Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo;

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2021 | 03h00

 Economia

Desilusão

Em 2018 emergiram nacionalmente as figuras do “mito” e do “Posto Ipiranga”, e por meio das redes sociais ambos se tornaram unanimidades nas classes sociais mais altas do País. Era a “união da ordem e do progresso”. Três anos depois, só não vê quem não quer: a dupla cometeu o maior estelionato eleitoral da nossa história, superando Fernando Collor e Dilma Rousseff, de longe. Diante da notícia de recessão técnica, com o recuo de 0,1% do PIB no terceiro trimestre, Paulo Guedes se saiu com esta: “Irresponsabilidade fiscal? Tudo conversa fiada. Hoje a Bolsa sobe 2% e a arrecadação está subindo. O Brasil vai decolar de novo!”. Ora, quando foi que levantamos voo, ministro? A Bolsa caiu 12% no último ano e a arrecadação só sobe em razão da inflação, que está em dois dígitos, o dobro do topo da meta. Nossas cidades estão parando, por causa da alta da gasolina. Dá até para ouvir os pássaros de tão pouco trânsito. O Brasil está parando, e o ministro da Economia não sabe o que fazer. Poderia acatar sua própria sugestão e ir embora do País. Paulo Guedes já foi carimbado de “perdedor” na Faria Lima, em São Paulo, e dia destes como NaufraGuedes. Sugiro Paulo Guedesemprego, Guedescaso, Guedesilusão.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com 

Ponta Grossa (PR)

*

Eleição 2022

No espelho

Previsões de experts em política dão conta de que Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, será ultrapassado nas pesquisas de intenção de votos antes de fevereiro de 2022, pelo também candidato Sergio Moro. Na balança, o desgoverno do atual presidente, de frente para o espelho, ao lado daquele que ergueu os espelhos da Operação Lava Jato. E, com uma imagem danificada por seus próprios atos, desconectados da realidade dos anseios da população brasileira, o presidente Bolsonaro tenta, desde já e de modo inglório, manchar a imagem do outro candidato, o Sergio Moro que, a seu lado, se preocupa, primeiro, com aquilo que realmente sempre foi, e não, como este Bolsonaro, com aquilo com que deveria parecer, embora jamais o tenha sido.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com 

Rio de Janeiro

*

Moro e os sábios

Foi só o ex-juiz Sergio Moro começar a subir nas pesquisas que começaram a trovejar análises de seus concorrentes. Bolsonaro, o profundo, chamou-o de “mentiroso, palhaço e sem caráter”. Lula, o honesto, o definiu como radical de direita. Ciro Gomes, o elegante, simplificou-o como corrupto. Enfim, todos homens sábios.

Sérgio Guerreiro slcguerreiro@hotmail.com 

São Paulo 

*

Improvável e possível

Dizem que todo homem tem seu preço, e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin pode vir a comprovar esse dito popular. A aliança com Lula, outrora improvável, parece se cristalizar, certamente com um acordo secreto do líder petista de apoiar o tucano nas eleições de 2026. Será Alckmin o novo poste de Lula?

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com 

Avaré

*

Basta a pretensão

Apenas com a pretensão de ser vice numa chapa com Lula em 2022, Geraldo Alckmin acabou para mim e para centenas de brasileiros. Decepção é a palavra certa. Sabem aquele bom político em quem você confiava, que julgava incorruptível e em quem você sempre votou? Pois é, revelou-se. O que a pessoa não faz para ascender ao poder? Lembro-me bem das críticas de Alckmin ao PT em debates e comícios. O que aconteceu? Mudou de opinião ou mostra, agora, seu lado verdadeiro?

Perola Rawet Heilberg Perolarh@terra.com.br

*

São Paulo

O destino de Alckmin

Geraldo Alckmin não deve se aliar a Lula. Não deve jogar fora a sua história. Ao lado de Lula da Silva, ele não encontrará nada de bom. Lula é um ególatra que jamais admitiu que alguém lhe fizesse a mais tênue sombra, pois se acha o inconteste dono da verdade. Cerca-se somente de sabujos e/ou de oportunistas que ele sabe que jamais questionarão suas ordens – basta ver a sua história desde os anos 70. Ele usará a figura do ex-governador de São Paulo enquanto lhe for conveniente, e, depois disso, o destino de Alckmin será ou o descarte ou a fritura, como Lula fez com Ciro Gomes. Alckmin jamais fará parte da corte de bajuladores petistas.

