Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2021 | 00h00

Pandemia

5 milhões de mortos

Mais de 5 milhões de pessoas morreram vítimas da covid-19 em todo o mundo. 12% dessas mortes ocorreram no Brasil, que representa apenas 2,7% da população mundial. 54% da população brasileira está totalmente vacinada contra o coronavírus. Mas, com o surgimento de novas variantes, a crise sanitária global ainda não chegou ao fim. Proteger a população dos países ricos ajuda, mas não resolve totalmente o problema em escala mundial. 70% da população mundial ainda não foi imunizada – a maioria dos países pobres. A generosidade é fator significativo no cenário de uma pandemia, porque a globalização aproxima os continentes e nos faz partilhar doenças também. A solução é única para todos os países e a contribuição internacional é essencial.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Arriscado

Falar em festas de réveillon e carnaval atualmente é, no mínimo, uma falta de respeito por todos que estão fazendo das tripas coração para se cuidar e colaborar com a superação da pandemia. Graças às vacinas e às medidas de proteção (máscaras, assepsia e distanciamento social), a situação melhorou, mas não podemos arriscar pôr todo este esforço a perder. Mesmo com as vacinas, que sabemos não serem 100% eficazes, ainda há risco de retrocedermos. Esse risco compensa a alegria passageira e a arrecadação com as festas?

Silvia R. P. Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

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Petrobras

O caminho da privatização

A recente discussão sobre o dilema preço dos combustíveis, repasse automático dos custos e qual o objetivo da Petrobras (social ou privado?) decorre da existência de um monopólio. Onde não há concorrência não há incentivo para aumentar a produtividade. Por outro lado, apenas privatizar a Petrobras implica a criação de um monopólio privado, tão ineficiente quanto o monopólio público – talvez com menos cabides de emprego e propensão à corrupção. Minhas sugestões para evoluir no caminho da privatização sem incorrer nos malefícios do monopólio privado são: 1) cindir a Petrobras em três empresas, cada uma com ativos que permitam às cindidas participar do processo de produção/refino, dando as condições de concorrerem entre si; e 2) implementar uma política de remuneração da gestão calcada no aumento da produtividade, medida por indicadores-chave de desempenho, tanto nos processos industriais quanto nos administrativos.

Eduardo Aguinaga eduardo.aguinaga22@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘Um problema’

A Petrobras não é um problema, como disse o presidente Bolsonaro no encontro do G-20. Problemas são a incompetência e a corrupção dos políticos brasileiros. Foi boicotada a produção dos carros a álcool e elétricos. Foram criados inúmeros obstáculos ecológicos, de leis ambientais, esquecendo-se, contudo, dos provocados pela indústria do petróleo. Os projetos das grandes ferrovias adormecem nas gavetas dos ministérios com os mesmos argumentos. Mas deixam acontecer os desmatamentos e as invasões de terra nas mesmas regiões consideradas protegidas. A energia solar e a eólica devem ter o mesmo destino. Portanto, parem de culpar a Petrobras, políticos despreparados.

João Ernesto Varallo jevarallo@hotmail.com

São Paulo

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Brasil-Argentina

Bolsonaro x Fernández

Acho que o presidente Bolsonaro tinha sentido o cheiro de linguiça no arroz quando se recusou a ir à posse do presidente argentino, sr. Alberto Fernández. Adivinhou que, no final de 2021, lá o litro da gasolina e o botijão de gás estariam sendo comercializados, respectivamente, a R$ 3,10 e R$ 25,00. Assim, era melhor manter distância. Sei que o que atrapalhou foram a pandemia e os governadores e prefeitos. Uma banana para ele.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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Eleição 2022

Mobilização cívica

O editorial O medo é o pior dos conselheiros (1/11, A3) diagnostica com precisão o dilema nem-nem em que nos encontramos. Talvez seja esperar demais que os aspirantes aí postos tenham a grandeza de se desvestir de suas ilusões quixotescas e se proponham a, de fato, encontrar uma convergência viável que boa parte do eleitorado tanto aguarda.

Francisco Soares francisco.soares05@gmail.com

Campinas

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

GAIA NÃO SE SUBMETE

É ridícula a decisão dos principais líderes do planeta que ousaram negociar os prazos para neutralizar suas emissões de gases de efeito estufa, a ponto de não colocarem prazo nenhum no documento. A China e a Rússia empurraram as suas metas para 2060. Aqui, temos até uma situação hilária, pois adotamos a máxima criada pelo saudoso jogador de futebol Garrincha “combinar com os russos”, referindo-se à tática elaborada pelo seu técnico para o tal jogo. A pergunta aqui é se os chineses, os russos e os demais combinaram com Gaia, o nome do nosso planeta na mitologia grega. Ocorre que Gaia é um sistema termodinâmico fechado, portanto, vai seguir as leis da termodinâmica, e não as absurdas decisões de líderes políticos. Gaia vai se adaptar às novas condições, quaisquer que sejam elas. Entretanto, talvez as novas condições do planeta não serão tranquilas para a humanidade. No limite, serão fatais. O nosso presidente, que nem sequer foi a Glasgow, pois ali seria vaiado, declarou que determinou ao ministro do Meio Ambiente anunciar que o Brasil vai zerar os gases de efeito estufa até 2050. Mas isso é só um chute dado por um presidente que não se preocupa com nada, menos ainda com o meio ambiente.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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COP-26

