Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2021 | 03h00


Economia

O furo do teto de gastos

Paulo Guedes é um subordinado extremamente fiel ao presidente Bolsonaro. Ele é tão fiel que não se abalou com a perda, de uma só vez, de quatro dos principais secretários da sua equipe, que decidiram se demitir por não concordarem com a sua decisão de avançar mais de R$ 80 bilhões acima do limite de gastos estabelecido pelo próprio Ministério, que serão usados para pagar o Auxílio Brasil, emendas parlamentares e outros programas de interesse do presidente. Embora esse valor não exista, ele vai fazer parte do patrimônio do Brasil e do povo brasileiro. Por isso não deve ser usado para favorecer a reeleição do sr. Bolsonaro. Como o governo pode contrair uma dívida deste montante, fora do Orçamento do País, só para satisfazer ao desejo de uma pessoa que, embora seja hoje o presidente do Brasil, não é nosso dono, muito menos dono do Brasil? Dr. Guedes, qual é o plano para liquidar essa verba excedente e qual é a solução imediata para a gravíssima crise na saúde, da falta de empregos e para o aumento diário nos preços de alimentos, água, gás, luz, gasolina, etc.?

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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Negativados

Furar o teto de gastos públicos é como descontrole no cartão de crédito e no cheque especial. Por analogia, os gestores da Economia serão negativados na Serasa.

Marcos Gomes Figueira mgfigueira2@hotmail.com

Brasília

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É possível

Bastaria deputados e senadores trabalharem para cortar 10% dos penduricalhos dos Três Poderes para cobrir os R$ 400 do Auxílio Brasil sem furar o teto. Teriam sabedoria e coragem para isso?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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Goteiras

Bolsonaro fura o teto e nós pagaremos pelas goteiras.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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Enganação

Até um principiante em Economia sabe que, com o estouro da inflação, que está sendo irrigado pela política do governo Bolsonaro, todo este auxílio populista-eleitoreiro que o governo pretende pagar não vai levar a lugar nenhum. O dinheiro não vai comprar nada. Os miseráveis não sairão do lugar.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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O governo não para

O auxílio do governo faz parte de seu pacote de farsa. Em primeiro lugar, é auxílio para ele mesmo, em seu populismo eleitoreiro. As manobras inconsequentes do governo estão afundando o Brasil. A inflação, que dispara, não é à toa. Diz “pare!”, mas o governo não para em sua perdição.

Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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‘O diabo’

Lembram-se da frase “podemos fazer o diabo quando é hora de eleição”? Pois é! São todos farinha do mesmo saco.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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Desigualdade

Expectativa de vida em SP

A Rede Nossa São Paulo é uma organização da sociedade civil que tem por missão mobilizar diversos segmentos da sociedade, em parceria com instituições públicas e privadas, para construir e se comprometer com metas visando a uma cidade de São Paulo mais justa, democrática e sustentável. Pois bem, essa organização divulgou um dado alarmante sobre a expectativa de vida do cidadão paulistano. Em Cidade Tiradentes, a idade média ao morrer é de 58 anos, enquanto no Alto de Pinheiros a idade sobe para 80 anos. Perguntado a um morador o que falta em Cidade Tiradentes, o cidadão relatou que os 220 mil moradores do bairro têm apenas um hospital, falta saneamento básico, as ruas não têm asfalto, etc. Como é possível que na cidade mais rica do Brasil tenhamos realidades tão diferentes? O que fazem vereadores e deputados, prefeito e governador que se elegem prometendo mudanças? Estes senhores desconhecem os dados da Rede Nossa São Paulo, ou esses dados não lhes dizem respeito?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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Pandemia

Relatório da CPI

Gargalhada? É isso tudo o que 605 mil famílias enlutadas podem esperar do seu presidente?

Fernando Pirró fpirro@uol.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOVO ‘ESTADÃO’

Assinante e leitor do Estadão há mais de 30 anos, cumprimento seus diretores pela arrojada inovação, tornando-o mais moderno, mais agradável à leitura, sem abdicar do respeito aos princípios éticos e da credibilidade. 

