Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2021 | 03h00

Violência

Tragédia em Mesquita

Até quando vamos conviver com tragédias como a desta semana em Mesquita, no Rio de Janeiro? Mário Neto Ferreira Lourenço, um menino de 1 ano e 6 meses, cortava o cabelo ao lado do pai numa barbearia, quando levou um tiro na cabeça e morreu. No mesmo tiroteio, outras duas pessoas foram mortas e uma criança de 3 anos, baleada de raspão. A família de Mário está transtornada e o Brasil, indignado com a impunidade. Principalmente no Rio, dominado pelas milícias, sem que as autoridades demonstrem interesse em enfrentá-las. O presidente Bolsonaro, de sua parte, continua a facilitar e estimular a compra de armas de fogo pela população, sem se importar que elas vão parar nas mãos de criminosos. Este é o Brasil desgovernado.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Pandemia

Banalidade

Sob a alegação de que a vida deve voltar ao normal, defendida por Jair Bolsonaro desde o início da pandemia, Estados e municípios flexibilizam o uso de máscaras e a realização de festas de fim de ano, carnaval, eventos em estádios com público total, escolas com aulas presenciais, e as mais de 600 mil vidas perdidas caem no esquecimento. O governo chinês decretou, na terça-feira, o confinamento dos mais de 4 milhões de habitantes da cidade de Lanzhou, no noroeste do país, tendo em vista um pequeno foco de contágio pela covid-19. Foram apenas 29 casos. Pelo visto, aqui, no Brasil, vale aquele velho e conhecido dito popular: “Morreu? Antes ele do que eu!”.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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O fim da CPI

Por 7 votos a 4, a CPI da Covid aprovou o indiciamento do presidente Bolsonaro e de mais 80 pessoas. E enviou o processo ao responsável pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Augusto Aras. Fazendo uma analogia, é como pedir para a raposa tomar conta do galinheiro.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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Os próximos passos

Finalmente a CPI da Covid chegou ao fim, com a aprovação do relatório final. O resultado obtido na votação já era esperado, bem como os indivíduos citados e indiciados. Resta saber como se comportarão o procurador-geral da República e os demais envolvidos nos passos a seguir. Ainda que rejeite os pedidos, a PGR terá de embasar a recusa – e, neste caso, fica claro que não será tarefa das mais simples. O impedimento do presidente da República não sairá, porque depende de a Câmara dos Deputados dar início ao processo, e a Casa é comandada por um forte e fiel aliado do Planalto. Além disso, todo o arcabouço jurídico brasileiro, como a Constituição, garante que o impedimento de um presidente tenha exigências que, sem vontade política, dificilmente serão atendidas.

Willian Martinsmartins.willian@yahoo.com.br

Guararema

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‘A última de Bolsonaro’

Depois da recente manifestação estúpida de Jair Bolsonaro, que mistura vacina anticovid com aids, só nos resta tomar emprestada a manifestação de Cícero ao Senado romano: Quo usque tandem abutere, Bolsonaro et caterva, patientia nostra? Quam diu etiam furor iste tuus eludet? Quem ad finem sese effrenata iactabit audacia? Em bom Português: até quando, Bolsonaro e comparsas, abusarão da nossa paciência? Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós? A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia? Onde estão as autoridades que podem pôr fim à loucura? Arthur Lira, Augusto Aras, vocês têm a palavra.

Renato F. Fantoni rffantoni@identidadesegura.com.br

Itatiba

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Serviço público

Mais uma regalia

Acabo de descobrir mais uma regalia do funcionalismo, a “licença para tratamento de saúde em pessoa da família”. A cada 12 meses, o servidor ativo ocupante de cargo efetivo ou em comissão tem direito a 60 dias de licença, remunerada, “por motivo de doença em cônjuge ou companheiro, pais, filhos, padrasto ou madrasta, enteado ou dependente que viva às suas expensas e conste do assentamento funcional, cujo cuidado não lhe permita exercer as atividades do cargo”. Surreal, mas ainda tem gente que se faz de desentendida quando se criticam os incontáveis privilégios, vantagens e mordomias do setor público.

