Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2021 | 03h00

IPTU em São Paulo

Correção pela inflação

Qual é a lógica de correção do IPTU paulistano pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, até 2024? Essa é uma agressão aos contribuintes e moradores da cidade de São Paulo. Já não basta a inflação do dia a dia, que corrói os salários e o poder de compra do cidadão, além dos reflexos econômicos da pandemia de covid-19? Os senhores vereadores e o sr. prefeito Ricardo Nunes estão fora da realidade e insensíveis com o bolso da população. A correção de um imóvel onde o cidadão reside com sua família não pode ser manipulada para encher os cofres da Prefeitura, pois é um patrimônio que não está correlacionado ao aumento do combustível, à safra agrícola, ao mercado externo, etc. Um verdadeiro absurdo!

Cláudio Ferro cferro14@gmail.com

São Paulo

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O retorno do imposto

Enquanto o prefeito de São Paulo sancionava a nova base para cobrança do IPTU, com um reajuste de 10% já para o próximo ano, a Prefeitura abria licitação para revitalizar a esquina das Avenidas Ipiranga e São João, no centro. A empresa vencedora deverá, entre outras coisas, realizar obras em calçadas e travessia de pedestres, reformar a fachada de prédios e implantar sinalização, bancos, iluminação, árvores. Ora, diante da arrecadação vultosa anual do IPTU, a Prefeitura deveria revitalizar não só a famosa esquina, mas toda a cidade. Não só isso não ocorre, como buracos e pichações aumentam a olhos vistos, faróis continuam desligando a cada chuva forte e ruas permanecem mal iluminadas – só para mencionar alguns dos inúmeros problemas. O cidadão paulistano merece uma cidade limpa e segura, e não um mero cartão postal para inglês ver.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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Orçamento secreto

Votação no Congresso

Seria simples saber quais deputados e senadores receberam dinheiro das emendas RP-9: quem votou a favor do segredo já teria recebido ou, na melhor das hipóteses, espera entrar na mamata.

Suzana Medeiros sumapelme@icloud.com

São Paulo

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Surpresa alguma

O descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da exigência constitucional da publicidade da distribuição de verbas públicas parece que foi acertado em Portugal, durante um “evento jurídico” que uniu juízes e réus – quer dizer, parlamentares –, quando se discutiu até a alteração do sistema presidencialista para o semipresidencialista. Não há surpresa alguma.

Ana Lucia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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Bolsonaro no PL

Saia-justa

Na cerimônia de filiação de Jair Bolsonaro ao PL, Flávio Bolsonaro falou do “ex-presidiário”, referindo-se a Lula, ao lado de Valdemar Costa Neto, que foi preso no processo do mensalão. Assistir a essa cena não tem preço.

José Milton Glezer jmglezer@uol.com.br

São Paulo

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Pandemia

‘Tubarão’ e o carnaval

Um dos filmes mais famosos de Steven Spielberg, Tubarão, conta a história de um tubarão branco que ataca banhistas numa pequena cidade turística e da disputa entre o chefe da polícia local e o prefeito da cidade, que, por medo de perder a receita do turismo, não permite o fechamento das praias. A insistência de alguns prefeitos brasileiros em manter o carnaval de 2022 – apesar das evidências de que a pandemia de covid-19 ainda não é uma tragédia sanitária superada, especialmente diante da variante Ômicron – imita a irresponsabilidade movida pela ganância do prefeito retratado no filme e aponta na direção da inconsequência, da temeridade e do desrespeito à vida. Que o bom senso prevaleça e o carnaval de 2022 seja cancelado em todo o Brasil.

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos

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História

Museu Judaico de SP

Numa megalópole como São Paulo, faltava um museu que exibisse a rica e marcante presença da colônia judaica, na indústria, no comércio, nos serviços, na culinária e na cultura. A inauguração do Museu Judaico de São Paulo, na antiga sinagoga Bet-El, no centro, será um marco importante para a cidade.

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do Portal estadao.com.br

INVISÍVEIS 

O Brasil atravessa um de seus piores momentos causados, claro, pela grave pandemia da Covid-19 e, principalmente, pela falta de seriedade e competência do governo Bolsonaro para lidar com tudo que vem causando ao povo. A crise, talvez, a maior dos últimos tempos, tem produzido muita dor e sofrimento para considerável parte da população que não vê saída digna. Ao menos no curto prazo. Está cada vez mais empobrecida em todos os aspectos. Lutam para manter o pouco que têm e, caso tenham sorte de serem contemplados por algum ministério ou pela Caixa, engrossam as longas filas de "invisíveis" e miseráveis para receber os ridículos benefícios sociais como Bolsa-Família, Auxílio-Brasil e qualquer outra designação também conhecida como esmola, cabresto ou outro nome que governos, há décadas, oferecem aos cidadãos para que uma minoria continue mandando, dando as cartas, impondo regras e, por conseguinte, mamando nas gordas tetas de um país que parece só saber transformar suas inesgotáveis riquezas em mais corrupção, fome, desemprego, inflação, deseducação. E novos morticínios.

