Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2021 | 03h00

Combustíveis

Redução de demanda

Segundo a Agência Internacional de Energia, a demanda por petróleo deve cair 75% para zerar as emissões de carbono até 2050. Com a Petrobras e seus aumentos do preço da gasolina no Brasil, já estamos reduzindo muito a emissão desde o início deste ano.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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Tempos difíceis

O preço dos combustíveis está tirando o sossego da população brasileira. Nunca vi tantos carros parados nos acostamentos e gente caminhando com galão na mão. Acontece durante o dia e durante a noite também. Nós abastecemos a conta-gotas, e deixamos no posto ao menos uma nota de R$ 100. Pelos discursos eleitorais de 2018, teríamos um Brasil diferente, mas era só conversa fiada. Muita atenção em 2022, eleitores, evitemos entrar numa fria. Quem sabe o melhor caminho seja optar pela tal “terceira via”. Já passamos por tempos difíceis, mas iguais a este creio que não: carne é coisa do passado e já estão minguados o arroz e o feijão.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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Eleição 2022

Em busca de propostas

Perfeito o editorial 2022 pode ser diferente de 2018 (3/11, A3). Até agora, para o nível do eleitor brasileiro, tem calado mais fundo o discurso populista de defesa da moralidade dos costumes e do combate à corrupção, mesmo que nunca os candidatos apresentem os meios e os caminhos para atingir tais objetivos. Típicos da mediocridade de Lula e Bolsonaro, acostumados com o seu público. Mas o eleitor está sendo renovado com uma população mais jovem e mais exigente. As pesquisas de rejeição vêm demonstrando exatamente isso. Os candidatos, além de comprovar honestidade e experiência em gestão pública, obrigatoriamente terão de demonstrar em 2022 confiáveis compromissos com políticas públicas de saúde, educação e economia.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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No muro

“Ninguém pode se escorar no muro da vaidade”, frase de Paulo Hartung na Coluna do Estadão (3/11, A2). Acho que ele seria o candidato ideal para o Brasil ter um presidente à altura do cargo, desde que os partidos do centro – não as quadrilhas do Centrão – pulassem fora deste muro e a maioria dos eleitores brasileiros buscasse um candidato sério, com capacidade administrativa comprovada em 12 anos como governador do Espírito Santo. Nem preciso lembrar a ele que o Ministério da Economia com Ana Vescovi, sua secretária de Fazenda naquele Estado, seria a parte principal no segundo escalão do governo. Infelizmente, este Brasil de sonho não existe.

Paulo Mario B. de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

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PEC dos Precatórios

Aprovação na Câmara

Quando o assunto é votar matéria que traz mais dinheiro para os fundos dos partidos e eleitoral, nossos parlamentares não poupam esforço: trabalham até a madrugada, esquecem diferenças ideológicas, aprovam matérias ao arrepio da lei (furar o teto de gastos e dar calote nos precatórios), fazem discursos nobres, lembram dos pobres invisíveis, defendem a saúde pública (mais vacinas contra a covid-19) e até reconhecem que a educação é importante. Ninguém duvidava de que a PEC dos precatórios fosse aprovada. A resistência de alguns é só “faz parte do meu show”, como na famosa canção. Alguém duvida de que a proposta será aprovada em segundo turno e também pelo Senado? O que resta saber é quanto essas votações vão nos custar a mais.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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Irresponsabilidade fiscal

É muito simples darmos o troco aos deputados que votaram sim para a aprovação da malsinada emenda: não votemos neles, sejam de que partidos forem, nas próximas eleições.

Carlos Ayrton Biasetto carlos.biasetto@gmail.com

São Paulo

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Pandemia

Sinal de alerta

A Holanda voltou a tomar providências e medidas restritivas contra a disseminação da covid-19. Enquanto isso, São Paulo, maior cidade do Brasil, já tem baladas cheias até as cinco da manhã liberadas.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

HORROR!

É difícil segurar a vontade de esganar os deputados brasileiros que votaram a favor da PEC dos Precatórios em grande número, inclusive dos partidos de oposição. Esses votantes deram o aval para o governo furar o teto de gastos público, pedalar e dar um calote nos que ganharam na Justiça o direito de receber o que o Brasil lhes deve há décadas. 

