Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo;

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2021 | 03h00

Educação

Reajuste das mensalidades

Donos de escolas, no afã de recuperar os prejuízos decorrentes da inadimplência provocada pela redução de renda das famílias, ocasionada pela queda de atividade econômica resultante da pandemia – o que determinou até, em muitos casos, a retirada de filhos e dependentes de estabelecimentos particulares de ensino e o abandono de cursos paralelos, como os de idiomas e outros –, vão propor para 2022 um aumento no valor das mensalidades capaz de, ao menos, cobrir a inflação anual de dois dígitos já confirmada. Além disso, é natural, também, que apostem na inelasticidade econômica da educação – pouca alteração na demanda em relação a uma variação de preço – para ensaiar um plano de reajuste que maximize os lucros. Que tal estratégia, no entanto, não se aproxime de uma demonstração de ganância insensível, pois um dos ensinamentos da pandemia – se é que podem ser assim chamados – é o de que, depois dela, é necessária a revisão de certas atitudes. Neste caso, chefes de família e dirigentes de ensino encontram-se, de certa forma, no mesmo barco, e uma guinada mais ousada fará com que todos afundem. Cautela, portanto.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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Festas e pandemia

Bom senso

Uma questão tão séria quanto a pandemia causada pela covid-19 requer decisões assertivas, baseadas na ciência e no bom senso. Fiquei feliz com a decisão de alguns governantes de cancelarem as festividades de réveillon e carnaval, pois, mesmo que não houvesse risco maior de contágio pela nova variante Ômicron, de fato ainda não sabemos se as vacinas são 100% eficazes contra essa nova cepa, o que requer a continuidade dos cuidados, como o uso de máscaras e assepsia, além da necessidade de evitar aglomerações. Espero que os prefeitos e governadores que ainda não cancelaram as comemorações o façam pensando na saúde coletiva e no bem-estar dos cidadãos. 

Silvia R P Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

 São Paulo

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Réveillon em São Paulo

Decisão sábia (cancelamento) baseada solidamente em informações técnicas e científicas fornecidas por assessoria competente, alinhada com protocolos de bom senso e respeito à saúde pública. Outros réveillons virão, mas não se recuperam as vidas perdidas.

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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Cuidados necessários

Dezenove capitais brasileiras suspenderam as festas de réveillon e outros eventos com possibilidade de aglomeração, em função da chegada da variante Ômicron, já com casos confirmados no País desde a última quinta-feira (2/12). Em se tratando de eventos para se realizarem entre os próximos 20 e 30 dias, a definição é importante não só por razão sanitária, mas também econômica. Melhor do que receber um bom tratamento para a doença é não adoecer e poder continuar cada um em sua atividade, mesmo com o desconforto das restrições que possam ser adotadas, para evitar a contaminação. Proteja- se. Esta é a melhor contribuição que cada um pode oferecer.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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Ciência 

Desmonte geral

O desenvolvimento científico é parte fundamental da sociedade moderna e o Brasil caminha a passos largos em direção oposta. Os cortes no orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a debandada na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e sua precarização, a intervenção no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o desprezo à vacinação são apenas facetas do desmonte promovido pelo desgoverno de Jair Bolsonaro em todas as áreas, em particular no trinômio ciência-educação-saúde. Não é por menos que dois artigos de peso tratam da questão, agregando o meio ambiente (Ciência e urgência, de Marcelo Morales, 1º/12, A4) e inovação (Investir em ciência: passaporte para o futuro, de Ruy Altenfelder e Cláudia Calais, 1º/12, A8). Infelizmente, por mais que utilize intérprete de Libras em suas malfadadas lives, o presidente faz ouvidos moucos àquilo que não seja seu próprio interesse pessoal de permanecer no poder.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 

