Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2021 | 03h00

Orçamento

Emendas ‘cheque em branco’

Neste momento de crise que o Brasil está, o Congresso Nacional “distribui” dinheiro aos nobres deputados e senadores para manterem seus redutos eleitorais (Congresso prevê R$ 3,4 bilhões em emendas ‘cheque em branco’, 12/10, A4). Isso é uma afronta ao povo brasileiro! Este dinheiro deveria, sim, ser investido na Saúde (olhem a importância do SUS nesta pandemia) e na ciência (lembremos as vacinas). Mas não! Foi para isso que reduziram em 87% os recursos destinados à ciência e tecnologia, para sobrar para essas emendas aos parlamentares? Que tristeza! É desanimador.

MARIA VIRGÍNIA MARTINS FARIA MVMFFA@ICLOUD.COM

BOTUCATU

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Dinheiro sem fiscalização...

Para 2022, Congresso prevê R$ 3,4 bilhões para emendas. No título “cheque em branco”, faltou o complemento “e roubado do povo”.

CARLOS GASPAR CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Justiça

‘A faminta’

O artigo de Pedro Fernando Nery (A faminta, 12/10, B4) sobre a mãe de cinco filhos condenada por furto de miojo e refrigerante, e ainda considerada “de índole indiscutivelmente voltada à delinquência” pelos fartos (fartíssimos) desembargadores, é um fiel retrato do bolsonarismo e da Justiça brasileira. Suas excelências não têm mais o que fazer? Já terminaram de julgar o tal “orçamento secreto”, as rachadinhas, os crimes dos compradores/vendedores das vacinas? Estão com inveja das offshores de Guedes e Campos Neto e querem descontar nos miseráveis? Covardia.

MARIA V. DE MESQUITA BENEVIDES  VICDEMESQUITA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pandemia

Máscara sim, carnaval não

Enquanto os inconsequentes e precipitados prefeitos do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias propalam que brevemente suas cidades serão liberadas do uso obrigatório de máscaras, sob o argumento de que o coronavírus já estaria erradicado, chega-nos às mãos a consistente matéria publicada em The New York Times, de autoria da jornalista Apoorva Mandavilli, dizendo que pesquisas recentes indicam que novas variantes surgiram e se propagam de maneira rápida e perigosa, “infectando muito mais pessoas do que o vírus original”. Assim, só nos resta enfatizar que o uso de máscaras, principalmente em locais com aglomeração, ainda é necessário e imprescindível. Aos afoitos prefeitos que sugerem a incineração das máscaras, recomenda-se, no mínimo, cautela e prudência. Por enquanto, devemos continuar a usar máscaras, “do servente ao presidente”, como nos recomenda o jargão popular. Bailes de carnaval, nem mascarados!

GARY BON-ALI GARYBONALI@GLOBO.COM

SÃO PAULO

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Cultura

O restauro da Casa das Rosas

Gostaria de cumprimentar o jornalista João Luiz Sampaio e O Estado pela magnífica matéria sobre a Casa das Rosas (11/10, H1). Lembrando Caetano Veloso (“da força da grana que ergue e destrói coisas belas”), o empreendimento em que está inserida a Casa das Rosas, junto de um edifício corporativo de primeira grandeza, obra da iniciativa criativa do saudoso Mario Pimenta Camargo e do arquiteto e empreendedor Julio Neves, é um modelo exemplar de como foi possível unir “o útil e o agradável”. Preservou-se e implementou-se um casarão histórico da velha Avenida Paulista, diferentemente de tantos outros que se perderam no tempo... Que frutifiquem, para futuras gerações, outras iniciativas inteligentes, sensíveis e lucrativas como esta. Sim, lucrativas, especialmente para a sociedade como um todo.