Affonso Maria Lima Morel affonso.m.morel@hotmail.com 

São Paulo

*

________________________________________________________

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

*

DIFÍCIL MISSÃO

PIB ridículo, inflação crescente e já com dois dígitos; cada vez mais brasileiros ultrapassam a linha da pobreza, ficando mais pobres; dinheiros públicos sendo usados por deputados à vontade e sem medo; gastos mensais em cartão corporativo de Bolsonaro por volta de R$ 1,3 milhão; caindo em desuso na coisa pública os princípios da meritocracia, além de dezenas de ralos por onde escoam os tributos pagos com suor pelos contribuintes brasileiros. O Brasil precisa, sem dúvida e urgentemente, ser passado a limpo. E quem o fará? O tempo dirá quem terá coragem e quem será o escolhido para a terrível missão.

José Carlos de Carvalho Carneiro

Rio Claro

carneirojcc@uol.com.br

*

DELÍRIOS DE BOLSONARO

Com a nossa  economia em queda  registrando 0,1% no trimestre , por que será   que  o presidente Bolsonaro diz  que no governo dele o Brasil melhorou?

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

OMISSÃO

Os pecados da omissão, como apontava Santo Agostinho, são os mais difíceis de reconhecer e não repetir, principalmente quando perpetrados em proveito próprio e prejuízo à toda uma nação. Faria bem se a Faria Lima ajudasse o Brasil pobre a sair da miséria,  botando a mão no bolso, e a sair da enrascada política botando a mão na consciência e mudando seu paradigma de ambição egoísta para uma visão de nação mais justa e solidária. Não há nação rica, se não houver justiça e paz social. É a missão maior da política em  democracias do Estado de direito.

Paulo Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

VERGONHA NACIONAL

Após assistirmos à aprovação da PEC dos Precatórios, o Furo do Teto, Fundo Partidário, Reforma do Imposto de Renda (IR), entre outras ações, podemos denominar este regime de ditadura democrática ou autocracia (poder de poucos). No nosso caso, temos o Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério Público (MP), o Legislativo e o Executivo exercendo o poder para benefício próprio, e não para o povo. O Auxílio Brasil como pano de fundo parece ter outra intenção. A verdadeira Democracia, além das liberdades individuais, tem como finalidade atender às necessidades do povo. Onde estão as reformas e projetos para o povo? Administrativa, tributária, voltadas para educação,  emprego, saneamento básico e segurança? Somos uma nação em um território riquíssimo e nossos gerentes são, no mínimo,  incompetentes. Até quando vamos esperar? Já temos 521 anos de idade. Entendo que temos três alternativas: votar para renovar os representantes; mas estamos fazendo isso desde a proclamação da República e não deu certo; cortar cabeças em praça pública, que é inadmissível no século XXI; ou reescrever uma Nova Constituição  pelo povo, e não por  pseudos  representantes.  

Reinaldo Somaggio

reisomaggio@terra.com.br 

São Paulo 

*

PEC DOS PRECATÓRIOS

Sob o falso pretexto de viabilizar os recursos para o Auxílio Brasil, o Senado Federal aprovou durante a manhã de quinta-feira (2/12)  a PEC dos Precatórios - o correto seria Fura Teto, verdadeira casa da mãe Joana. Esse expediente, com jeito, caráter e forma de inconstitucionalidade, mesmo se apresentando como socorro às famílias desassistidas, têm como objetivo precípuo realizar o "jogo sujo" de um governo em fase de liquidação por meio de uma série de propostas maledicentes: como o calote nos precatórios judiciais, apesar de alocar recursos suficientes para sua quitação, protela por décadas a sua integralidade; valores necessários para cobrir buracos no orçamento da Previdência Social; quitação de dívida com o Fundeb, leia-se salários e bônus para os  professores; e prover com recursos que podem variar de R$ 16 a R$ 30 bilhões para prover a obscura, por abjeta  Emenda do Relator - que também pode ser chamada de Orçamento Secreto -, para favorecer os amigos dos reis,  os parlamentares da base de apoio ao governo e salvo-conduto para  o presidente da República no caso de processo de impeachment. Mesmo diante desse descalabro e rombo nas contas públicas, inviabilizando qualquer tentativa de correção na  política fiscal, a Bolsa de Valores e mercado de capital é tomado por surto de evolução em suas operações e o Ibovespa - B3 - que operava em sistemática baixa, estimulado pela aprovação da indigitada PEC, inverte sua trajetória para fechar o pregão em alta inimaginável de 3,66% e o dólar, que subia vertiginosamente, recua 0,66%. Um escárnio para qualquer mercado sério. Lixando-se pela queda do PIB pelo segundo trimestre seguido, que nos coloca em recessão técnica. Enquanto isso, o ministro da Economia Paulo Guedes, ressuscita algumas narrativas utilizadas na campanha presidencial vitoriosa, em 2018, propondo a criação do Ministério do Patrimônio, com propósito de gerir os imóveis e as empresas estatais do governo, cujo valor é estimado em R$ 5 trilhões. Não se sabe se o valor foi corrigido pela inflação  acumulada nos últimos anos. Mais uma vez adiantou, sempre equivocadamente, que o País está voltando a crescer economicamente. Nenhuma palavra  sobre a evolução da inflação de dois dígitos e a alta dos juros - a economia estagnada parece não lhe dizer respeito. Um ingênuo, prefiro, o descarado! Por fim, o Brasil é ou não é  um País do balacobaco?