Zandor Ferreira zandorferreira@bol.com.br

Goiânia

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FINAL DA CPI DA COVID

Finalmente chega ao fim a CPI da Covid, cujo histórico relatório culpa o presidente da República e outras 78 pessoas e 2 empresas, responsáveis pela aumento da potencialidade da tragédia sanitária entre nós. Independentemente se consequências punitivas a tais acusados chegarão ou não a ocorrer, o fato é que tal documento estará definitivamente incorporado à realidade histórica deste país, para que sirva no futuro, no sentido de evitar repetições de tais atos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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NA CABEÇA DE BOLSONARO

Pensando com a cabeça oca de Bolsonaro, certamente há a seguinte reflexão: “Como tudo está perdido e a possibilidade de reeleição cada vez mais longe, vou deixar tudo ao deus-dará, afinal eu não tenho culpa da alta da inflação, dos combustíveis, dos alimentos e do dólar, vou pegar meu boné e deixar tudo explodir”. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FALTA DE ARGUMENTOS

Em relação à CPI da Covid os bolsonaristas tentam justificar as acusações das atrocidades do presidente Bolsonaro à não investigação de governadores e prefeitos sobre o uso do dinheiro público. Desde quando o comportamento de uns isenta o comportamentos de outros?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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ATÉ QUANDO VAMOS AGUENTAR

Os políticos, com a ganância maior que a vontade de servir, conseguiram afastar o povo das audiências públicas e, com isso, conseguem aumentar os impostos dentro da lei que eles criaram.

Até quando vamos aguentar é a questão. 

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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2022

A um ano das eleições de 2022, que fique claro aos eleitores que poderão mudar o curso errático e sofrível do País para melhor ou continuar despencando ladeira abaixo de marcha à ré engatada rumo ao precipício, pois Lula é o passado inepto e corrupto; Bolsonaro, o presente negacionista e autoritário; e a terceira via, o futuro de prosperidade e modernidade. Muda, Brasil. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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TERCEIRA VIA AGORA

O Estadão noticiou terça-feira passada que Armínio Fraga e seu grupo acreditam que há espaço para a terceira via. Eu concordo. Afinal, a esperança é a última que morre. A minha opinião difere da de Fraga quando ele diz que essa opção vai demorar a se consolidar. Não pode! Qualquer candidato com esse perfil que seja uma boa solução de longo prazo para o Brasil precisa começar a colocar sua visão para o nosso país na rua desde já, convencendo brasileiros e influenciando de forma ampla o resultado da eleição. Por ampla eu me refiro ao Congresso Nacional. De nada vale um presidente com as ideias certas, mas tendo que trabalhar com um Congresso Nacional repleto de patologias. O barco da terceira via deve ser lançado o quanto antes para que possamos animar e habilitar os candidatos ao Legislativo alinhados com o cabeça de chapa para a Presidência da República. Qualquer outra solução será a de um aventureiro que será eleito sem apoio do Congresso e, com isso, estaremos instalando mais um ciclo eleitoral frustrado. Procura-se um estadista já!

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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O HOMEM-BOMBA

É preciso entender o papel do ministro da Economia, Paulo Guedes. Intermediário, oportunista, esperto (defende seus interesses protegidos no exterior). Procura equilíbrio entre a ultradireita e a direita. Os dois lados o atacam para obter vantagens e ele vai cedendo. Para o Brasil, homem-bomba que explode tudo. Sua última estratégia é o fundo das privatizações das estatais (Correios, Petrobrás, Eletrobrás). Financia o auxílio eleitoral de Bolsonaro, agrada aos neoliberais, alivia a população vulnerável. São muitas as divergências, desinformações, incertezas e contradições no mercado, na economia, na política, Forças Armadas, Estado, sociedade. O povo paga toda a fatura e é o termômetro. Dia 15 de novembro é o povo nas ruas e fora Bolsonaro.         

Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PAULO GUEDES

Antes da eleição de 2018, grande parcela da população comprou candidamente a falácia do gênio da raça, o “Posto Ipiranga”, e o próprio cravou que a sua união com o candidato da extrema direita Jair Bolsonaro, representaria a “ordem e o progresso”! A cifra de um trilhão era logo ali, repetida à exaustão, nem que “se fosse preciso vender até a talharia do Palácio do Planalto”. Zerar o déficit público bilionário? Ah, tal quê! O abacaxi seria resolvido nos 12 primeiros meses. Não contavam com a astúcia do chicagoboy. Entretanto... “só que não”! Três anos depois, o palavrório, se observado e ouvido no detalhe, nunca fez sentido nenhum. E, na prática, revela-se um dos piores desastres econômicos da nossa história. Afinal, matemática é ciência exata, os números não mentem, e eles são reveladores de uma gestão incompetente numa área vital para qualquer país. Não fosse a cumplicidade cínica de alguns veículos de imprensa, que acomodam e bajulam Paulo Guedes, o ministro já teria sido demitido faz tempo. Além da offshore nas Ilhas Britânicas, o queridinho de André Esteves sonha entregar de bandeja o Banco do Brasil, maior financiador do agronegócio nacional, para o Bank of America, dos EUA, maior concorrente agrícola do Brasil no mundo. E também pretende vender, na bacia das almas, nada mais, nada menos, a maior empresa do Brasil, a Petrobras. Claro que é por uma boa causa. Guedes é o novo “pai dos pobres”. Getúlio que se cuide.

No entanto, o tempo agora corre contra ele. Já estamos em contagem regressiva para a eleição. Então, às favas aquela conversa de austeridade. Está decretada a Lei de Irresponsabilidade Fiscal. Um auxílio em pleno ano eleitoral, quando já praticamente todos os países do mundo suspendem as ajudas governamentais criadas por causa da pandemia. Quer atestado maior de que esse governo não sabe criar empregos e gerar desenvolvimento? Enfim, lembro-me da fatídica reunião ministerial de 22 de abril de 2020, na qual vários ministros disseram as maiores barbaridades e baixarias, tal qual o presidente da República, porém, a fala infame de Paulo Guedes foi omitida, abafada, quase esquecida pela mídia autoproclamada “profissional”. Pois sugiro que seja trazida à tona no detalhe, desta vez com um criterioso exame do que disse Paulo Guedes. Já ali estava claro que se tratava de um estelionatário. Quando se dirige a uma das poucas mulheres no recinto, já mostra toda a sua “sincera” preocupação com os brasileiros: “Oh, oh Damares! Tem que deixar o cara se f...!”. “Dá um abraço no cara e larga uma bomba no bolso dele”, foram só duas das afirmativas do ministro. Ele e Bolsonaro estão entre os mais nefastos estelionatos eleitorais da nossa história. Basta a grande mídia mostrar em horário nobre a verdadeira biografia do superministro, que estrebucha para ficar na cadeira, que ele cai de podre. Não deixará saudades. 

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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PAULO GUEDES – O DESCENSO

De início era o Ph.D. liberal que sabia de tudo. Foi consagrado superministro para resolver tudo. Todos os projetos foram sabotados pelo próprio chefe. Preso à cadeira virou Alice, negando, negando, negando. Reduzido a bobo da corte preferiu virar sabujo meloso. Cadê o caráter?

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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O BRASIL É UMA 'POTÊNCIA VERDE'?

O ministro Paulo Guedes, em entrevista na televisão, disse: “Nós somos uma potência verde, temos que ser protagonistas na economia verde”.

A sua colocação não é nenhuma novidade. Há anos todos sabem que o Brasil é uma “potência verde” por causa da Região Amazônica, onde cerca de 25% do oxigênio da Terra “era produzido”. Porém, para sermos uma verdadeira “potência verde”, o governo brasileiro tem de cumprir o que diz e “colaborar” para reduzir a devastação da Floresta Amazônica.

