Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2021 | 03h00

Pandemia

100 milhões vacinados

Brasil tem 100 milhões totalmente vacinados e supera porcentual dos EUA (Estado, 14/10, A18). Excelente notícia. Faltou acrescentar: apesar dos esforços de alguns para impedir a concretização desta conquista tão importante. Mais uma vitória do povo brasileiro, contra os interesses escusos e a ignorância de pessoas que só enxergam seus próprios interesses mesquinhos.

VERA BERTOLUCCI VERAVAILATI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Falta um

Parabéns, Brasil! Hoje mais de 70% da população brasileira está com a vacinação contra a covid-19 completa. Mais um pouco e chegamos a 99,9999% do povo vacinado. Ficará faltando só o nosso presidente.

TOMOMASA YANO TYANOSAN@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Volta às escolas

Tudo voltou ao normal com a pandemia no estágio em que está: comércio, bares e restaurantes, estádios de futebol, eventos. Por que os professores das escolas não querem voltar às aulas presenciais?

MOYSES CHEID JUNIOR JR.CHEID@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Combustíveis

Projeto arapuca

A Câmara dos Deputados aprovou texto-base do projeto que muda regra do ICMS sobre o combustível. Pura demagogia. Puro puxa-saquismo para agradar ao chefe e atual presidente. Todos os razoavelmente informados sabem que: 1) as alíquotas deste imposto (estadual) não são aumentadas há muito tempo, ou seja, só aumenta a arrecadação quando aumentam os preços dos combustíveis, e não o contrário; 2) os preços atuais são reflexos da enorme desvalorização do real ante o dólar, culpa das incertezas e da instabilidade econômica e política, em razão principalmente, claro, do negacionista que ocupa o Palácio do Planalto; 3) o projeto, levado a votação às pressas por Arthur Lira, visa a tirar a culpa de Bolsonaro pela alta dos preços dos combustíveis e jogá-la nos governadores. Isso está claro quando dá “liberdade” para que estes possam aumentar as alíquotas, caso a arrecadação caia. Aí, sim, o chefe e seus seguidores alienados vão “deitar e rolar” em cima daqueles. Projeto arapuca, no qual grande parte da oposição caiu.

ÉLLIS A. OLIVEIRA ELLISCNH@HOTMAIL.COM

CUNHA

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Extorsivo

Se, de fato, é o preço final da gasolina condicionado pelo seu crescente valor na porta da refinaria que determina o quanto incorpora de ICMS, é também fato que as altas alíquotas de ICMS praticadas pelos Estados, na forma tradicional “por dentro” e em cascata com o PIS-Cofins, resultam num ônus extorsivo no bolso do consumidor. Lembremos que ICMS por dentro de 25% equivale a 33,3% por fora e 33,3% por dentro, a 50% por fora. Com a cascata do PIS-Cofins, esses porcentuais passam para 36,4% e 54,6%, respectivamente. Nem cachaça nem produtos de luxo ou supérfluos pagam este tanto de imposto.

ELIE R. LEVY ELIERLEVY@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Etanol

O etanol não tem preço atrelado ao internacional que varia conforme o humor da Opep nem é cotado em dólar, então por que sobe cada vez que o preço da gasolina sobe? O Brasil não é autossuficiente em petróleo, como Lula e Dilma disseram quando lambuzaram as mãos com petróleo? (A menos que ninguém tenha entendido os gestos.)

RONALDO JOSÉ NEVES DE CARVALHO RONE@RONEADM.COM.BR

SÃO PAULO

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Inflação

Estamos mais pobres

Nos dois últimos anos o poder de compra dos brasileiros foi duramente achatado. Quase todos os produtos subiram de preço acima de 50%, alguns até dobraram de preço. Os preços dos combustíveis – do que depende tudo neste país, por causa dos transportes – já subiram mais de 53%. Mas o governo e a Petrobras parecem não estar nem aí para a população. Ficamos mais pobres, diminuímos nosso consumo e também a qualidade dele. No meu caso, já junto restos de sabonete, uso a mesma lâmina de barbear por 20 vezes (antes eram cinco, seis), guardo todo restinho de comida e, como a energia elétrica também está um absurdo, deixei de passar roupas. A moda, agora, é roupa amassada e banho gelado. O Messias me enganou.

