Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2021 | 03h00

Meio ambiente

A Terra pede socorro

Começa amanhã, 31 de outubro, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-26), em Glasgow, na Escócia. No levantamento Emissions Gap Report 2021, do Programa Ambiental das Nações Unidas (Unep), o Brasil manteve-se na contramão do mundo, com aumento de emissão de 307 milhões de toneladas de CO2 em relação aos demais países do G-20, como amplamente noticiado pela grande imprensa – fato que viola flagrantemente o Acordo de Paris para o clima, do qual o Brasil é signatário. Com esse lastimável e espúrio comportamento, almeja-se o máximo de proveito dos US$ 100 bilhões anuais pagos pelos países ricos e altamente poluentes aos países detentores de florestas ainda remanescentes, como é o caso da Floresta Amazônica, cujo tamanho equivale a dez Alemanhas, segundo o vice-presidente da República. A propósito, a natureza mundial vem dando demonstrações de que são urgentes as adaptações da humanidade à conjuntura atual, sob pena de sermos engolidos pelos desastres ambientais que vêm se tornando habituais no nosso cotidiano. Assim, ou nós, míseros terráqueos, nos damos conta de que o combalido planeta Terra carece de imediata preservação ou a sucumbência da humanidade será inevitável.

Gary Bon-Ali garybonali@globo.com

São Paulo

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Economia

Incompetência

Até a inflação, quase esquecida pelos brasileiros, volta com força no desgoverno de Jair Bolsonaro (Jogo bruto contra a inflação, 29/10, A3). A incompetência econômica já era evidente antes da pandemia, e agora só faz afundar um país antes pujante. A tragédia é, ainda, agravada com O custo da paralisação de obras (29/10, A3), não exclusivo do governo federal, como mostra o editorial de ontem, mas nesta esfera do poder com expressão máxima da incompetência. Os dados do Tribunal de Contas da União (TCU) iniciais são de 2019, pré-pandêmicos, e a falta de um plano de governo nos afunda na inadequada infraestrutura. Mas há que considerar também o lado legal, pois a Lei das Licitações pôde alguma coisa, mas inibiu pouco a corrupção em face dos obstáculos de execução orçamentária que trouxe.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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Obras paralisadas

Ribeirão Preto é um exemplo emblemático deste desatino: um túnel (desnecessário, na minha opinião) que virou um enorme buraco numa via central, viadutos parados e pavimentações inacabadas. A cidade está um caos.

Albino Bonomi acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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Desgoverno

Sobre o editorial de ontem Jogo bruto contra a inflação, eu gostaria de saber a atitude a ser tomada para conter este desgoverno. O presidente Jair Bolsonaro compromete os fundamentos da economia, cria insegurança entre os investidores, afeta as expectativas em relação aos preços, desajusta o câmbio e realimenta a inflação, além de ampliar os entraves ao crescimento e ao emprego.

Eduardo Caetano de Souza educae@terra.com.br

Juiz de Fora (MG)

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Miséria

Quem quiser ter a noção exata da situação do povo brasileiro tem de ir ao centro da cidade de São Paulo. Não são moradores de rua isolados, são famílias inteiras, na miséria e no abandono. O cenário é chocante e desolador. Sempre circulei pelo centro, inclusive estudei ali, mas nunca vi nada igual.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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Cultura

Linguagem neutra

Portaria da Secretaria de Cultura proíbe linguagem neutra em projetos da Lei Rouanet (Estado, 28/10). Sobre a tal linguagem neutra, nova absurdidade da ideologia de gênero, agora visando a corromper nossa bela Língua Portuguesa – no dizer de Olavo Bilac “a última flor do Lácio” –, recorde-se o ensinamento do filólogo Sílvio Elia posto ao fim da conclusão de sua magnífica obra O Problema da Língua Brasileira, prêmio João Ribeiro da Academia Brasileira de Letras (1940): “As línguas, como elementos integradores dessa civilização ocidental, tendem, pois, a afirmar-se e continuar a viver e não a desintegrar-se. Como fazemos parte dessa civilização devemos também ter o interesse de preservá-la da corrupção, para nos preservarmos a nós mesmos”.

