Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2021 | 03h00

Petrobras

Nada diferente

Das revelações trazidas pelo Estado na entrevista com o ex-presidente da Petrobras Roberto Castello Branco (19/10, B14 e B15), algumas já caíram no trivial, como as que dizem respeito à inaptidão de Bolsonaro em conduzir assuntos até de pequena complexidade – e não seria de estranhar que fosse dar seus pitacos furados na forma como a maior estatal brasileira gere seus negócios. Mas a mim causou espécie a revelação de que aquele que se elegeu em 2018 a pretexto de “fazer tudo diferente” faz pressão pela nomeação de apaniguados e para direcionamento de verba de publicidade, lançando luz numa prática tão antiga quanto a própria existência da Petrobras, seu uso político para acomodar aspones de toda espécie, a maioria com holerites nababescos e imorais diante da triste realidade do povo brasileiro. Tal constatação remete, ainda, aos motivos pelos quais a maior parte dos políticos nem quer ouvir falar na possibilidade de privatizar a mastodôntica empresa.

Fernando Cesar Gasparini fernando.gasparin@terra.com.br

Mogi-Mirim

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O governo e a estatal

O economista Roberto Castello Branco afirmou, em entrevista ao Estado, que o presidente Bolsonaro se acha dono da Petrobras e procede como tal. Claro que isso é um absurdo, pois a Petrobras é uma estatal, mas ainda bem que ele só acha, porque nos governos Dilma e Lula eles não achavam, eles tinham certeza.

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

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Pandemia

Conquistas perdidas

Pouca gente se deu conta de que a pandemia e o (des)governo trouxeram coisas que vieram para ficar. O home office, os relacionamentos cada vez mais digitalizados, a preocupação com a higienização, o uso intensivo da internet e, infelizmente, a inflação. Todas as conquistas que tivemos em governos passados, bem como as relações interpessoais calcadas no olho no olho, agora parecem uma realidade distante. Será que conseguiremos recuperar algo?

Luís Perez lperez@uol.com.br

São Paulo

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O relatório da CPI

O teor de um documento, oficial ou não, por mais analítico que seja, pode estar prejudicado em itens diversos pela forma com que se dá a consecução de sua elaboração final. Mais ainda, caso resultante de um trabalho de equipe, venha a público antes que seu teor conclusivo seja apresentado aos diretamente participantes, para possíveis ajustes. No caso da CPI da Covid, a atitude do seu relator divulgando precipitadamente o teor de itens passíveis de discussões preliminares entre seus coordenadores, incluída a presidência da CPI, parece indicativo de interesse eleitoreiro, em contradição com o próprio sentido das apurações havidas.

Antonio Francisco da Silva anfrasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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Chute fora

A Copa de 1994 foi perdida pela Itália quando Roberto Baggio chutou fora o pênalti no último lance do jogo. A CPI da Covid corre o risco de derrota pela atitude vaidosa de Renan Calheiros, cujos verdadeiros objetivos seriam eleitorais, com vazamentos perpetrados na tentativa de criar fatos consumados, traindo seus companheiros de comissão.

Alberto M. Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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Samba

Independentemente do relatório final, o maior mérito da CPI foi ter exposto a incompetência, o negacionismo e a ignorância do governo federal em relação à pandemia. Agora, dizer que os protagonistas da comissão não tiveram interesse político algum visando, entre outras coisas, às eleições do ano que vem é de um cinismo inaceitável. O racha envolvendo o relatório que o diga. A CPI, de fato, não acabou em pizza, mas certamente resvalou pelo terreno do samba.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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‘Estadão’

Novo formato

É uma experiência saudável, num Brasil tão penumbroso, ler o Estadão no formato que a civilização já adotou há muito. Espero que a cultura e a literatura brasileira continuem a merecer um espaço privilegiado neste esteio da democracia, que inclusive contribui com a natureza, com a vantajosa redução dimensional de suas páginas.

José Renato Nalini, presidente da Academia Paulista de Letras

jose-nalini@uol.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOVO ‘ESTADÃO’

Desde criança, o costume de ler o Estadão aos domingos cultivei junto com meu pai. Aos 18 anos já era assinante do jornal. O novo formato, além de mais prático, traz o desafio de atrair novos leitores para o jornal impresso. 

