Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2021 | 03h00

Leilão da ANP

O pior da história

Apenas cinco blocos são arrematados no pior leilão de petróleo da história (Estado, 8/10, B1). O retumbante fracasso do leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) se deve basicamente à preocupação da sociedade com as questões ambientais – principalmente por causa do risco de explorar petróleo na região de Fernando de Noronha e do Atol das Rocas. São os efeitos positivos que surtem atualmente, depois que no início deste século tomamos conhecimento da importância socioeconômica do nosso extenso litoral, nossa Amazônia Azul.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA JOSEDALMEIDA@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO

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Bonde perdido

A Agência Nacional do Petróleo realizou esta semana um leilão de áreas para exploração de petróleo, mas 95% do que foi oferecido não recebeu propostas. Alguém precisa avisar a ANP de que leva aproximadamente sete anos desde o início da exploração até o início da extração, se for encontrado um reservatório com potencial comercial. Estaremos, então, em 2030, quando a maioria dos países já terá diminuído consideravelmente o seu consumo de combustíveis fósseis. Ou seja, o Brasil tardou em permitir a participação da iniciativa privada na exploração do “nosso petróleo” para proteger o monopólio da Petrobras, e agora ele vai permanecer enterrado para a posteridade. Perde-se uma riqueza gigantesca do povo brasileiro por causa de cabeças pequenas preocupadas apenas com dogmas ideológicos falidos. Espero que o mesmo não aconteça com outras riquezas por causa desta visão de políticos que não pensam nos interesses do País, mas apenas nos seus próprios e nos de seus protegidos.

ELY WEINSTEIN ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Ele tentou

O leilão das áreas de potencial petrolífero realizado pela ANP esta semana, incluindo áreas no entorno das reservas naturais de Fernando de Noronha e Atol das Rocas, foi um estrondoso sucesso. Sim, sucesso para o meio ambiente nacional e com fortes reflexos em todo o mundo civilizado. A consciência ambiental associada aos riscos de investimentos de longo prazo e de valores elevados, com forte potencial de não haver liberação das áreas, afugentou os investidores. Mas vai deixar mais uma marca indelével na biografia do desastroso governo Bolsonaro: “Ele tentou”.

ABEL PIRES RODRIGUES ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Pobreza menstrual

O veto do presidente

Fosse o Brasil um país riquíssimo, isento de pobreza, não haveria problema algum na proposta do governo de destinar R$ 1,5 bilhão para a compra de caças pela FAB, por exemplo. Só que o Brasil não só não é rico, como apresenta índice de pobreza alarmante, traduzido, entre inúmeros outros fatores, pela vergonhosa pobreza menstrual. O louvável projeto coassinado pela deputada Tabata Amaral, de distribuir gratuitamente absorventes femininos a estudantes de baixa renda de escolas públicas e a mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema, foi vetado por Jair Bolsonaro, que alegou não haver indicação de “fonte de custeio ou medida compensatória” para o valor estimado de R$ 119 milhões anuais. A solução para a pobreza é de longo prazo, por meio de investimentos, crescimento sustentável e criação de empregos. Enquanto isso não acontece, de nada adianta ter caças ultramodernos e jogar a pobreza para debaixo do tapete, ao mesmo tempo que adolescentes deixam de ir para a escola durante o período menstrual por falta de absorvente ou usam papelão para conter o sangramento. É preciso mitigar a pobreza com projetos imediatos e oportunos como este. É questão humanitária, não financeira.

LUCIANO HARARY LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Fonte de recursos

A distribuição gratuita de absorventes femininos para estudantes de baixa renda em escolas públicas, mulheres em situação de rua ou vulnerabilidade extrema, presidiárias, apreendidas e também para menores cumprindo medida socioeducativa foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro, porque não se encontrou, ou não foi apontada, a forma de financiar tal programa social. Indaga-se: que tal consultar o ex-assessor Fabrício Queiroz sobre como encontrar uma forma de obter tais recursos? O drama pessoal e social de cada uma destas mulheres que seriam beneficiadas, que inclui vergonha, insalubridade, baixa estima pessoal, desânimo, desassistência humana, nada disso, certamente, faz parte do acervo de sentimentos e preocupações do presidente Bolsonaro, farto de sandices e falto de empatia pelo próximo. Mas e que tal financiar este programa social, importantíssimo, com parte do Fundo Eleitoral de R$ 4 bilhões aprovado para o ano que vem ou com as mordomias indecentes que infestam os Três Poderes da República em seus escalões mais altos? E, ainda, que tal governar não apenas para os privilegiados, ó senhor das armas, das fanfarras e das vanglórias descabidas e desnecessárias?