Reynaldo José Gatti Busch rjgbusch@hotmail.com

Limeira

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NOVO FORMATO E DEMOCRACIA 

O novo formato do Estadão valoriza a inovação e facilita o acesso dos leitores às notícias produzidas com apurações precisas, feitas por profissionais competentes e responsáveis. A inovação adotada pelo Estadão está em sintonia com as novas formas de comunicação online e offline. Parabéns a todos os envolvidos no projeto que teve, também, uma característica muito importante: durante quase um ano ouviu os leitores em uma pesquisa muito precisa. Esta iniciativa democrática é um valor precioso que temos defendido diariamente em nossas andanças pelo Brasil. O jornalismo profissional e independente do Estadão é o alicerce da democracia!!!

Luiz Carlos Motta (presidente da Fecomerciários e da CNTC) robertosouza@rspress.com.br 

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Esse novo formato facilitou muito a leitura no Metrô. Thanks!

Douglas Gomes Pires douglas.gpires@gmail.com

São Paulo

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O novo Estadão maravilhoso como no sempre. Só uma ressalva: palavras cruzadas e Sudoku poderiam ter a fonte maior.

Esther Siqueira esther19@terra.com.br

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Gente, nosso Estadão se modernizou, mudou de tamanho, mas continua sendo meu jornal preferido, meu companheiro do café da manhã. Os melhores perfumes nos são apresentados em frascos menores.

Nivaldo Ribeiro dos Santos nivasan1928@gmail.com

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Felicitaciones por la renovación del periódico. Muy fácil de leer las secciones nuevas, son impactantes.

Gracias por darnos calidad para leer y estar informados.

Cordial saludo.

Alberto Garcia Castellanos albertogarciacast@hotmail.com

Bogotá (Colômbia)

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Olá, sou assinante do Estadão e gostei do novo formato berliner, mais ágil e moderno, porém havia ficado triste com a redução do espaço das tiras, verdadeiros clássicos da 9ª Arte. Para minha alegria todas retornaram na quinta-feira passada. Parabenizo a decisão e faço uma sugestão: como ampliou-se o espaço para uma 6ª tira na 2ª coluna, por que não passar a publicar um outro clássico dos jornais, Garfield? Um abraço!

Jorge E. O. Storace jstorace@terra.com.br

São Paulo

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ARTHUR LIRA

O deputado e presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pode muito, mas não pode tudo. Muito menos desrespeitar seus colegas sem discutir corretamente as pautas!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com 

São Paulo

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TETO DE GASTOS

O mercado não cai com a corrupção generalizada do governo, não cai com as emendas parlamentares ou com o indecente fundo eleitoral, o mercado acha ótimo que exista um orçamento paralelo. O que o mercado não tolera é qualquer ajuda emergencial ao povo, que depois de dois anos de paralisação econômica está desesperado, desempregado e morrendo de fome. As teorias econômicas não se aplicam ao Brasil, essas teorias funcionam para países civilizados, não se aplicam para republiquetas bananeiras. Que arrombem o teto de gastos, o povo brasileiro precisa de ajuda imediata.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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POPULISMO

Com o populista auxílio emergencial de R$ 400,00 proposto pelo presidente Bolsonaro até o fim de 2022 (sem disponibilidade financeira), fica claro que também vale como auxílio eleitoral. Uma vergonha!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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COELHOS DA CARTOLA

Basta o presidente Jair Bolsonaro se ver acuado para ele tirar da sua cartola de mágico decadente o coelho para mostrar a seus seguidores. Está com a popularidade em baixa entre a população de baixa renda, tira o coelho “Auxílio Brasil” da cartola, em substituição ao Bolsa Família. Lembrando que, quando deputado federal, ele chamava o programa de “bolsa farelo” e o classificava como sendo um programa de compra de votos. Em 2017, antes de se eleger, declarou que quem quisesse que ele falasse em ampliar o Bolsa Família deveria votar em outro candidato, pois não iria partir para a demagogia.

Os caminhoneiros, que até bem pouco tempo o apoiavam, se mostram insatisfeitos com a ineficiência do governo no controle de preços dos combustíveis, prometem greve e ele, sem dizer de onde vai tirar o dinheiro, tira mais um coelho da cartola e diz que dará auxilio de R$ 400,00 (mais ou menos 80 litros de diesel) a 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar o aumento no preço do diesel.