Parabéns!

Christian de Mello Sznick christian.sznick@gmail.com

São Paulo

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Assinante há muitos anos, aprovei o novo formato. Em qualquer modo de apresentação o Estadão continua ser a melhor e mais confiável fonte de informação.

Arnoldo Palomino arnoldo.palomino@gmail.com

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Parabéns pelo novo formato!! Ficou ótimo!! Melhorou muito também o digital.

Sugestão: apresentem mais informações sobre o tempo em São Paulo na capa.

Mauro Paschkes mauropaschkes750@yahoo.com.br

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Meu pai, José Pinto de Freitas, comerciante em Borda da Mata (MG), onde foi agente do Estadão, até sua morte em 29/4/1961, se vivo fosse, iria com toda a certeza aprovar com muito gosto a nova roupagem do jornal, tal como este assinante, conhecedor do jornal desde a infância. Parabéns ao Estadão.

Alcides Anchieta de Freitas aanchietadefreitas75@gmail.com

Santo André

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Pela grande demonstração de entusiasmo e aprovação massiva do formato do novo Estadão, não será surpresa se houver nos próximos meses uma expressiva onda de novas assinaturas do jornal impresso, como há muito não se via. A experiência da leitura totalmente focada, sem outras intercorrências, sujando os dedos manuseando e folheando o papel, é única e marcante. Viva o novo Estadão!

J. S. Decol decoljs@gamil.com

São Paulo

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O CAVALEIRO AZUL DO ‘ESTADÃO’

O garboso cavaleiro francês Bernard Gregoire saiu vendendo o jornal A Província de S. Paulo, pela Rua São Bento, em 4 de janeiro de 1875, deixando perplexa a população de São Paulo, que se transformaria em O Estado de S. Paulo alguns anos depois.

Nascia ali o ícone marca registrada do Estadão, que há 146 anos continua percorrendo as ruas do Brasil anunciado os fatos a seus leitores de todos os tempos. Um novo Estadão, menor no tamanho das páginas e ainda melhor em seu conteúdo, chega agora aos leitores do Brasil, impresso ou digital, nas asas de um cavalinho renascido em Pégasus azul, símbolo da liberdade e da imortalidade.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

 Porto Alegre

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O CUSTO E O BENEFÍCIO DO AGRONEGÓCIO

O agronegócio apresenta uma série inquestionável de benefícios ao País: a gigantesca produção agropecuária brasileira assombra o mundo com números impressionantes. A grande pergunta é: valeu a pena? Qual foi o custo para o País de todo o desmatamento e das queimadas que foram feitas para o agronegócio alcançar as dimensões que ele tem hoje? A conta pode não fechar se o agronegócio deixar o País sem água e sem energia elétrica. Tempestades de areia parece que serão parte do novo normal. A conta pode não fechar se a ganância cega continuar promovendo a eterna expansão da fronteira agrícola, desmatando e queimando tudo, parques nacionais, reservas indígenas, matas ciliares. A conta pode não fechar se o agronegócio continuar mandando bilhões de dólares para paraísos fiscais mundo afora, derrubando o valor do real e supervalorizando o dólar, trazendo de volta a inflação e empobrecendo todos os que vivem fora das porteiras do agronegócio. A conta do agronegócio pode não fechar se não houver um saudável antagonismo com a turma do meio ambiente que consiga impor os famosos freios e contrapesos na ganância do agronegócio.

Mário Barilá Filho mariobarila@gmail.com

São Paulo

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CHURRASCO

Quer dizer que enquanto o povo sem dinheiro faz fila pra conseguir osso e pés de galinha para fazer sopa, pés de galinha, o pseudopresidente

faz churrasco pra filha, e mostra pra todo mundo, como que afirmando que não está nem aí para o povo. E come carne que nem paga. Encheu de puxa-saco ao seu redor, como sempre, dando risadas e querendo que o Brasil se lixe. É absurdo demais.

Sem noção. Quer fazer churrasco, faça; mas não precisa mostrar para humilhar a população que passa fome. Acorda Brasil.