O abominável Arthur Lira e seus comparsas no Congresso ainda têm o desplante de dizer que estão fazendo isso a favor dos mais necessitados! A massa de falidos e miseráveis cresceu de forma exponencial no desgoverno Bolsonaro com o apoio total dos parlamentares e de toda a casta de privilegiados que flana em cima das maiores vítimas dessa desgraça toda, os mais necessitados. A supercasta, de diversos matizes, formada pelos impiedosos senhores da grana, recolhe os restos do Brasil, assim como os famintos recolhem restos de comida no lixo para alimentar suas famílias. É o horror! O horror!

Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília

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PEC DOS PRECATÓRIOS

Com a palavra o loquaz presidenciável Ciro Gomes (PDT), cujo partido aderiu sem nenhum pudor ao       “toma lá dá cá” para aprovar em 1º turno a PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados. Lamentável! 

Geraldo Tadeu Santos Almeida

Itapeva

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SIMONE TEBET PARA PRESIDENTE

A senadora Simone Tebet, lançada pelo PMDB, é disparada a melhor indicação à Presidência da República em 2022. Tudo o que a nação brasileira precisa alcançar na próxima eleição presidencial é um nome de consenso nacional de centro, capaz de romper a maléfica polarização Lula X Bolsonaro, duas figuras de páginas viradas da história do passado. Uma dúzia de nomes de políticos masculinos já foi lançada e nenhum deles é capaz de empolgar os eleitores, seja por carisma pessoal, competência comprovada ou capacidade de aglutinação. Até o momento só Simone Tebet, senadora, mulher, inteligente, com o melhor desempenho na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, no Senado. Único nome capaz de unir o Brasil em sua tarefa de reconstrução, a partir de 1º de janeiro de 2023.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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SÉRGIO MORO MARCA POSIÇÃO

Noticiado foi que Sérgio Moro embarcou para Brasília para marcar posição no debate sobre o tema “o governo rompe o teto de gastos públicos”. Eis aí o dedo do gigante. Diz ele que “Aumentar o Auxílio Brasil”, “Aumentar o Bolsa Família” não só é bom, como é ótimo! Porém, rasgar e irromper o teto dos “gastos públicos”, não só é mau, como é péssimo. Pois aí o gesto da cega irresponsabilidade, que se nivela à de Luís XV que, ao prever a derrocada de seu reino disse: depois de mim que o mundo desabe! O aumento biliardário das contas públicas é como meter o pé no acelerador rumo ao precipício. Ao contrário dessa irresponsabilidade, estar no manejo da balança entre o ótimo e o péssimo é onde se estreita a maior virtude de um governante. Pois foi no debate deste ponto de equilíbrio que Moro fez questão de estacar as vigas de ferro de promissor governo honesto, no solo arenoso da política nacional. O promissor do gesto entusiasma a todos os que amam, efetivamente, o Brasil. 

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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A PSEUDODEMOCRACIA BRASILEIRA

O Brasil pensa que é um país democrático, mas na verdade não é. Aqui quem escolhe os governantes são os partidos políticos, ao povo cabe a pífia tarefa de escolher entre os escolhidos, depois de pagar bilhões de reais aos partidos a título de fundo eleitoral. O Brasil precisa acabar com a ditadura dos partidos políticos, qualquer cidadão em ordem com suas obrigações deveria poder se candidatar e se eleger para os cargos públicos, inclusive à Presidência da República. Muito mais útil do que essa tutela dos partidos políticos seria um concurso público para os postulantes a cargos públicos. Lula e Bolsonaro jamais passariam em um concurso para escriturário público. Quem sabe exigindo um gabarito mínimo de seus políticos o Brasil finalmente tenha um presidente da República alfabetizado, que saiba ler, escrever, fazer contas, conheça a Constituição e seja fluente em inglês para o País não passar mais vergonha nos grandes encontros internacionais.      

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O CUPIDO RENAN

O senador Renan Calheiros, mago da CPI da Covid, enseja ser o cupido no casamento eleitoral entre Rodrigo Pacheco e Lula para a corrida presidencial de 2022. Lula, embora líder no Ibope, ainda está indeciso e Rodrigo Pacheco, muito empolgado. Lula, rei da cocada preta, não admite o seu histórico negativo e Pacheco sonha alto. Vai ser difícil o cupido concretizar o casamento. Nenhum dos dois quer ser vice, e Renan, como casamenteiro, é um fiasco.           