Rui Elia rui.elia29@gmail.com

Rio de Janeiro

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FICA A DICA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que vai acumular a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já deixou claro que vai prender quem fizer disparos em massa na eleição de 2022. Afinal, quem avisa amigo é, viu Bolsonaro e famiglia! Fica a dica!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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JUSCELINO E PACHECO

Rodrigo Pacheco lançou suas âncoras no porto das águas turvas da terceira via com desafio saudável e fascinante: apresentar-se inspirado em Juscelino Kubitschek, o JK. Alto, com voz de trovão como Juscelino, o presidente do Senado e do Congresso sabe que a missão é árdua. Tem que progredir muito no sonho de impactar eleitores sob o manto do ex-presidente. Alguns tentaram e quebraram as fuças. Para começo de conversa, Pacheco, nascido em Rondônia, mas mineiro por adoção, tem que aprender o sorriso aberto e cativante de JK. Depois, recomendar para familiares, aspones, assessores e motoristas que passem a chamá-lo de “Nonô”, apelido de Juscelino. Sorrindo como JK e conhecido por “Nonô”, Pacheco vai precisar frequentar a cidade de Diamantina, onde Juscelino nasceu e costumava fazer serestas, ao som de Peixe Vivo, música de Milton Nascimento e a predileta do ex-presidente. Por ora, Pacheco tem uma tarefa pela frente que o espírito conciliador, mas firme, de Juscelino resolveria sem delongas e sem traumas: finalmente convencer o senador Davi Alcolumbre a marcar a data da sabatina de André Mendonça, indicado por Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga de Marco Aurélio de Mello. Vai fundo, Pacheco “Nonô”.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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GOVERNO MILICIANO CONSTRÓI ANDAR ACIMA DO TETO

Seguindo tradição aprendida em Rio das Pedras, na Baixada Fluminense, reduto eleitoral do clã Bolsonaro, onde milicianos sempre acrescentam novos andares acima do teto em suas construções irregulares e criminosas, que acabam desmoronando, o governo Bolsonaro vai furar o teto de gastos para improvisar um puxado, com dinheiro surrupiado dos precatórios, pelo construtor sem registro no Crea, nem credibilidade, Paulo Guedes. Desastre à vista por irresponsabilidade fiscal. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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SEM QUERER QUERENDO

Quer dizer, na lei da improbidade administrativa sancionada pelo presidente Bolsonaro, se o servidor público cometer crime “sem querer” ou não admiti-lo, ele não pagará por isso. Viva a impunidade!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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A JUSTIÇA NA CONTRAMÃO

O Ferrogrão, projeto ferroviário de 933 km de extensão unindo Sinop (MT) ao porto de Miritituba, no Pará, para escoar produção agrícola, baratear custos e desafogar a BR163, está parado no Supremo Tribunal Federal porque o ministro Alexandre de Moraes pediu vista. O projeto Silvinita, na Bacia Amazônica, com uma das maiores reservas de potássio do mundo, mineral indispensável na produção de fertilizantes e do qual o Brasil importa 96% do total usado na base da nossa economia, não decola por proibição do Ministério Público Federal. Em situações iguais a estas é que se comprova que a justiça é de fato cega.

J.A.Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS: INCOMPREENSÃO MÍTICA

Quando a incompetência está atrelada à ignorância não dá mesmo para entender – de jeito nenhum! – a razão de o preço dos combustíveis estar atrelado ao dólar.

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ENERGIA ELÉTRICA

Ganha um prêmio quem souber como é calculado o preço da energia elétrica!

Renato Maia casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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INFLAÇÃO ELEVA TAXA SELIC

O desgoverno de Jair Bolsonaro faz o dólar se aproximar dos R$ 5,70, derrete o valor das ações na bolsa, prejudica a atividade econômica e, infelizmente, provoca a elevação da taxa básica Selic, que em maio deste ano era de 2,75% e neste mês de outubro subiu para 7,75%. Pelas estimativas dos analistas, a taxa pode fechar o ano em 9,25% e chegar ao primeiro trimestre de 2022 entre 11% e 12%. Cada ponto porcentual a mais na Selic por ano obriga o governo a pagar R$ 26 bilhões de juros sobre a dívida pública! Além do mais, essa alta dos juros prejudica as empresas e o consumidor final. Esse remédio amargo está sendo aplicado corretamente pelo BC que, como guardião de nossa moeda, precisa fazer o possível para conter a alta absurda da inflação, que neste mês de outubro acumula em 12 meses alta de 10,34%. Os preços dos combustíveis somente neste ano sofreram reajuste de mais de 70% e os dos produtos básicos ou essenciais para a família brasileira também não param de subir. Essa situação pode se agravar porque o Planalto, para dar um reajuste aos beneficiários do Bolsa Família (cuja necessidade não se discute), propõe furar o teto dos gastos, dar um calote aos credores dos precatórios e mandar às favas o equilíbrio fiscal. E, também, para orgia da classe política quer liberar dezenas de bilhões de reais para serem gastos na eleição de 2022. Ou seja, estamos diante de um governo irresponsável e sem preocupação com o País.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BILIONÁRIOS NÃO PAGAM IMPOSTOS

Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos, teve a audácia de pedir que bilionários paguem impostos, quebrando o paradigma capitalista de cobrar impostos só dos trabalhadores e dos pobres. Os muito ricos são os abençoados e privilegiados do liberalismo econômico, por serem os empresários que produzem riquezas e têm a generosidade de pagar salários a seus empregados, infelizmente ainda necessários, mas em via de serem trocados por robôs. Joe Biden lembra outro presidente americano que se preocupava com trabalhadores, Franklin Delano Roosevelt, criador do Estado do Bem-Estar Social, após a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. Ambos acusados de hereges socialistas e anticapitalistas. No Brasil, do capitalismo selvagem, os muito ricos também não pagam impostos. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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MÉRITO E DEMÉRITO

Não tenho qualquer interesse em discutir o mérito ou o demérito da decisão do STF ao declarar imprescritível o ato de “injúria racial”, pois a social-demagogia não é área de minha competência. Todavia, gostaria de entender e questionar as razões, especialmente as funcionais, para que essa mesma corte continue desinteressada pelo tema, achando normal que os crimes praticados por agentes públicos (eleitos ou concursados) contra o erário continuem dormindo nas gavetas enquanto aguardam pela prescrição.

Carlos D. N. da Gama Neto delfim@ibl.com.br

Santos

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O FIM DAS RACHADINHAS

O Brasil poderia fazer uma gigantesca limpeza na vida pública se cassasse o mandato de todos os políticos envolvidos no crime de peculato conhecido como rachadinha. Basta fazer uma auditoria e constatar que essa prática nefasta e criminosa é considerada procedimento normal, um direito adquirido do parlamentar, uma espécie de bônus para complementar o salário, como o auxílio-paletó. Os políticos que praticam esse crime são a ralé da vida pública, o lixo mais inútil que existe. Além de não produzirem nada de útil, roubam dinheiro público em tempo integral. Acabar com a palhaçada criminosa da rachadinha é facílimo, basta haver vontade política. Com a palavra os prevaricadores de plantão.       

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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FIM DA MEIA-ENTRADA EM SP

Que a aprovação pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) de um projeto de lei que põe fim à polêmica meia-entrada para estudantes e idosos em eventos culturais e esportivos no Estado de São Paulo ponha fim igualmente aos abusivos preços cheios de ingressos, o conhecido dobro da metade, injustamente pago pela maioria em benefício de uma minoria, entre os quais muitos sem nenhum problema financeiro. Se o ingresso normal para um evento deveria custar R$ 50,00,por exemplo, acaba custando R$100,00, porque nele está incluída a meia-entrada de R$ 25,00. Cabe agora ao governador João Doria sancionar a nova lei para que os produtores de eventos possam fazer a sua parte e baixar de vez os valores dos ingressos cobrados de todos. Assim como não há meio evento, não deve haver meia-entrada, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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OMISSÃO VERGONHOSA

É recorrente a omissão das autoridades paulistanas no enfrentamento de situações que possam representar qualquer dano político a elas. Não importa se a ação em questão é necessária para coibir comportamento ilegal ou de risco para a população. Às favas com os escrúpulos ou o dever. O que interessa é não perder o prestígio político e a boquinha (ou bocarra) que o cargo proporciona. No momento, quem transita pela capital paulista sofre com as barbaridades que centenas de milhares de motoqueiros praticam diuturnamente, situação que se agravou com o aumento das entregas rápidas ou “deliveries”. Para esses motoristas sobre duas rodas não existem leis de trânsito. Não há limite de velocidade, nem sentido de tráfego, ou sinais vermelhos, sem contar manobras arriscadas quando serpenteiam entre os outros veículos e que causam frequentes danos a eles. Quem transita pelas avenidas marginais dos Rios Pinheiros ou Tietê, por exemplo, sabe da dificuldade e do risco de tentar mudar de faixa, pois os motoqueiros correndo em filas indianas quilométricas entre essas faixas e em velocidade muito superior à permitida nesses locais não dão chance à mudança pretendida. E a autoridade que deveria coibir tais infrações simplesmente faz “cara de paisagem”, fingindo que não vê, pois teme a reação da “categoria”, da mesma forma que o governo federal teme as manifestações dos “caminhoneiros”. É mais uma omissão vergonhosa da parte de quem teria que coibir tais abusos.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

