Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2021 | 00h00

COP-26

O planeta resistirá?

Ainda em curso a Conferência do Clima da ONU na Escócia (COP-26), governantes e empresas buscam ações que possam ajudar no combate ao aquecimento global e às mudanças climáticas, já que o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, órgão da ONU, sentenciou que o homem e grandes empresas poluidoras são responsáveis pelo desequilíbrio do clima em todo o mundo. Lamentavelmente, o que vimos até agora – e possivelmente até o fim da COP – é que empresas poluidoras e governos prometem iniciar a redução de emissão de CO2 na atmosfera até 2050, isso se ainda existir vida aqui, na Terra. Enquanto os debates seguem, vemos nos jornais manifestações de que são todos, agora, amigos do planeta – uma grande fake news, porque o que querem, mesmo, é lucro. Usam o bônus da terra e deixam o ônus da tragédia da degradação em áreas que poderão virar uma savana. A Terra não consegue mais “respirar”. Vimos isso com relação ao plantio de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto, por exemplo, onde a natureza reage mostrando sua força em tempestades de poeira, que se deslocaram depois para o Pantanal, bioma que também sofre com incêndios, muitos deles criminosos. Infelizmente, o ser humano insensato insiste na degradação da natureza e da vida, e o Brasil, lamentavelmente, na COP não apresentou nada em favor, mas contra si: um passivo a descoberto, pela degradação dos biomas do Cerrado, Pantanal e da Floresta Amazônica.

José Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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Em prol do meio ambiente

As tentativas de mudança são falaciosas, pois todos apoiamos o nosso próprio bem-estar, a busca de riqueza e o crescimento econômico. A hipocrisia humana já levou as condições de habitabilidade do planeta para o buraco. Volta? Dificílimo.

Roberto Barbieri rrbarbieri@terra.com.br

São Paulo

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Flagrante desinteresse

Se o enfrentamento das mudanças climáticas está lento no mundo todo, no Brasil, infelizmente, o desinteresse é flagrante. Por exemplo, enquanto nos EUA e em países da Europa os carros elétricos já são realidade, por aqui os poucos veículos híbridos (movidos a gasolina, etanol e bateria) são vendidos a um preço muito maior que os não híbridos. Além disso, são raríssimos os locais de carregamento de veículos movidos a bateria, essenciais para a circulação dos carros elétricos, cuja autonomia é pequena. Ou seja, não há estímulo financeiro nem estrutural para que veículos poluentes sejam substituídos. Se considerarmos, então, que o transporte público nas grandes cidades, embora progressivamente melhor, ainda deixa muito a desejar e que a malha ferroviária para transporte de passageiros é nula, se comparada à de países desenvolvidos, o desestímulo é exponencial. Despoluir o planeta é projeto complexo e de longo prazo. Só gritaria não resolve, é preciso pragmatismo das esferas pública e privada. A contribuição do Brasil neste momento, num cenário político e econômico desolador a um ano das eleições, será ínfima, se tanto.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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Eleição 2022

Ainda sem candidato

Tendo em vista a experiência amarga que tivemos com Lula e Bolsonaro, só nos resta a terceira via no ano que vem. Entretanto, está difícil de encontrar um político que possa fazer um bom governo, principalmente recuperando a economia brasileira, dilacerada pelos últimos governos, com decisiva participação da pandemia de covid-19. Admiro os que estão adotando como terceira via o ex-tudo Sergio Moro, mas, como entendo que honestidade não é virtude, mas sim dever (condição sine qua non para tudo – já ouvi até Jair Messias afirmar isso), e entendo que Moro nem mesmo cumpriu seu dever nos julgamentos de Lula, falhando em procedimentos elementares, e foi oportunista ao adotar o bolsonarismo, estou ainda sem candidato para 2022.

Carlos Gonçalves de Faria marshalfaria@gmail.com

São Paulo

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Apareçam

O congestionamento de candidatos a representante da terceira via assusta a nós, brasileiros, cada vez mais. Queremos uma candidatura que realmente tenha chances de se eleger. Que estes postulantes apareçam para o debate, mostrem seus planos de ação, e previamente o povo dirá quem será o melhor candidato.

