Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2021 | 03h00

COP-26

O fim do carvão

Para vergonha nossa, o Brasil não assinou o pacto na COP da Escócia sobre o fim da produção de carvão. Lembrei-me do jabuti que o senador Dario Berger, de Santa Catarina, introduziu na MP da privatização da Eletrobras, prorrogando o subsídio às usinas termoelétricas que utilizam carvão mineral de 2027 para 2035. Embora esse jabuti tenha sido retirado depois, o subsídio ficou mantido até 2027. Ora, isso é um absurdo, pois, com o advento da energia fotovoltaica, mais barata e não poluente, tais usinas devem ser substituídas de imediato pela nova tecnologia. A alegação de que os funcionários daquele sistema ficariam desempregados não se sustenta, pois seriam facilmente adaptados para as novas funções. Ademais, obrigar os consumidores a arcar com tal despesa não tem nenhuma lógica e beira a trambique. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, alegou que 85% da energia no Brasil é de fonte limpa e renovável, e acrescentou que o setor de mineração no Brasil está em evolução e hoje é sustentável. Apesar do discurso ufanista, com as fontes eólica e fotovoltaica para produção de energia, não se justifica mais a construção de hidrelétricas na Amazônia, por exemplo, onde o desmatamento aumentou no atual governo. E, quanto à mineração, as tragédias que aconteceram nas barragens em Mariana e Brumadinho foram amplamente divulgadas fora do Brasil.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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Do discurso à ação

Excelente o artigo Os apóstolos do carvão, de J. R. Guzzo, no Estado de domingo (A13). É preciso esclarecer o público sobre a hipocrisia e a arrogância dos grandes poluidores.

Lúcia Mendonça luciamendonca@me.com

São Paulo

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Eleição 2022

Análise

O artigo Uma luz bruxuleia no fim do túnel (6/11, A4), de Bolívar Lamounier, foi a melhor análise que li sobre os tempos políticos que vivemos. Expõe as sombrias perspectivas eleitorais de Bolsonaro em 2022 e detalha o cenário que aguarda o candidato Lula, incluindo seu comportamento na hipótese de vencer a eleição. Aos Três Poderes, delega a mesmice de continuarem se alimentando dos ossos institucionais, preservando a imagem anêmica que têm aos olhos da população. Aos brasileiros, o artigo alerta para a indispensável participação no aperfeiçoamento democrático.

Honyldo Roberto Pereira Pinto  honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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Drogas

O exemplo do Uruguai

A respeito da coluna de Mario Vargas Llosa no Estado de domingo (Liberdade para as drogas, 7/11, A20), o brilhante escritor parece estar fora da realidade. Não comenta, por exemplo, o perigo que a liberalização do comércio das drogas oferece aos jovens e à população em geral. Usar o Uruguai como exemplo é um viés torto do que realmente aconteceu naquele país, onde os números da violência aumentaram consideravelmente.

Cláudio Ferro cferro14@gmail.com

São Paulo

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Fins medicinais

Mario Vargas Llosa diz que a única solução para o narcotráfico é fazer como o Uruguai, que liberalizou o comércio das drogas. Não é bem assim. A única droga legalizada lá (e não liberada) foi a maconha, e para fins medicinais: serve para combater dores e espasmos. A produção e a venda continuam sendo controladas, não são livres.

Irene G. Freudenheim irene.margarete@terra.com.br

São Paulo

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Acidente aéreo

Esclarecimento

Em atenção à carta Os cabos da Cemig, publicada neste Fórum (8/11, A4), a Cemig esclarece que a torre de distribuição que teve seu cabo atingido pela aeronave PT-ONJ segue rigorosamente as normas técnicas brasileiras e a regulamentação em vigor. A sinalização com esferas na cor laranja é exigida para torres inseridas em situações específicas, como estar dentro de zona de proteção de aeródromos. Como já divulgado, inclusive pelas autoridades aeronáuticas, a torre em questão está localizada a pouco mais de 1 km fora da zona de proteção do Aeródromo de Caratinga. A Cemig seguirá divulgando informações com transparência e colaborando com as autoridades competentes, únicas capazes de esclarecerem as causas do acidente.

