Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2021 | 03h00

Eleição 2022

Sergio Moro

O discurso de filiação de Sergio Moro ao Podemos não foi apenas de filiação, foi gritante o tom eleitoral de sua fala. Inúmeros assuntos foram abordados, entre eles o combate à corrupção e ao aumento da inflação e da taxa de juros, a relevância da preservação do meio ambiente e a importância dos profissionais da saúde durante a pandemia. Decerto, Moro representa a maior esperança de todos os simpatizantes da chamada “terceira via”, ou seja, o repúdio total aos extremos simbolizados por Lula e Bolsonaro. Mas, caso oficialize sua candidatura, diversas serão as dificuldades enfrentadas pelo ex-ministro, desde o tamanho do partido escolhido para sua filiação até as duras críticas que sofreu, sofre e sofrerá, em especial por ser a figura central da Lava Jato. De todo modo, é fato que Moro representa, hoje, uma luz no fim do longo e dúbio túnel da terceira via.

Caio Augusto Gusman Garcia

caioaugustogg@gmail.com

Jaú

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Não é opção

Moro se filiou ao Podemos e não é opção, lamentavelmente. Foi juvenil ao aderir ao Ministério de mais um péssimo presidente da República. Saiu de forma vergonhosa do governo, diante do comportamento ilibado que esperávamos de um ex-juiz. Sua atuação na Lava Jato foi ímpar e passou o Brasil a limpo. Tudo o que se passou após nos envergonha, com a operação sendo praticamente anulada e Lula, liberto, apesar de suas ações nefastas, e ainda lhe deram condições de ser candidato, para vergonha nacional. Nosso país rasteja no esgoto diante das mazelas a que somos submetidos por incompetentes políticos. Reformas já. Mas me esqueci: não temos liderança capaz de fazê-las.

Edmar Augusto Monteiro

eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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Nicarágua

O apoio do PT

Um estonteante tapa na cara do bom senso o apoio, manifestado em nota, do Partido dos Trabalhadores (PT) à pantomima exibida pelo resultado das eleições presidenciais recentemente ocorridas na Nicarágua de Daniel Ortega, no poder há quase 15 anos, prestes a inaugurar seu quinto mandato e, óbvio, vencedor do referido pleito, pela quarta vez consecutiva – desta vez num “embate” em que seus concorrentes estavam presos sob acusação de “traição à pátria” pela justiça de cabresto daquele país. Mais carregado de perplexidade, porém, é o fato de que, em sua mensagem de aliado, o PT afirma explicitamente que conta com os sandinistas nicaraguenses para consolidar uma democracia de paz na América Latina, que possa servir de exemplo para o mundo. A comunidade democrática internacional, no entanto, repudiou o processo, tendo a União Europeia apontado o caráter falso daquelas eleições antes mesmo de sua realização. É mais um movimento que descerra a máscara que envolve a verdadeira face de um partido que demonstra, de novo, sua desonestidade de propósitos e não merece, portanto, a confiança do povo brasileiro.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com.

Rio de Janeiro

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Opositores presos

A vitória de Daniel Ortega, na Nicarágua, foi prontamente reconhecida como legítima por Cuba, Venezuela e pelo PT por causa do seu histórico papel como líder da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), que, em 1979, derrubou a ditadura de Anastasio Somoza. Daniel Ortega foi eleito presidente democraticamente em 1985 e, depois, foi derrotado nas eleições de 1990. Disputou sem sucesso as eleições de 1996 e de 2001, antes de voltar ao poder com a vitória em 2006 e, em seguida, ser reeleito presidente em 2011. Entretanto, o fim da limitação de dois mandatos consecutivos permitiu uma nova reeleição em 2016. Agora, em 2021, o ditador garantiu um novo mandato após a prisão dos principais candidatos de oposição antes da realização do pleito. Tão cedo não haverá alternância de poder, como ocorre nas democracias.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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Aplausos

Quer dizer que o PT aplaude e publica nota saudando a eleição nicaraguense realizada no dia 7 de novembro como uma grande manifestação popular e democrática? A tomada do poder, digo, a eleição na Nicarágua do ditador Daniel Ortega – que tiraniza os nicaraguenses desde 2007 – será duradoura como na Cuba de Fidel, que Lula e o PT sempre elogiaram como democrática?