Maria Cristina Manzano familiamanzano@uol.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MARÍLIA MENDONÇA

O Brasil triste e enlutado com a morte dessa ótima cantora. Era uma das melhores artistas de sua geração, se não a melhor. Soube mostrar a vida como ela é com suas belas canções. Que descanse em paz. 

Reinner Carlos de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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GRANDES PERDAS

O Brasil está vivendo grandes traumas, perdas enormes. A semana foi coroada com a tragédia da queda do bimotor onde viajava a cantora Marília Mendonça, a queridíssima e amada compositora e intérprete de canções do mais recente cancioneiro popular nacional. Amada e prestigiada pelo grande público de fãs da música sertaneja mais recente, Marília, de apenas 26 anos, já era a rainha absoluta da “sofrência”, gênero que ela praticamente criou ao cantar as dores dos amores perdidos e traições amorosas. Marília deixa órfãos milhares de apaixonados por suas composições, shows e redes sociais onde acompanhavam a vida e o sucesso dessa celebridade que passou como um raio pelos céus do Brasil. Vá em paz, jovem Marília!


Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília

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CHACOTA INTERNACIONAL

Isolado no turismo que fez na Itália, Jair Bolsonaro, com paletó desabotoado, colarinho amassado e nó de gravata folgado, virou chacota internacional. Pensando estar em seu “cercadinho”, mentiu o quanto pôde. Disse que é vítima da imprensa brasileira, que não entregou o governo a nenhum partido político, que a economia está reagindo vigorosamente e que na Amazônia Legal não há desmatamento, queimadas e muito menos garimpos ilegais. Depois, sorridente, saiu com cara de missão cumprida. “Quem não te conhece que te compre”, diria aquela senhorinha de Taubaté.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PIZZA

Depois de ter cometido a tremenda gafe de trocar o nome do enviado especial dos EUA, John Kerry, pelo do humorista Jim Carrey, em seu giro pela Itália por ocasião da reunião do G-20,Jair Bolsonaro, descendente de italianos, disse em vídeo ter visitado em Pisa a icônica Torre de Pizza. Pois é, esse é o presidente de uma das 10 maiores economias do mundo, candidato à reeleição em 2022.Pode? Ele pode até chamar Lula de ladrão, mas não de beócio, pois não? Pobre Brasil.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SINTO FALTA DE VOCÊ

Ah, como eu tenho pensado em você. Como você faz falta no nosso dia a dia. A sua ausência está sendo muito sentida, ninguém pode negar. No ano de 2018, eu ouvi inúmeras vozes afirmarem que você teria lugar nas tomadas de decisões políticas do nosso país e que nada seria feito fora dos princípios estabelecidos por você. Oh, quanta esperança. Seria o fim de condutas inadequadas. Seria um novo tempo. Ledo engano. As vozes mentiram. Você continua longe. Eu queria muito que você estivesse habitando na Praça dos Três Poderes, para que estivesse ajudando dois Poderes que estão mais carentes. Por favor, socorre-nos, ó ética!

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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JOVEM INDÍGENA FALOU MAL DO MAU GOVERNO

Txai Suruí em seu brilhante pronunciamento na abertura da COP-26 foi a voz da esperança a favor do Brasil do futuro. Salvou a reputação da nação brasileira perante o mundo. Não falou mal do Brasil, como mentiu o presidente que não teve coragem de ir à Conferência do Clima, onde seria criticado por todos os crimes ambientais que protagoniza em seu perverso governo. A jovem indígena falou mal do desgoverno do Brasil e foi um raio de luz e esperança para as novas gerações que lutam por um mundo melhor em harmonia com a natureza.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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COISA DE MENINO OU DE DOENTE