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Contradição

Quase 6 milhões de mulheres carentes que seriam beneficiadas com itens básicos de saúde menstrual a serem fornecidos pelo poder público tiveram esse benefício devidamente vetado pelo presidente Bolsonaro, após aprovado no Poder Legislativo. Vale vender emendas do Orçamento secreto; vale viajar pelo Brasil não para acompanhar obras, mas para participar de motociatas com objetivos eleitoreiros; vale não explicar cheque de R$ 89 mil depositado na conta da primeira-dama; e vale gastar com a compra do kit covid. Mas não vale gastar com absorventes para jovens pobres e verdadeiramente necessitadas. Não é uma contradição aberrante?

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

INDICAÇÕES AO STF

O presidente Bolsonaro em encontro com ruralistas declarou que, se reeleito, designará mais dois ministros para o STF, o que vai dar mais tranquilidade ao seu governo. A que ponto chegamos. Mais do que nunca se faz necessária a mudança nessa regra. As indicações devem ser feitas por organismos como a OAB.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PROBLEMAS À VISTA

O presidente Jair Bolsonaro disse que vai depor pessoalmente sobre o caso da interferência na Polícia Federal. Conforme prometeu na fatídica reunião ministerial de 22 de abril de 2020, que culminou com a renúncia do então ministro da Justiça Sérgio Moro, disse que faria mudanças na superintendência daquele órgão, pois não admitia que seus familiares e amigos fossem investigados. Na verdade, todos sabem que o “atleta” tem dificuldade para construir uma frase correta sem ofender seu interlocutor. Assim, seria interessante levar um habeas corpus preventivo para não ficar enjaulado. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski aguardam ansiosos os pedidos de Bolsonaro. Problemas à vista!Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DEPOIMENTO DO PRESIDENTE

Faz um ano e meio que houve a abertura de inquérito contra o presidente Bolsonaro denunciado pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro por tentar interferir na Polícia Federal. Agora que Bolsonaro vai prestar depoimento, fica claro que ele aparelhou a instituição. Mas sabendo como Moro é apreciado no mundo da política, talvez seja considerada uma acusação “suspeita”.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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AINDA O DEPOIMENTO

Embora suspenso, seria de grande valia que o Supremo Tribunal Federal (STF) concluísse o julgamento da forma do depoimento do chefe do Executivo no inquérito em que apura se houve por parte dele interferência política na Polícia Federal. Qualquer que seja a decisão, consolidaria o entendimento para novos casos, tanto para o presidente como para outras autoridades.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

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PAPEL DE AVÓS E QUÍMICA

Prêmio Nobel de Química para List e David MacMillan que desenvolveram a “organocatálise assimétrica”. E o que quer dizer isso? Que desenvolver produtos farmacêuticos ficou mais rápido e barato por causa desta nova forma de catalisação. Em outras palavras: novos medicamentos para combater a depressão, infecções respiratórias e mais um mundo de doenças, além de pesquisas promissoras relativas à dor crônica, etc. Mas eu queria aproveitar a oportunidade para fazer uma consideração filosófica sobre os catalisadores – substâncias que controlam e aceleram reações químicas sem se tornarem parte do produto final. Quão bom e quão importante é o papel de quem orienta, ajuda, direciona, acelera e breca sempre que necessário, possibilitando que se chegue naturalmente ao seu objetivo. E que, quando isso ocorre, saem de cena como se não tivessem tido papel algum no sucesso daquela química. Estou me referindo a muita gente, mas mais especificamente aos avós.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PARAÍSO FISCAL