Será que esta geração está pensando que é a última do planeta? Não tem filhos e netos? O governo Bolsonaro prometeu que o Brasil vai atingir a meta na eliminação dos gases de carbono até 2050. Quem viver verá!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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O PERIGO DE TUDO DAR EM NADA   

A sociedade civil – pessoas físicas, cientistas, empresas, imprensa, instituições intermediárias, sindicatos, associações e outros – demonstra consciência mais verticalizada do que os governos acerca das medidas de salvação do planeta no tema climático. Volta-se à história em que os Estados não passavam de centros de arrecadação de impostos absenteístas, durante os anos mais obscuros da história humana, posto que, hoje, inobstante organizados e constitucionalizados, não raro os respectivos governos claudicam (para dizer o menos), a exemplo do brasileiro. As delegações demonstraram-se apáticas nos preparativos da COP-26. Estão prensadas pelos produtores de combustíveis fósseis. Os agentes ativos da sociedade contemporânea não podem permitir que se repita o clima melancólico e anódino de 1919 em Versalhes, coisa francesa para inglês ver, em que as sementes da paz foram a preparação dos canhões para uma nova e abominável guerra mundial.    

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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JOGANDO ENERGIA FORA

Não dá para falar em efeito ambiental na geração de energia sem mencionar o outro lado da balança: o lado do consumo inútil de energia. Até um leigo como eu poderia encher algumas páginas deste jornal listando as diversas formas de desperdiçar energia a troco de nada. Atividades simplesmente inúteis. Vou dar um exemplo singelo. Na reunião do G-20, houve presidente que chegou com uma comitiva de 85 carros. Muitos deles limusines. Ridículo. Uma comitiva de 20 carros, ou de 10 carros, ou de até 5 carros já não seria suficiente? E depois começam seus discursos falando sobre a importância de preservar o meio ambiente. Ora, economize na conta do orgulho, da hipocrisia e do desperdício. Basta começar dando o exemplo de que não se deve jogar energia no lixo. E a figura do problema ambiental vai mudar radicalmente. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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A SOCIEDADE DO CONSUMISMO

A terrível experiência vivida nestes dois anos de epidemia mundial, com milhões de vidas perdidas, além de revelar nossa fragilidade e interdependência global no combate ao coronavírus, revelou a face da miséria em todas as nações, onde o vírus da injustiça social nunca foi erradicado. Na outra extremidade do espectro econômico, o desespero da indústria e do comércio mundial em retomar as atividades que mantêm funcionando a roda gigante da sociedade do consumo compulsivo, de que é dependente. Desde a instituição da “obsolescência programada” pela indústria de objetos de consumo, ficou claro que a economia mundial é refém de um vício por ela mesma criado. Um novo modelo econômico precisa ser adotado diante da evidente finitude de matéria-prima natural, do aquecimento global e de uma nova geração de jovens desvinculados do consumismo alucinado das gerações anteriores, atualmente no poder político e econômico, mas já conscientes das mudanças necessárias, como fica claro nas pautas da Conferência do Clima, a COP-26, em Glasgow, na Escócia. Um novo mundo mais verde esperança.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O FIM DO CAPITALISMO

As mudanças climáticas devem precipitar o fim do capitalismo. O sistema econômico que visa ao lucro, à acumulação de riquezas e ao crescimento eterno das economias pode estar com os dias contados. O mundo não suporta mais o modelo de crescimento eterno proposto pelo capitalismo, não há mais recursos naturais para atender a tanta demanda. A sociedade de consumo está esgotando o planeta e produz uma quantidade gigantesca de resíduos. O comunismo fracassou, o capitalismo vai pelo mesmo caminho, vai acabar vítima de seus próprios erros. Está chegando o momento de as principais lideranças mundiais começarem a vislumbrar um mundo pós-capitalismo, pós-consumismo, um novo modelo econômico precisa surgir evitando os erros do comunismo e os excessos do capitalismo e tendo a preservação da natureza como principal diretriz no lugar que hoje é ocupado pelo lucro.   