Cláudio Bianchini, diretor adjunto de Comunicação e Sustentabilidade

cemig.imprensa@gmail.com

Belo Horizonte

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

EFEITOS ‘EX NUNC’          

A blindagem que o Centrão quer dar ao presidente Jair Bolsonaro pela entrega do governo a ele é aprovar uma lei onde os ex-presidentes que perderam o foro privilegiado não respondam pelos crimes praticados quando exerciam suas funções. Na verdade, o Supremo Tribunal Federal já se posicionou contrário a essa possibilidade, pois, caso aprovada essa lei, seus efeitos serão ex nunc, ou seja, só valerão para os futuros presidentes. Afinal, se assim não fosse, seria um salvo-conduto para a prática de tramoias sob o manto da impunidade. Muito cuidado Bolsonaro!   

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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EMENDAS DE RELATOR

Lulla tentou comprar o Congresso sem intermediários. Bolsonaro, nessa mesma toada, acompanhado de Lira, tenta usando um “facilitador”. Na “precificação” do voto legislativo, o STF figurará como “atravessador”.

 Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CADA MACACO NO SEU GALHO

Câmara aprova a PEC dos precatórios, o mercado e a oposição demonstram contrariedade e a ministra Rosa Weber, do STF, estabelece prazo exigindo explicações das manobras na votação. O segundo turno da votação na Câmara está agendado para hoje e o plenário da Suprema Corte parece estar dividido quanto ao posicionamento da ministra Rosa. Certo ou errado, os deputados devem assumir a responsabilidade pela votação e, mais uma vez, vemos o Supremo intervir em outro Poder por meio de decisão monocrática. 

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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ORÇAMENTO SECRETO

Conforme noticiado, foi descoberto há bom tempo o chamado orçamento secreto, uma espécie de novo “mensalão” criado no Congresso, sob as bênçãos da Presidência da República, para azeitar sua base parlamentar a menos de um ano das eleições de 2022, com a sórdida e secular prática do tomaladacaísmo, em que os próprios congressistas – os novos vendilhões do templo e de suas almas – controlariam o fluxo do dinheiro conforme sua fome e sede, livrando o Executivo de qualquer culpa ou responsabilidade pelo butim praticado à luz do sol. Felizmente, na semana passada, a ministra Rosa Weber ordenou a suspensão integral da execução dos recursos, até que seja julgado o mérito das ações que questionam o seu mecanismo, bem como exigiu que sejam tornados públicos os documentos que embasaram a distribuição de recursos provenientes dessas emendas (rubrica RP 9) nos Orçamentos de 2020 e deste ano. Diante do “secretão”, legítimo sucessor dos famigerados “mensalão” e “petróleo”, cabe a indignação da sociedade, vez que a publicidade dos gastos com o dinheiro público, que deveria ser obrigatória e constitucional, agora tem que ser determinada judicialmente. A que ponto chegamos! Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DE ORÇAMENTOS

A divisão dos ministros do STF, acerca da decisão de Rosa Weber sobre o orçamento secreto, tem um claro interesse próprio, sempre que se trata de Judiciário: que os orçamentos da Corte comecem também a ser questionados.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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AS EMENDAS E O AGRONEGÓCIO PREJUDICAM O PAÍS

Se as emendas parlamentares fossem produtivas, o Brasil seria o país mais desenvolvido do mundo, teríamos uma infraestrutura formidável, 100% de esgoto tratado, etc. Isso não acontece porque todo o dinheiro das emendas parlamentares é usado para fins políticos, ou seja, alimenta os bolsos dos políticos, dos partidos e dos parceiros. As emendas parlamentares não trazem benefício algum para a população. Se o agronegócio fosse bom o Brasil seria o país mais rico do mundo. O crescimento gigantesco e insustentável do agronegócio, no entanto, não trouxe benefício algum, pois a maior parte do dinheiro do agronegócio sai do Brasil rumo aos paraísos fiscais, o que avilta cada vez mais o real e empobrece o País, além da destruição do meio ambiente com o desmatamento e as queimadas e do esgotamento dos recursos hídricos. O Brasil estaria muito melhor se banisse as emendas parlamentares e se preservasse seu meio ambiente, impedindo o crescimento insustentável do agronegócio.