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

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ZERO ABSOLUTO

Físicos estão muito perto de conseguir atingir o zero absoluto, façanha que políticos do Brasil já atingiram há muito tempo. Sendo o atual governo Prêmio Nobel em zerar tudo, com absoluta precisão.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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SEIS POR MEIA DÚZIA

O que não é suportável é quando os bolsonaristas são cobrados sobre as atitudes condenáveis de Jair Bolsonaro, seu governo e sua família e começam a comparar que na época de Lula havia mais corrupção e os filhos dele também cometeram crimes. Ora, quem disse que nas eleições de 2018 queríamos trocar seis por meia dúzia!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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AUDIÊNCIA HISTÓRICA DA CPI

Profundamente emocionante a audiência da CPI da Covid na segunda-feira passada, quando foram ouvidos os depoimentos de parentes de alguns mortos por essa terrível pandemia. Cada uma das palavras ali emitidas formataram os crimes omissivos de autoridades, que nos levaram até agora a mais de 600 mil mortes, grande parte poderia ter sido evitada. Foram tão contundentes as declarações que levaram às lágrimas todos que estavam presentes, como também os milhões que pela TV assistiram a tal audiência, que ficará na história política do País.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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A VAIDADE PREJUDICA O PAÍS

Depois de assistir a algumas entrevistas e revelações do senador Renan Calheiros sobre o relatório da CPI do Senado, mesmo leigo em Direito, pensei que algumas poderiam tumultuar a condução do processo na esfera judicial, tão importante ou mais que a questão política. Felizmente o seu presidente, senador Omar Aziz, houve por bem adiar a leitura do relatório, para que os demais membros da Comissão possam ter mais tempo para tomar ciência e decidir corretamente sobre o seu conteúdo. Afinal de contas, é o colegiado que vai decidir sobre ele. De fato, uma consulta à página do Tribunal Penal Internacional nos revela que não será certa a aceitação de uma denúncia contra Bolsonaro. De fato, considerando a enxurrada de ilícitos cometidos pelo governo, em sua política mortífera no combate à pandemia, a nossa Justiça tem plenas condições de enquadrar os que infringiram a lei e condená-los. As vidas perdidas atestam isso. Também o Congresso Nacional poderá enquadrar o deputado Arthur Lira, para que libere os pedidos de destituição do presidente, uma vez que ele não tem poder legal de impedir o prosseguimento deles, podendo responder por crime de prevaricação, segundo o Regimento Interno da Câmara dos Deputados. O importante para o País é que ele seja destituído e deixe de causar tantas mortes e prejuízos irreversíveis. Os crimes cometidos em seu governo deverão ser severamente punidos!

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A HORA É AGORA

Será que os cabeças da CPI da Covid vão amarelar agora, justo na hora da entrega do relatório final? Precisam é se unir, para não dar chances à vitória do negacionismo e da corrupção.  Lutem pelo nosso bem!

Em tempo, parabéns ao Estadão pelo novo formato do nosso jornal.

Mercedes P. Cuencas Dias vcnautica@hotmail.com

São Paulo

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DESCULPAS

Essa família Bolsonaro deveria ficar calada. Todos os seus membros, sem exceção, só deveriam abrir a boca pra pedir desculpas. Aos que perderam seus parentes e aos que continuam aqui, suportando toda essa ignorância. Flavio Bolsonaro ainda tem a coragem de vir minimizar os tristes depoimentos de segunda-feira na CPI. Não tem vergonha, não?

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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R$ 2,3 BILHÕES NA GAVETA DA SAÚDE

O Ministério da Saúde há tempos tem à disposição, ou na gaveta, R$ 2,3 bilhões que deveria gastar com a pandemia. O lado ruim desta história é que os brasileiros poderiam com esses recursos ter mais vacinas para imunização contra a covid-19, evitando milhares de mortes. Porém, é bom lembrar que esses R$ 2,3 bilhões por pouco não foram criminosamente desviados por meio de compras fraudulentas por uma quadrilha instalada no Ministério, como denunciado por um servidor da saúde e comprovado pela CPI da pandemia! E Jair Bolsonaro insiste que combate a corrupção. Que farsa!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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POR QUE O BRASIL NÃO CRESCE?