Campinas

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

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TRISTE REALIDADE

Tudo vai muito mal no governo de Jair Bolsonaro, o real segue derretendo; a economia está estagnada; a inflação, de volta; o desemprego, recorde; e o agronegócio está pagando seus pecados com a crise hídrica e o pior tombo da sua história. Nunca o País foi tão agredido, queimado e destruído quanto na gestão do presidente Bolsonaro. Outrora visto com simpatia por todos, o Brasil de Bolsonaro não tem mais trânsito com ninguém, nunca a imagem do País foi tão ruim no exterior, quanto na gestão de Jair Bolsonaro. Acusado de crimes gravíssimos na catastrófica gestão da Saúde na pandemia, nunca houve um presidente da República que pudesse estar diretamente ligado à morte de centenas de milhares de cidadãos brasileiros. Nada disso importa, Jair Bolsonaro segue firme no cargo, porque nunca os esquemas de desvio de dinheiro público foram tão eficientes, superfaturar obras públicas é coisa do passado. Na gestão do presidente Bolsonaro o dinheiro é distribuído via caixa 1, orçamento paralelo, dinheiro no bolso, sem qualquer chateação legal e sem o trabalho de carregar as malas de dinheiro sujo no meio da rua. Tudo vai mal no governo Bolsonaro, mas a corrupção atingiu o estado da arte e é só isso que importa.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DESCONCERTO 

Ao escrever o artigo Inteligência, baratas e poder (2/12. A4), o excelente Eugênio Bucci expressa o que uma grande parte da população brasileira sente: “o índice de sucesso do (des)governante”, leia-se Jair Messias Bolsonaro, “desconcerta, humilha e oprime todo o seu entorno, próximo ou distante”.  Mas minha preocupação, assim como a dele e que foi corretamente descrita no artigo citado, é com uma parte razoável da população, dos políticos e da classe dirigente deste País, que, além de permitir esse “sucesso”, ainda contribui para mantê-lo. Pois é, infeliz e lamentavelmente, não há qualquer dúvida quanto a isso: “do lado de cá, ainda grassa a estupidez”. Até quando?

Paulo Roberto Guedes 

prguedes51@gmail.com

São Paulo

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O MEL E A CERA

É natural que parta daqueles que sempre tomaram o mel deixar para o restante da população brasileira a cera - ofensas ao ex-juiz Sérgio Moro, concorrente às eleições presidenciais de 2022.   O eleitorado precisa entender que Sérgio Moro não condenou inocentes. Ele condenou pessoas que meteram as mãos nos cofres públicos e quebraram  o Brasil.  Em nenhum lugar do mundo um ex-presidente de um país ficaria preso 580 dias, se inocente fosse.  O discurso da inocência virá e deverá ser rechaçado, não podemos fazer o papel de trouxas. Imagine essa gente voltando ao poder, depois dos horrores que aprontaram, será mesmo o fim da picada. Não podemos desperdiçar a chance que teremos de mandar para o ostracismo políticos que só têm conversa fiada e nada fazem pelo povo. Chega! Experimentemos o novo. O melhor caminho pode ser a terceira via.  

Jeovah Ferreira

jeovahbf@yahoo.com.br

Brasília

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DESTINO 

Os rios correm para o mar. O destino pregou uma peça em Lula e Sérgio Moro. Não se pode lutar contra ele. O ex-juiz condenou, humilhou e mandou o ex-presidente para a cadeia, onde ficou preso por mais de um ano. Depois Lula foi inocentado de todas as acusações de Moro.  Ganhou da Justiça atestado de honestidade e pureza.  O apreço de Lula por Moro é menor do que um selo de 10 centavos. Por sua vez, o respeito de Moro por Lula não vale um grão de areia.  Por algum tempo se pensou que a vida pública de Moro estivesse arruinada. Pesquisas agora mostram que Lula e Moro têm chances de disputar o segundo turno, deixando Bolsonaro morrer na praia. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmailcom

Brasília

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RESPONSABILIDADE NO VOTO

A situação em que vive o País, eternamente com graves problemas  de ordem governamental, tem uma origem: a falta de patriotismo dos políticos e governantes,  a começar pelo atual mandatário, que só pensa em reeleição. Quando penso que o Canadá, a Austrália e até os EUA têm aproximadamente o mesmo tempo de existência que o nosso país, fico com inveja, porque gosto do Brasil e tenho certeza de que ele poderia ser melhor, se o povo ajudasse. A diferença de progresso entre os países citados e o nosso é  notório, todo mundo sabe. Em 2022 precisamos eleger um presidente que tenha como prioridade  a educação do povo, em todos os sentidos. As outras áreas vêm como consequência.

