Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2021 | 03h00

Bolsopetismo

Cara e coroa

Matéria publicada neste jornal no fim de semana explicita o alinhamento entre parlamentares petistas e bolsonaristas em votações que favoreceram a casta política. O antipetismo radical pregado em 2018 por Bolsonaro e sua base mostra-se, hoje, inexistente na prática. Fato é que, atualmente, ambos os lados não existem isoladamente, são dependentes entre si, fenômeno denominado “bolsopetismo”. As bolhas bolsonarista e petista existem em função de ofender e demonizar uma à outra, fomentando a já enorme polarização política que o País atravessa. A retroalimentação bolsopetista aumenta a desordem política e dificulta a saída do País da estagflação, à medida que parlamentares de ambos os lados votam projetos que destroem uma nação já desacreditada internacionalmente. É um tumor institucional causado pelo patrimonialismo, outra anomalia que, infelizmente, nos acompanha há muito tempo. Enquanto houver polarização desmedida promovida abertamente por bolsonaristas e petistas, o País perde e eles ganham. Àqueles que ainda não notaram: são duas faces da mesma moeda.

Caio Augusto Gusman Garcia caioaugustogg@gmail.com

Jaú

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Eleição 2022

O apoio a Lula

Sobre a manchete da Coluna do Estadão de ontem (A2), a “zona de conforto” de Lula está chegando ao fim porque o PT quer ser o único a mandar e também porque o povo começa a se lembrar da época da roubalheira geral.

Antonio Ribeiro agcrribeiro@gmail.com

Recife

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Sergio Moro no Podemos

Tenho muito boa impressão do senador Álvaro Dias, mas fiquei estupefata com as informações sobre o Podemos (Abrigo de Moro, Podemos tem alvos da PF, Lava Jato e Justiça Eleitoral (31/10, A9). Sergio Moro pode muito mais do que isso. Como diz o próprio senador, abra o olho.

Rita de Cássia Guglielmi Rua ritarua@uol.com.br

São Paulo

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Rodovia Dutra

Próximos 30 anos

A Avenida 23 de Maio, em São Paulo, tem cinco faixas de rolamento em cada sentido. A Via Dutra, que tem milhares de veículos a mais circulando por hora, nos dois sentidos, depois do bairro dos Pimentas, em Guarulhos, tem somente duas faixas, nos dois sentidos, até o Rio de Janeiro. Então, leio no Estado (30/10, B12) que a CCR renova concessão da Dutra por mais 30 anos. Então, faz 30 anos que a CCR tem a concessão, e nunca se preocupou em sextuplicar o número de faixas? Culpa dos órgãos federais que não atentaram para este detalhe, ou fizeram vista grossa. No meio da reportagem, está lá: “Uma das obras mais importantes da concessão é a duplicação de 16 km na Serra das Araras”. E aí, como ficarão os restantes de mais de 300 km? Também se lê na matéria: “Vamos transformar a Dutra na (rodovia) mais moderna do País”. Estrada moderna, em São Paulo, tem de ter no mínimo seis faixas de rolamento em cada sentido. Se a Dutra é a principal do País, deveria tê-las também. Com a palavra, a CCR e o Dner.

Gilberto de Oliveira gilbertopai@uol.com.br

São Paulo

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O insucesso do leilão

A imagem do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, na Bolsa era para ser a imagem de um novo tempo pós-pandemia, mas é mais um retrato de quão medíocre somos como sociedade. Se o Brasil estivesse, mesmo, “bombando”, como Bolsonaro alardeou nos grupos restritos do encontro do G-20, então onde estavam os chineses, coreanos, japoneses, xeques árabes, europeus e americanos se digladiando para vencer o leilão de concessão da Dutra? Será que tiveram receio da covid-19? Ou será que as regras no Brasil não são cumpridas e um contrato de 30 anos é tão incerto que não assanhou o apetite econômico dos investidores globais? Como no jogo de sinuca, o leilão da Dutra foi “caçapa cantada”: o atual concessionário e seu principal concorrente no País disputaram o “óbvio ululante”, como disse Nelson Rodrigues em 1950. Quem mais tinha informação ofereceu o preço que melhor lhe garantia sua situação e maximiza seus resultados ao longo do tempo, ante a assimetria de informações que tinha seu concorrente. Assim, pelos próximos 30 anos, a situação será a mesma de hoje, a não ser que o contrato de concessão exija celeridade nos investimentos da rodovia que leva os paulistas às praias cariocas e os cariocas aos shoppings paulistas.

