Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2021 | 03h00

Poder Judiciário

TRFs mais gordos

Muito oportuno o editorial Não é hora de engordar os TRFs (16/11, A3), sobre o projeto que aumenta o número de cargos de desembargadores nos Tribunais Regionais Federais. Afinal, um dos mais caros Judiciários do mundo, que consome, sabidamente, dez vezes mais que o dos EUA em termos de PIB, ao invés de buscar diminuir este gigantesco e injustificado custo para o pobre contribuinte brasileiro, insensatamente o aumenta ainda mais! Sem contar a afronta escandalosa aos princípios da Emenda Constitucional (EC) 45/04, da reforma do Judiciário. Que vergonha!

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

*

‘Neonobreza’

O Estado argumenta que “não é hora de engordar os TRFs”. O problema é combinar com os “russos”, acertadamente chamados de neonobreza pelo ex-deputado Nelson Marchezan Júnior, sempre certos de que o dinheiro do esfolado contribuinte brasileiro dá em árvore.

Zandor Ferreira zandorferreira@bol.com.br

Goiânia

*

O Brasil de Bolsonaro

Discurso em Dubai

Bolsonaro vende um Brasil distante do real em Dubai e diz que ‘Amazônia não pega fogo’ (Estado, 15/11). Ainda bem que temos Jair Bolsonaro para salvar a imagem do Brasil no exterior, afinal o mundo é que tem uma manifestada má vontade com o nosso país, não é isso, presidente? Bolsonaro tem absoluta razão, a Amazônia “não pega fogo” – pena que os homens e os raios vão lá e colocam fogo nela. Ele poderia ter ido mais longe e dito que a floresta não se desmata. Verdade absoluta. Ainda bem que, no tocante à economia, o presidente está bem assessorado, e só não vê a verdade quem não quer, afinal, se o Congresso aprovar a lei fora da lei dos precatórios, sobra até um dinheirinho para a esmola aos famélicos, não é isso, presidente? Na sua mente, o seu governo é para ser imitado por todos os demais países da Terra, pois ele conseguiu atingir o cerne da perfeição. Pena que o povo o atrapalhe com este maldito desejo de querer comer. Onde já se viu, não é presidente?

José Carlos jcpicarra2019@gmail.com

São Paulo

*

Meio ambiente

Soluções adiadas

Principal saldo da Conferência do Clima em Glasgow (COP-26), destrinchado em páginas do Estado: fica tudo para a COP-27, na cidade do Cairo, em novembro de 2022. Só não marquem novas COPs em Veneza, Amsterdã, Londres, Bangcoc, Nova York, Rio de Janeiro, Recife e outras grandes cidades costeiras, que poderão estar inundadas até lá. Nem Los Angeles, São Francisco e Sidney, que poderão ter sido consumidas pelo fogo.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

Crime na Amazônia

O artigo de Pedro de Camargo Neto (Rastro atrás, 15/11, A4) nos dá uma informação importante: o garimpo e a mineração na Amazônia não estão sendo feitos por bandidos pés de chinelo, mas por empresas de mineração organizadas. Então me ocorreu a seguinte pergunta: no mundo real, se uma mineradora recebe indicação de uma jazida, há um pagamento por essa informação. E na Amazônia, que o governo Bolsonaro entregou de graça, quem levou esse dinheiro?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

*

Serviços ambientais

No artigo Rastro atrás, com o qual concordo, Pedro de Camargo Neto fala em “pagamentos por serviços ambientais”. O que seria isso, receber por cumprir a lei e não desmatar? Pergunto: tenho em meu pequeno quintal aproximadamente dez árvores sombrosas e frutíferas, também vou receber por isso?

Paulo Tilelli de Almeida ptilelli@gmail.com

São José do Rio Preto

*

Bolsonaro no PL

Filiação suspensa

O dote exigido por Jair Bolsonaro assustou Valdemar Costa Neto. O casamento foi suspenso. Das Arábias, mas nos conformes: entrou areia.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

Jair Messias compara a escolha de um partido político ao casamento. Mas são de natureza absolutamente distinta e misturá-los é ignorância ou má-fé.

