Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2021 | 00h00

O presidente na Itália

Jornalistas agredidos

Em inadmissível ato de intolerância explícita e gratuita contra a imprensa livre e profissional que cobria a reunião do G-20 em Roma, na Itália, a equipe de seguranças do presidente Jair Bolsonaro agrediu com violência jornalistas brasileiros. Agredir a imprensa, ato covarde e inaceitável, é um ato de agressão contra o Estado Democrático de Direito, que merece rigorosa apuração das responsabilidades, severa punição nos termos da lei, indignação da sociedade e total repúdio dos órgãos de jornalismo. Como bem disse Isaac Asimov, “a agressão é o último refúgio do incompetente”. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

A trabalho

No episódio da agressão aos jornalistas em Roma, chamam a atenção as palavras do turista presidente chamando um dos repórteres de vagabundo, quando este estava cumprindo com sua função enquanto quem atacava passeava à custa de dinheiro público sem nenhuma agenda positiva. Chega logo, 2022.

José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo

*

Satisfação ao País

Um repórter não respondeu ao presidente Bolsonaro quando ele disse “não lhe devo satisfação”, sobre não participar da COP-26. Então, eu respondo: deve todas as satisfações ao povo brasileiro, pois somos nós que pagamos seu salário e suas mordomias. Fora este negacionista e sem educação!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

Selvageria

A violência com que jornalistas brasileiros foram tratados em Roma não tem precedentes na nossa história. E foi a mando de Jair Bolsonaro, que, covardemente, os via sendo agredidos sem interferir e até com um certo prazer sádico. Que coisa mais indigna para um mandatário! Aqueles que aprovam essa selvageria, sabe-se lá por quê, deveriam estar vivendo numa ditadura como a da Venezuela. Aliás, entre Bolsonaro e Nicolás Maduro não há diferença alguma. Só não nos tornamos uma réplica venezuelana porque nossos militares não toparam. É vergonhoso para o nosso país e para o povo brasileiro. Foi à Europa com uma comitiva enorme para fazer o quê? Se ficou isolado na reunião do G-20, a responsabilidade só pode recair mesmo sobre sua pessoa, que sempre fez de tudo para se tornar um pária internacional. Tanto fez que conseguiu. Se é ruim para ele, muito pior é para nós, brasileiros, que sofreremos as consequências do seu despreparo.

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

*

COP-26

Presença brasileira

Sob liderança de Walter Schalka, presidente da Suzano, aportam em Glasgow CEOs e executivos de várias empresas do Brasil para participar da COP-26, valendo notar que o desinteresse das autoridades brasileiras compeliu a presença dos empresários em defesa da Nação. O presidente Bolsonaro só comparece a eventos de seu interesse próprio, e não aos que tocam de perto os interesses brasileiros. Ressalte-se que a Conferência do Clima não é evento corporativo, mas de transformação, pugnando os empresários por metas ambientais mais ambiciosas. Na ocasião, apreciarão, ainda, a criação do mercado de carbono global como forma de financiamento dos objetivos postulados. O Brasil precisa marcar pontos no evento, e não homenagear a ausência.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

*

O ministro e a COP-26

Sobre o artigo As negociações de Clima na COP-26, do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite (31/10, A4), fiquei pensando “será que o ministro mora no mesmo planeta que eu?”. A segunda parte do artigo e as suas conclusões são fraquíssimas e divorciadas da realidade.

Lélio Braga Calhau direitopenal@gmail.com

Belo Horizonte

*

Exigência ministerial

Uma dúvida que precisa ser esclarecida: seria o ministro do Meio Ambiente, que escreveu no Estado de domingo (31/10), a mesma pessoa que na página A8 aparece com semblante de Al Pacino, em O Poderoso Chefão, ilustrando nota que fala da exigência de tratamento nababesco nos voos do ministro e comitivas em aviões da FAB? Se isso se confirmar, não há diferença entre ele e o ministro anterior do “passar a boiada”.

