompetência e corrupção endêmica. Se apenas uma parte dessa sangria fosse estancada, sobrariam recursos para educação, auxílio social, saúde, etc. É pedir muito?

OMAR A. EL SEOUD ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Direito do cidadão

Informações na mídia dão conta de que o poder público quer ser reembolsado pelos planos de saúde pela aplicação da vacina anticovid. Será que o poder público não sabe que é obrigado a cuidar da saúde do povo? As pessoas adquirem os planos porque o atendimento à saúde oferecido pelo poder público é de péssima qualidade. O que é feito com o dinheiro arrecadado com os altíssimos tributos?

MARCO ANTONIO MARTIGNONI MMARTIGNONI@IG.COM.BR

SÃO PAULO

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Miséria

Uma foto de moradores da cidade do Rio de Janeiro disputando ossos e carcaças de animais se propaga pela imprensa internacional e mostra a triste realidade de um país que já foi a sexta economia mundial. Pior que essa cena degradante só mesmo a falta de empenho de nossos governantes em encontrar uma solução para a população que vive na extrema pobreza.

JORGE DE JESUS LONGATO FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

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Supersalários

Indecente a afronta constitucional vinda dos interesses do Judiciário. O “toma lá dá cá” está derrubando o Brasil, que não poda suas ervas daninhas. Indecente, ainda, a proposta que está no Senado de limitar a 32 os que poderão superar o limite salarial legal. Limite existe para ser respeitado. Decência é enxugar todos os penduricalhos, sem exceção, já. Não adianta aumentar os impostos, desse jeito a conta jamais vai fechar.

ALICE A. C. DE PAULA  ALICEARRUDA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Combustíveis

Tributos por litros

Os tributos sobre os combustíveis deveriam ser fixados por litro, e não em porcentual. Explico: se o litro de gasolina tem seu preço alterado de acordo com o mercado internacional do petróleo e com a flutuação do dólar, os impostos potencializam essas variações, e muito. Por outro lado, se os impostos fossem fixos em reais por litro da gasolina, as flutuações do mercado internacional teriam baixo impacto no valor para o consumidor. Os tributos podem ser revistos uma vez por ano, já os valores de mercado do petróleo, não.

MARCOS RIBEIRO JACOB MARCOSRJACOB@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Teto

O ICMS aplicado aos preços dos combustíveis é quase impossível de ser nivelado pelos 27 Estados. Mas é possível estabelecer um teto para o preço cobrado pela distribuidora como base para o cálculo dos impostos, basta pegar a média dos últimos três anos.

MAURO BRANCO GIUZIO MAUROOLIMPIA@GLOBO.COM

SÃO PAULO

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Sem preconceitos

‘O que importa é o caráter’

“Macunaíma, um herói sem nenhum caráter”, de Mário de Andrade, é um personagem individualista, mentiroso, vaidoso e preguiçoso, alguns traços da falta de caráter a que se refere editorial do Estado de ontem com o título acima (A3). “Na vida pública, o que se exige é competência e honestidade. Mais caráter e menos preconceito fariam muito bem ao País”, encerra o didático editorial. Num mundo onde se tenta relativizar verdades sobre nobreza de caráter e de tudo o que caracteriza uma personalidade digna na esfera pública, em que gravitam os políticos, uma pessoa de caráter deveria ser o normal, jamais a exceção. A Lei da Improbidade, ora em tramitação no Congresso Nacional, favorece os Macunaímas.

PAULO SERGIO ARISI PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Igualdade

A respeito do oportuno editorial O que importa é o caráter, cabe citar o presidente chileno Salvador Allende: “Não basta que todos sejam iguais perante a lei. É preciso que a lei seja igual perante todos”. Muda, Brasil, basta de preconceitos.

J. S. DECOL  DECOLJS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Prêmio Nobel

Dores crônicas

Pareceu-nos incontestavelmente correta a concessão do Prêmio Nobel de Medicina aos americanos David Julian e Ardem Patapoutian, por terem detectado a correlação elétrica entre o nosso sistema nervoso central e os segmentos periféricos, que aumentam a temperatura corporal e ocasionam as dores crônicas. Viver sob tais dores é arrastar-se pela terra, até mesmo em casos de dores fracas. E se refletem sobre a hemóstase do indivíduo, causando o desconforto psicológico e a tristeza. Viver sem incômodos, ainda que com o auxílio de fármacos, deve ser a sina que projetamos sobre a nossa vida.