Noel Gonçalves Cerqueira

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

*

FARSA NO SENADO

Teatrinho da farsa, com roteiro demagógico, patético e cretino. Só faltou um senador aparecer vestido de papai-noel.  Quinta-feira. Plenário do Senado, com quórum alto. Dia da votação da polêmica PEC dos Precatórios. Antes, votações para aprovar diplomadas para embaixadas no exterior. Atenções da imprensa voltadas para o desfecho da conclusão dos trabalhos. Como combinado, o senador Rodrigo Pacheco deixa a presidência da Mesa, desce para conversar com colegas.  Deixa presidindo a sessão o obscuro e sorridente, livre, por ora, das acusações de rei das "rachadinhas", Flávio Bolsonaro. Que já estava inquieto, sentado ao lado de Pacheco. O filho 01 estufa o peito honrado e medalhado. O Brasil todo focado no filhote do mito de barro. Pede, com ar brincalhão, que senadores votem pela aprovação de diplomatas. O líder do governo, Fernando Bezerra, insiste, pede que senadores compareçam ao Plenário.  Começa a discussão da PEC com discurso do senador Márcio Bittar. Cumprindo à risca o roteiro eleitoral traçado pelos dóceis bolsonaristas, o senador pelo MDB acreano saúda Flávio, "parabéns por presidir sessão tão importante". Arrematando a pantomima de corar anjos, Bittar aplaude o senador Eduardo Braga, por entrar na honrosa confraria dos avós.  Depois, enfastiados do árduo trabalho, vão todos para seus amplos e modernos apartamentos funcionais, com a consciência do dever cumprido. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

REELEIÇÃO

Os bolsonaristas sempre defendem a união do presidente Bolsonaro com o Centrão por causa do tal governo de coalizão. Está mais do que claro que nos três anos de governo ele só está pavimentando sua estrada para a reeleição, nada mais. Não vai  conseguir!

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

*

ALCKMIN E LULA

Por analogia com o futebol, Lula é o Garrincha da seleção que abalava a estima do adversário logo no início da peleja. Esse era seu papel. O resto cabia aos demais. Colocou o Brasil no cenário mundial do futebol em duas Copas vitoriosas. Lula abate o inimigo, desde sua ascensão operária, da prisão dirigiu greve e venceu a ditadura. Em quatro tentativas à Presidência, superado por golpe, com 87% de aprovação. Com sua inocência e libertação de uma prisão arbitrária e ilegal. E tem 44% de apoio, mesmo ainda não sendo candidato. Recebido no exterior como estadista. E, finalmente, abala o adversário quando faz referência a ter líder e adversário político como companheiro de chapa. A excepcionalidade dos Garrinchas e Lulas é que transformam realidades. 