ALEX TANNER ALEXTANNER.SSS@HOTMAIL.COM

SUMARÉ

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Jogos de azar

Coroação

A qualidade do atual Legislativo federal já deixou muito a desejar ao jogar nas costas do contribuinte volumosas despesas com a criação recente do Tribunal Regional Federal de Minas Gerais, com seus novos suntuosos palácios, mordomias e altos salários para um exército de operadores do Direito. Isso sem contar as medidas aprovadas para facilitar a vida de ladrões dos cofres públicos. Agora, é a vez de coroar tudo isso com a criação de cassinos (Liberação de jogos de azar opõe Centrão a evangélicos, 14/10, A4), ignorando os males associados a esta atividade deletéria e que demanda, também, a criação de caríssimos órgãos públicos de auditoria especializada nessa atividade. Até a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil já manifestou preocupação com a corrupção e a lavagem de dinheiro que essa atividade pode fomentar.

JOSÉ ELIAS LAIER JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Prefeitura de SP

156

Caro prefeito sr. Ricardo Nunes, tente ligar a qualquer hora de qualquer dia para o telefone 156, da Prefeitura de São Paulo, para tratar de qualquer assunto de interesse do munícipe, e conte quantos longos minutos levará para ser atendido. Ponha o telefone no viva-voz e vá fazendo palavras cruzadas enquanto aguarda. Haja paciência!

J. S. DECOL DECOLJS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOVO ‘ESTADÃO’

Como leitor do jornal impresso há 75 anos, quando meu pai começou a assiná-lo, ex-diretor de jornal (Gazeta Mercantil) e autor de vários artigos publicados em edições do Estadão, aguardo com muita curiosidade as mudanças no formato impresso. Para quem gosta mais de jornal em papel, como é o meu caso, a edição digital serve apenas para os dias em viagem. Aprecio o formato berliner, que torna mais fácil o manuseio e é usado em muitos países do mundo, e mesmo no sul do Brasil. Confio que as mudanças editoriais anunciadas tornarão mais analíticas as matérias, uma vez que as principais notícias já são conhecidas no dia anterior por meio das informações de rádio, TV e mídia digital, a que quase todos os assinantes do jornal têm acesso.

Votos que o Estadão dê mais este passo no seu processo de constante melhoria.

Mario Ernesto Humberg marioernesto.humberg@cl-a.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO E POLÍTICA. IMPORTANTES, DESDE QUE EM SEPARADO

15 de outubro, Dia do Professor. Li a publicação do festejado Leandro Karnal sobre a data em que, metaforicamente, anuncia vaga para contratar um professor “com mente de Prêmio Nobel, transbordando criatividade de artista genial, um corpo de fuzileiro naval, a paciência da Santa Irmã Dulce e o equilíbrio de um lama septuagenário do Tibete” (Estadão – 13/10 – H6). Se esse mestre existir, vai melhorar em muito a qualidade do ensino. Professores inteligentes e preparados fazem a diferença, principalmente quando sabem dividir sua tarefa de ensinar e seu posicionamento político e ideológico. No ambiente escolar, o que menos interessa é a posição política do professor, que tem todo o direito de tê-la, mas não de externá-la ao alunado durante as aulas. Ali, ele é o grande transmissor do conteúdo programático, que não contempla militância, seja ela de esquerda, de direita, de centro ou de qualquer outra eventual tendência. A tarefa de ensinar é uma verdadeira arte, talvez um sacerdócio, e exige respeito. Reverencio aqueles que, desde a infância, me ensinaram com dedicação, competência e apreço, e torço para que todo professor tenha a exata consciência de sua importância e das obrigações que o contexto social lhe impõe.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

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PRIVATIZAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS.