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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EXEMPLO HISTÓRICO

O HMS Victory, construído entre 1759 e 1765, foi a nau capitânia do Almirante Nelson, a bordo do qual o herói inglês foi morto em combate durante a Batalha do Cabo Trafalgar, que marcou a derrota, em 1805, da esquadra franco-espanhola, o que impediu a acariciada invasão do Reino Unido pela França através do Canal da Mancha. Na montagem do famoso vaso de guerra foram utilizadas aproximadamente 6 mil árvores, 90% das quais carvalhos nobres. Tal quantidade, usada somente para um navio, representa a derrubada de quase uma floresta inteira. Levando-se em consideração a grandeza e importância da marinha de Nelson, o fato de que a Inglaterra constrói navios de madeira em grande quantidade para guerra e operações de ampliação do império desde o século 16 até o final do Século 19, cada um deles absorvendo uma quantidade semelhante de árvores, e o acréscimo representado pelos estaleiros de outras potências navais da época, como Portugal, Espanha e Holanda, chega-se à conclusão que a devastação de florestas direcionada exclusivamente para a construção naval na Europa tem consequências nefastas sentidas até hoje, e uma razoável recuperação está longe de ser atingida. Lembremo-nos que se trata do mesmo continente que exige hoje do Brasil medidas rigorosas no sentido de reduzir drasticamente o desmatamento. O exemplo histórico não é dos melhores.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PRESIDENTE ENVERGONHA O BRASIL

No editorial Bolsonaro envergonha o Brasil, de novo (4/11 - A3), eu mudaria apenas a conclusão final, pois o despresidente sempre foi motivo de vergonha. Ele zomba da população porque sabe da covardia dos órgãos de controle que não levam as dezenas de pedido de impeachment adiante e, no caso do TSE, apontam os crimes e os criminosos, mas se limitam a dar um puxão de orelhas na chapa ilegitimamente eleita. Com deputados comprados com emendas secretas e ainda quórum apertado para votar a PEC dos Precatórios, por exemplo, muita sangria democrática haverá até ser retirado do lugar onde nunca deveria ter estado.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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BOLSONARO E AS FORÇAS OCULTAS.

Jânio Quadros dizia que lutava contra forças ocultas, mas fugiu delas e renunciou. Jair Messias Bolsonaro, com pouca criatividade, assevera na Itália e em outros países que luta contra forças poderosas, não ocultas, mas que não consegue designar porque nada é oculto no País, exceto o seu conhecido Gabinete do Ódio. No seu rodízio europeu, Bolsonaro está fazendo campanha e mentindo em coisas de seu interesse, esquecendo-se de que existe imprensa e que os brasileiros estão observando-o. Na verdade, a cada dia Bolsonaro torna mais viável a Terceira Via.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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BRASIL NA COP-26

Felizmente o Brasil aderiu a compromissos de zerar desmate e reduzir a emissão de metano em 30% até 2030. Tal decisão brasileira na COP-26 foi inesperada, mas ocorreu em razão da pressão dos EUA. Com isso temos condições de melhorar a nossa pecuária, bem como nos aliarmos ao esforço global da maioria das nações na melhoria do clima, fundamental para a nossa sobrevivência como espécie humana.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

BOLSONAURO

Enquanto na COP-26 mais de cem chefes de Estado e de governo discutem iniciativas urgentes e inadiáveis de promover o desaquecimento e a despoluição do planeta, o retrógrado e negacionista presidente Bolsonauro mantém sua criminosa e inaceitável política antiambientalista, como um homo do tempo das cavernas. Pobre Brasil.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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LEVARAM UMA ÍNDIA PARA ‘ATACAR O BRASIL’, DIZ BOLSONARO

Quem ataca o Brasil é o próprio presidente. Tivéssemos mais índias para defender o nosso país.