Antonio Negrão de Sá

negraosa1@uol.com.br

São Paulo

*

DECEPÇÃO

Pelos boatos que circulam na imprensa, lamentamos saber que o ex-governador Geraldo Alckmin, que passava a imagem de um homem íntegro e sem vícios,  num golpe contra a sua própria biografia, sinaliza com a possibilidade de fazer uma aliança política com um mal-afamado e condenado que responde a vários ilícitos penais. Certamente, pagará um preço alto pelo seu atrevimento, desfaçatez e pela vã tentativa de querer subestimar a inteligência do povo brasileiro. Com tal e impensado gesto, afronta e trai a confiança do seu fiel eleitorado, principalmente o povo paulista. Foi-se o tempo em que os políticos tinham vergonha na cara e eram comprometidos com a sua história. Hoje em dia, sem demonstrar nenhum constrangimento e sem olhar para o retrovisor para confrontar as suas posições assumidas, os políticos trocam de partido ou fazem alianças espúrias com a mesma facilidade com que trocam uma camisa amarrotada.  Triste e vergonhoso. Um fim melancólico para o político Geraldo Alckmin,  caso ele insista nesta desventura. O Brasil não pode mais conviver com a corrupção nem aceitar mais este tipo de gente. "Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem", disse Ruy Barbosa.

Moacyr Rodrigues Nogueira

moaca14@hotmail.com

Salvador

*

TORRE DE BABEL

As últimas alianças políticas deixam todos estupefatos. Lula e Alckmin brigaram tanto no passado, que luta de MMA parece treino. Bolsonaro diz que é honesto se alia a Valdemar Costa Neto, corrupto assumido. E outros que nem vale a pena citar.

Iria De Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

MELHOR CENÁRIO

Alckmin, vice de Lula, melhor escolha do PT desde o seu início, e para o Brasil. Dizem que ganha no primeiro turno e,  para o bem do Brasil, Lula renuncia logo após a festa da posse, este será o melhor para o Brasil.

Roberto Moreira da Silva

rrobertomsilva@gmail.com

São Paulo

*

STF

A meu ver,  a aprovação do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), indicado pelo capitão, pela escolha de  um terrivelmente evangélico, analisando friamente  as considerações deste, cheguei a conclusão de que,  nós precisamos temos rezar, e muito,  para que  os trechos bíblicos pregados pelo pastor/ministro não sejam utilizados para acobertar as sujeiras desse bando de políticos farsantes no poder. Não tenho nada contra os evangélicos.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

*

DEBANDADA NA CAPES

Até o momento, 80 pesquisadores nas áreas de Matemática, Física e Química renunciaram seus cargos na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes), que, entre outras tarefas, avalia o desempenho das Instituições de Ensino Superior. Estes cientistas acusam a Capes de não respaldar seus trabalhos de avaliação, e criticam a presidência da instituição por não defender a Avaliação Quadrienal da pós-graduação, suspensa por decisão judicial em setembro. O que se pode esperar da presidente do órgão (Claudia Mansani Queda de Toledo), escolhida pelo capitão, apesar das notícias de plágio na sua dissertação de mestrado defendida na PUC-SP? Em comparação, dois ministros – Annette Schavan, da Educação, e Karl-Theodor zu Guttenberg, da Defesa – foram demitidos do governo alemão, porque ambos cometeram plágio em suas teses de doutorado. Como se pode notar, aqui, abaixo do Equador, a ética é outra!

Omar El Seoud 

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

*

‘UMA BOA HISTÓRIA’

Ao ler pela primeira vez uma matéria na seção Uma boa História,  imaginei: será que vão conseguir mantê-la por muito tempo? Haverá mesmo tantas boas histórias? Mas cada vez mais tem sido a primeira matéria que leio no jornal. Quero cumprimentar a todos que tornam possível essa seção e destacar nesse momento duas delas: a da professora pública Neide Sellin e sua criação que ajuda cegos (26/11, A28); e a de 1º/12 (A 28), sobre a história do advogado Dr. Orlando Di Giacomo Filho, que surpreendeu a todos com suas doações ao Icesp. Estas são duas pessoas que nos inspiram a pensar no próximo com mais humanidade.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

CANCELAMENTO DO RÉVEILLON EM SP

Para que 2022 seja um feliz Ano Novo e saudável, é fundamental que a tradicional celebração do réveillon por milhões de pessoas aglomeradas na icônica Avenida Paulista seja cancelada, como determinou prudentemente o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). É preciso aguardar com paciência mais um pouco o fim desses tenebrosos e trágicos tempos de pandemia, para a realização de uma  inesquecível festa, sem hora para acabar, pela superação da praga e pela comemoração da vida.Feliz Ano Novo, São Paulo!

JS Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.