Tanto Lula da Silva quanto Bolsonaro tratam as políticas públicas como se fossem de seu domínio doméstico. O Bolsa Família e o Auxílio Brasil, este substituindo o anterior de Lula da Silva, sem análises adequadas e sem fundamentação orçamentária e social, foram e são aumentados aleatoriamente e na medida em que Lula da Silva sentiu e Bolsonaro sente que estão em adequação com suas pretensões eleitorais. Assim, de políticas públicas, que deveriam ser estudadas e planificadas, passam a ser privatizadas e submetidas ao crivo eleitoreiro dos referidos presidentes. E, observe-se, há uma camada de beneficiários e eleitores bastante grande e que não analisa métodos nem fatos, mas atua pelo estômago, resultando em voto certo ao autor da benevolência. Para eliminar essa situação, só o voto facultativo que a maioria dos candidatos é contra, porque teme a ausência de comparecimento às urnas.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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DIFERENÇAS

Alguém responda: quais são as diferenças que possam existir entre os corruptos e os coniventes?

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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NOBEL DA PAZ

Em tempos em que o mundo está cheio de fake news, tivemos a grata surpresa de que o Nobel da Paz foi entregue para dois Jornalistas, Maria Ressa e Dmitry Muratov, pelos seus esforços na defesa da liberdade de expressão. E aqui no Brasil o candidato Luiz Inácio da Silva novamente manifestou suas intenções, se ganhar, de controlar a mídia. Não merecemos isto!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com 

São Paulo

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CORRUPÇÃO ENDÊMICA EM SÃO PAULO, TALVEZ NO BRASIL

Fiquei doente e dependo de motorista, o qual felizmente encontrei e viramos amigos. Ele, por sua vez, complementarmente encontrou um emprego razoavelmente remunerado de R$ 5 mil por mês para trabalhar de 3 a 4 dias por semana. Resolveu desistir depois de dois dias ao descobrir que seu carro estava sendo usado para coletar produto de rachadinhas de vereador de São Paulo nas residências de seus empregados fantasmas. Muito dinheiro num esquema que envolve, parece, a maioria dos eleitos para cargos que comportam a nomeação livre de assessores pagos com dinheiro público. O Brasil virou isso? Então não tem mais remédio.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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CHEQUE EM BRANCO

Literal assalto aos cofres públicos, como denuncia o Estadão (12/10) em manchete Congresso prevê R$ 3,4 bilhões em emendas “cheque em branco”! Ou seja, é uma modalidade perniciosa de emendas em que o senador ou deputado não terá obrigação de dizer aos brasileiros como está usando esses recursos nas suas bases eleitorais! Um escárnio! Como donos da Nação, sob o olhar complacente do Planalto, dos quase R$ 2 bilhões que utilizaram sem fiscalização neste ano, agora estão promovendo para 2022 um aumento cavalar de 70%, para R$ 3,4 bilhões, no uso desta excrescente verba. Jair Bolsonaro, refém do Centrão e com o impeachment no pescoço, covardemente se silencia. Porém, neste Brasil, abandonado, ou terra de ninguém, a caneta perversa do presidente, sugou também o orçamento da ciência e tecnologia em 87%, de R$ 690 milhões derreteu para míseros R$ 89 milhões. Esta é a forma como esses eleitos nas urnas tratam os recursos dos contribuintes, e nada fazem para minorar o alto nível de desemprego e pobreza no País.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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APESAR DE...

Agora o presidente Bolsonaro se vangloria de o Brasil ser um dos países que mais vacinaram no mundo contra a covid-19.

Não fossem os mais de 600 mil mortos, seria hilário.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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SERÁ?

“Eu decidi não tomar mais a vacina.” Essa declaração do presidente Bolsonaro dá a entender que ele considerou tomá-la, mas não vai mais, pois já tem imunidade contra a covid-19.

Mas quem garante que ele já não tomou a vacina secretamente, inclusive até mais de duas doses?

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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SONHO OU OBSESSÃO?