Fernando A. Godoy de Souza fergodoy@terra.com.br

Osasco

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O BRASIL NA COP 26

A delegação do governo brasileiro na COP 26, em Glasgow, na Escócia, onde o mundo civilizado vai discutir ações e metas em relação ao clima no mundo, só vai mentir e fazer falsas promessas em relação à diminuição da queima e derrubada das florestas do Brasil. Tudo o que disserem não será verdade.

Para compensar tanta mentira governamental, um grande número de representantes independentes, de vários setores da economia e da comunidade científica do Brasil, se fará presente para esclarecer o que grande parte da nação pensa e faz para contrabalançar as omissões e práticas criminosas do atual e efêmero desgoverno, em plena destruição do meio ambiente do Brasil. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PRIVILÉGIOS DO CARGO

Depois de quase três anos de governo e por tudo que tem feito, alguém tem alguma dúvida que o interesse do presidente Bolsonaro é apenas as benesses do cargo?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

Brasileiros de bem andam perguntando: por anda Adélio Bispo de Oliveira? Ele ainda está na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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NOVO FILÃO PARECE DISPENSAR ORÇAMENTO 2022

É tamanha a avidez dos senhores parlamentares na implementação da Emenda Constitucional 23 – que cuida dos precatórios – que até parece que se esqueceram da formulação do Orçamento do Executivo para 2022. A ganância dos parlamentares é tamanha que demonstram estar no afã de – cada um – garantir o seu pirão primeiro. Por outro lado, essa gula pode estar a revelar que a parte dos parlamentares no Orçamento já estaria garantida, enquanto a PEC ainda encontra resistência à sua tramitação e exige conjugação de esforço – e, manipulação – redobrada. Como diria o humorista: “O tempo urge e a Sapucaí está cheia”.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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RACHADINHA OU PECULATO?

E o peculato, vulgo rachadinha, volta à baila, agora na figura do Davi Alcolumbre. O Brasil empobrecido está apodrecido em suas entranhas políticas.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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MALDADE

Tem razão a letra da música consagrada por Ataulfo Alves: “A maldade dessa gente é uma arte”. Que o diga o probo senador Davi Alcolumbre. Nuvens sombrias, o fogo do inferno e a inveja tiraram o sossego do amapaense. Não serviu para nada o ex-presidente do Senado ser “terrivelmente evangélico”, a exemplo de André Mendonça, indicado por Bolsonaro para ministro do Supremo tribunal Federal (STF). O motivo para insistirem em tirar o couro de Davi Alcolumbre para fazer cuíca não se sustenta. Tudo porque o bondoso Davi caiu na esparrela de colaborar com o governo, na sublime diminuição da pobreza e da miséria no Brasil. Caiu nas graças da revista Veja. Contratou para o gabinete as doces desempregadas Marina, Érica, Liliam e Jessyca. Fez um pedido cativante para elas, adotando a versão moderna de São Francisco das rachadinhas: “Eu te ajudo e você me ajuda”. Slogan abençoado para as próximas eleições. Patenteando a original sacada, Alcolumbre ficará rico. Não precisará mais de rachadinhas. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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JAIR, O HUNO

Temos na história mundial um personagem terrível, Átila, o rei dos hunos, do qual se dizia que por onde passava com suas tropas nem a grama voltava a nascer. Nosso presidente está realizando uma obra parecida. Saúde, educação, cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia estão sendo destruídos metodicamente pelo desgoverno Bolsonaro. Agora, o projeto do Bolsa Família, nascido de uma ideia de Fernando Henrique e aperfeiçoado por Lula, é assassinado por uma ideia estúpida e mal planejada com objetivo eleitoral. Vamos demorar para nos recuperar desse estrago.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