SERGIO VIEIRA SERGIO.VIEIRA@SVDI.COM.BR

SÃO PAULO

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Novo ‘Estadão’

Hábito de gerações

Lendo a matéria de ontem Hábito mantido por gerações (12/10, H6), decidi escrever ao jornal para ampliar o relato do Estado e, assim, prestar uma agradecida homenagem à querida amiga e professora dra. Maria Isaura Pereira de Queiroz. Em 1962, iniciei minha carreira na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) no curso de Ciências Sociais. Recém-formada, fui convidada a trabalhar como “instrutora voluntária”, que significava dar aulas, fazer pesquisa, mas sem remuneração. Maria Isaura desde o começo me informou que, entre as tarefas na universidade, se supunha que eu deveria fazer resenhas sobre leituras em Sociologia, além de escrever artigos. Confesso que fiquei muito assustada, mas, já que aceitara a tarefa de ser professora, tinha de escrever. Antonio Candido era o coordenador do Suplemento Literário (creio) e era quem receberia os eventuais textos. Foi assim que desde 1962, anualmente, o Suplemento Literário passou a publicar as resenhas que enviei até 1966. Há os que escrevem porque têm talento, mas há os que aprendem a escrever porque têm de transmitir ideias, valores, posições políticas. Devo a minha amiga Maria Isaura e aos meus colegas/professores do Departamento de Sociologia o forte impulso que deram à minha carreira. Que ainda não terminou.

EVA ALTERMAN BLAY, professora emérita FFLCH-USP EBLAY@USP.BR

SÃO PAULO

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A minha companhia predileta no café da manhã é o Estadão. Meu marido assinava o jornal desde que nos casamos, em 1967. Quando fiquei viúva, continuei assinando. Meu pai já assinava o Estadão, portanto já leio este jornal há muito mais do que metade de minha vida. Peguei Os Lusíadas e as receitas do Jornal da Tarde. Minha formação política e democrática devo em grande parte à leitura do primeiro caderno do Estadão. Mas vou do editorial às tirinhas e palavras cruzadas com o mesmo prazer. E não pretendo mudar este hábito enquanto tiver a capacidade de ler.

ELISABETH BERLOWITZ BUNY BETHBUNY@UOL.COM.BR

COTIA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SANGRANDO EM GOTAS

Jair Bolsonaro entregou o governo ao Centrão para obter apoio contra o seu impeachment. Na verdade, o que ele conseguiu foi “lotear” a administração pública. Afinal, o Centrão já diz abertamente que Bolsonaro é carta fora do baralho para 2022. A prova disso é a interferência na sucessão à vaga do Supremo Tribunal Federal (STF) para que não seja aquele “terrivelmente” evangélico, mas sim o atual presidente do Cade, Alexandre Cordeiro de Macedo. É Bolsonaro sangrando em gotas.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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BOL$A BRA$SIL

Nestes tempos em que o País atravessa a mais aguda e severa crise econômica de sua história, a Bolsa brasileira tem decepcionado os investidores, indo na contramão dos principais índices internacionais no acumulado de 2021. Enquanto o índice Bovespa já caiu 6,75% de janeiro a setembro deste ano – retração de 11,67% em dólar –, o desempenho dos mercados acionários no exterior é amplamente positivo. Nos EUA, o Dow Jones (+10,58%); Standard&Poors (+14,68%); e Nasdaq (+12,11%). Na Europa, o Euro Stoxx 50 (+7,85%). Entre os emergentes do Brics, enquanto na Índia subiu (+23,98%) e na Rússia também (+11,68%), houve queda expressiva na China (-5,42%) e na África do Sul (- 9,82%). Como se sabe, as incertezas do cenário internacional explicam o desempenho negativo do Ibovespa, afugentando os investidores externos, também precavidos com o incerto, inseguro e imprevisto cenário político do País sob o desgoverno Bolsonaro. Pobre Brasil.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FALTA INTELIGÊNCIA AO BRASIL