O prestigiado analista político William Waack observa, no Estadão, com muita propriedade, que o problema da terceira via consiste no que ela vai dizer aos eleitores por faltar um sonho semelhante ao que existiu em algumas campanhas presidenciais vitoriosas anteriores. Permita-me o ilustre cronista discordar de sua colocação. Considero que, na atual situação do País, um sonho a ser proposto por qualquer candidato viável é insuficiente. Do que o povo brasileiro precisa mesmo é de alguém que persiga não um sonho, mas uma obsessão sem tréguas. É bem provável, no entanto, que sua busca dure pouco, pois ele certamente será extirpado pelas forças endógenas do sistema político vigente que não permitirão a concretização dos projetos que precisam desesperadamente ser postos de pé, por constituírem obstáculos aos sórdidos e individualistas objetivos dos arquitetos daquelas forças. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A QUEM APELAR?

Ninguém defende mais a democracia que eu, mas o que o Congresso Nacional, com Arthur Lira na presidência da Câmara dos Deputados, acompanhado de criaturas como Ciro Nogueira, Ricardo Barros, Fernando Bezerra, etc., etc., anda fazendo já passou de qualquer limite. Será que os poucos parlamentares de respeito não têm como fazer nada? Ficamos assustados com o crescimento das milícias nas grandes cidades, mas não reagimos à gangue que Bolsonaro entronou no Poder e está deitando e rolando com as verbas públicas, dinheiro de nossos impostos que deveria estar sendo usado para minimizar a tragédia que se abateu sobre a população brasileira com o desemprego e essa inflação descontrolada deste ano? Não é possível que o STF não possa exigir o mínimo de lisura dos parlamentares sanguessugas desavergonhados que tomaram conta do Parlamento. Imagino que com todas as benesses que recebem, fica difícil ter moral pra exigir respeito com a coisa pública. A quem vamos apelar? 

Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília

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O CRIME COMPENSA

No Brasil, a corrupção tem raízes profundas no meio empresarial e na área pública. Aqui prevalece a desonestidade. O exemplo vivo é a Operação Lava Jato, que funcionou exemplarmente, mas é desmontada justo por aqueles que deveriam prestigiá-la, disseminá-la Brasil afora como o coronavírus. Seria “a forma de passar o País a limpo”. Corrupção jamais dará recibo dos crimes praticados. Assim fica cada vez mais distante o Brasil dos nossos sonhos.

Humberto S. Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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BAIXARIA

Não culpem a brutal pandemia pelos arroubos políticos. A excessiva importância que a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deu a Davi Alcolumbre permite agora que o senador pelo Amapá apareça como inacreditável vítima e bom moço, na enfadonha novela da indicação de André Mendonça para o STF. O clima da baixaria política nunca deixou de pautar as ações dos parlamentares. Toda regra é regida pelas saudáveis e bem-vindas exceções. Eleitores fartavam-se com arranca-rabos entre candidatos. Era festa para os espíritos de brutamontes. Hoje, o eleitorado prefere candidatos que não xingam ninguém. Que respeitem a mãe alheia e os ouvidos dos cidadãos. Que tenham educação e propostas que melhorem a qualidade de vida dos cidadãos mais necessitados. Nessa linha, soam como desprezíveis pantomimas, a troca de insultos entre a ex-presidente Dilma Rousseff e Ciro Gomes. Não será assim, com patadas, que o ex-governador e ex-ministro afetará Lula. Muito menos sensibilizará eleitores a seu favor. Foi-se o tempo que chutes na virilha dignificavam a classe política. O elevado debate político agora serve de pasto para saciar o apetite de cérebros apequenados pelo ódio.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 

Brasília

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O REI DAVI DO AMAPÁ

Do pequeno Amapá, um simples vereador se tornou presidente do Congresso Nacional e hoje ocupa a presidência da CCJ do Senado federal. Uma carreira política meteórica e, como ocorre com frequência, usa seu poder para pressionar o governo, ganhar protagonismo e atrapalhar o julgamento de inúmeros processos e votações no STF. Por essa e outras é que nosso país vai continuar a ser o gigante adormecido.