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

RESULTADO DA COP-26

O presidente Jair Bolsonaro comentou: “Sempre fomos parte da solução, não do problema”. O presidente acha que a solução para o problema do meio ambiente está nas mãos do Brasil, ou seja, nas mãos dele, pois sabe que a região da floresta amazônica era considerada o “pulmão da Terra”, uma vez que só ela “produzia” quase 25% do oxigênio da Terra. No entanto, hoje, infelizmente, esta região se tornou emissora não só de mais CO2, como outros gases, inclusive gases nocivos, como o metano, entre outros, devido ao desmatamento desenfreado e ao aumento da criação de gados ruminantes, práticas estimuladas pela política deste governo. Nesses três anos, Bolsonaro nunca mostrou nenhuma preocupação em preservar o meio ambiente, mas  incentivou o corte de madeira e o garimpo ilegais, “deixando a boiada passar”. Ou Bolsonaro é um cínico ou finge que não sabe que o Brasil está sendo monitorado pelo mundo, principalmente no que diz respeito ao avanço do desmatamento das áreas de floresta. Ele nunca aceitou as imagens das áreas devastadas divulgadas por órgãos internacionais e pelo próprio Inpe, no Brasil. Na reunião da COP-26, o Brasil tentou reverter sua imagem negativa, mas, “por infelicidade”, justo no último dia da reunião, o mundo viu acontecer o pior desmatamento na região da Amazônia nos últimos 5 anos. Todos os representantes de outros países parecem estar levando a sério esse tema, tentando pensar em formas de solucionar ou amenizar o problema no futuro, mas as atitudes vergonhosas do Brasil são realmente decepcionantes. Todos os brasileiros já entenderam que o presidente Bolsonaro quer apenas o financiamento da Conferência do Clima para “melhorar” as finanças do Brasil e sua imagem/moral para as eleições de 2022. Já quanto a cumprir as propostas de redução/neutralização dos gases de efeito estufa no Brasil, isso fica para outro presidente resolver. “Felizmente”, não é problema dele.

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

*

DESTRUIÇÃO CONTINUADA

Além dos prejuízos causados às condições de vida na Terra, com a destruição irreversível da qualidade de vida dessa e das próximas gerações, resultado dos processos degenerativos do nosso modo de vida, fato diariamente alertado pelos especialistas, vivemos hoje alterações climáticas perceptíveis na atual crise hídrica. Menos difícil do que desenvolver a tempo alternativas aos modelos vigentes seria impedir a continuidade da destruição dos nossos biomas, como mostrou o Estadão (13/11), cujos índices anuais de devastação superaram 60% nos últimos cinco anos. Considerando serem os biomas um bem coletivo da Nação, seria legítimo perguntar se assistiremos inertes à sua destruição, sem que outros Poderes impeçam a omissão lesiva do atual governo e sua incúria ideológica em prejuízo de todos.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Paulo

*

PERIGO NA AMAZÔNIA

Nem com a Cúpula do Clima em Glasgow o governo Bolsonaro se preocupou em disfarçar a sua estúpida política de deixar quadrilhas bem organizadas, atuarem na Amazônia, roubando o patrimônio público. O atual ministro do Meio Ambiente disse que precisa “entender melhor” os dados. “O desmatamento é desafio brasileiro, mas aqui estamos falando de desafio global”.  E completou dizendo que iria se encontrar com o ministro da Justiça para entender melhor esses números. Ora, qualquer um de nós pode explicar ao ministro, pasmem, que a resposta está na sua inoperância no cargo, com o Ibama totalmente desarticulado, por determinação de Bolsonaro. Alguém precisa explicar ao ministro que o Brasil tem um papel importante no combate ao aquecimento global, devido aos seus biomas, principalmente a Amazônia. O chefe do Executivo ainda não foi destituído por interferência do presidente da Câmara dos Deputados, que vem retendo inúmeros pedidos de impeachment contra ele, de maneira ilegal, sem que os demais parlamentares insurjam contra isso. O problema é sério demais para ficarmos nas mãos de tanta ignorância. Nossos políticos ficam se articulando para as eleições do ano que vem, pois calculam, com razão, que Bolsonaro será facilmente derrotado nas próximas eleições. Mas não acredito que a Amazônia poderá aguentar mais um ano de devastação. As quadrilhas vêm atacando a floresta com máquinas pesadas de terraplanagem e grandes áreas daquele bioma poderão atingir o ponto de não retorno.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

MEIO AMBIENTE E CORRUPÇÃO

Cada COP que se realiza vejo o Brasil perder. Temos a energia mais limpa do Planeta, hidroelétricas, etanol. Somos o país que melhor pode reciclar seu lixo e utilizar rejeitos. Mas essa política egoísta e corrupta não nos deixa desenvolver. 

Otávio de Queiroz otavio.soaris@hotmail.com

 

 

 

 

 

Cabreúva

*

CRÉDITO DE CARBONO 

O colunista Celso Ming deu uma aula sobre compra e venda de créditos  de carbono em sua coluna no Estadão (Crédito de carbono no Brasil, 14/11). Peço vênia  para dar uma explicação grossa e marota para o discutível e  complexo troca-troca de venda de indulgências por crimes   ambientais. É como se um sujeito corno e infiel comprasse um certificado de fidelidade conjugal de outro marido fidelíssimo,  que vendesse seus créditos de bom marido e tudo parecesse  perfeito em todos os casamentos. Um pecador compra um diploma  de santo e todos vão para o céu. Uma suruba ambiental sem   nenhum traço de vergonha. “In dollar we trust". 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