O Brasil poderia estar se beneficiando muito do dólar valorizado, o problema é que todo o dinheiro que deveria estar entrando no País com as exportações está sendo depositado em paraísos fiscais mundo afora. O Brasil não vê a cor do dinheiro do agronegócio, centenas de bilhões de dólares são depositados no exterior, não pagam impostos, não movimentam a economia, nāo entram na bolsa de valores, não trazem benefício algum. O Brasil precisa desenvolver maneiras de começar a atrair esse dinheiro, tornar-se competitivo como polo de investimentos internacionais. Será preciso desenvolver inteligência financeira e tributária, com planejamento, segurança e estabilidade. O Brasil poderia atrair não só o dinheiro das suas próprias exportações, mas também o dinheiro dos investidores internacionais.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DESGOVERNO INFLAÇÃO ALTA

A população brasileira, sem um presidente que a governe, apenas gera crises institucionais e não se importa com essa pandemia, paga um preço alto com a disparada da inflação, desemprego e economia em frangalhos. Como consequência da conduta irresponsável do presidente, coloca o dólar nas alturas, sobe a taxa básica Selic, elevando nos últimos 12 meses o preço do etanol em 64,77%; da gasolina, em 39,6%; do gás de cozinha em 34,07%; frango em pedaços, 28,91%; etc. A inflação no Brasil assusta e acumula 10,25% em 12 meses. Dentre os países do G-20, o Brasil somente está abaixo da Argentina, com inflação de 51,4%, e da Turquia, com 19,2%. Coincidência ou não, países esses com presidentes sem rumo e até autoritário como o da Turquia, tal qual tenta agir em seu desgoverno Jair Bolsonaro. E a culpa não é da pandemia, já que França e Reino Unido, hoje, respectivamente, apresentam inflação de 1,9% e 3,1%. E a média do índice inflacionário entre os países do G-20 é de 4,3%. Portanto no nosso país falta governo e sobram crises e desrespeito as nossas instituições, tudo patrocinado exclusivamente pelo Planalto.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O BRASIL E A CASA VERDE DE ‘O ALIENISTA’

Desde que um novo dr. Simão Bacamarte assumiu a Presidência do Brasil, viramos a Casa Verde de O Alienista, de Machado de Assis, com a diferença de que, ao contrário do médico formado em Coimbra, o novo Bacamarte é um charlatão de quinta categoria. Estamos todos internados num hospício, tal qual a população do conto machadiano. O louco charlatão solto e a população trancada no hospício da “Casa Verde e Amarela”, Pátria armada Brasil.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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OPOSIÇÃO ESTÚPIDA!

A oposição que fazem ao Bolsonaro não é sistemática, é estúpida! Vide o senador Davi Alcolumbre adiando a nomeação de um ministro para o Supremo Tribunal Federal! Em que isso resultará?

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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VOTO DE PROTESTO

Romário como jogador de futebol foi excepcional, mas como senador deixa a desejar, principalmente após declaração de apoio a Bolsonaro.

Bolsonaro e Lula são duas figurinhas carimbadas da política nacional e que devem ser execrados pelo eleitor que tiver um mínimo de bom senso. A fêmea de rinoceronte “Cacareco” foi a vereadora mais votada, com mais de cem mil votos, para a Câmara de São Paulo em 1959. Está aí uma alternativa de voto de protesto contra Lula e Bolsonaro, caso a dupla chegue ao segundo turno.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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O PRÊMIO IGNOBEL

É lamentável. Não há palavras para expressar essa desgraça de notícia. Mais uma decisão do governo Bolsonaro que realmente decepciona. Desta vez, decidiu “esvaziar” a verba do Ministério da Ciência e Tecnologia! É bom o povo brasileiro ficar sabendo a verdade, de que o montante da verba total deste Ministério já era “ridículo e vergonhoso” para auxiliar decentemente na produção de trabalhos científicos competitivos. Mas, mesmo assim, muitos pesquisadores brasileiros conseguem desenvolver bons trabalhos científicos, de nível internacional, com o auxílio deste Ministério.