Mário Barilá Filho mariobarila@gmail.com

São Paulo

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VENDE-SE UM PAÍS

O filho 01 do presidente, senador Flávio Bolsonaro, tuitou que seu colega, Humberto Costa errou quando colocou uma foto tirada em Portugal como se fosse no Brasil. Nela, o autor diz que “está vendendo o carro para pagar a gasolina”. A brincadeira – ou quase – pode até ter acontecido além-mar, entretanto, alguém por estas terras tupiniquins pode dizer que não está sendo obrigado a, no caso dos combustíveis, deixar o carro parado por causa dos elevados preços, vender o veículo ou mesmo trocá-lo por algum outro bem? Ou dizer que não há desemprego, inflação, corrupção (rachadinhas) e tanta incompetência gerada pelo governo de seu pai? 

João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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É SIMPLES

Ao ler os editoriais dos jornais, quando tratam da Economia, fico imaginando os assessores de Bolsonaro tentando explicar a ele os problemas reais, os debates e as consequências que suscitam. Aí, o cara pira e fica falando só o que sabe falar: vamos acabar com isso!

Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília 

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A MUDANÇA NO CONGRESSO

Então a imprensa e mídia em geral estão preocupadas com a votação da PEC do Calote? Mas não é assim que trabalha esse Congresso incompetente e venal? Naquela Casa só se aprova o que interessa a eles. Vejam a rapidez com que o fundo eleitoral foi votado. Mas as reformas administrativa e tributária ficam no papel. É preciso acabar com esse toma lá dá cá, e só conseguiremos acabar com a corrupção elegendo pessoas que pensam no País e não nos seus projetos políticos. Ou mudamos esse Congresso ou o Brasil implode.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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AS URNAS NÃO FALAM

O eleitor brasileiro é um ingênuo incorrigível. A cada eleição, vai às urnas, na esperança de que o viciado ambiente político, nos três níveis de Poder – semelhantes, só variando a escala –, se purifique e se torne mais respirável. Dentro desta linha, os candidatos prometem, por exemplo, que, se eleitos, deixarão de lado seus projetos particulares e priorizarão os de interesse da população. Não tarda o pobre votante, no entanto, a cair em profunda frustração quando constata que o cidadão no qual confiou passa a agir de forma repulsivamente egoísta e voltada exclusivamente para o interesse pessoal, característica dos subterrâneos do poder cujos donos que por lá há muito transitam intitulam de democracia. O pior é que o nosso eleitor sabe que voltará pouco tempo depois a ser convencido de que, com o voto, pode mudar o fétido cenário. Lembrando o saudoso Cartola, quando cantava “mas que bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti”, o eleitor faz analogia e, com sua alma poética, modifica o verso para “mas que bobagem, as urnas não falam, simplesmente as urnas inalam a esperança que roubam de mim”. Convence-se então que o melhor é escolher nada além do menos pior e percebe que qualquer transformação profunda exigirá uma transição bem mais longa, algumas vezes até traumática.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CHAPAS OS DENTADURAS POSTIÇAS?

A Chapa Lula-Alckmin e a chapa Bolsonaro-Marco Feliciano estão mais para dentaduras postiças de segunda mão, de boca de cadáver, chapas recauchutadas. Ricardo Salles, o ex-ministro mata ambiente, que foi secretário de Alckmin, vai voltar com sua motosserra em ambas as chapas postiças. Qualquer um dos onze candidatos da via do centro são opções bem melhores.