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


ELEIÇÕES

E já estão dizendo que o discurso de filiação política ao Partido Podemos, do ex-juiz Sergio Moro, é mera repetição do discurso do presidente Bolsonaro, quando este se lançou também em campanha política pela Presidência da República: mero discurso da direita, prometendo liberalismo, privatizações e combate à  corrupção. Mas, senhores, não é exatamente de tudo isso que precisamos? Então, por favor, não venham com essa mania de contaminar trigo com joio, pois nada pior para a democracia do que essa postura de quem tem medo de tentar novamente, pois parece que aqueles que já atacam antecipadamente Moro têm mais medo que o Brasil finalmente dê certo.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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AGORA VAI

Agora vai... Bolsonaro está se filiando ao PL, cujo chefe é Valdemar Costa Neto, ex-presidiário condenado por corrupção. Já o PP, partido do ministro Ciro Nogueira e do Paulo Maluf, deve indicar o vice do Bolsonaro. Enfim, a "família" acima de tudo, por isso quem for votar no Bolsonaro, deve votar também no 01, 02, 03 e 04. E vamos que vamos, ladeira abaixo. Quem declara voto no Bolsonaro, não deve reclamar que a inflação, os juros e o desemprego está subindo e vai aumentar muito mais. Deve manter a pose fazendo arminha e gritando "mito". Enfim, "herói" é você, caro eleitor do Bolsonaro e do Lula, que contribui para o Brasil ser o "eterno" país do futuro.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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TUDO EM FAMÍLIA

Jair Bolsonaro na sua campanha mentiu quando prometeu combater a corrupção, caso fosse eleito.  E, para comprovar essa farsa, não somente fez o diabo para dispensar o probo ministro Sergio Moro do seu governo, como também faz de tudo para livrar das garras da Justiça seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, suspeito das criminosas rachadinhas.  E conseguiu, graças a uma decisão estranha da 5.ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, como um mimo para o senador, anulou a decisão cristalina da 1.ª Instância!  E também não é fake news que Bolsonaro não mediu esforços para acabar com a Lava Jato...  Ufa! Não estamos falando de qualquer pessoa, mas do presidente da República!

Paulo Panossian paulopanossian@homtial.com

São Carlos

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OS POLÍTICOS SÃO CRIATIVOS

Tivesse nossos diligentes políticos a mesma criatividade mostrada quando se trata de inventar artifícios para burlar nossas leis e nossos regulamentos governamentais, metendo a mão no erário, mas, usassem essa “qualidade” para descobrir meios para melhorar a eficácia e a eficiência dos governos, certamente o Brasil seria um país muito mais digno e com uma população  mais bem assistida.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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CULPADO, EU?

É simplesmente inaceitável a maneira desregrada com que se comporta considerável parcela de políticos que orbita em Brasília e adjacências. Esses indivíduos são arrogantes, autoritários e ainda se acham acima da lei. Só para dizer o mínimo!

Maria Elisa Amaral Melisal f3175@gmail.com

Florianópolis

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TRISTE REALIDADE

O Brasil é rico em direitos, pobre em deveres, paupérrimo em realizações, pois cada novo governo não dá sequência ao que estava em andamento no governo anterior. Como consequência, só se planejam obrinhas que se realizem em menos de três anos.  E há uma agravante, o maior problema é nossa Constituição, que prevê uma série de despesas obrigatórias, que consomem mais de 90% do PIB. Assim, o país planeja muitos sonhos inalcançáveis.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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BOLSONARO SE DETERIORANDO