Um regime apelidado de democrático, conduzido por presidencialismo no qual o presidente sanciona, mas não governa, e por arremedo de parlamentarismo, que não preside, mas na verdade governa, funcionando este último, no entanto, com a tranquilidade de que não sofrerá, como acontece nos países onde vigora o parlamentarismo real, moção de desconfiança, para eventual renovação e oxigenação, sempre que a sociedade julgar necessário, o que permite, assim, aos operadores do modelo disfarçado “montar”, com tranquilidade, ações de autopreservação que não visam aos interesses do País, e sim à eternização de poder particular. Esta é uma espécie de filme, até certo ponto metafórico (somente até certo ponto), do que ocorre em ambientes fechados, diante de plateias exclusivas, longe, portanto, dos olhos do povo, em certo extenso e desigual país localizado abaixo do Equador. Serão estas as razões, entre muitas outras geradoras de grandes mazelas, que impedem o Brasil de crescer?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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VERBA DO MINISTÉRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÕES 

Mais uma do Bolsonaro...

Entre tantas dificuldades que o “desvio” de verba do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações ocasionará está o corte de bolsas e auxílios para o desenvolvimento de pesquisas científicas, aplicada ou básica. Para os muitos pesquisadores que dependem desse financiamento para realizar os seus trabalhos, bem como estudantes de cursos de graduação e pós-graduação que sonham em se tornar pesquisadores, a falta de verba pode levar a um desestímulo para seguir os seus sonhos.

Mas o presidente Bolsonaro não está nem um pouco preocupado com isso e não quer saber se alguém será prejudicado, desde que não o atinja. O presidente, mais uma vez, mostra que não respeita ninguém e não se importa com o bem-estar da população e com o desenvolvimento do País. O que ele quer é apenas mostrar seu “poder” sobre seus subordinados. A sua decisão em “retirar” verba do Ministério tem como propósito apenas beneficiar os seus interesses.

E agora, com um corte de mais de 90% na verba, o que será do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações? Se o Brasil é a sua “pátria amada”, como diz o slogan do seu governo, por que não toma decisões que beneficiam a população e ajudam o País a crescer, em vez de pensar apenas nos seus próprios interesses e nos de sua família?

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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PETROBRAS

Prestes há completar 70 anos em 2023, a maior empresa do Brasil, a Petrobras, fundada em 3/10/1953, é um colosso nacional, construída com recursos, suor e lágrimas de gerações de brasileiros, a despeito dos crimes de lesa-pátria que já foram cometidos contra ela, sejam na forma de corrupção ou de liquidação de ativos valiosos, especialmente nos últimos anos. Contra ela também atuam concorrentes estrangeiros diretos, num mercado extremamente competitivo e impiedoso. Desde sabotagens operacionais até campanhas midiáticas caluniosas, vale quase tudo na guerra corporativa petrolífera. Como a Petrobras, em tese, ainda é uma empresa estatal, visto que hoje seus acionistas parecem mandar mais que o Estado brasileiro no cofre da empresa, volta e meia ela é confrontada com a possibilidade de privatização, sob poucos argumentos plausíveis e sinceros e muitos perniciosos e cínicos. É evidente que as gigantes estrangeiras fazem lobby por isso, inclusive na grande mídia nacional, afinal, é sabido que, goste-se ou não, uma empresa governamental conta com algumas vantagens sobre as concorrentes, ao menos em território nacional. Por muitos anos o monopólio da Petrobras, por exemplo, foi vital para sua sobrevivência. Mas o fato é que agora o presidente da República e seu ministro da Economia se assanham para privatizar a petrolífera. Fala-se em “vender ações e dar dinheiro aos pobres” (acredite quem quiser), ou seja, ativos valiosíssimos são entregues aos acionistas gananciosos por lucros extraordinários, enquanto o povo brasileiro recebe tostões daquilo que ele mesmo pagou caro para construir por quase sete décadas. É inaceitável, assim como é inadmissível que, em nome de dividendos da empresa, tenhamos de pagar quase R$ 7,00 por um litro de gasolina e R$ 120,00 o botijão de gás de cozinha. Não faz sentido sermos autossuficientes em petróleo, se quem ganha com isso é uma minoria de milionários e bilionários, a maioria de fora do Brasil. Inclusive, é muito estranho que a Petrobras tenha tido de pagar uma multa de quase US$ 3 bilhões em Nova York em 2018, hoje equivalente a mais de R$ 15 bilhões, por causa da Operação Lava Jato, realizada aqui, ação esta aberta por um advogado brasileiro, André de Almeida, que lesou a empresa e o Brasil, beneficiando sobremaneira a ele, aos norte-americanos e aos EUA, e o presidente da empresa na época, Pedro Parente, ainda tenha feito acordo judicial em corte dos Estados Unidos, ao invés de recorrer até as últimas instâncias. Haja paciência e leniência! Portanto, é fundamental atestar os prós e contras de estar presente na Bolsa de Valores de Nova York, num debate profundo com especialistas no assunto, considerando a perda de soberania sobre patrimônio nacional. Enfim, da era Vargas até hoje, a Petrobras já viveu altos e baixos. Seus melhores anos foram durante a campanha “O Petróleo é nosso!”, quando de sua fundação, e logo após o advento do pré-sal, quando chegou a ser a quinta empresa mais valiosa do mundo. Hoje, sofre seu pior ataque, vindo do atual governo, um “fogo amigo” que vem esquartejando a empresa para entregá-la num banquete ao capital financeiro e aos especuladores gringos, que continuam chegando com seus espelhos e bugigangas como em 1500, e saindo com nossas riquezas minerais, na forma de ouro, prata e petróleo. 