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BAIXO NÍVEL

Neste arquipélago de privilégios não é de admirar que o presidente procure fazer sua filha ingressar em escola sem que ela cumpra os preceitos de iniciação para matrícula na instituição. Aliás, que instituição ele não menospreza? A única talvez seja a Militar, que o expulsou da carreira, mas que sem seu atual suporte teria ainda maior dificuldade em governar. E tem consciência disto. Ser subordinado a ele equivale a se anular como ocupante de um cargo. Por isso mesmo é de perguntar quais as razões que motivam alguém a aceitar cargos neste governo. Como resultado deste nivelamento pela pobreza de espírito e atitudes, um governo constituído de indivíduos do baixo clero só pode redundar em baixo nível de atividade, credibilidade , responsabilidade, sociabilidade e outras qualidades positivas a que negam reconhecer. O que se vê cotidianamente é rancor, mágoa, ressentimento, desprezo, insensatez. A incompetência vem de escolher pessoas reconhecidamente desconectadas aos cargos que ocupam. E querem nos fazer acreditar que têm dificuldade em realizar porque não os deixam governar! Fake news!

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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MENTIRAS DE BOLSONARO EM ROMA

Jair Bolsonaro, na frenética rota de suas mentiras, disse ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que a Petrobras é um problema para o País. Na realidade, essa estatal brasileira emprega 80 mil funcionários, e não recebe recursos do governo porque é bem administrada. Para o gozo da gestão Bolsonaro, que, infelizmente, não usa com responsabilidade os recursos dos contribuintes, a Petrobras pagou entre janeiro e setembro deste ano aos cofres públicos, em impostos e dividendos, a quantia espetacular de R$ 134,1 bilhões. Na realidade, problema quem cria para a Petrobras é o próprio Bolsonaro. Demagogo, já ameaçou intervir nos preços dos combustíveis, e na semana passada reclamou do lucro da empresa, o que fez derreter em mais de 6% as ações da estatal. Em mais esta sua desastrada viagem, que até de genocida foi chamado em Roma, disse que o “mercado, toda vez nervosinho, atrapalha em tudo o Brasil” e “que joga contra o País”. Meu Deus, quanta mentira! Hoje, o inimigo do Brasil chama-se Jair Bolsonaro! Presidente que tampouco se dignou a respeitar a ciência e salvar vidas durante a pandemia. Não é por outra razão que a nossa economia não cresce e a pobreza aumenta. Mesmo assim, esse literal bobo da corte pensa que dirige uma Nação... de otários.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DESACREDITADO

Em entrevista, na Itália, o presidente Bolsonaro afirmou que nunca falhou no combate ao coronavírus e que sempre foi a favor da vacina contra a covid-19. Ora, pelo que sei, mentir denota falha de caráter e falta de hombridade, ou será que tais declarações são apenas fruto da prática bolsonarista de trazer o velho teórico político Maquiavel para a atualidade? Porém, se os fins estão a justificar esses meios, expedientes covardes e pusilânimes de quem tem quantas caras forem necessárias, então, bem-vindo, presidente, ao rol dos desacreditados e infames.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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QUEM É ‘MARICAS’?

Muito embora já estando na Europa, Bolsonaro não foi à COP-26, em Glasgow, na Escócia, porque, segundo seu vice, Hamilton Mourão, lá “todo mundo lhe jogaria pedras”. Fosse ele um governante responsável, faria questão de comparecer ao evento, inclusive para justificar sua política antiambientalista. Ao contrário, preferiu fugir para não ter de enfrentar a saraivada de críticas de que seria alvo. Então, quem é o “maricas”? O que se previne contra a pandemia ou aquele que se acovarda ante situações adversas, preferindo delas escapar de forma pusilânime e incompatível com as obrigações e deveres inerentes ao mais elevado cargo da República?

Junia Verna Ferreira de Souza juniaverna@uol.com.br

São Paulo

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DE ESTERCO E METÁFORAS

O esterco jogado na porta da prefeitura de Anguillara Veneta, cidade italiana que será contemplada na rota de Bolsonaro pela Itália, é emblemático do valor político e humano de nosso presidente. Dispensa qualquer outro comentário.