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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BOLSONARO PELO ‘FINANCIAL TIMES’

O jornal britânico Financial Times publicou um duro editorial contra o presidente Jair Bolsonaro, dizendo de suas falhas na pandemia, de sua incapacidade de gerir as crises econômica e social que assolam o País, da sua prevaricação na compra de vacinas contra a covid-19 e da difícil luta que terá para a reeleição, diante de uma recuperação vacilante da economia. Exposição claríssima sobre o presidente Bolsonaro, embora pareça, em nossa política interna, aqui no Brasil, que tudo isso é de somenos importância perto das grandezas presidenciais das fake news, dos ímpetos de machismo e agressividades, dos deboches e das dedicações orçamentárias aos amigos. E como compreender tantos brasileiros que apoiam essas desfaçatezes que ridicularizam e depreciam, de modo único em toda a nossa história, o Brasil, país que já foi motivo de tanto orgulho e de tanto destaque no cenário mundial?

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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DUPLA INDESEJADA

Em entrevista dada em Roma, Jair Bolsonaro acusou o condenado Lula da Silva de ter elo com o narcotráfico. Por outro lado, o demiurgo disse que Bolsonaro tem elo com a Máfia. Na verdade, esses dois meliantes merecem todo o descrédito dos brasileiros de bem, pois essa dupla indesejada fez muito mal ao País. Vamos torcer pela terceira via, que é a única salvação do Brasil, não é mesmo Sérgio Moro?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DIPLOMACIA BOLSONARISTA

Com o CEO da Organização Mundial da Saúde, a despeito de 600 mil vítimas da pandemia, gargalhou. Depois, altos papos com Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia. E só. Ficou nisso, nada além. Isolado, sozinho. Mas até sozinho estava mal acompanhado. Vai ver é o tal mito.

 Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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TURISMO NA ITÁLIA

Creio que somos o único país no mundo que temos um presidente da República que se recusou a participar da COP-26, na qual se reúnem presidentes de países para discutir a pauta sobre aquecimento global. Entre participar da COP-26 e fazer turismo na Itália, Bolsonaro optou pelo turismo. 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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INSULTO À MISÉRIA

Quem circula pelas ruas de São Paulo vê se agravar a pobreza, com muitas pessoas em situação miserável. Ao mesmo tempo, vemos Jair Bolsonaro levando mais de cem pessoas para a Itália para fazer turismo em um vilarejo esquecido e fazendo uma refeição para 200 pessoas em uma mansão. Além do insulto à miséria de tantos brasileiros, é ilegal, além de desonesto, jogar no lixo o dinheiro de nossos tributos. Quando a Procuradoria-Geral da República vai iniciar processo contra essa pessoa que age como um miliciano?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

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IMPRENSA LIVRE

Todo governante fascista e populista teme e ataca a imprensa, pois sua atuação é pautada na mentira, na distorção da realidade, na manipulação dos fatos. E a imprensa está aí para denunciar.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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IGNOREM BOLSONARO

Realmente inacreditável o que está acontecendo entre Bolsonaro e os profissionais da imprensa! Mais inacreditável ainda como um ser das trevas como esse ainda seja abordado para poder assim distribuir suas mentiras, seu fel e sua agressividade, agora exibida de fato com porretadas, por seus guarda-costas nacionais e internacionais.      

Tanta coisa importante a ser mostrada e insistem em querer saber o que de proveitoso Bolsonaro pode dar. Nadinha, está de folga, nada a contribuir ou a dizer de útil, apenas a cara sádica de quem está gostando da confusão. Temos de lembrar que quando pararam de falar de Lula, ele praticamente desapareceu!      

A imprensa tem de reagir ignorando esse ser desprezível e preocupando-se em informar a população de coisas que acrescentam algo de positivo e útil para o progresso e proteção da humanidade e futuro dos nossos jovens, para viverem num mundo melhor!        

Deixá-lo falando sozinho sem plateia é tudo que precisamos!

Cecília Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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FIQUEMOS DE OLHO

É hora de começarmos a observar os nomes dos prováveis candidatos à presidência da República nas eleições de 2022. Observar e investigar. Não podemos cair numa cilada. Não nos esqueçamos de que o voto é uma arma importantíssima para que haja mudança política e social. Ah, como estamos precisando dessa mudança. Não podemos continuar errando em nossas escolhas. Quando decidirmos em quem votar, devemos estar conscientes de que, entre as alternativas à nossa disposição, escolhemos a melhor. Se assim fizermos, com certeza teremos um país diferente. Lembremos que para administrar um país é necessário ter capacidade. Um mandato dura quatro anos, se fizermos uma má escolha, o nosso prejuízo será grande. Vamos, todos nós, juntos, observar os nomes que virão. Já temos nomes aí que podem ser expurgados. Já conhecemos os seus malfeitos. Eu quero ver o Brasil crescendo. Eu quero que todos nós vivamos bem. Não quero ver meus irmãos revirando o lixo, procurando comida porque em casa não tem. Está passando da hora de darmos adeus às velhas raposas. 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF) 