ESTAGNAÇÃO DA ECONOMIA

O setor de serviços no Brasil, que mais emprega e  tem o maior peso no índice do PIB, no último mês de setembro teve queda de 0,6%, como informa o IBGE. Setor esse que nos últimos 5 meses vinha em recuperação.  Especialistas estimam que o PIB do 3º trimestre pode ser zero ou apresentar alta de apenas 0,2%.  Causa:  a inflação que corrói o orçamento familiar e, no acumulado dos 12 meses, está em 10,67%. E a decisão indigesta que assusta o mercado e afugenta o investidor, como a PEC dos Precatórios, criada por Bolsonaro, que, irresponsável, fura o teto de gastos, despreza o equilíbrio fiscal e dá um sonoro calote nos credores. O que é inconstitucional e deve ser levado ao Supremo Tribunal Federal (STF).  É bom lembrar que o setor de serviços não está sozinho nessa rota de quase estagnação da nossa economia, pois a indústria e o comércio também apresentam atividades com números negativos.  Esse é o resultado frustrante e angustiante de três anos de desgoverno que só promove retrocesso econômico e social.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

MAU GESTOR

O Estado é mau empresário, basta ver como estão as empresas privatizadas com ótimas administrações, criando emprego, exportando e pagando impostos e dividendos aos acionistas. O Poder Público deveria cuidar das coisas básicas do País, como saúde, educação, saneamento.  

Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

*

 A FORÇA DA TERCEIRA VIA

Miriam Leitão, jornalista, intelectual, ideóloga do neoliberalismo deixa a ficha cair na sua coluna O retrato atual é favorável ao ex-presidente Lula, que cresce em silêncio. Cita dados das pesquisas: corrupção caiu na preocupação do eleitor (9%), pandemia (17%), economia subiu (48%), negação de Bolsonaro (56%), apoio (19%), inflação disparou. Miriam não cita a gravidade da situação ambiental e Bolsonaro e seu “gado” (15%) estão se lixando, defendem cloroquina, armas, fome, mortes. A bola está no pé da força da terceira via. 

Antonio Negrão de Sá negrao1@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

BOLSONARO 

O presidente Jair Bolsonaro não voltou porque nunca saiu da rés do baixíssimo clero. Ora, suas promessas de campanha nada mais foram que mentiras sem fim. Com medo do impeachment, entregou o governo - que nunca exerceu - ao Centrão, que isola cada vez mais o "estadista". Afinal, o negacionista capitão cloroquina fez de tudo para confundir e conseguiu o causar o óbito de milhares de brasileiros. Agora, se não for reeleito, perderá o foro privilegiado e responderá por seus crimes. Quem viver, verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

LULA X BOLSONARO

Perfeita a avaliação da leitora Isabel Avallone: “A entrada de Moro no páreo vai mexer com as pedras viciadas”. Para os mais distraídos, essas pedras são Lula e Bolsonaro. Uma bem-vinda esperança para a nossa redentora terceira via.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

*

DECOLAGEM DE MORO

Depois de Bolsonaro, a  nova matriz econômica do PT travestida de populismo fiscal deverá ser o novo inferno dos brasileiros, caso as pesquisas de intenção de voto se concretizem. Dizem que, depois da tempestade, vem a  bonança, mas, pelo  andar da carruagem, os solavancos terão continuidade. A esperança é a decolagem de Sergio Moro.

José Alcides Muler josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

*

BLINDAGEM

Uma nova investida contra o esquema das rachadinhas, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) tentou, mais uma vez, derrubar os sigilos bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro, além dos de outros investigados, porém, teve esses pedidos negados pela Justiça. Ou seja, aquela velha ladainha de que todos são iguais perante a lei é conversa para boi dormir e para inglês ver, pois, por aqui, mandam em tudo, inclusive nos olhos teoricamente vendados da Justiça, aqueles que detêm o poder, principalmente das canetas que assinam as nomeações e destinações orçamentárias, com o amplo uso do dinheiro público em prol das improbidades e dos privilégios indevidos. Parabéns, senador Flávio Bolsonaro, as suas rachadinhas e as dos demais membros de toda sua família. Brasil! País de tantas maravilhas que encantam o mundo!

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

*

CASOS ARQUIVADOS

Até quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) vai pedir o arquivamento dos casos, por entender que as acusações não ficaram comprovadas?

Robert Haller

São Paulo 

*

ABL

Muitos leitores se indignaram com a indicação de Fernanda Montenegro e Gilberto Gil para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Mas se esquecem de que Bob Dylan foi agraciado com o prêmio Nobel de Literatura.  Creio que pelo conjunto da obra está mais do que justificado.

Italo Bazzaco italo.bazzaco@gmail.com

São Paulo

*

IMORTAL

Compreendo que alguns não concordem que Gilberto Gil mereça a honra de ser um imortal da ABL, mas acredito que sejam pessoas que não veem que música é poesia cantada. Assim como a poesia, há canções que são verdadeiras obras-primas, cujas letras aparentemente simples na sua sofisticação, são bem elaboradas com muito talento e, por isso, se tornam eternas. Gilberto Gil, o poeta, é um imortal, a ABL apenas oficializou esse fato. 

Radoico Câmara Guimarães radoico@gmail.com

São Paulo

*

PRÓXIMO NA ACADEMIA

Pelo andar da carruagem, depois de Fernanda Montenegro e Gilberto Gil, o próximo imortal da ABL deve ser o Tiririca. As apostas estão abertas.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.