Na quinta-feira passada o presidente Bolsonaro homenageou os pesquisadores Marcus Lacerda e Adele Benzaken, com a Ordem do Mérito Científico. Na sexta-feira, ele revogou a homenagem. Para mim isso é atitude de menino ou de transtornos de personalidade.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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O BRASIL SE CONFORMA

O Brasil se conforma com suas favelas, com o esgoto sem tratamento jogado nos rios e mares; o Brasil se conforma com Bolsonaro na Presidência da República. O Brasil se conforma com Lula sem julgamento, com Dilma, Temer, Aécio, todos livres e sem serem incomodados pelo que fizeram. O Brasil se conforma com Augusto Aras e Arthur Lira. Definitivamente, está na hora de o Brasil parar de se conformar e se tornar o senhor de seu destino.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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OS PSEUDODIREITOS

O Direito não pode ser distorcido em benefício de pretensões políticas ou menores. O Direito, que deve ter força cogente, flui de norma legalmente imposta na sociedade. O Direito nasce para proteger direitos e não para criar exceções desonrosas. O Direito, enfim, quando consta da Lei Maior, é norma absoluta e destinada a ter vida longa e respeito a suas consequências. A PEC dos Precatórios é uma farsa e não visa a aperfeiçoar o Direito, mas torná-lo preceito imoral e não ético, porque procrastinar ou não pagar dívida líquida e certa e decorrente de decisão transitada em julgado, na realidade, é safadeza, imoralidade e ilegalidade, que pode ser sanada com a decretação de sua inconstitucionalidade, o que certamente ocorrerá no Supremo Tribunal Federal, se aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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JABUTIS E SERPENTES

Estadão e afins do consórcio de mídia trombeteiam o fim do mundo se aprovada a PEC dos Precatórios com os jabutis nela embutidos. O criatório de jabutis é extensão do serpentário da Praça dos Três Poderes, território de benefícios, mutretas, compra e venda de votos, consciências, mordomias intoleráveis em contraste com a pobreza incontrolável do povão base da sociedade. A “nomenklatura” brasiliense se regala em quaisquer circunstâncias, nelas incluída a pandemia. Nenhuma severa palavra da imprensa falada ou escrita foi ouvida ou lida para advertir contra tempos e costumes nativos que inquietam o homem do bem. Resta a obsessão em derrubar o capitão, e só. Apenas para exemplificar, o Brasil se tornou o país dos tetos legais furados a começar pelo dos salários, prebenda solar do Judiciário das mordomias, vantagens, auxílios insuportáveis. Exceções contadas, jornalistas calam sobre a volúpia financeira do Legislativo e do Judiciário, temerosos do inquérito que tudo pode e faz chover. O STF ignora limites constitucionais para fazer valer vontades monocráticas, transformado em apêndice da oposição com o único e deliberado propósito de apoquentar o governo. Nenhuma voz de ponderação se ergue em favor do apaziguamento social, da concertação, da crítica serena com indicadores de correção. Há balcões e balcões, moedas e moedas. Tudo parece remanescer podre no reino da Dinamarca.

José Maria Leal Paes tuantamina@gmail.com

Belém

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LICENÇA PARA MATAR

Com “licença para matar” o teto dos gastos e as decisões judiciais (“waiver”, segundo o Paulo Guedes), o nosso país virou filme de terror para o investidor. Às conclusões de Celso Ming (5/11,B2), acrescentaria: nunca a terceira via foi tão necessária e urgente. 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL, A ETERNA REPUBLIQUETA DE BANANAS

Não existem partidos políticos de esquerda, direita ou centro no nosso país. Existe apenas muito dinheiro para comprar votos de deputados federais e senadores para aprovar medidas populistas na calada da noite. Qual é o preço de um deputado federal ou senador (não importa o partido)? Depende se o presidente está em alta ou baixa. Estando em baixa e desejando a reeleição, o preço é altíssimo. Enfim, atualmente o preço está superfaturado, rendendo muitos dividendos para os atuais ocupantes do Congresso, cuja conta está sendo paga pelo povo brasileiro, com uma parcela grande da população tentando encontrar algo para comer no lixão. Corta-me o coração e vou tentar escolher bons candidatos na próxima eleição e, dependendo do resultado do primeiro turno, posso usar a tecla branco, disponível nas urnas novamente, pois me recuso a usar a urna como pinico. Não voto em Bolsonaro e muito menos no PT, independentemente de quem seja o seu vice (recado para o Alckmin). 