Como ministro do atual governo, o senhor Guedes deve saber a razão de o Brasil não ser reconhecido como ambientalmente responsável por outros países do mundo. Hoje em dia todos sabem que, com o desmatamento e as queimadas da floresta na Amazônia, mais CO2, além de outros gases nocivos, como o metano, o N2O, e outros, está sendo “emitido” na atmosfera, ao invés de estar sendo “absorvido”.

Como o prof. Paulo Artaxo, da USP, comentou no Estadão, realmente, a solução mais eficiente é “zerar” o desmatamento. Mas, sendo essa uma tarefa difícil, o governo deveria, pelo menos, se comprometer a tentar diminuir a emissão de gás.

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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O BRASIL NÃO É UM PAÍS SÉRIO

A frase que se tornou famosa é de autoria do embaixador do Brasil na França Carlos Alves de Souza Filho, a quem coube se desculpar com o presidente da França Charles de Gaulle, quando houve um incidente diplomático ridículo entre o nosso país e a França, que recebeu a alcunha de “A guerra da Lagosta” – a ida de uma frota da Marinha do Brasil, para expulsar pescadores franceses de nossas águas territoriais. Posteriormente, ele resumiu o episódio com a frase de que “O Brasil não é um País sério”, que erradamente é atribuída ao presidente francês. Infelizmente, hoje podemos repeti-la por um motivo muito mais sério e real. O Brasil, não pode ser um país sério, tendo como chefe do Executivo Jair Bolsonaro e como presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira. O primeiro por tudo o que de mal já fez para a Nação e agora por divulgar a notícia falsa e asquerosa de que a vacina contra a covid-19 causa aids. O segundo, além de estar respondendo a processo de rachadinhas e segurando ilegalmente os pedidos de impeachment do Bolsonaro, ao comentar a frase do presidente saiu-se com essa: “Se ele não tiver nenhuma base científica sobre isso, ele vai pagar”. Ainda lhe resta dúvida?     

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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TIRO DE MISERICÓRDIA FISCAL

Esse governo sem rumo, com o objetivo apenas eleitoral, abandona o “teto dos gastos” e, tal qual define o título do editorial do Estado (26/10), lança Uma bomba de grande alcance contra o equilíbrio das contas públicas. Comete essa irresponsabilidade em razão de sua popularidade estar no fundo do poço. Sem recursos no orçamento, mesmo assim vai dobrar o valor mensal aos beneficiários do Bolsa Família, ou Auxílio Brasil, para R$ 400,00. Em 34 meses de gestão Bolsonaro jamais se interessou em minorar o grave problema da pobreza no País, e agora, abraçado a outro irresponsável como o ministro Paulo Guedes, vai jogar o problema desta desfaçatez fiscal nas costas de 212 milhões de brasileiros. Além de termos de conviver com mais inflação, desemprego, esse dito reajuste aos beneficiários do programa social poderá ser anulado, porque nosso PIB não cresce, afunda para uma nova e desoladora recessão em 2022. Ou seja, a pobreza pode aumentar.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GESTÃO DANOSA

Seja petismo, seja bolsonarismo, o que vemos mais uma vez á a economia do País fazer água. Ambos tendo como base de sustentação políticos vivendo de salários e benefícios além da imaginação da população civil. Para dar esse suporte,  impõem gastos absolutamente fora da realidade. Pretextos vários, união de esforços desmesurada para atender a si próprios e, principalmente, se reelegerem. Ocorre que as receitas por mais que cresçam nunca são suficientes para cobrir gastos. Gastos muitas vezes inflados artificialmente para dar vez às propinas a que se julgam com direito. Ativos do País são vendidos por vezes para cobrir rombos da gastança. Todo esse montante de gastos abusivos não contempla prioritariamente investimentos necessários para o crescimento do País. Com isso essa gente nos condena a um nanismo perpétuo. O gigante adormecido tão alardeado não passa de um dorminhoco compulsivo, à base de sedativos recorrentes ministrados por incautos que se apresentam como representantes do povo. 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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A SAGA DA IMPUNIDADE