Clodomir de Jesus Redondo clodoredondo@hotmail.com

Araçoiaba da Serra

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

GELO NO G-20 E PEDRAS NA COP-26

Ignorado e congelado na reunião do G-20, em Roma, e ausente da COP-26, onde lhe “jogariam pedras”, como justificou o vice-presidente general Hamilton Mourão, o presidente do Brasil é um pária no cenário internacional, fazendo parte da “Aliança do Avestruz”, que reuniu notórios negacionistas desde o início da pandemia de covid-19. Agora o mundo se volta para Glasgow, Escócia, onde começou a COP26 do Clima, em que as orelhas do Brasil vão arder como as chamas que vêm consumindo a Floresta Amazônica, o Pantanal e a paciência do mundo em tolerar tantos crimes ambientais num Brasil em processo de autodestruição e que afeta todo o planeta. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

VIAGEM DO DESPERDÍCIO

Afinal, por que o atleta imune não ficou fazendo bagunça por aqui? Foi gastar dinheiro público pra bater papo com os garçons do G-20, faltar nos compromissos, nem tirou foto oficial, comer sanduíche em vez de jantar, mandar bater em jornalistas, não ir à COP-26 e agora causar os protestos em Pádua, com policiais atacando os manifestantes. Ainda bem que meus conterrâneos italianos me representam lá. Fora, Bolsonaro!

Elisabeth Migliavacca

Barueri

*

BOLSONARO, O IRRECUPERÁVEL

Bolsonaro é um grosso irrecuperável. Não tem um pingo de educação. Rodeado por estúpidos engravatados, fantasiados de seguranças, mais uma vez despejou coices nos jornalistas. Desta feita, em Roma, onde foi literalmente ignorado por expressivas autoridades mundiais. Ficou perambulando pelas ruas e ruelas da capital italiana, como alma penada. As patadas do mito de barro ficaram famosas na imprensa mundial. Bolsonaro deslustra a chefia da nação. Seus ataques de histerismo humilham o Brasil aos olhos do mundo. Deveria patentear o rosário de sandices, inconsequências e destempero que exibe com invulgar fervor e arrogância, pelo Brasil e pelo mundo.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

VERGONHA EM ROMA

Mais uma vez o atual governo nos envergonha no exterior, como ocorreu agora em Roma, na reunião dos líderes do G-20. Além da nossa pífia e inexpressiva atuação no evento, tivemos a vergonhosa atuação dos seguranças governamentais que acompanhavam a delegação nacional, que agrediram covardemente integrantes da imprensa brasileira, tornando-nos similar a ditaduras de republiquetas de bananas. Fomos envergonhados diante do mundo civilizado, num evento em que tínhamos tudo para não ter tão triste atuação.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

*

VAX E ANTIVAX

O tradicional e respeitado Dicionário Oxford escolheu “vax”,abreviação de vacina, como a palavra deste ano. Faltou escolher Bolsonaro, sinônimo de antivax, como a palavra dos anos 2020 e 2021. Pobre Brasil.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

O ESTRANHO CASO DE ADÉLIO BISPO

Adélio Bispo, um pobretão, comprovadamente sem recursos, esfaqueador do candidato Bolsonaro, foi detido e imediatamente defendido por três advogados. Até hoje é um mistério. Ninguém sabe o porquê da facada e a mando de quem. Os advogados, que surgiram do nada, poderiam dar explicações, mas sua inviolabilidade é garantida, daí não informaram quem os contratou. Estranho é que atualmente, com frequência, inviolabilidades não são respeitadas e a Justiça faz vista grossa, como se fosse normal.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

LEITE QUER IOGURTE

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite – aquele responsável por apoiar as queimadas, os desmatamentos e a garimpagem ilícita na Amazônia –, exigiu que nos voos oficiais lhe sirvam iogurte, sanduíche de filé mignon e bandeja de frios. Enquanto muitos brasileiros disputam carcaças de peixe assado, ele se esbanja com o nosso dinheiro. Afinal “Leite quer iogurte”, não é mesmo ministro?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

TETO DE GASTOS

Antológico o artigo Teto de Gastos, uma reflexão publicado pelo Estadão de ontem (A6), de autoria do brilhante jornalista Carlos Alberto Di Franco, e defendendo o verdadeiro jornalismo, que é propositivo e não simplesmente crítico. Este último só divulga basófias de pasquim. Parabéns ao Carlos Alberto!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

*

TERCEIRA VIA: QUEM SABE A VERDADE?