E agora? O que o presidente espera que seja feito com o mísero restinho de verba que ele pretende repassar? Ou quer só manter um Ministério de fachada, para mostrar para outros países que existe um Ministério da Ciência e Tecnologia? Desse jeito, deveria é ter “fechado” o Ministério de uma vez e destituído o ministro.

Agora, com a redução drástica de verba, os estímulos e sonhos de muitos pesquisadores e, inclusive, professores universitários, que estão no início da carreira, serão impedidos. Mas isso é bem condizente com o comportamento do presidente, que sempre menosprezou o avanço da covid-19 no País e, em consequência disso, houve mais de 600 mil mortes. O presidente não reconhece o erro e não sente nada, pois o sofrimento pelas mortes por covid-19 não acontece com ele ou sua família. Embora talvez muitos não saibam, esse comportamento de Bolsonaro até rendeu a ele, juntamente com outros líderes, como o ex-presidente dos EUA Donald Trump, o Prêmio IgNobel em 2020, por provar, com a pandemia de covid-19, que políticos podem ter um efeito mais imediato na vida e na morte do que médicos e cientistas.

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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SEM VACINAÇÃO, SEM CONSULTAS, SEM NADA

Segunda-feira passada, dia útil, embora véspera do feriado de Nossa Senhora Aparecida, estive pela manhã na UBS do Jardim Cliper, na periferia de São Paulo, para tomar vacina contra a covid-19. Para minha surpresa, a UBS estava fechada. Esse posto médico da Prefeitura do Município de São Paulo atende muito mal a população da região de Cidade Dutra, porque não marca consultas de clínica geral, a menos que o cidadão madrugue na fila e, na maioria dos casos, o agendamento não é feito porque se encerra o número restrito de atendimentos. Ainda existem atendimentos vergonhosos em São Paulo e a UBS Jardim Cliper é um dos piores. Sei que está mensagem não merecerá nenhuma atenção da imprensa, mas fica o protesto de um cidadão.

Ademir Valezi adevale@icloud.com

São Paulo

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EMPOBRECIMENTO DO BRASILEIRO

O que está ficando claro é que, com esta política econômica e de gestão do governo Bolsonaro, vamos caminhando para metade do Brasil precisar de algum tipo de “auxílio” para sobreviver. É muita incompetência e irresponsabilidade!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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‘MISANTROPIA BOLSONARISTA’

O editorial do Estadão com o título acima aborda mais um crime hediondo de um presidente que jamais se notabilizou, mesmo como deputado federal, por uma frase civilizada. A sua estulta decisão de vetar lei aprovada pelo Congresso Nacional, sobre o fornecimento gratuito de absorventes para as mulheres de baixa renda, somente se consegue entender pelo rol dos seus pronunciamentos como deputado federal e alguns como presidente da República. Não dou advogado, sou engenheiro, portanto, me guio pela lógica. Nesse sentido me surpreende o fato de que até hoje o Ministério da Saúde não tenha, por iniciativa própria, instituído o fornecimento de absorvente, não só para as estudantes, que são o foco principal da celeuma atual, mas para todas as mulheres de baixa renda. Nesse aspecto, é um absurdo o presidente vetar o projeto de lei, por falta se indicação de verba para tanto. Ademais, o veto do presidente, a rigor, fere o art. 5º, inciso XV da Constituição. Afinal, as mulheres não têm decisão própria sobre uma manifestação natural do seu corpo. Também, nessa linha de raciocínio, a decisão do presidente infringe o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, que julga crimes contra a humanidade, particularmente no artigo 7, notadamente quanto ao definido como “outros atos desumanos de caráter similar que causem intencionalmente grande sofrimento ou atentem gravemente contra a integridade física ou a saúde mental ou física”. Também fere o disposto no artigo 8, do referido estatuto. Enfim, mais uma vez aparece como réu potencial daquele tribunal, por desrespeitar os direitos humanos.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O MISANTROPO

O editorial do Estado de 11/12 aborda a misantropia do pior presidente de nossa história. Mostra com clareza sua falta de sensibilidade ao vetar verba para minorar o problema da “pobreza menstrual”. Um verdadeiro estadista entenderia que dinheiro injetado na Saúde e na Educação é investimento, e não gasto. Esse apoio às mulheres vulneráveis traria benefícios incalculáveis para sua formação intelectual. Mas esperar o que desse medíocre que vive no palanque mentindo todo santo dia?