Robert Haller

São Paulo

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UM MANDA, OUTRO OBEDECE

Jair Bolsonaro mandou e o ministro do Trabalho e da (in) Previdência, Onyx Lorenzoni – aquele que falsificou documentos para a compra da vacina Covaxin –, obedeceu. Ora, editou portaria proibindo que trabalhadores sejam obrigados a tomar vacina ou apresentar certificado de vacinação para permanecer no emprego. Afinal, se não houvesse essa dupla negacionista, nada disso seria necessário. Na verdade, a malsinada portaria não tem o condão e muito menos qualidade para derrubar posição diferente dos Tribunais do Trabalho que admitem a dispensa por justa causa, sim. Mais um tiro que sai pela culatra e chamusca o “estadista” Bolsonaro. Mais uma para a sua coleção de insucessos!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TRABALHADORES E VACINAÇÃO

Líderes de nove entidades de sindicatos de trabalhadores assinaram uma nota conjunta criticando, negativamente, a portaria do Ministério do Trabalho que proíbe a demissão por justa causa, ou a não contratação, de pessoas que não foram vacinadas contra a covid-19. O governo Bolsonaro, por seu Ministro do Trabalho e Previdência, Onix Lorenzoni, teima insistentemente em bajular e dar satisfações a seus simpatizantes radicais, todos aficionados dos surtos de singelo machismo destemperado e inconsequente do seu patrono, o presidente Bolsonaro. Pregam, esses algozes da democracia sadia e consciente de suas ações e consequências, a liberdade daqueles que não querem se vacinar, afirmando que bastariam testagens semanais nos empregados não vacinados para garantir a segurança da saúde de todos. Sim, mas quem vai pagar essa conta? E por que, novamente, a liberdade de uns poucos é maior que a liberdade de quase todos que desejam a vacinação em massa? Neste Brasil invertido, em que os direitos de bandidos superam, em muito, os direitos dos cidadãos que não cometem crimes, mas que são suas vítimas, melhor se pensar muito mais antes de dar o voto a qualquer um que pregue aquilo que jamais fez, ou que jamais faria, ao longo de toda a sua vida. Ora, senhor Lorenzoni, não seria melhor se o senhor estivesse empenhado em buscar soluções reais para problemas reais, ao invés de ficar aí querendo agradar ao brasileiro que menos valor e importância dá aos que trabalham e dependem da Previdência pública, este senhor Bolsonaro?

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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NÃO AGRADOU A NINGUÉM

A portaria do Ministério do Trabalho não agradou a ninguém, nem os funcionários que já estão vacinados, porque estes não querem conviver no dia a dia com colegas que não foram vacinados. Temos de respeitar as duas posições, mas dar privilégio e preferência aos vacinados.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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NÚMERO DE EMPREGOS MANIPULADO

Mais uma inverídica informação do governo foi finalmente esclarecida pelo Caged, com relação à criação de empregos em 2020. O Planalto, com veemência, negava que os números positivos na criação de empregos no ano passado estavam subnotificados. Depois de uma atrasada e séria revisão pelo Caged, a realidade dos fatos veio à tona. Ou seja, dos 142.690 novos postos criados com carteira assinada anunciados na época, infelizmente, o número real foi 46,82% menor, ou de apenas 75.883 novos postos. Esse passa-moleque não surpreende quando se trata deste governo, que até tentou no auge da pandemia manipular os números de mortes pela covid-19 para bem menos. Barbaridade!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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 SEQUESTRARAM OS MANUAIS

Errar é humano. Insistir no erro é burrice ou má-fé. Ou ambas as coisas. Nessa linha, volto ao tema por rigoroso interesse gramatical, em benefício da correta redação. Matemática ou aritmética? Virou rotina falar ou escrever errado. Os equívocos são frequentes. Batem tanto na mesma tecla que a falha se tornou vício de linguagem. Escrever errado virou charme. Lamentável e patético. Justiça aos raros que grafam certo ou falam corretamente. Sobretudo agora, no final do Brasileirão, série A e B, quando é preciso avaliar as chances numéricas dos adversários. Programas esportivos nas televisões e rádios e matérias nos impressos anunciam “Hora da matemática”, “Projeção da matemática”, “Cuca avalia a matemática”. Um horror. Pavoroso erro. Sumiram com os manuais de redação. Céus. Matemática, refrescando a cachola dos sabidões, é a ciência dos números. Mas quem trata deles, diminuindo, somando e multiplicando, é a aritmética.