Quem vai definir essa tão desejada “terceira via” serão os próprios eleitores. Mas essa terceira via terá que vir com muitas verdades. E é aí que pega: ninguém sabe a verdade verdadeira. No mundo político atual a única certeza é que tudo são dúvidas!

Arcangelo Sforcin Filho despachante2121@gmail.com

São Paulo

*

LAVA JATO

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou, em entrevista, que o Congresso Nacional nada teve a ver com o desmonte da Operação Lava Jato, e que tal se deu por culpa exclusiva do narcisismo e vaidade de certos procuradores. E, assim, haja pós-verdade, sofismas e politicagens para dar ares de verdade às usuais declarações de quem considera ser a própria verdade, não consequência de fatos e ações, mas de palavras e interpretações as mais diversas. Pena, apenas, que quem paga a conta de tantos diversionismos e de tantas leviandades políticas seja o povo brasileiro que, calado e manietado, assiste à farra dos covardes.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

*

NARRATIVA LÓGICA

Desde a Alemanha de Goebbels, o poder da narrativa nunca cansa de espantar o mundo contemporâneo. No Brasil, a última moda da oposição é acusar sem parar o atual presidente da República de genocida (definido como a pessoa que comete atos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial, ou religioso). Não há dúvida que o Executivo errou na condução da pandemia, mas será que houve intenção? Por outro lado, o PT cansou de roubar dinheiro da Saúde (não se pode dizer que foram atos não intencionais), que poderia ter sido usado para melhor aparelhar o SUS com mais leitos de UTI, fato que é convenientemente esquecido, mas que, previsivelmente, causou milhares de mortes que antecederam e se ampliaram no atual governo. Afinal, quem são os genocidas?

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

*

DÁ UM DINHEIRO AÍ

A tal “rachadinha”, ou melhor, furto de dinheiro público, pelo visto é uma prática comum nos gabinetes da ilha da fantasia,,mas a imunidade parlamentar é um obstáculo à investigação. O novo “rei do Amapá”, o senador Davi Alcolumbre, é denunciado por alguns de seus subalternos de embolsar a maior parte dos seus salários. Enquanto milhões passam fome, o “rei Davi” engorda sua conta bancária e usa de seu poder para dificultar os trabalhos do STF. Este é o Brasil do voto obrigatório e irresponsável.

J.A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

*

AMOR E POLÍTICA

A deputada Tabata Amaral foi vítima recente de um ataque indigno, misógino, vil e desprezível do ator José de Abreu, possível candidato (a quê?) pelo PT nas eleições do ano que vem. Até o momento, o partido, fazendo jus ao característico expediente que sempre usou, dos dois pesos, duas medidas, não se manifestou sobre o assunto, o que já é uma aberração. Abortar a intenção do ator é o mínimo que se espera, e mesmo assim, vai sair barato. Agora, embora o amor deva estar acima de tudo, a tentativa de aliança do namorado da deputada, o prefeito João Campos, com Lula precisa ser revista e condicionada. O amor é belo, mas também tem limites. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

A 'CIDADÃ'

A Constituição federal foi intitulada de “cidadã” pelos seus arquitetos em 1988, ano da sua promulgação. Com quase 34 anos de sua vigência, o Brasil vive uma situação de crise em vários setores da vida nacional, agravada pela eclosão da pandemia. A sociedade, ao longo deste tempo, vem implorando por reformas de natureza política, econômica, fiscal, tributária e de controle de gastos públicos, muitas delas necessitando da aprovação de Propostas de Emenda Constitucional (PECs), processo paquidérmico e dispendioso, uma vez que precisa tramitar pelo Congresso, um dos mais caros do mundo. Onde foi que se errou na elaboração do documento? Revelou-se engessante, populista, na medida em que procurou atender aos interesses de grupos em detrimento dos da sociedade como um todo? O fato é que o País se mostra quase ingovernável com as ambiguidades e conceitos arcaicos de sua Carta Magna. Será que, depois de debatidas as PECs e eventualmente aprovadas as reformas, a “cidadã” atenderá com mais eficiência aos anseios dos cidadãos?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