Considero como certa a candidatura do presidente Jair Bolsonaro a um cargo legislativo no próximo ano, e isso porque ele não tem estofos de honra e dignidade suficientes para encarar as consequências legais de seus atos criminosos, protegido pelo manto da impunidade do cargo que ora ocupa. Mas tal óbvio acontecimento só é tão claro assim porque os nossos legisladores, também covardes e sempre legislando, ou não, como verdadeiros litigantes de má-fé, jamais ousarão desvincular um cargo público deixado com a continuidade das coberturas da impunidade de qualquer outro cargo público em que se é empossado a seguir. Ou seja, político bom (para eles próprios) é político engajado nesse corporativismo covarde e de homens pequenos, tão pequenos que movem mundos e fundos quando alguém ousa dizer-lhes a verdade sobre as suas aparências, significâncias e odores, no que tange à bela e saudável natureza verdadeiramente humana.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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DAS BOQUINHAS ÀS BOCONAS

Quem detém o Sr. David Alcolumbre? Primeiro, queria ser reeleito presidente do Senado! Segura há muito tempo pautas importantes para nosso país e nosso povo, como o teto máximo dos salários. Agora, segundo a jornalista Eliane Cantanhêde, batalha por uma boquinha ou bocona: “Não é preciso ser diplomata de carreira para assumir embaixadas, missões e delegações permanentes no exterior”. Basta apenas se licenciar! Um pé lá fora, outro no Congresso e optam pelo mais conveniente ou lucrativo. O Congresso e o Senado não se cansam em legislar em causa própria! Até quando ?

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

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PEC DE ALCOLUMBRE

Se passar, será uma afronta ao Itamaraty e ao Instituto Rio Branco.

Robert Haller

São Paulo

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GILBERTO BRAGA

Um minuto de silêncio em homenagem ao talento de Gilberto Braga, recém-falecido, aos 75 anos. Autor de marcos importantes da teledramaturgia nacional, entre os quais Dancin' Days (1978), Vale Tudo (1988), Paraíso Tropical (premiado com o Emmy Internacional como melhor novela do ano de 2008) e Escrava Isaura (1976). Entre suas personagens inesquecíveis cabe destacar a famigerada Odete Roitman, vivida magnificamente por Beatriz Segall. Como bem disse a atriz Zezé Motta, graças a ele o racismo foi discutido em pleno horário nobre sem meias-palavras. Viva Braga!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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EVERGRANDE

O governo chinês quer que o bilionário fundador da Evergrande utilize seu patrimônio pessoal a fim de aliviar a crise do setor imobiliário. Diferentemente daqui do Brasil, onde os credores assumem injustamente todo o prejuízo, pois têm dificuldade em acessar o patrimônio dos sócios da empresa devedora, em razão dos efeitos da personificação e da autonomia jurídica da sociedade, previstos na nossa legislação.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

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A HERANÇA DE DESLEIXO COM A VIDA HUMANA

Se já não bastasse o risco de vida dos que foram deixados para trás e o suplício das mulheres e das minorias no Afeganistão, eis que mais da metade da população do país – 23 milhões de pessoas – está enfrentando uma das maiores crises alimentares do mundo em meio a um inverno rigoroso que está chegando. Alimentá-las não é prioridade para o Taliban. Nem parece ser para as demais nações do mundo. Milhões de crianças e idosos, entre outros, correm perigo de vida. Segundo o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, “Biden não herdou um plano” para a retirada do Afeganistão. “Nós herdamos um prazo. Não herdamos um plano.” E o povo afegão e os povos vizinhos herdaram as consequências.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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GOLPES DE ESTADO NO SUDÃO

A África continua sofrendo as consequências da divisão do continente entre os diferentes países imperialistas, em decorrência da Conferência de Berlim (15 de novembro de 1884 – 26 de fevereiro de 1885). Catorze países europeus, mais a presença dos Estados Unidos, impuseram seus domínios com a construção de uma divisão artificial que ignorou limites linguísticos e culturais da população africana, provocando uma ruína social e política. Os frequentes golpes de Estado, desde a descolonização das décadas de 1950 e 1960, são consequências da constante instabilidade política interna e da contínua interferência externa das antigas metrópoles em relação às suas ex-colônias.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas    

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