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


APAGÃO

O “apagão” do Facebook, WhatsApp e Instagram, na segunda-feira, revelou-se tão impactante ou até pior que o apagão elétrico. Não provocou escuridão nem parada de elevadores e eletroeletrônicos, mas prejudicou o trabalho de meios de comunicação, empresas de diferentes setores, serviços públicos e outros que se servem da rede para interagir com sua clientela e colaboradores. A disposição do Procon de São Paulo, de multar em R$ 10,7 milhões a operadora dos três aplicativos, demonstra a dimensão dos transtornos causados e é robustecida pela denúncia da ex-funcionária do Facebook, na terça-feira, ao Senado dos EUA, dizendo que a empresa preferiu ampliar os lucros em vez de investir em segurança. Precisamos desenvolver mecanismos que garantam a boa prestação de serviços e o integral cumprimento da legislação nacional. Já temos um marco regulatório da internet, mas faltam definições e pormenores. Governos e legisladores não conseguiram avançar em garantias porque, erroneamente, tentaram controlar o setor, e isso ficou parecido com censura, que é proibida pela Constituição. A falta de definições tem levado ao cometimento de excessos por usuários e operadores e a decisões judiciais que geram críticas. O ideal é que plataformas, portais, sites e assemelhados sejam submetidos à mesma legislação que regula jornais, rádio e TV, e que se crie um contrato-padrão no qual as partes tenham direitos e deveres. Não podemos correr o risco de ter a internet como terra de ninguém. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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BRINCANDO COM FOGO

O ‎‎Wall Street Journal ‎publicou recentemente pesquisa do Facebook revelando que o Instagram tem prejudicado diversas adolescentes, causando depressão e tornando-se um importante fator de suicídios. Mark Zuckerberg, em março deste ano, havia declarado no Congresso dos EUA que suas pesquisas sobre os impactos das mídias sociais sobre a saúde mental das crianças não foram ‎‎conclusivas. Agora, a questão ressurge com força total. Afinal, as redes podem representar ameaças importantes para crianças, adolescentes e outros vulneráveis que navegam inocentemente na internet. Ansiedade, depressão e suicídio podem ser apenas algumas das consequências. Legisladores americanos estão exigindo que o Facebook compartilhe a integridade das pesquisas que realizou a respeito. No Brasil, deveríamos fazer o mesmo. Desde a conclusão de toda a classe médica de que fumar faz mal, não havia surgido algo tão importante, tão grave, tão óbvio e tão polêmico. Crianças e adolescentes têm sido submetidos simultaneamente a diversas novas experiências com alto potencial para afetar sua saúde mental. Começando com joguinhos de todo tipo e continuando com a nova abordagem escolar sobre questões de gênero e preconceitos, que está sendo adotada em grande parte dos EUA. O quanto tudo isso irá confundir seriamente a mente de nossas crianças e adolescentes, façam suas apostas, pois a próxima década certamente dirá.

Jorge Alberto Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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DEPENDÊNCIA DAS REDES SOCIAIS

De acordo com os ensinamentos filosóficos de Zenon e Platão, somente o sofrimento ensina cabalmente. Vê-se pleno acerto no pensamento e conselho quando se analisa o apagão recentemente ocorrido em redes sociais (Facebook, Instagran e WhatsApp). Aqueles que dependem das redes sociais para suas satisfações pessoais diárias sofreram muito, mas aprenderam gratuitamente uma boa lição, e aqueles que fundaram seus negócios na dependência exclusiva das redes sociais verificaram que há erro na opção, porque, em matéria negocial, nunca se pode depender de uma única fonte transacional. Então, há males que vêm para o bem e servem para nos alertar e preparar sobre muitos temas e opções. Ou não?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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O BIG TECH ESTÁ NU