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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FALEM MAL, MAS FALEM DE MIM

Toda a imprensa esclarecida, honesta, que está sempre indicando as falhas do nosso presidente Jair Bolsonaro, apontando o seu lado imoral como pessoa, bem como as suas atrocidades como presidente do nosso país, até mencionando as pesquisas que indicam a sua queda de popularidade, estão ao mesmo tempo favorecendo a sua ambição política. Ele não sai dos holofotes e cada vez mais vai fortalecendo sua candidatura à reeleição, porque a grande massa de eleitores que vai decidir a eleição é formada por pessoas simples, que precisam ter uma espécie de ídolo e se iludem com a promessa de dias melhores. E Bolsonaro não sai das manchetes e com a ajuda dos holofotes vai fortalecendo sua estratégia de vender ao povo essa imagem ilusória de ser o grande herói.

Antônio Penteado Serra apserra@uol.com.br

Santana de Parnaíba

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TERCEIRA VIA

Entrou em campo o maior combatente à corrupção deste nosso Brasil! Mas Sérgio Moro terá de enfrentar ataques violentos dos corruptos, de Lula na esquerda, passando por Lira e seu Centrão, Bolsonaro e seu séquito até a extrema direita. E mesmo de alguns egos políticos pelo caminho... Moro necessitará de forte e bem pensado suporte para se consagrar como o tão esperado líder da Terceira Via. E, a meu ver, é o único capaz de tal feito.

Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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AGORA VAI?

Ultimamente, tenho lido somente coisas ruins no jornal. Mas, ontem, 31 de outubro de 2021, fiquei animado. Pinçando notícias no Estadão, vejo que a situação pode mudar, sair do marasmo de Bolsonaro e provável volta de Lula na próxima eleição. Não irei citar todas as notícias, somente algumas, como os sinais de que a zona de conforto de Lula pode estar chegando ao fim; Bolsonaro está perdido, não sabe o que fazer para melhorar o prestígio; e que Fernando Henrique Cardoso pode ser o coordenador para indicar o candidato da Terceira Via, e, outras novas que podem mudar o rumo do nosso país. E que venham mais notícias boas para animar o povo brasileiro.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

O que justifica que o Tribunal Superior Eleitoral condene à perda de mandato um deputado, Fernando Francischini, por disparos de fake news durante a eleição de 2018, e não use a mesma lógica para caçar Jair Bolsonaro, que se elegeu presidente utilizando do mesmíssimo recurso, com disparos de mentiras em larga escala, e segue no cargo fazendo a mesma coisa diuturnamente. O presidente fantoche, desagradável, mal educado e que envergonha todos os brasileiros que não pertencem às suas hostes, serve de cortina de fumaça para a bandalheira em que se transformou o Congresso, sob a batuta dos “doutores em gangsterismo” Arthur Lira, Fernando Bezerra, Ciro Nogueira e, em outro prédio vizinho, e outro “poder”, mais um membro do clube, Ricardo Barros. Coladinho a Bolsonaro, o biombo de Paulo Guedes, o verdadeiro senhor dos anéis e dos dedos, pois sob sua batuta não sobra nada pra quem não seja do clube dos malfeitores, a turma do andar de cima. Essa gente é nitroglicerina pura. O Brasil está lascado!

Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília

PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRAS

Com relação ao editorial A Anedota da Venda da Petrobrás, é importante salientar que o Estado não gasta recursos que poderiam ir para as combalidas saúde e educação. A Petrobras é uma empresa de economia mista, ou seja, o Estado é o acionista majoritário. Quem investe é a Petrobras e a fonte de recursos provém da receita da companhia. O Estado só tem uma maneira de aportar recursos na Petrobras, mediante aumento do capital.

É comum a população confundir empresa estatal com autarquia, que é uma empresa gerida com recursos do erário. O que também não seria um problema se a gestão fosse eficiente. Nessa linha de Estado mínimo entra a privatização de aeroportos, correios, estradas, etc. Mas empresas de economia mista rendem dividendos, que podem ser utilizados na saúde e na educação.

Italo Bazzaco ítalo.bazzaco@gmail.com

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ICMS, GOVERNADORES E POPULISMO

Os Estados aprovaram por unanimidade o congelamento do ICMS nas vendas dos combustíveis por 90 dias para diminuir o preço ao consumidor nas bombas. Pura demagogia. Por que não congelaram o ICMS ou diminuíram seu valor para agilizar o crescimento do País? Por que só agora? 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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