J.A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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NOTÍCIA ALVISSAREIRA

O presidente do partido União Brasil – fusão do PSL/DEM –, Luciano Bivar, garantiu que o partido lançará candidato próprio para 2022. É sabido que conversas com Sérgio Moro estão sendo conduzidas nesse sentido com certo interesse do ex-ministro da Justiça. Os brasileiros de bem entendem que, se tudo correr bem, essa proposta de participação de Sérgio Moro no certame, certamente, colocará uma pá de cal na dupla “Bolsonaro/Lula”, para o bem do País. Que Deus nos ajude para que essa notícia alvissareira se torne realidade.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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2022 NO AZUL

Na mais recente pesquisa Ipec de intenção de voto para a Presidência, Lula se mantém na frente com 45% e Bolsonaro, com 22%. A margem de erro é de quatro longos anos de desgoverno, que o País não pode mais suportar. Que, em 2022, o Brasil não regrida ao passado corrupto e sórdido do petismo vermelho desbotado nem permaneça no fascistoide, autoritário e retrógrado verde oliva bolsonarista. Que o azul anil de sua bandeira seja a cor da terceira via. Avante, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL NÃO TEM ESPERANÇA

Não, Augusto Aras não vai afastar Bolsonaro da Presidência da República; não vai nem ler o relatório da CPI da Covid; assim como Arthur Lira nem sequer olhou para as centenas de pedidos de impeachment contra o presidente da República. Em algum momento o Brasil precisará se dar conta que precisa mudar seu sistema político-partidário, fazer mudanças profundas na Constituição, não é possível que o País continue assistindo impassível ao triunfo da ignorância, da incompetência e da corrupção. A catástrofe Jair Bolsonaro era bola cantada, sempre foi péssimo em tudo que fez na vida, nunca foi competente o bastante sequer para contar o dinheiro da rachadinha, mas caminha a passos largos para se reeleger presidente da República, carregado pela bancada da corrupção, que já nem sabe mais onde enterrar tanto dinheiro público roubado. Enquanto isso o País segue na miséria, sem água, sem luz, sem saúde, sem comida e sem qualquer esperança.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO BASTA SER ESTULTO E VOTO (IN)ÚTIL

Ao presidente não falta ser estulto. Não se vacinar, deve ter medo da picada. Andar de moto, da maneira que anda, projeta imagem de “macho”. Em tempos de igualdade de gênero é um desastre. Insistir no impossível, deve se julgar um Dom Quixote. O pior é a miopia cerebral e, coitados de nós brasileiros, entramos de gaiatos no navio. Pena que não faz mal só a si. Está tudo errado! Não dê voto útil, dá no que dá.

Jacques G. Lerner jglerner@gmail.com

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OAB, MUITO DINHEIRO EM PROL DE NADA

Sinceramente, por que os formados em direito que exercem ou pretendem exercer a carreira precisam pagar a taxa exorbitante da OAB? Rola muito dinheiro e há muito pouco retorno para os formados em direito que querem exercer a profissão. Até quando mamatas e corrupção serão bancadas por cidadãos que decidiram estudar e exercer a carreira de advogados? Sou formada em direito, mas não exerço a carreira e não pago a anualidade cobrada pela OAB, uma verdadeira aberração. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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CADÊ OS DÓLARES DO AGRONEGÓCIO?

A inflação campeia a solta – o índice anualizado já alcança os dois dígitos. Segundo os economistas brasileiros, essa alta desenfreada dos preços internos decorre de variados motivos, dentre os quais citam: descontrole no aspecto fiscal da nossa economia; alta do dólar e consequente desvalorização do real; escassez da moeda americana, sempre procurada como porto seguro em momento de turbulência da economia. Enquanto isso, o agronegócio, exportador privilegiado da nossa agricultura e pecuária, ultimamente vem mantendo a montanha de dólares – cerca de US$ 47 bilhões, segundo estimativa do mercado – auferida com a venda de sua produção aplicada no exterior. Não se sabe se em paraísos fiscais – como nosso ministro da Economia e o presidente do Banco Central (BC). Inimaginável! Para ter uma ideia, quarta-feira passada (13/10) o preço do dólar recuou 0,51 %, graças à intervenção do BC por meio de leilão de US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial. Imaginem se parte dos dólares do agronegócio fosse internalizada, evidentemente o câmbio reverteria o quadro atual. Como consequência, a economia interna superaria, ainda que parcialmente, o seu vigor, trazendo alguma esperança para nossa população. Mera expectativa – penso irrealizável, pelo menos no curto prazo.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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