Maria Carmen Del bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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REELEIÇÃO, A PRAGA QUE CONVULSIONA A POLÍTICA BRASILEIRA

A reeleição para o Executivo (presidente, governador e prefeito), criada em 1997, pela Emenda Constitucional nº 16, em vez de avanço, é fator de desagregação e atraso na política nacional. Atendeu à vaidade e até aos interesses do presidente Fernando Henrique Cardoso e de seus sucessores, mas levou para os gabinetes a desconfiança, o clima eleitoral infindável e a nefasta polarização. Antes dela, o governante só se preocupava em fazer um bom governo e com isso eleger o sucessor. Hoje, ele assume montando esquemas para abocanhar os quatro anos do mandato seguinte. E não desfruta do devido sossego para governar porque, como potencial candidato à eleição seguinte, é torpedeado todos os dias pelos adversários. Bolsonaro é exemplo disso. Começou com os que perderam e eleição para ele denunciando fraude e tentando cassar seu diploma. Não conseguiram, mas atrapalharam o governo durante três anos. Isso acontece todas as vezes que se assaca contra o governante, com o objetivo de intrigá-lo com o eleitorado na provável candidatura de reeleição. Tumultua o governo e prejudica diretamente a população. O ideal seria acabar com a reeleição, que não existiu e nem fez falta durante os primeiros 108 anos da República (de 1889 a 1997). Tendo governado durante um mandato, o presidente, o governador e o prefeito deveriam ficar para sempre inabilitados ao mesmo posto. Afinal, governar é uma prestação de relevantes serviços à comunidade, não uma profissão que o indivíduo tenha de exercer continuamente e, muito menos, meio de vida. Restará a alternativa de eleger-se e reeleger-se quantas vezes conseguir para senador, deputado (federal e estadual) ou vereador. Para isso precisamos alterar a legislação, mas não pode ser mediante casuísmo que impeça Bolsonaro e os atuais governadores e prefeitos de buscar um novo mandato, se assim o pretenderem. A mudança, se ocorrer, deve ser operada antes das próximas eleições para que os candidatos e principalmente os eleitos saibam que será por apenas um período e nada mais.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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 ‘DEIXAR A BOIADA PASSAR’ VAI GERAR BILHÕES DE DÓLARES

Ao se referir ao problema da poluição ambiental, o presidente Bolsonaro disse recentemente: “Sempre fomos parte da solução, não do problema”. O presidente sabia que a região da Floresta Amazônica era considerada o “pulmão da Terra”, pois só esta região produzia quase 25% do oxigênio da Terra. No entanto, hoje, infelizmente, esta região é emissora não só de mais CO2, como outros gases, inclusive gases nocivos, como o metano, o N2O, entre outros. Esta situação é consequência do desmatamento desenfreado e da presença de gados ruminantes na região, práticas estimuladas pela política do atual governo do sr. Bolsonaro, que, nesses quase três anos de mandato, nunca mostrou nenhuma preocupação em preservar as áreas de floresta do País. Ao invés disso, incentivava derrubar as florestas, “deixando a boiada passar” na região. Hoje, o governo Bolsonaro propõe que o Brasil vai neutralizar esses gases da Floresta Amazônica em 50% até o ano de 2030, embora não dê nenhum detalhe sobre como vai atingir tal meta. Na verdade, o mais importante para o presidente Bolsonaro seria conseguir o “financiamento” pela proposta para melhorar sua “imagem” e “moral” para a reeleição em 2022. E, o problema de redução/neutralização dos gases de efeito estufa da região da Amazônia seria o problema de outro presidente, não dele.