Toshio Icizuca

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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UM NOVO MINISTÉRIO

Bolsonaro transformou o “cercadinho” no mais novo Ministério, ele despacha diretamente com o povo!

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com  

Campinas

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VICE DE BOLSONARO

Evangélicos querem vaga de vice de Bolsonaro. Muito simples! É só chamar o Silas Malafaia.

Maria Lucia R. Jorge

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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BOLSONARO

Enquanto a Constituição de 1988 encheu o governo de comunistas, Bolsonaro está enchendo de pastores,  do ponto de vista moral, ainda está ganhando.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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STF E AS TRAÇAS

A atual composição do Supremo Tribunal Federal (STF) é a pior de todos os tempos desde a sua criação. E, em vez de oração, é preciso muita ação. Existem processos há mais de 30 anos. As traças já estão se fartando.

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ECONOMIA NA PIOR

A recuperação em  “V”,  que  Paulo Guedes havia prometido  para a nossa economia,  já se transformou em "raiz quadrada"  e até o PIB prometido de 5%  fechou o trimestre  em queda de 0,1%.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SELIC E INFLAÇÃO DE MÃOS DADAS

Com o aumento de gastos pelo governo por causa das eleições de 2022, agora, em outubro, a Selic já está em 0,49% ao mês e a inflação, em 1,25% ao mês. Falem o que quiserem os economistas, mas hoje no Brasil o que define a inflação são os crescentes ou decrescentes gastos governamentais. Se quisermos reduzir a inflação, temos de restringir os gastos do governo, reduzindo a busca de reais com os “juristas” de plantão. O governo federal é inoperante nesse controle, todos sabemos, mas o Congresso não tem ajudado em nada.

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

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PAÍS NA LAMA

A economia parou, a inflação voltou, sob Paulo Guedes. Tudo fruto da insanidade de Bolsonaro, que apostava e ainda acredita num golpe, na volta da ditadura, no fechamento das instituições democráticas, mas não conseguiu e jogou o País na lama.

Marcos Barbosa 

micabarbosa@gmail.com

São Paulo

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DESIGUALDADE

Enquanto 50 milhões de brasileiros vivem na miséria e não  têm o que comer, outros 50 milhões comem demais. Entre os extremos, 110 milhões se equilibram, trabalhando para viver  da mão para a boca, mantendo a Nação funcionando. Até quando seremos uma nação celeiro de alimentos com gente   passando fome? 

Paulo Arisi

paulo.arisi@gmail.com

São Paulo

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FESTAS DIÁRIAS

Não sei por que se discute tanto festas de fim de ano e Carnaval em São Paulo, se as festas e os encontros acontecem todos os fins de semana, sem os mínimos requisitos de combate à Covid. Por isso digo que votar no Brasil hoje é impossível. Só há hipocrisia geral e irrestrita

Zureia Baruch Jr.

zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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VIOLÊNCIA ESCANCARADA

É simplesmente abominável, inacreditável e surreal a absurda cena vista nos noticiários e nas redes sociais, viralizada na imprensa mundo afora, de um policial militar (PM) puxando um rapaz negro, algemado pela mão, na moto da corporação, correndo por centenas de metros numa avenida da Zona Leste de São Paulo. O policial declarou que o detido furou de moto uma blitz da PM e, na tentativa de se evadir, porque levava 11 tabletes de maconha na mochila, bateu numa ambulância que atendia uma senhora idosa em plena rua. Afastado da PM, o homem que não tem a mínima condição de pertencer aos quadros da corporação, deve responder por crime de tortura e abuso de autoridade, bem como ser expulso da corporação. A lamentável cena se parece com as ações brutais de repreensão empreendidas pelo taleban e pelas milícias secretas contra opositores de ditaduras, como a de Cuba, Venezuela e de alguns países do Oriente Médio. Nenhum argumento de defesa ou desculpa pode apagar imagens tão chocantes e deploráveis. Vergonha!

J.S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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