Fica a esperança de que até a rodada final das séries A e B a rapaziada aprenda a lição: a diferença entre a matemática e a aritmética. Sem medo e traumas da aritmética. Leitores e telespectadores exigentes agradecerão. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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LIÇÕES DA ELEIÇÃO EM VIRGINIA

O que aconteceu na Virgínia, um Estado tradicionalmente democrata que acaba de eleger um governador republicano? Os democratas apostaram no “combate ao racismo” como justificativa maior para todas as suas políticas. E os republicanos apostaram numa versão diferente: a de que os americanos convivem bem e que o principal é cuidar dos problemas que afetam o dia a dia dos cidadãos. A eleição do republicano é um indicativo claro de que está havendo overdose na exploração do tema racismo e isto não está funcionando. E de que talvez tenha chegado a hora de tratar dos verdadeiros problemas, em vez dos ideologicamente fomentados e cinicamente superavaliados. A esquerda americana ficou desnorteada e não sem razão. Terá de comprar uma nova bússola se quiser continuar no páreo. 


Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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VITÓRIA REPUBLICANA NA VIRGINIA

A vitória republicana na eleição para governador da Virgínia simboliza o atual momento em que o país está mais dividido desde a Guerra de Secessão (1861-1865), quando o próprio Estado partiu-se em dois, durante a guerra civil, e a Virgínia Ocidental passou para o lado pró-abolicionista. A Virgínia sempre foi o Estado com o maior número de execuções com a pena capital desde os tempos coloniais até 1972, quando houve a suspensão pela Suprema Corte. Desde 1976, o Estado era o segundo em número de execuções depois da reintrodução da pena de morte. Em março de 2021, o atual governador democrata conseguiu apoio legislativo para fincar a primeira bandeira da abolição da pena capital num histórico Estado escravocrata do sul. Agora, a reação conservadora republicana, com sua guerra cultural contra o aborto, contra a Teoria Crítica Racial e em favor da interferência no conteúdo do ensino público, mostra que o país caminha para aprofundar a polarização nas eleições de meio de mandato, em 2022, e assim colocar em risco o governo do presidente Joe Biden, se este ficar sem maioria no Congresso até a eleição de 2024.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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JOVENS ALUNOS LEITORES DO ‘ESTADÃO’

Nossos alunos dos anos finais do Fundamental que recebem diariamente o Estadão em sua sala de trabalho resolveram escrever ao jornal, inicialmente pela mudança do formato, mas durante a construção do texto coletivo mudaram de rumo e me entregaram o texto abaixo, justificando que os jornais “não falam bem das escolas”.

Envio ao Fórum pelo cumprimento do compromisso assumido com os alunos.

Edimara de Lima edimara@primamontessori.com.br

São Paulo

Nossas impressões sobre o ‘Estadão’

Aos exímios leitores curiosos, os convidamos a explorar a vida escolar de alunos da Prima-Escola Montessori de São Paulo, na Zona Sul da cidade.

Estamos no último ano do Ensino Fundamental II de uma escola montessoriana, o famigerado nono ano.

O método idealizado por Maria Montessori no século 19, hoje muito citado, viabiliza o desenvolvimento educacional de maneira distinta do ensino tradicional, prezando a autonomia do estudante, habilidade de raciocínio e elaboração de textos a partir da leitura de diversos gêneros textuais.

Durante a semana, possuímos horários dedicados apenas à leitura de jornais. Entre eles destaca-se o Estado de S. Paulo – o Estadão.

Acreditamos que a escrita de bons textos não venha somente da leitura de textos didáticos, mas também da utilização de diferentes estilos literários, como contos, crônicas, notícias e reportagens, que nos agrega vocabulário e informações.

Leitores há muito tempo, gostaríamos de constar que, gradativamente, a quantidade de imagens vem aumentando e, infelizmente, os textos vêm diminuindo.

Entretanto, a boa estrutura de nossos textos se deve, em parte, à leitura deste jornal. Portanto, agradecemos a disponibilidade de informação e cultura proporcionadas.

Venham conhecer a nossa escola!

Beatriz Pagani Sgarbi, Caio Ang Jaw, Isadora Camargo Dios Klein, Jade Hadlich de Lima, Luis Ernesto Rowland Abreu Hudson, Maria Clara Lucas Souza e Maria Isabel Rey das Neves

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