Na segunda-feira, um apagão do Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp deixou 3,5 bilhões (sim, bilhões) de pessoas sem se comunicar como fazem no dia a dia. Recados, propostas, declarações de amor e de ódio, piadas, negócios, política, compromissos, avisos e uma infinidade de interações humanas deixaram de ocorrer. A aflição só acabou depois de algumas horas. A volta dos serviços trouxe alívio, que deveria vir acompanhado de muita preocupação. O poder de uma só organização privada sobre comunicações de tamanho número de pessoas é assustador. A fragilidade de sua infraestrutura causa medo e insegurança. A suposta autorregulação e governança privada que professa deveria causar pânico. Expressões da moda como “disrupção tecnológica”, “transformação digital”, “inovação exponencial” e assemelhadas indicam que a dependência nessas estruturas ainda está no começo e, não menos importante, escondem a enorme e crescente fragilidade do indivíduo e da sociedade em face dessas gigantescas corporações, as chamadas Big Techs. Já não se trata apenas de garantir direitos individuais, liberdade de expressão, direito à privacidade, direito de propriedade sobre seus próprios dados, para citar os óbvios.  Trata-se de garantir o bem-estar individual dos usuários em face de artifícios tecnológicos criados para aumentar sua atenção e aumentar a receita de publicidade, independente dos efeitos adversos que possam causar. Trata-se de possibilitar a responsabilização pelo mau uso de informações, pela promoção da discórdia, pela negação da ciência, pelo uso leviano de versões e narrativas criadas para desorientar e acobertar propósitos de todos os tipos. Trata-se de evitar que o interesse privado se sobreponha ao interesse de toda a sociedade. A evolução e a abrangência dos serviços prestados por essas corporações mudaram de natureza. O que antes era privado passou a ter natureza pública e o que é de natureza pública exige leis e o poder do Estado para impô-las. É certo que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi um enorme avanço, mas regula apenas um dos aspectos do problema. Da mesma forma, o Código do Consumidor protege o cidadão em suas relações de consumo, mas não mais. O Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, por sua vez, está limitado à garantia da livre concorrência e do ambiente competitivo ao inibir a ação de cartéis e a criação de monopólios.  O fato é que o alcance dessas leis não compreende as importantíssimas questões decorrentes do agigantamento das Big Techs e seus efeitos sobre toda a sociedade. Não há quem não seja impactado pelo poder dessas organizações. É preciso escancarara o que “disrupção tecnológica”, “transformação digital”, “inovação exponencial” significam para a sociedade e para o indivíduo.  Os interesses das Big Tech e de seus acionistas não podem se sobrepor aos da sociedade. Entretanto, não se pode confiar apenas no Estado, que já se mostrou permeável aos interesses dessas corporações inúmeras vezes. É indispensável que a sociedade esteja atenta ao que está ocorrendo.  Organizações de classe, academia, imprensa, associações e grupos de interesse precisam participar ativamente dos esforços para criar regras capazes de conter o poder das Big Techs e regular o funcionamento de seus serviços, os quais, afinal, como se viu, são de natureza pública. O Big Tech está nu.

Eduardo A. Sampaio eduardosampaio@mac.com

São Paulo

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TODOS OS OVOS NA MESMA CESTA

Facebook, WhatsApp e Instagram eram três empresas independentes, o Facebook comprou as outras duas, acabando com o que seria uma saudável concorrência entre essas ferramentas do que se convencionou chamar de redes sociais. Nas aulas de Economia e Administração se ensina que não se deve jamais colocar todos os ovos em uma só cesta: se essa cesta cair, todos os ovos serão perdidos. É inacreditável que os mecanismos reguladores do mercado tenham permitido tamanha concentração numa só empresa e ainda não tenham regulamentado algum tipo de independência entre as três ferramentas: caso uma caia, as outras deveriam continuar operando. Os bilhões de usuários que cada vez mais dependem dessas ferramentas esperam providências nesse sentido.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO É O FIM DO MUNDO

Não é a primeira vez que o Brasil fica sem WhatsApp por um dia. Há poucos anos, por duas vezes, a plataforma foi suspensa por decisão judicial. Entre gritarias e protestos, ninguém ficou gravemente ferido, e na segunda-feira passada não foi diferente. Internet, SMS e a imensa maioria dos aplicativos funcionaram normalmente, assim como os telefones fixos e móveis. Muita celeuma em relação à dependência de redes sociais e do universo digital, com direito até a memes do humorista Marcelo Adnet. Não são poucas as alternativas e precauções possíveis, basta organização. Há vários motivos preocupantes que podem levar ao fim do mundo. Falta de WhatsApp, Facebook e Instagram não está entre eles.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A VOLTA DE JOSÉ DIRCEU

Pelo jeito as “almas penadas” da queda do Muro de Berlim ainda continuam soltas por aqui. Notícias dão conta de que José Dirceu, aquele que já frequentou cursos de especialização em Cuba, palácios, cadeias e com longas condenações, volta novamente à articulação política por Lula, como mostrou a Coluna do Estadão em sua edição de ontem. Sem dúvida, parece que a circulação dessas almas penadas em nosso meio decorre da lentidão da nossa Justiça e do generoso Supremo Tribunal Federal (STF), sempre extremamente zeloso com processos envolvendo os poderosos.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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BRASIL