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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ATAQUE CONTRA O PAPA FRANCISCO

Fiquei estarrecido com o ataque contra o papa Francisco e contra o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, proferido pelo deputado estadual Frederico D’Ávila (PSL) em plena tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo. Esse deputado deve estar enlouquecido, um doente psicopata, perigoso para a sociedade. Precisa cuidar da saúde! Onde o amor está ausente, o satanás está presente. Em qualquer das hipóteses, ele não tem condições de exercer o mandato de deputado. É caso típico para impeachment. Liberdade de expressão deve ser exercida por pessoas que estejam em perfeitas condições mentais. A tribuna da Assembleia Legislativa tem uma belíssima história democrática. O ataque desse deputado é uma afronta à dignidade da pessoa humana. Próprio das milícias. E aproveito para saudar o Estadão, verdadeira tribuna da democracia, agora com novo e excelente formato.

 Francisco Paes de Barros radiochico@uol.com.br

São Paulo

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CONGELANDO A COISA ERRADA

A inflação argentina novamente é das maiores do mundo. E, para enfrentar o problema, o governo congela preços de mais de mil produtos. Segue a velha cartilha venezuelana, cuja inflação se tornou a maior do mundo. Dever-se-ia instituir um prêmio volumoso para ser dado ao primeiro país da história cujo congelamento de preços conseguir funcionar enquanto seu governo continuar imprimindo dinheiro. Apesar de esta fórmula ter falhado todas as vezes em que foi tentada em todas as partes do mundo em diversas épocas, os economistas de esquerda continuam com a prática, uma vez que ideologicamente ela faz todo sentido: impedir os empresários malvados de aumentarem seus preços para arrancar recursos do povo. Só que, quando já não vale mais a pena produzir, o resultado é o desabastecimento, que só será revertido com o aumento ainda maior dos preços. A consequência dessas brincadeiras é o empobrecimento cada vez maior do país e de cada um de seus cidadãos. Os argentinos já foram o terceiro PIB per capita do mundo. Talvez daí é que venha a humildade pela qual são tão conhecidos. Mas fizeram um grande erro: se, ao invés de congelar preços, tivessem congelado o PIB per capita ainda estariam ricos! Alternativamente poderiam ter congelado o tempo e o resultado seria o mesmo. Infelizmente, esqueceram de congelar a única coisa que realmente daria certo: a impressão de sua moeda. Mas por que não fizeram isso? Ora, porque, para fazer isso, teriam de congelar uma série de gastos e privilégios que não estavam dispostos. Pelo menos, os peronistas sabem em nome do que estão lutando. Só que a maioria dos eleitores ainda não percebeu que não é por eles. Don't cry for them Argentina, eles não merecem. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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