O presidente Jair Bolsonaro conscientemente está se deteriorando da maneira "jamais vista na história deste País", como já dizia o condenado Lula da Silva. Ora, ele se argolou ao partido de Valdemar Costa Neto, aquele que foi denunciado por sua ex-mulher Cristina Caldeira por gastar numa única noite de jogatina mais de US$ 300 mil e depois ser preso pela Operação Lava-Jato. Afinal, o presidente, contrariando todas as suas promessas de campanha, optou por se amancebar aos corruptos. Na verdade, Bolsonaro mostra seu verdadeiro caráter: "sente falta dos trambiques, das tramoias e da corrupção".  Pobre Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FARINHA DO MESMO SACO

Com o papai tratando de se filiar ao PL, o Carluxo sumiu com o furo sobre a denúncia de propina em favor de Valdemar da Costa Neto. São todos farinha do mesmo saco!

Silvio de Barros Pinheiro sbarrosp202@gmail.com

Santos

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MITOS E MICOS

Pelo andar da carruagem em nosso país, precisamos todos entender que mitos, militares e micos definitivamente não são adequados para fazer política.

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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STF

Antigamente o Supremo Tribunal Federal (STF), de maneira sensata, respeitava os outros dois Poderes, mas hoje não mais. Os partidos nanicos, em vez de agir no Legislativo, que é o foro correto, recorrem ao STF para intervir no Legislativo ou no Executivo, e o STF, com a maior desfaçatez, acolhe e interfere no Legislativo ou no Executivo. Outrora, prontamente, o STF devolvia alegando não ser da sua alçada.

Humberto Schuwartz Soares soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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O STF não conduz o País apenas para a insegurança jurídica, mais do que isso, ele conduz o Poder Judiciário para a inexequibilidade.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@lwmail.com.br

Niterói (RJ)

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AGLOMERAÇÕES E COVID-19

A única explicação para governantes patrocinarem aglomerações nas festas de final de ano e no Carnaval de 2022, diante do alto risco da volta de casos e mortes por Covid-19, talvez seja não só para aumentar a arrecadação de impostos pelas festas, mas principalmente pela vontade de ver o País na pior!

Silvia R P Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

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ESTAMOS FRACASSANDO

Novamente o Estadão nos brinda com um artigo formidável sobre o Brasil e nós, brasileiros. Escrito pelo sociólogo Paulo Delgado, Moral da história, (10/11, A8), é a narrativa de nosso recorrente fracasso na consolidação de uma Nação e suas instituições. Constata que nos acomodamos passivamente, aceitando dos integrantes de nossas instituições opiniões, decisões e comportamentos destoantes à construção nacional. Expõe as atitudes permanentes de fingimento pelos políticos e juízes, que transformam nossa Constituição e as leis dela originárias em objetos elásticos e manipuláveis para se preservarem ad aeternum, mandando e decidindo a seu bel prazer. Explica por que a oposição e a situação se misturam em sórdida e descarada união na preservação dos seus privilégios. Aponta os patéticos espetáculos televisivos dos Três Poderes, como exibição de pompas para esconder as circunstâncias, que são escamoteadas pela grandiloquência e escárnio dos participantes, sempre buscando camuflar a mentira e a intenção. Finaliza elucidando que vale tudo nesse jogo, inclusive direcionar nosso inconformismo para atingir seus objetivos. Todos que tenham um mínimo de preocupação com o futuro do Brasil devem ler.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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Ao lidar com o bem comum, cabe ao poder público avaliar o custo-benefício de suas ações. Na medida em que vivemos em uma sociedade plural, as políticas públicas são programadas em função das demandas setoriais, por isso, eventualmente, desfavorecem essa ou aquela corrente. Talvez seja o caso da PEC dos Precatórios, apresentada com o objetivo de viabilizar o pagamento de auxílio de R$ 400 à parcela extensa da população e já bastante prejudicada na distribuição de renda. Resta saber, então, que parcela seria prejudicada com o não pagamento das dívidas governamentais. Qual o perfil socioeconômico dominante do setor credor dos tais precatorios? Isso não tem sido mencionado nos meios de comunicação.

Patrícia Porto da Silva portodasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro 

 

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