João Di Renna

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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EMPATIA INTERNACIONAL

Com a eclosão do coronavírus, os governos procuraram caminhos para enfrentar a pandemia. A maioria deles priorizou a chamada  "salvação de vidas" e optou por quarentenas rigorosas, com expectativas do surgimento de vacinas que, embora ainda reconhecidamente experimentais, são apontadas hoje como responsáveis em grande parte pelo controle da doença. Tal estratégia, porém, arruinou muitas atividades econômicas, com consequências nefastas que ainda perduram, dando, às vezes, a impressão de que o efeito geral foi a criação de um grande problema decorrente das soluções adotadas. O mundo, numa resposta mais rápida, se prepara no momento para enfrentar a nova Cepa ômicron, detectada na África. Como anteriormente, os dirigentes nacionais não sabem bem como proceder e resolvem então tomar a iniciativa mais óbvia: segregar os países africanos, entre os mais pobres do mundo, nos quais o vírus se originou, além de decretar confinamentos e lockdowns, principalmente na Europa. Vamos combinar que, além da falta de imaginação para fazer face à nova ameaça ainda pouco conhecida, fica explicitada uma ausência de empatia internacional, na medida em que, paralelamente ao isolamento anunciado, pouco se sabe a respeito de qualquer mobilização no sentido de ajudar os governos africanos, carentes de vacinas e recursos.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com 

Rio de Janeiro

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NOVA VARIANTE

“Ministro da Saúde diz que variante Ômicron do coronavírus não deve gerar ‘desespero’” (Estado, 1.°/12). Ora, ora, esse ministro está redondamente enganado, pois o que gera mesmo desespero, melhor dizendo, um verdadeiro pânico, é o chefinho-mor dele, a variação corona-naro-18 que, assim como Átila, rei dos hunos, faz o tenebroso papel de “flagelo do mundo” (tupiniquim).

Nelson Sampaio Jr

n.sampaio@hotmail.com

Curitiba

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SABATINA NO SENADO

Em seu arrazoado, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) - relatora da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado do senhor André Mendonça - aprovou a indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de argumentos técnicos e constitucionais contrário, do ético e ponderado ex-ministro da Justiça e da Advocacia-Geral da União (AGU), que demonstrou dispor de excepcional saber jurídico, segurança e ilibada reputação. Entretanto, para não "perder a viagem", com a embocadura da mesa da finada CPI da Covid, a senadora recorreu à mesma cantilena e mi mi mi dos famigerados atores do G7 da referida CPI, desconexos totalmente do objeto da sessão, que destilaram o seu ódio pelo Brasil e pela República, tendo como alvo o presidente da República. Porque ouvi em off a rascante e embriagada voz dos pregadores do mal, ora turistas internacionais, senador Omar Aziz (PSD-AM), o cidadão amazonense haverá de se lembrar dele em 2022 e do seu insaciável colega de artilharia fina, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sem querer saber dos possíveis ataques que adviriam dali para frente, poupando meu emocional, mudei de canal. Boa sorte, ministro André Mendonça! O Brasil lhe será grato.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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EM BUSCA DOS HOLOFOTES 

Camarilha de desocupados deputados sentados em lugares de senadores, na sabatina de André Mendonça. Patéticas mariposas de holofotes fáceis. Pendurados nos celulares, loucos para conseguir migalhas do noticiário. Privilégio descabido. Duvido se com Antônio Carlos Magalhães na presidência da Comissão, no lugar de Davi Alcolumbre, deputados teriam a audácia de ocupar o recinto, destinado a senadores e funcionários.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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SHOW DE HORRORES

Se democracia é a forma de organização política em que o povo controla diretamente a gestão da sociedade, por meio de referendos, plebiscitos e outros instrumentos legais, qual é este sistema político em que tudo é controlado pelos quatro mosqueteiros do reino: os presidentes da Câmara e do Senado, o procurador-geral da República e o presidente da República? É oligarquia ou cleptocracia? É usurpação da soberania popular ou simples esculhambação dos responsáveis pelo circo? Teatro de horrores ou falta de uma sociedade mais aguerrida e instruída? Respostas para o Supremo Tribunal Federal.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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GASTOS EM QUESTÃO

O gasto anual com o Congresso brasileiro em 2020 foi de R$ 10,8 bilhões (Câmara, R$ 6,3 bilhões; e Senado, R$ 4,5 bilhões). O dispêndio individual anual com cada parlamentar ficou em torno de R$ 2 milhões. São valores mais do que suficientes para extinguir definitivamente os fundos partidário e político, que consomem alguns bilhões de reais a serem direcionados para benefícios coletivos. O grande malefício de tais fundos é incentivador à criação e à manutenção da profusão de partidos políticos, cerca de 33, que inviabiliza a governabilidade, quando três (centro, esquerda e direita) são suficientes para melhorar o funcionamento do Brasil democrático.