Com articulação política precária, os congressistas se mostram contrários a seus projetos. Então, a cartola volta a funcionar e sai mais um coelho. Libera mais de R$ 41 bilhões para emendas de congressistas, o maior valor distribuído desde 2003.

Até quando ele seguirá com essa demagogia de tirar coelhos de sua cartola? Ainda temos um ano pela frente antes da eleição. Será que resistiremos a tantos coelhos?

Valdecir Ginevro valdecir.ginevro@uol.com.br

São José dos Campos

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CLIMA DE TERROR ECONÔMICO

O governo está sem rumo! O ministro da economia, Paulo Guedes, serviçal do presidente, mesmo sem verba disponível, pede licença para gastar! E o irresponsável Jair Bolsonaro, com sua imagem no fundo do poço e só pensando na sua reeleição autoriza gasto bilionário para aumentar o valor do Bolsa Família, agora com o nome de Auxílio Brasil, para R$ 400,00 mensais a 16,9 milhões de beneficiários. Sem freio e respeito ao teto dos gastos, também promete para compensar a alta do diesel pagar em dezembro bolsa de R$ 400,00 para 750 mil caminhoneiros. Bolsonaro, que já foi expulso do Exército por ato de terrorismo – queria explodir a Represa do Guandu, que fornece água potável ao Rio de Janeiro –, assim agiu também nesta pandemia mandando às favas a vida dos brasileiros. Entre outras excrescências, agora, também faz terrorismo econômico, quando decide criar esses benefícios fora do teto dos gastos para ter à disposição R$ 83,6 bilhões para sua orgia. A reação do mercado a essas medidas foi rápida, a bolsa chegou a cair mais de 4%, o dólar beirou os R$ 5,70. e, certamente, os juros vão aumentar, a inflação, que já está matando o orçamento familiar, vai piorar. Com o mercado definitivamente perdendo a confiança neste governo, o Brasil, terá mais uma vez um PIB medíocre neste ano e em 2022, o que pode acelerar a alta do desemprego, e esse auxílio de R$ 400,00 não servirá para nada. Na realidade, Bolsonaro precisa urgente de um psiquiatra. Porém, é de questionar: o Congresso será cúmplice deste golpe contra o País?!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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RESPONSABILIDADE FISCAL

O “auxílio-boleia” prova que Bolsonaro não pode dirigir nada. Pior é que acabará deixando muita gente na beira da estrada.

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CPI INDICIA BOLSONARO

A propósito da matéria CPI indicia Bolsonaro por crime contra a humanidade e fará pressão sobre Aras (21/10, A10), o que de fato resultou de esclarecedor, excluindo os aspectos políticos, foi escancarar para a população a podridão que grassa no Ministério da Saúde, envolvendo agentes públicos, políticos e empresas montadas para surrupiar recursos públicos, algo que pode também estar ocorrendo em outros ministérios. O que se espera é uma CPI permanente sobre essa podridão existente em Brasília.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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CPI DA COVID

O relatório final da CPI da Covid descreve uma monstruosa tragédia que se abateu sobre nós e que continua produzindo seus nefastos efeitos em toda a população brasileira. O indiciamento do presidente Bolsonaro e de outras 65 pessoas, pelo cometimento de crimes variados, é o retrato trágico dos trágicos sofrimentos que estamos vivendo há quase dois anos, em razão de omissões e ações dos apontados por tais delitos. Esperemos que as instituições da Justiça Nacional cumpram o seu papel no sentido de punir os responsáveis por tais ações criminosas, para que possamos homenagear as mais de 600 mil vítimas dessa pandemia, muitas das quais poderiam ter sido salvas, não fosse a criminosa ação e inação dos citados indiciados.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CUIDADOS COM O RELATÓRIO DA CPI

Na fase final, após ingente e produtivo trabalho dos senadores, o relatório deve ser preciso, conciso e formatado de modo que os dados nele contidos sejam suportados por provas cabais, porque de nada resolverá deixar os ódios contaminarem a exposição real dos fatos ocorridos. As pequenas falhas, quando em conjunto, formam a esteira de grandes argumentos que serão as munições para os ataques da defesa dos implicados. Assim, a cautela para desenvolver o relatório terá como resultado a valorização dos trabalhos feitos durante meses. A percepção dos ódios e ataques evitáveis dará ao relatório o aspecto negativo que a oposição e os envolvidos desejam. Salvem o relatório e salvarão a CPI.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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O BLÁ-BLÁ-BLÁ DA ELITE