Luiz Antonio Amaro da Silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos

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INSENSIBILIDADE

O veto do presidente Bolsonaro ao projeto aprovado no Congresso visando à distribuição gratuita de absorventes a mais de 5 milhões de adolescentes e mulheres pobres mostra uma enorme insensibilidade de quem ocupa o cargo maior da República. E por certo o veto será derrubado pelos parlamentares.

Uriel Villas Boas urielvillasvoas@yahoo.com.br

Santos

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RECURSO PARA OS ABSORVENTES

Os deputados e senadores exigem absorventes para as mulheres carentes e os eleitores exigem a imediata extinção dos Fundos Político e Partidário. É de simples solução. As duas partes serão atendidas. Os valores da extinção dos dois fundos serão para manter os imprescindíveis absorventes femininos e está solucionado o impasse.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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MINISTRA DA GOIABEIRA

As ações da cúpula do governo Bolsonaro em favor do veto à distribuição gratuita de absorventes – que culminou na infeliz declaração da ministra Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, de que o Congresso deve apontar de onde vai sair a grana – mostram que esse governo sofre de menstruação cerebral, sangra o tempo todo.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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GRANDE PRESIDENTE!

O presidente Jair Bolsonaro disse que vai cortar dinheiro das áreas da Saúde e da Educação se o Congresso Nacional derrubar o veto à distribuição gratuita de absorventes a mulheres e estudantes de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade. Grande presidente! Inesquecível! Pois deixará marcado em nossa história o quanto o sistema democrático nacional é falho pela única razão de não possuir um sistema qualquer de recall que impeça que desequilibrados e aproveitadores, sem ética, moral e pudor, se aquartelem na Presidência da República, apequenando e ridicularizando o fato de sermos brasileiros que acreditamos no futuro e que temos esperanças de dias melhores. Bolsonaro – o horror da democracia! O vexame da pátria! O despudor dos tolos!

Marcelo Gomes Jorge Feres Marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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FÉ INTENSA

Nunca a fé religiosa entre nós foi tão intensa como agora, como verificamos nesse feriado religioso de Nossa Senhora Aparecida, cujos fiéis compareceram ao seu santuário em número maior que antes da pandemia de covid-19. A mesma coisa aconteceu aqui no Rio de Janeiro com um número surpreendente de visitantes ao Cristo Redentor, que faz 90 anos. Certamente esse momento complicado que vivenciamos está potencializando esse comportamento de crença.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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APARECIDA

 Os brasileiros têm muito a pedir a Nossa Senhora Aparecida! Estamos num momento extremo em que falta emprego, salários são decrescentes, saúde debilitada, muitos mortos pela covid-19, uma carestia fora de hora por causa da inflação, pessoas com fome perambulando pelas principais cidades do País. Um somatório de fatores que só a fé e a esperança podem mitigar. Sim, porque aqueles que deveriam ter atitudes pra combater este estado de coisas, como o Poder Executivo e o Poder Legislativo, focam as eleições futuras como questão prioritária. Para isso utilizam da malversação de verbas públicas geradas por impostos escorchantes, com “tratoraços” e outras compras irregulares sem licitações, a preços mais altos para gerarem comissões que os beneficiem; orçamentos fantasmas; vendas de emendas; emendas cheque em branco; e outras modalidades de benefícios como salários, assessores e penduricalhos que lhes conferem uma privilegiatura de marajás. Renovação? Só possível por meio de seus filhos, netos, apaniguados ou afins. Até o Executivo prepara seu filhos para as próximas gerações! Enquanto isso, o povão vai descendo a ladeira, tendo Nossa Senhora como derradeira prova de fé. Que Nossa Senhora Aparecida ilumine nossos caminhos!