Paraíso fiscal é o que diz o nome: um país onde não se pagam impostos, sobre o dinheiro aplicado numa offshore (ao largo mar), uma empresa de fachada, que serve unicamente como um cofre para guardar seu dinheiro, em sigilo, escondido e sem impostos, ou com um mínimo de taxas. Como se vê, além de fugir dos impostos no país em que você amealhou o capital, ele ficará guardado sem ninguém mais saber. Este sigilo atrai tanto fortunas de tios Patinhas, como grandes somas de grana oriundas de alta corrupção, por empresários e políticos graúdos. Calcula-se que há cerca de US$ 11 trilhões depositados nestas ilhas paradisíacas, como as Ilhas Virgens Britânicas, escolhida por Paulo Guedes para depositar seus US$ 9,55 milhões de dólares, dignos de um ex-banqueiro, ora ministro e Posto Ipiranga, que não quer pagar imposto. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ADEUS, GUEDES

Para a maioria dos brasileiros, a desvalorização do real ante o dólar, com suas consequências sobre os preços, tem sido um martírio mensal e até diário para os pobres e miseráveis, algo em torno de 70 milhões de pessoas. Porém, para dois brasileiros em especial, a alta de quase 50% no valor da moeda americana em apenas 33 meses não foi problema nenhum, muito pelo contrário. E ora vejam, são eles os principais responsáveis pela política econômica e cambial do País, Paulo Guedes e Roberto Campos Neto. Agora sabemos por que o ministro só vê crescimento em V na sua frente. Será que teriam sido tão lenientes e incompetentes, se suas reservas tivessem sido convertidas em moeda nacional, quando tomaram posse de seus cargos? Não é preciso nem dizer que em qualquer país minimamente sério, ambos já teriam pedido suas respectivas demissões. Em qualquer empresa privada já teriam sido demitidos, em primeiro lugar pelos próprios resultados e em segundo por não respeitarem nem o Código de Ética de alto servidor, o que nesse caso é agravante, por se tratarem de ministro de Estado e presidente do Banco Central do Brasil. Guedes é só mais uma fake news do bolsonarismo. E no caso de Campos Neto, um sobrenome só não faz verão. Três anos já foram muito tempo para essa dupla de espertalhões. Rua!

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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O MINISTRO NO PARAÍSO

 Paulo Guedes, ministro da economia, escolhido ab initio por Bolsonaro para zelar pelo tesouro pátrio, surpreendeu-nos a todos, longe de mim qualquer acusação ou temeridades neste “surpreender”, mesmo porque, não tenho no meu arsenal nada, absolutamente nada, que anuvie a honorabilidade do ministro. Porém, fiquei pasmo, e dessa pasmaceira foi tomado todo o povo, ao saber que ele possui fortuna considerável, mais de nove milhões de dólares, numa das ilhas onde se abarrotam e se escondem fortunas de origem escusa e não sabida. Até aqui, tudo como dantes. Todavia, a mosca da curiosidade, teimosa e insistente, não deixa a consciência em paz e ao zumbido de quem procura refestelar-se com a novidade traz-me o seguinte questionamento: que confiança teria alguém num país cujo ministro da Economia desvia sua supimpa fortuna para paraísos fiscais, onde se apinham fortunas de tiranos e que tais? Que confiança teria alguém no Brasil, se seu próprio ministro, desconfiado da saúde da nossa Economia, foge dela com sua fortuna, para alicerçar-se em dólares lá fora!? Chuchando no dedo, nós os pobres, que contamos com apenas poucos reais que mal se aguentam o mês todo, sentimos na carne os efeitos colaterais dessa implícita desconfiança. Com a alta do dólar a fortuna do ministro teve um salto expressivo, noticiam os jornais; mas, em igual ou superior proporção despencou-se a sua credibilidade! E nesse arrastão, e na garupa, veio abaixo a confiança na nossa Economia, numa implícita confirmação de que vai mal, sim senhores! Se o próprio ministro da Economia do Brasil dela não se fia, quem há de?

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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PALHAÇOS

O presidente Bolsonaro voltou a defender o uso da cloroquina no tratamento precoce da covid-19, e chamou o senador Randolfe Rodrigues de pateta. Pateta por pateta, bem-vindo, senhor presidente, ao palco deste circo chamado Brasil, onde o populacho usa nariz de palhaço, tem cara de palhaço e, pasmem!, é mesmo palhaço, embora as maiores palhaçadas, grotescas e aviltantes, o senhor presidente é quem as faz, incessantemente, constantemente, em nome do cachê do palhaço, no justo valor do sangue da plateia abobalhada e traída.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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HORROR NA PREVENT SENIOR