José Dirceu articulando com Lula para as eleições de 2022. Como há mais de 20 anos. Viva a Justiça brasileira?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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O PODER DAS ONDAS

Desde que o mundo é mundo, o contexto político nos enreda. Somos levados – ou, melhor, trazidos de longe – por esse tsunami esmagador, desagregador, raramente lúcido. Como escapar à correnteza que arrasta? Haveria mesmo uma segunda via? A política sempre teve a humanidade aos seus pés, pouco importando o campo ideológico, ora a maré avança pela esquerda, ora envereda pela direita, ainda que, em qualquer desses oceanos, prevaleça intocada a vontade de quem (realmente) manda.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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2022

O ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula José Dirceu, que é acusado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional de sonegar R$ 34 milhões em impostos, terá seus bens bloqueados pela Justiça. O todo-poderoso e ex-ministro lulopetista Antonio Palocci devolveu mais de R$ 100 milhões após ser pego pela Operação Lava Jato. A ex-presidente Dilma Rousseff acabou, assim como tantos poderosos da política nacional, inocentada no caso Pasadena, quando a Petrobrás jogou no lixo das corrupções tantos milhões de reais dos impostos suados dos cidadãos brasileiros. E, agora, o ex-presidente Lula é o primeiro colocado nas pesquisas de intenções de votos da corrida presidencial de 2022. E temos, do outro lado, no campo das nossas opções eleitorais, o messias das hecatombes, genocídios, holocaustos e apocalipses, Jair Bolsonaro. Mas será que o Brasil não acordará a tempo de tentar a sua sorte mais uma vez na aposta, agora, de uma terceira via? Porque, no Brasil, parece ser assim nestes últimos tantos tempos: apostar tudo para que a natureza humana do presidente da vez não seja tão deturpada, despudorada e animalizada como a da dos últimos candidatos a redentor do proletariado, messias do liberalismo e a tudo o mais que possa sensibilizar, mas enganar e fraudar a massa aviltada dos eleitores deste país.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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TERCEIRAS VIAS

Pelo andar da carruagem – já que o assunto “eleições” só começa lá para abril, maio –, a maioria do eleitorado não deseja nem a reeleição de Bolsonaro tampouco a volta de Lula em 2023. As discussões sobre o tema, desde as redações dos jornais, passando pelas redes sociais e locais de lazer (aglomerados por gente que já decretou o fim da pandemia), bem como as últimas pesquisas, mesmo apontando para uma polarização entre os dois, deixam claro que ainda é grande o número de eleitores indefinidos, insatisfeitos e que outras vias poderão atingir, novamente, recorde de candidatos, tal qual 1989, quando 23 tentaram o cargo máximo no Executivo nacional. Até lá, é claro que muitos fatores deverão nortear as pré-campanhas, definir nomes, apoios, coligações e tudo mais que compõe o cenário eleitoral, e qualquer aposta, neste momento, é temerária e pode fazer muita gente perder muito na bolsa de apostas num país que, tradicionalmente, costuma errar feio quando insiste em apontar vitórias antecipadas. Outros, como o relatório da CPI da Covid-19, surpresas vindas do STF e do TSE, decisões pessoais, amadurecimento de candidaturas novas e até o surgimento de algum radicalismo e extremismo ainda maior que o atual são outros elementos possíveis e prováveis neste jogo do poder no Brasil.

João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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CANSADOS DE DEMAGOGOS

As manifestações de sábado (2 de outubro), de apoio a Lula, já deram o tom: Lula não tem a força que apregoa; nem Bolsonaro a tem, só os fanáticos o emulam, e são só aqueles habituais. Ou seja, as recentes manifestações expuseram ambos a nu. Resta, agora, aos que almejam democracia sadia e os querem, definitivamente, sepultar politicamente, alertar os demais postulantes a que tenham juízo e se dispam de vaidades e escolher, consensualmente , nomes que representem o anseio por um futuro sólido para o País, tanto para presidente quanto para vice-presidente. Estamos fartos de alpinistas políticos e de demagogos, queremos seriedade desvinculada de torpes ideologias e de grupos oportunistas. A maioria dos brasileiros aguarda esses nomes.