FALTA DE PRINCÍPIOS

Ser desonesto não é só roubar dinheiro público ou privado. Honestidade é uma qualidade de ser verdadeiro, não mentir, não fraudar ou enganar. Respeitar e obedecer incondicionalmente às regras morais, repudiar A malandragem , a esperteza, ser transparente e exigir transparência é o mínimo que se pode exigir de um governante. Pelo exposto não vejo em Bolsonaro e em nenhum daqueles que ficaram para trás tais qualidades. Lamentavelmente, o Brasil está possuído deste mal. Para nossa falta de sorte.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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REALIDADE NO ‘BOLETIM FOCUS’

Enquanto o ministro Paulo Guedes, que nada entrega do que promete, insiste que a economia brasileira vai muito bem obrigado, e chama de pessimistas os sensatos analistas, também o Boletim Focus semanalmente mostra a dura realidade do retrocesso econômico que vivemos. No boletim divulgado nessa segunda-feira, 1º/11, a previsão da inflação para este ano, com relação à anterior de 8,96%, subiu para 9,17%. Lembrando que no acumulado de 12 meses, infelizmente, já está em 10,34%. Já a estimativa para o PIB em 2021, de 4,97% cai para 4,94%, em razão da baixa produtividade. Descontado o tombo do PIB de 2020 de 4,1%, certamente ficaremos com crescimento real abaixo de 1%. Um dos piores do mundo. E para a taxa básica Selic, hoje, em 7,75%, a indicação do Banco Central é que feche o ano em 9,25%. Ou seja, com juros mais altos penalizando as empresas e o consumidor final, certamente, a tendência é que o crescimento econômico neste ano arrefeça ainda mais. Porém, Bolsonaro e Paulo Guedes continuam arrotando suas mentiras.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MILAGRE

Foram anos, sem sucesso, “fazendo de tudo” para acabar com dengue, chikungunya, febre amarela e zika. Aí vem a pandemia e elimina as quatro doenças. Das duas, uma: o prolongamento dessas pragas era fake news ou a covid cura.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@lwmail.com.br

Niterói (RJ)

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NELSON FREIRE

Um minuto de respeitoso silêncio em homenagem ao talentoso e genial Nelson Freire, recém-falecido, aos 77 anos. Um dos maiores pianistas do mundo, que a todos encantou com o delicado dedilhar das teclas de marfim brancas e pretas desde os 5 anos de idade. Viva Freire!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FIM DO FIM DA MEIA-ENTRADA

Foi por um triz. Estamos vivendo uma época de retrocessos sem fim. De atropelamentos deliberados de direitos, todos sendo nivelados por baixo. Cultura é para ser acessível a todos, é para ser ampliada, não reduzida. Aliás, apenas e exclusivamente os poderosos não deveriam poder pagar meia.

Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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A DESTRUIÇÃO DO RIO DE JANEIRO

O Rio de Janeiro, sem um forte projeto em nível nacional, jamais vai sair do atoleiro econômico e social em que se encontra. A cidade não tem empregos, nada produz e tem um setor de serviços medíocre, com baixa qualificação de pessoas por conta de um ensino público de péssima qualidade. Os serviços públicos são ruins e grande parte da renda da cidade era oriunda dos salários do funcionalismo público. Funcionalismo que encolheu em quantidade de funcionários e em nível de renda. As universidades federais do Rio, que poderiam ser polos tecnológicos de desenvolvimento, estão carcomidas e degradadas. A situação habitacional e de falta de saneamento básico, falta de esgoto e de água limpa para a maior parte da população, que vive em condições insalubres e miseráveis, é outra questão que deveria ser política do Estado nacional brasileiro para a sua solução. Uma cidade com um entorno de miséria, cidade sem estrutura urbana alguma e com 8 milhões de pessoas vivendo em uma cada vez mais empobrecida zona sul e um centro totalmente falido e degradado, é uma cidade completamente destroçada em termos econômicos e sociais. A união federal deveria construir uma nova capital para desinchar o Rio de Janeiro, deveria criar zonas francas industriais no interior do Estado e deveria abrir a economia da cidade para investimentos de todo o tipo sem ônus fiscais por 50 anos! Criar uma zona econômica especial para o desenvolvimento da cidade, com tributação diferenciada. A total ausência de investimentos e de melhoria urbana na cidade por quase 40 anos, melhoria em educação, obras viárias, saneamento e limpeza do meio ambiente tornaram a cidade o imenso lixão que é hoje. O Rio hoje é uma das piores capitais do mundo, sem estrutura de nada!

Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro


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