Humberto Schuwartz Soares

soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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ESCANCARANDO OS VOTOS

A vergonha do "orçamento secreto" foi aprovada pelo Congresso e agora é a vez da imprensa divulgar os parlamentares que votaram nele. Isso não vão conseguir esconder. Serve de parâmetro para não votarmos neles.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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UM PASSO ATRÁS

Quer dizer que não existe transparência no Congresso? Existe sim, somente quando lhes convêm. Que absurdo! Este país dá um passo à frente e cinco para trás.

Ariovaldo J. Geraissate

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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APROVAÇÃO DO ORÇAMENTO SECRETO

Por decisão do Senado, ratificando a aprovação da Câmara, o orçamento secreto continua a ser  um segredo guardado a sete chaves. A estratosférica quantia de 17 bilhões de reais, das chamadas emendas do relator. Num país onde  parte da população busca comida no lixo, outras desmaiam  de fome na fila dos postos de saúde e milhares estão desempregados, parece não afligir  os parlamentares. Lula errou na conta quando disse que no Congresso existem uns 300 picaretas. Acho que são 594.

José Alcides Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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TERCEIRA VIA

Depois da vitória apertada de João Doria por 54% a 45% nas prévias que definiram o candidato do rachado ao meio PSDB às eleições de 2022, cabe dizer que, para romper a atual e nefasta polarização política do País entre o ficha suja Lula e o boca suja Bolsonaro, é preciso, sobretudo, união, coesão e diálogo, em vez de monólogo. Que o histórico partido se una em busca da vitória necessária e possível para tirar o País do poço sem fundo em que está atolado há anos. Nem petismo vermelho desbotado nem bolsonarismo verde-oliva. A terceira via, Doria 45, é o caminho e a saída para que o País saia de vez do vermelho e decole no azul tucano. Muda, Brasil.

J.S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

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BRASIL, NAÇÃO CRIMINOSA

O Brasil está se transformando em uma Nação criminosa, é inacreditável que as autoridades estejam tentando legalizar o garimpo tosco e predatório praticado na Amazônia, querem legalizar uma atividade que envenena os rios mais importantes do País e do mundo. O garimpo na Amazônia é a definição de atividade insustentável: todo o ouro produzido não paga a conta da descontaminação dos rios amazônicos. Há vários outros exemplos de tentativas de legalizar atividades totalmente ilegais: o ex-ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, tentou legalizar com uma canetada o desmatamento na Amazônia, os parlamentares aprovaram a legalização do orçamento secreto, o presidente da República condecora milicianos criminosos. O governo Bolsonaro está colocando o Brasil no caminho do crime, as instituições terão de se agigantar para manter o País dentro da lei e impedir que o Brasil passe a viver nas regras das milícias criminosas que Bolsonaro tanto admira.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo SP

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MORADORES DE RUA

A declaração do prefeito do Rio dizendo que fica envergonhado ao passar pelo centro da cidade e ver a grande quantidade de acampamentos com moradores de rua, é emblemática. Infelizmente essa realidade faz parte da maioria das grandes cidades brasileiras, que apresentam essas patologias sociais, fruto do empobrecimento da nossa população, ocorrido nesses últimos anos.

José De Anchieta Nobre De Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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FRUSTRAÇÃO NO FUTEBOL

A demissão do treinador Renato Portaluppi - "Renato Gaúcho" - não surpreendeu os observadores atentos do futebol brasileiro. O treinador gaúcho, reconhecidamente, não é um técnico na acepção do termo - o próprio futebolista se jacta de não ser amante do estudo tático e técnico. Gaba-se de ser apegado à experiência acumulada nos campos, quando jogador, e à sua arguta observação crítica dos técnicos modernos. Como na vida, o futebol carece de profissionalismo e atualização constante. O time carioca e seus torcedores apenas devem se lamentar,  mais uma vez, por estar aprendendo pela forma mais cruel - a derrota e a frustração! 

Noel Gonçalves Cerqueira

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

 

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