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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NÓS POLUÍMOS

À parte a ausência do nosso recorrente omissivo presidente, que optou por nos envergonhar na Itália, a conferência das Nações Unidas para mudanças climáticas (COP-26) foi uma iniciativa positiva no sentido de controlar a poluição mundial. Entretanto, somente estimular a produção energética via uso de fontes renováveis não atinge a principal causa da poluição global: o comportamento humano. Enquanto não abordarmos o comportamento consumista sem consciência ambiental, por meio de uma campanha universal nesse sentido, de nada adiantará controlar as fontes emissoras. E isso significa conscientizar a população, da infância à terceira idade, que o uso desenfreado de produtos descartáveis básicos, como o plástico, ou de equipamentos, como os celulares, TVs e sons, é a causa da degradação ambiental, e não a emissão em si das fontes energéticas. Essa é a questão de fundo que nenhum país quer enfrentar, porque alcança sua dinâmica produtiva e econômica, um verdadeiro tabu. Houvesse um esclarecimento mundial quanto aos danos ambientais causados por esse consumo desenfreado, porque estimulado, os países renitentes às causas ambientais reduziriam suas matrizes energéticas poluidoras naturalmente. No momento que esse tabu for superado reencontraremos o equilíbrio natural entre os humanos e a natureza.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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 ‘NÃO FAZER INJUSTIÇA

Em artigo do eminente advogado e professor Ives Gandra da Silva Martins (5/11, A8), é ressaltada a insatisfação dos cidadãos com o Poder Judiciário, refletida em pesquisas. Ultimamente a mídia tem publicado artigos e reportagens com detalhes sobre o sistema jurídico do País, inclusive no Estadão, o que deve ter provocado reflexões entre os cidadãos sobre detalhes muito particulares do Judiciário. Uma questão muito importante é a interferência do presidente da República no STF, pois a nomeação dos membros da Corte depende estritamente dele. O que tem de ser estabelecido é que a indicação para preencher o cargo seja determinada pela a área jurídica, indicando três ou cinco nomes para o presidente da República escolher obrigatoriamente dentre os indicados, o que diminuiria em muito a influência do chefe do Executivo Federal.

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br 

São Paulo

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CAI 10% IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO

Este governo marcha lenta de Jair Bolsonaro somente agora, com a inflação já acumulada em 12 meses em 10,34%, decide reduzir 10% de imposto para produtos importados. Se tivesse tomado essa decisão no início do ano, certamente muitos dos produtos que consumimos, incluindo principalmente pelas empresas, como matéria-prima, equipamentos, etc., estariam com preços mais baixos. Até os combustíveis! E a inflação menos pressionada. Porém, o estrago está feito. Neste período melancólico de desgoverno, o Banco Central foi obrigado a elevar radicalmente a taxa Selic, de 2% em meados de 2020 para 7,75%, e em dezembro deve subir para 9,25%. A elevação dos juros inibe o consumo e o desenvolvimento econômico...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ESTADOS UNIDOS 2024

Bastante estranha a preocupação dos democratas americanos com o seu possível candidato à presidência em 2024, mais de dois anos antes da eleição. Estarão eles sopesando o fato de que o desgaste de Joe Biden está sendo mais rápido do que seria aceitável ou o fator idade ­– estará completando 82 anos até o próximo pleito – pode passar a ser considerado sério fator limitante? O certo é que o lento avanço dos republicanos, configurado agora com a vitória do milionário republicano, apoiado por Donald Trump, Glenn Youngkin, para governador do importante Estado da Virgínia, derrotando o democrata Terry McAuliffe, até pouco tempo atrás apontado como favorito, já está colocando as fileiras democratas em estado de alerta, com a possibilidade de Trump, insistente contestador do último resultado eleitoral no qual foi declarado perdedor, se apresentar como candidato, perspectiva que tem tudo para arruinar os planos de longo prazo dos democratas. Quanto ao papel que caberá em todo este xadrez à atual vice-presidente Kamala Harris, ainda paira grande mistério. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 

Rio de Janeiro

 

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