A CPI da pandemia se encerra com a clara comprovação e acusação de que o presidente da República foi o principal responsável por mais de 600 mil mortes. Há outra CPI oculta (não investigada) que está devastando a vida de milhões de brasileiros: a fome. A pergunta que não se cala: como Bolsonaro chegou a presidente da República? Essa resposta não atinge apenas um criminoso, mas a classe dominante (empresários supremacistas brancos bilionários na área financeira, de serviços, agronegócio, industrial), que continuam não preocupados com as mortes por covid e pela fome, mas sim com seus lucros. Tudo que se lê e ouve na mídia burguesa é blá-blá-blá. À oposição só resta uma saída: a rua, dia 15, com intensa movimentação e fora Bolsonaro.

Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br

Rio de Janeiro

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DESIGUALDADE SOCIAL: É POSSÍVEL MUDAR

As riquezas do Brasil não trazem benefícios à maioria de sua população. A prioridade não é o desenvolvimento, mas sim a corrupção. Melhorar a vida das pessoas não é interesse dos governantes. Sai um e entra outro e fica tudo como dantes. Nossa economia está entre as maiores do mundo, no entanto, 40 milhões de pessoas vivem na extrema pobreza. Antes das eleições, discursos comoventes, depois de eleitos, só esperteza. Se o “bolo” fosse bem dividido, menor seria a desigualdade social. Metade de nossa população vive exposta ao coliforme fecal. Não tem acesso ao sistema de esgotamento sanitário. É a verdade nua e crua. São irmãos nossos convivendo com o mau cheiro e pisando em porcaria nas ruas. Isso pode mudar. Basta que votemos com seriedade. Corramos das velhas raposas, exijamos capacidade e honestidade.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

NOVO TRIBUNAL EM MINAS GERAIS

Para que um novo tribunal se, na prática, continuam a não funcionar? Vamos enumerar os gastos: palácio para a casta; desembargadores; juízes; juízes substitutos; veículos para o transporte dos privilegiados; motoristas; secretárias; funcionários, “o popular auxílio-paletó” e os já famosos penduricalhos. Ou seja, a Justiça mais cara do mundo, e provavelmente uma das mais morosas, continua usurpando nossos impostos. Coitado do Brasil!

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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NOTA ZERO PARA A ZARA

Conforme noticiado, uma delegada de polícia negra impedida de entrar numa loja da icônica cadeia espanhola Zara, no Shopping Iguatemi de Fortaleza, no Ceará, registrou boletim de ocorrência por prática de racismo. Segundo denúncias, a loja seguia um código secreto válido no Brasil e em nos milhares de lojas no exterior, denominado “Zara Zerou”, pelo qual os funcionários eram alertados pelo sistema de som da presença de pessoas negras ou trajadas com roupas simples fora do “padrão Zara”, que deveriam ser seguidas de perto, por precaução, enquanto estivessem dentro do estabelecimento. Informações dizem que este tipo de tratamento já foi registrado várias vezes não só no País, como também no exterior, ensejando processos e indenizações. A se confirmar o lamentável, inaceitável e condenável ocorrido, a Zara merece um grande e redondo zero. Basta de preconceito, sobretudo num país em que a maioria da população é negra ou parda, bem como sua santa padroeira, Nossa Senhora Aparecida.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DISTÂNCIA OFICIAL

A Casa Branca, residência oficial do presidente americano, Joe Biden, continua mantendo distância do Palácio do Planalto, residência oficial do presidente Jair Bolsonaro. Na verdade, há meses nenhum embaixador americano foi nomeado para o Brasil. Por sua vez, o negacionista brasileiro desdenha de Biden e só tem olhos para seu brother Donald Trump, para saber como ele consegue esconder e manter em sigilo a invasão do Capitólio. Afinal, conhecer o caminho das pedras poderá facilitar a estratégia para ser usada aqui no País, conforme prometido pelo “estadista” tupiniquim. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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