Os impressionantes depoimentos na CPI da Covid de um paciente e um corajoso médico do hospital Prevent Senior, relatando como os interesses financeiros tinham prioridade sobre saúde dos filiados do dito plano de saúde, são de arrepiar. O relatado nos faz lembrar os horrores da época da 2ª Guerra, nos campos de concentração, quando experimentos eram realizados naqueles guetos. O caso exige das nossas autoridades severas punições para esses crimes.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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 REAÇÃO QUÍMICA

O Brasil, desde a atabalhoada proclamação da República, porém com maior intensidade a partir da chamada Nova República, estabelecida a partir de 1985, vive duas conjunturas distintas que não se comunicam, embora fisicamente próximas. Uma, chocada e desenvolvida nos palácios e Cortes, é protagonizada por políticos corruptos e vilipendiadores – “vossas excelências” – em sinfonia dissonante com togados desorientados, alguns destes servindo de porta-vozes àqueles por dívida de favores vinculados às respectivas nomeações. A outra, alheia à primeira, conta com um número de componentes bem superior, quase sempre ignorados pelos que pertencem ao primeiro e seleto grupo que, entretanto, sempre conclama o segundo em épocas de eleições, esquecendo-o logo após. O grande contingente consiste numa legião de votantes compulsórios, grande parcela de uma população desesperançada que não conta com níveis minimamente dignos de segurança, educação e saúde pública. Os alquimistas aproveitadores, encarregados de preservar tal cenário em equilíbrio conveniente, mantêm-se em permanente vigilância, de modo a evitar que os dois caldos reajam quimicamente, o que pode gerar produtos desagradáveis e desconhecidos.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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BRASIL PASSA VERGONHA NO CRÉDITO E NO DÉBITO

O governo arrecadou a ridícula soma de pouco mais de US$ 6 milhões um leilão fracassado que vendeu apenas 5 das 92 áreas de petróleo ofertadas. O Brasil não se cansa de passar vergonha, no crédito e no débito. Logo mais o País vai protagonizar novo vexame internacional na conferência do clima, quando vai repetir a ladainha derrotada dos US$ 100 bilhões da chantagem para deixar de queimar e destruir a Floresta Amazônica. O mundo está mudando rapidamente, em poucos anos não haverá mais carros movidos a gasolina, as mudanças climáticas já deixaram de ser uma teoria e estão presentes no dia a dia, com a crise hídrica. As tempestades de areia no deserto brasileiro já fizeram as primeiras vítimas fatais. É incrível a capacidade do governo Bolsonaro de não enxergar a nova realidade: o Brasil deveria liderar o mundo na preservação das florestas, o País deveria parar de apostar tudo no petróleo e começar a investir pesado nas energias alternativas e limpas. Quem suceder ao fracassado governo de Jair Bolsonaro terá um longo caminho para tirar o Brasil da década de 1970 e ingressar finalmente no novo milênio.

Mário Barilá Filho maiobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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UMA GANGUE NO CONGRESSO

Nesta legislatura, apesar de contarmos com bons parlamentares interessados em servir a Nação, a impressão que fica é de um grupo que, liderado principalmente pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), desgraçadamente mais parece uma gangue que deseja assaltar o País. Como relata matéria em manchete do Estadão (7/10) com título Venda de emendas está sob investigação, diz ministro da CGU. Ou seja, deputados e senadores, para liberar a governadores e prefeitos verbas das emendas parlamentares, supostamente exigem propina. E o ministro da CGU Wagner Ribeiro, em audiência na Câmara, foi enfático de não ter dúvidas de atos de corrupção no chamados de “tratoraço”, como denunciado esse pelo Estadão. São bilhões de reais que não nem sequer são fiscalizados. É assim que o nosso Congresso legisla, em cumplicidade com o Planalto. E, sem se ruborizarem, aumentam o Fundo Partidário de R$ 2 bilhões, para R$ 5,7 bilhões, quando milhares de brasileiros estão passando fome. Também querem dar calote nos precatórios, aprovam leis como da improbidade, que vai dificultar que um político, e até servidor público, que pratica ilícitos graves seja investigado, etc. Com a nossa economia em frangalhos, não se interessam em aprovar reformas como a administrativa e a tributária, que certamente trariam desenvolvimento sustentado para o País.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DIREITO, CONSTITUIÇÃO E POLÍTICA