A liberdade de expressar opiniões é algo incrível. Porém, em mundo moderno e com as redes sociais superativas, certos conceitos do que pensamos ou sentimos podem ter interpretações diferentes. O jogador de vôlei do Minas Maurício Souza expressou sua opinião sobre o novo Super Homem em quadrinhos ser bissexual, e nas redes sociais publicou o Super Homem com a Mulher Maravilha. Isso foi considerado “ato homofóbico”, um crime segundo a lei. A repercussão cresceu com a interferência dos patrocinadores. E é compreensível, ninguém quer a imagem ligada a pessoas do tipo. Pior ainda, o senador Flávio Bolsonaro, o filho do “Messias”, aconselhou a boicotar os patrocinadores, Fiat e Gerdau (tal pai, tal filho). Enfim, acredito que o porcentual de gays e bissexuais no Brasil seja muito grande e muitos “ainda” têm medo de se revelar. Reflexão: viva a liberdade, no caso, a do Super Homem! 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Nova Odessa

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FLÁVIO BOLSONARO

O filho do presidente da República Flávio Bolsonaro usou sua conta no Instagram para atacar e propor um boicote à Fiat, apagando a declaração minutos depois. O senador criticou a fabricante por cobrar punição a Mauricio Souza, jogador de vôlei da seleção brasileira e do Minas Tênis Clube, afastado porque publicou conteúdo homofóbico em rede social. Que legal, Flávio! Nada como ser contra a dignidade humana constitucionalmente garantida a todos, principalmente em um país como o Brasil, onde atitudes como a sua encontram ressonância em um enorme contingente de pessoas que jamais pararam o suficiente para se questionar sobre os valores humanos que realmente importam e sobre os valores humanos que, como lixo, tornam este mesmo mundo algo nojento e imundo.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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CORAGEM PARA ASSUMIR SUA POSIÇÃO

Parabéns ao Maurício Souza por manifestar educadamente e corajosamente sua opinião sobre os relacionamentos homossexuais. Veja bem, ele respeita os homossexuais como tem de ser, pois são seres humanos como qualquer um, mas condena o relacionamento homossexual que destrói o ser humano. Alguém tem de dizer que o rei está nu!

E manifesto meu repúdio à intolerância daqueles responsáveis por despedi-lo do clube de vôlei. Enquanto a empresa Fiat não rever sua posição, pois ela sim, tem de se retratar, eu não comprarei mais nada da marca.

Rogério Ribeiro rogerio.ribeiro@daad-alumni.de

São Paulo

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ONDE VAMOS PARAR

Maurício Souza, um dos principais craques do vôlei brasileiro, publicou em seu Instagram um print da notícia “Superman atual, filho de Clark Kent, assume ser bissexual”, com a imagem do beijo gay do super-herói nos quadrinhos. Na legenda, acrescentou: “É só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”. Como se vê, trata-se de um comentário meramente opinativo, sem a intenção de atingir pessoas ou instituições em particular. Desencadeou, porém, reações desproporcionais e um aluvião de críticas inflamadas que culminaram com a sua rescisão de contrato por parte do Minas Tênis Clube, pelo qual disputa a Superliga do esporte, com a manifestação negativa de alguns representantes da respectiva torcida organizada que combateram o post do atleta e com a retirada de patrocínios, além da reação do próprio treinador da seleção nacional, Renan Dal Zotto, que afirmou a disposição de dispensá-lo. Vamos combinar que o imbróglio formado caracteriza um perigoso atentado ao posicionamento particular de um cidadão. A ameaça à liberdade de opinião que está encapsulada nas oposições exageradas e desnecessárias e o temor que haja uma escalada de fatos parecidos, desfraldados sem o mínimo bom senso, sugerem que se pode convergir para uma situação na qual não se sabe também “onde vamos parar”.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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AMOR PELOS QUE SE FORAM

Todo ser vivo nasce, cresce, vive, reproduz-se e morre. A morte é uma das fases do ciclo da vida. E tão natural como a dor da perda que acompanha o luto é o processo de cura dessa dor. A mesma vem com o encontro de um novo significado que dá forças para seguir em frente. O apoio dos demais costuma ser importante e por vezes imprescindível neste processo. É comum as pessoas em volta quererem ajudar e não saberem como. Não é vergonha pedir a ajuda que se necessita numa hora dessas. Pensar na alma vem junto com conversar com Deus. Por isso, a fé e o conforto habitam juntos. Recordar os que se foram é uma forma maravilhosa de continuar convivendo com eles.
Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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