O Brasil quer chapa nova, sem bafo de cadáver. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O DRAMA DA TERCEIRA VIA

A dificuldade de convencer as maiorias para a terceira via está na impossível generalização atual da inteligência. As ideologias não a captam. Karl Marx só alinhavou argumentos (em O Capital, de modo eclético e cinzento) não para convencer, mas para implantar o modelo que considerou correto e foi seguido por adeptos em zona espiritual de rigidez confortável. Do mesmo modo, os teóricos do Termidor, a exemplo de Edmund Burke, somente pretenderam a exploração do homem pelo homem (ideia nefasta germinada desde a Idade Média). A intelectualidade que propõe soluções solidárias para toda a humanidade não encontra ressonância em grupos que aprenderam a sobreviver destruindo o outro e mergulharam na respectiva genética. Não é, pois, de espantar que o Brasil não tenha um candidato que galvanize a os eleitores para uma terceira via. Só há lugar para o salvador da pátria, o matar ou morrer, pois o homem é incapaz de ideias construtivas e harmônicas. Talvez vença a razão no futuro, com o desenvolvimento da cultura política, a partir das academias e convencendo a espécie por paciente persuasão.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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 TJSP LIVRA EMPRESA

É estarrecedor verificar que desembargador aposentado e filho de desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo atuam com desenvoltura advogando com sucesso exatamente nesta Corte, como exposto na matéria TJ de SP livra empresa alvo da CPI da Covid de indenizar Petrobrás (A8, 8/11). Não bastasse nossa Justiça ser a mais cara do mundo, consumindo algo como 1,34% do PIB brasileiro, enquanto nos EUA custa ao contribuinte americano 0,14% (dez vezes menos!!!), como registrado pelo Prof. Ives Gandra da Silva Martins no artigo Não fazer injustiça (A8, 5/11), o pobre contribuinte brasileiro ainda tem que ser agraciado com esses inomináveis privilégios! Que vergonha! O nosso Judiciário precisa ser profundamente reformado, para gastar muito menos, mas muito menos, e não serem permitidas essas excrescências.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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 VACINA E IMPREVIDÊNCIA

Com pouco mais de 51% de vacinados no Brasil, de acordo com as autoridades sanitárias mundiais, não deveriam estar abrindo o leque de permissões, como a abolição do uso de máscaras em locais abertos, porque muitos abolirão seu uso em locais fechados e se esquecerão do asseio requerido com o emprego das constantes lavagens de mãos e uso de álcool em gel. A duração dos efeitos das vacinas vai decrescendo e, então, o vírus pode voltar a atacar, podendo ocorrer um novo ciclo de contaminação, com milhares de internações e hospitais superlotados. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, nem aos governos! Não seria melhor esperar mais?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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FESTA POR QUÊ?

Parece que o Brasil está em festa. Estádios de futebol cheios, ruas cheias, bares e restaurantes cheios, casas noturnas cheias, como se não tivesse acontecido há pouco tempo uma das maiores tragédias na área da saúde. Os números mundiais mostram que mais de 5 milhões de pessoas morreram de covid-19!! Embora não tenha saído o número final de mortes por países, certamente o Brasil está entre os primeiros, com mais de 600 mil mortos, que significam mais de 10% do total mundial de mortos e representam pouco mais de 4% da população! Os números mostram que o País é realmente o campeão sem sombra de dúvidas, com muita tristeza. Por isso, eu digo: festa por quê??

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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INDÚSTRIA PERDENDO FORÇA

Dos primeiros 9 meses de 2021, o setor industrial apresentou queda de atividade em 7 deles. Em setembro, conforme divulga o IBGE, o tombo foi de 0,2% em relação a agosto, porém menor, 3,9%, em relação aos últimos 12 meses. Com referência a fevereiro de 2020, antes da pandemia, a atividade do setor industrial, hoje, está 3,2% abaixo. Com relação ao melhor período destes últimos anos, como em 2011, o setor derreteu 19,4%. Preocupante. Em setembro, o setor alimentício foi o que apresentou a maior queda, 11,9%, e o automobilístico, 7,9%. Os motivos vêm desde os efeitos desta pandemia, medíocre crescimento econômico, alto nível de desemprego, falta de renda, aumento da pobreza, etc. Setores com tecnologias avançadas sofrem com a falta de suprimentos, como, por exemplo, a indústria automobilística com a falta de chips. Infelizmente, o Brasil paga um preço mais alto também porque temos um governo totalmente desarticulado e um presidente sem perfil republicano, que mais prefere desrespeitar as nossas instituições e ofender os filhos desta Pátria. Inclusive decide mandar às favas o equilíbrio fiscal furando o teto dos gastos! Não fosse esse comportamento destrutivo do Planalto, o dólar estaria bem mais baixo, a inflação não estaria no nível assustador de 10,34% em 12 meses. A atividade econômica estaria bem melhor, assim como a criação de empregos. Como exemplo, cito os EUA. Durante a pandemia em 2020, o desemprego naquele país explodiu, chegando a 14,7%; passado um ano, e com um novo governo, que pelos menos sabe dialogar com sua sociedade, a atividade econômica cresceu e o desemprego ruiu para apenas 4,7%. Já aqui está em 13,7%. Ou seja, nós brasileiros estamos órfãos de um presidente digno de respeito.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PLANOS DE SAÚDE