O direito, regente das relações interindividuais, sem o qual não se viabiliza a vida em sociedade, vem definido, desde os primórdios de Roma, por aforismos que não nos lembram conceitos verticais, apenas envernizam: honeste vivere (viver honestamente), naeminem laedere (não lesar), suum cuique tribuere (dar a cada um o que é seu). O mundo moderno exige mais esforço, de índole científica, como a concepção das restrições inerentes e negativas do absoluto, tal qual justiça da equidade (John Rawls, por exemplo). Velhos apotegmas, como fiat ius pereat mundus (faça-se o direito, ainda que o mundo pereça ), não mais combinam com a existência da humanidade. Ao analisar-se o Judiciário, prende-se em geral às cúpulas das Supremas Cortes. É preciso distinguir. Como um todo, o Judiciário pode seguir o rumo dos concursos públicos e as indicações legítimas aos tribunais de sobreposição, na tentativa de escolha dos mais aptos, considerada a evolução da estrutura da liberdade e da igualdade, em princípio. Já a política se reduz ao populismo, quando os membros das Cortes Supremas são entregues, ideologicamente, aos partidos políticos e aos governos, enquanto deveriam provir da soberania popular, organizada democraticamente em Conselhos das Repúblicas, para observância das normas constitucionais sem tendenciosidades.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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BOLSONARO VETA O KIT SAÚDE

Diante da abominável índole negacionista e genocida do desgoverno Bolsonaro, não poderia ter sido outra senão a sua condenável decisão de vetar a distribuição gratuita de absorventes femininos a milhões de mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade, sob a absurda alegação de falta de custeio. Para o kit covid sobra verba, para o kit saúde não há. Mais uma barbaridade de desumanidade que não pode ser absorvida nem perdoada. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FERNANDA MONTENEGRO

Notícia alvissareira: a consagrada atriz Fernanda Montenegro foi ungida pelos anjos da casa fundada por Machado de Assis para ocupar cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL). Ventos da abertura teatral voltam a ser plantados nos jardins, móveis e corredores da ABL. Com aplausos de Dias Gomes e Janete Clair. Depois de Fernanda, será a vez de Gilberto Gil vestir o fardão da centenária academia. Prosseguindo na busca de novos e expressivos talentos da safra de respeitadas figuras, a direção da academia pensa em acolher, também com merecidas pompas, artistas como Neguinho da Beija-Flor, Chico Buarque, Safadão, Diogo Nogueira, Preta Gil, Carlinhos Brown, Simone e Simaria, Mumuzinho, Fábio Júnior e Karol Conká. Serão saudados pelos dublês de imortais, passistas e pagodeiros, Marcos Vilaça, José Sarney, Merval Pereira e Fernando Henrique Cardoso.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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PIX E SEQUESTROS

Os bancos são os únicos culpados e responsáveis pela abertura e manutenção das contas de laranjas. Estas transferências por PIX para estas contas deveriam ser estornadas para as contas de origem imediatamente após o roubo.

 Gaspar Gasparian Filho gaspar@sanktgallen.com.br

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ABANDONO DO RIO DE JANEIRO

Algo revoltante é sermos obrigados a viver em uma cidade como o Rio de Janeiro. Além de termos uma população miserável pelas ruas, está tudo sujo, pichado e degradado, calçadas esburacadas, praças e monumentos vandalizados, ônibus caquéticos, estações de metrô em péssimo estado, ruas e vias públicas esburacadas, e as favelas só aumentam na cidade sem nenhum projeto do poder público que minimize a extrema miséria da cidade, tanto em nível de investimentos como atração de capital externo. O Rio de Janeiro degradou-se de forma estratosférica a partir do século 21. Eu, assim que me aposente, darei o fora desta cidade. Vou morar em Porto Alegre, Florianópolis ou Curitiba, cidades onde existe um mínimo de organização e civilidade. O absurdo estado de degradação social do Rio de Janeiro não tem mais retorno, culpa de dezenas de governos omissos e inoperantes que jamais fizeram qualquer coisa pela cidade. Um Estado que teve Marcelo Alencar, Garotinho,” Garotinha”, Moreira Franco, Brizola, Benedita e Cabral, é para não ficar pedra sobre pedra!

Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

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