CAMINHONEIROS À ESPERA DE SOLUÇÃO

Não se concretizaram as previsões de amanhecermos o 1º de novembro com as estradas bloqueadas. Os caminhoneiros mantêm as reivindicações de solução à alta de preços do diesel e outros combustíveis e por questões ligadas à previdência da classe e às tarifas dos fretes. Mas optaram por não confrontar a Justiça, que proibiu a interrupção do tráfego. Resta agora os governos (federal e estaduais), transportadoras, caminhoneiros e outros envolvidos se esforçarem para conseguir um acordo que atenda todos e devolva a tranquilidade ao setor, que já deu mostras de sua força para colocar o País em colapso de abastecimento. O País precisa rever sua matriz de transporte, muito calcada sobre o caminhão, e melhor aproveitar ferrovia, hidrovia e até a aerovia. Os governadores já concordaram em congelar os valores do ICMS, que impacta em 27% o preço dos combustíveis. Precisam, agora, todos os políticos, evitarem a politização do problema porque, se dele tratarem pensando nas próximas eleições, certamente produzirão mais dificuldades e, em vez de lucro, terão prejuízo no cenário eleitoral. É hora de ter muito juízo.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

CAMINHONEIROS

Age mal Bolsonaro, para variar, ao dar ajuda aos caminhoneiros. Sobrecarrega a já tão combalida política fiscal e também o povo, que arcará com mais impostos. O que deveria fazer no meu entendimento era liberar o pagamento dos pedágios nas rodovias enquanto durar a crise. Como é uma concessão, que tem altos lucros, deveriam, por um tempo , colaborar compulsoriamente com o governo. Talvez o valor que deixará de ser pago supere em muito os R$ 400.

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

A UNIÃO FAZ A FORÇA

Realmente a união faz a força. A comunidade LGBT é um exemplo pontual da máxima. Episódio recente de um atleta profissional mostra com toda a clareza a capacidade organizacional e de luta do movimento. Estão de parabéns. Se tivéssemos uma sociedade solidária e atuante, à semelhança do movimento LGBT, crimes grandemente responsáveis pela violência, como a velhofobia, a pedofilia e a pornografia, já teriam sido erradicados. 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

*

NELSON FREIRE

Com o falecimento de Nelson Freire, perde a arte um dos maiores pianistas mundiais.

Robert Haller

São Paulo

*

GILBERTO BRAGA, UM AUTOR DE ‘CATIGORIA’

Nesses “dias dançantes” onde “Vale Tudo” para ser uma “Celebridade”, Gilberto Braga mostrou ao mundo as histórias inesquecíveis e as tramas arrebatadoras do “Paraíso Tropical” existentes de norte a sul da “Pátria Minha”.

Nos “Labirintos” da “Água Viva” de Copacabana ou do Brasil inteiro, qualquer pessoa que tenha “Louco Amor” pelos “Anos Dourados” da televisão deve reconhecer: se Gilberto Braga não teve a pretensão de ser “O Dono do Mundo”, pelo menos conseguiu se transformar em um “Brilhante” recordista de audiência. E se seus personagens fossem reais, “A Escrava Isaura”, “O Primo Basílio” e até a Bebel reconheceriam: ele foi um autor de “catigoria”!

Thieser Farias thieserfarias94@yahoo.com.br

Santa Maria (RS)

*

CLARO: TELEMARKETING INSUPORTÁVEL

Está impossível de tolerar a insistência cavalar da Claro nas ligações de tentativas de vendas.

Tenho recebido até 5 telefonemas desta empresa por dia.

Varia ligações são de interurbano, de diversos prefixos, sem nenhuma precaução ou respeito.

Esta empresa vai consolidando uma péssima imagem, de completo desrespeito ao possível/eventual cliente. Inacreditável!

 Fernando Ferraz Marcondes de Souza fmarcondes@bib.com.br

São Paulo

*














 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.