O último reajuste de meu plano de saúde da Amil foi, como determinou a ANS, -7,26%, ou seja para menos do que pagava. Durou dois meses e, para minha insatisfação, neste mês veio o valor que pagava antes do reajuste. Ao questionar a operadora fui informado que o desconto nos dois meses anteriores foi “presente de aniversário do plano” e que agora voltou ao que deve ser. Sempre os reajustes determinados pela ANS duram um ano. Quando é a meu favor duram somente dois meses? Qual a explicação?

Silvio Luiz Zuquim sizuquim@uol.com.br

São Paulo

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NICARÁGUA

A vitória de Daniel Ortega na Nicarágua será prontamente reconhecida como legítima por Cuba, Venezuela e pelo PT por causa do seu histórico papel como líder da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) que, em 1979, derrubou a ditadura de Anastasio Somoza. Daniel Ortega foi eleito presidente democraticamente em 1985 e depois foi derrotado nas eleições de 1990. Disputou sem sucessos as eleições de 1996 e 2001, antes de voltar ao poder com a vitória em 2006 e, em seguida, ser reeleito presidente em 2011. Entretanto, o fim da limitação de dois mandatos consecutivos permitiu uma nova reeleição em 2016. Agora, em 2021, o ditador garantiu um novo mandato após a prisão dos principais candidatos de oposição. Tão cedo não haverá alternância de poder como ocorre nas democracias.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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SER CRIANÇA

Já repararam como as crianças são apaixonadas pela vida? Deslumbradas mesmo, assumem a vida como uma grande aventura, como algo raro, sem qualquer questionamento. Não querem saber se vai dar certo, se vai dar errado, se vai cair, chorar, sofrer ou sorrir. Tentam por tentar, fazem por fazer, vivem por viver... Deu vontade de chorar, choram, deu vontade de sorrir, sorriem, e é para todo mundo ver! Está na hora de voltarmos a ser como as crianças, elas têm mais de Deus do que nós, porque confiam abertamente: em si, na natureza e no próximo.

Ricardo C. Siqueira ricadrdocsiqueira@lwmail.com.br

Niterói

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RECICLAGEM DO PLÁSTICO

Os produtos plásticos são muito úteis e sua relação custo/benefício é excelente. Desde que deixado de lado o seu efeito poluidor. Infelizmente, por causa desse efeito, em todos os países a sociedade tem combatido cada vez mais seu uso. Principalmente em sacolas plásticas, nos canudos plásticos, etc. Apesar de reciclável, apenas 10% de todo o plástico é reciclado. E 75% do total utilizado acaba virando poluição plástica. Infelizmente, uma parcela considerável disso termina nos oceanos, onde seu efeito nocivo perdura por vários séculos. Algo devastador. Mas há algo fundamental que tem sido deixado de lado: nada nos impede de aumentar em muito a reciclagem dos plásticos. É questão de educação e cultura. Que tal aprendermos a descartá-los da forma certa ao invés de abandonarmos os mesmos na natureza após seu uso. Sugiro uma campanha em prol da reciclagem responsável destes itens patrocinada pela indústria dos plásticos e apoiada por toda a sociedade.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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