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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AGRONEGÓCIO: NEM UM NEM OUTRO.

 Para o bom desenvolvimento do agronegócio, nem Lula da Silva, por ser totalmente incompatível com as aspirações do setor, nem Bolsonaro que, embora tenha compatibilidade com o segmento rural, poderá perder as eleições para Lula da Silva, o que não seria palatável nem conveniente para a área rural. Então, a solução mesmo reside no apoio a uma terceira via, desde que o candidato apontado seja de formação liberal e entenda a importância do agronegócio como aliado do meio ambiente, e não seu inimigo. O setor, que satisfaz e colabora com quase um quarto do nosso PIB, não pode ficar à deriva politicamente. Precisa de um parceiro no topo da governança.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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MILÍCIAS

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente que o Brasil tem cerca de 11 milhões de pessoas vivendo em aglomerados subnormais, eufemismo criado pelo órgão para designar o que se entende como favela ou comunidade. É mais que o triplo das populações do Uruguai e de Portugal. Ocupam locais como encostas, praias e mangues, e surgem por meio de vários tipos de iniciativas como, por exemplo, invasões de espaços públicos seguidas de construções ilícitas e da degradação de pontos originalmente reservados ao lazer e espaços vitais, como praças e margens de vias férreas e rodoviárias, cena recorrentemente mostrada em reportagem pela TV. As soluções propostas, diferentes das adotadas em épocas passadas, quando era possível a simples remoção das populações, são anunciadas sob a forma de ordenamento do espaço geográfico pelo cumprimento da lei decorrente, de investimento em infraestrutura, de melhoria de acessibilidade ao local e da implantação de saneamento básico. São iniciativas invariavelmente prometidas por políticos em época de eleição, raramente implementadas depois das posses, o que cria um vácuo de poder público facilitador da eclosão de núcleos, conhecidos em algumas comunidades como milícias, que, aos poucos, impõem leis e cobram por serviços, muitas vezes mediante ações violentas contra a população local. Como esse panorama vai evoluir, dentro do quadro de corrupção que ensaiou ser combatido no âmbito da extinta Lava Jato, deixa a sociedade apreensiva em relação ao futuro das próximas gerações.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ALGO SÉRIO PARA AS PESQUISAS

Pesquisas fazem um levantamento estatístico em uma amostra específica de determinado público-alvo. Pergunta-se para pessoas desta amostra e se extrapolam as respostas para o grupo maior dentro do intervalo de confiança. O Brasil tem sido o campeão mundial de inovações neste ramo. As enormes diferenças que sempre ocorrem entre os resultados das pesquisas e a opinião do grande público nas eleições não deixam dúvida. Ultimamente, nossos institutos não param de concluir que Lula é o candidato preferido, o melhor para lidar com a corrupção e diversas outras pérolas a seu respeito. Ainda não saiu o resultado sobre qual candidato tem as pernas mais bonitas, mas já se sabe o resultado. Piadas à parte, gostaria de sugerir algo muito sério para nossos institutos fazerem. Setenta e nove por cento dos brasileiros pegaram ou conhecem alguém relativamente próximo que pegou covid-19. Ocorre que não é verdade que uma vez passada a fase aguda da doença o problema acabou. Todos os dias estamos encontrando pessoas que relatam sequelas dos mais diversos tipos, que vão desde perda de memória a problemas nos dedos dos pés. Que tal fazer uma pesquisa sobre as sequelas relatadas após ter tido covid? Poderia vir a ser de enorme importância para servir de referência para o que a área da saúde terá de enfrentar daqui em diante. Mas usando a velha metodologia da estatística, e não as novas práticas. Senão a conclusão será que a covid é o vírus preferido dos brasileiros, o melhor para lidar com as infecções e, eventualmente, até o que tem a casquinha mais charmosa.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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