Ricardo Hanna  ricardopapi@bol.com.br

São Paulo

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FASCISTAS

Carlos Lupi, presidente do PDT, se surpreendeu com as vaias e ataques a Ciro Gomes na Avenida Paulista durante o protesto da esquerda no fim de semana passado, dizendo que só esperava esse tipo de atitude de fascistas. Lupi finalmente identificou os verdadeiros fascistas no Brasil.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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APRESENTADOR DE TV CANDIDATO

Sabendo que Datena jantou com Ciro Gomes, fica sempre a impressão de que críticas ao governo do apresentador de TV candidato podem parecer ter cunho de pré-campanha.

Paulo T. J. Santos ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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POBRE BRASIL

Em adendo à célebre frase de Tim Maia – “o Brasil não pode dar certo porque aqui cafetão tem ciúmes, traficante se vicia e pobre é de direita” –, cabe dizer, atualizando, que ministro da Educação tropeça na língua pátria, presidente da República e famiglia estão envolvidos em esquema milionário de rachadinhas e outros malfeitos, a primeira-dama gerencia empréstimos da Caixa Econômica para chegados, o ministro da Saúde pega covid-19, ministros generais estão envolvidos em tentativas obscuras de aquisição de vacinas anti-covid-19, e o ministro da Economia e o presidente do Banco Central têm fortunas depositadas em offshores. Resta saber se o País é de fato abençoado por Deus ou amaldiçoado pelo capeta. Pobre Brasil.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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GUEDES E SUA OFFSHORE

Paulo Guedes mantém uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas com US$ 9,54 milhões, ou R$ 50 milhões, desde que assumiu o Ministério da Economia. É estarrecedor! Quanto este senhor tem granjeado em dólares, com a manutenção do dólar tão alto? Quanto ele deixou de pagar em impostos no Brasil? Quanto os brasileiros têm perdido com o aumento dos preços dos combustíveis, do gás, dos alimentos, por causa das altas do dólar? É imoral! É perverso! É desumano!

Flávio Rodrigues rodriguesflavio@uol.com.br

São Paulo

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MINISTRO MAIS RICO

Paulo Guedes investiu US$ 9,54 milhões em 2014 em offshore, que valiam R$ 23 milhões. No início do governo Bolsonaro, quando ele era o superministro e Posto Ipiranga, valiam R$ 35 milhões. Passados dois anos e 9 meses, com a valorização do dólar e desvalorização do real, ele tem agora R$ 51 milhões, sem desvalorização, em sua esperta aplicação em offshore por ele aberta nas Ilhas Virgens Britânicas, como informou a revista Piauí. Lucro de R$ 14 mil por dia. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PANDORA PAPERS

Alguém consegue ser ingênuo o suficiente para crer que Paulo Guedes e Roberto Campos Neto não têm conflitos de interesses quando estes possuem dólares em paraísos fiscais onde não se pagam impostos? Ora, eles nunca deixariam o dólar desvalorizar, senão eles perderiam dinheiro, quando comparado ao real, portanto, eles não hesitariam em defender sua fortuna ao custo da qualidade de vida e do bem-estar social da população,

Franz Josef Hildinger frzjsf@yahoo.com.br

Praia Grande

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CPIs

Será que os deputados estaduais de São Paulo e os vereadores de São Paulo estão querendo uma CPI da Prevent Senior para chamarem de sua? Afinal, no ano que vem, 2022, há eleições. Será que no decorrer de 2020 nenhum deputado ou vereador recebeu queixas sobre planos de saúde de seus eleitores? Ah... com raras exceções eles nos respondem, mesmo tendo excesso de auxiliares. O meu deputado, em primeiro mandato, nunca respondeu aos meus e-mails, em 2022 também não terá meu voto!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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TIROTEIO NOS EUA

Com muita frequência recebemos notícias de que em algum lugar dos EUA alguém disparou uma arma numa escola ou igreja ou em qualquer outro lugar, matando ou ferindo pessoas. Há anos a associação que representa os fabricantes de armas mantém a liberdade total de compras de vários tipos de armamentos e tem nisso o apoio do Partido Republicano. Aliás, a rivalidade entre republicanos e democratas dificulta a colaboração entre os partidos e impede a construção de acordos que beneficiem o país. Os ataques aos cidadãos negros ou asiáticos ainda ocorrem com frequência. Os imigrantes são explorados em seu emprego porque não são protegidos pela lei. É verdade que estamos muito mal com Bolsonaro e o Centrão, mas por que há tantos brasileiros penando para invadir os EUA escondidos da polícia?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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