Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2021 | 03h00

Orçamento secreto

Inacreditável

Ministra do STF recua e libera pagamento de orçamento secreto (Estado, 7/12, A6). Quero que alguém me explique: o Supremo Tribunal Federal (STF) exigiu que o Congresso Nacional apresentasse os parlamentares beneficiados pelas emendas RP-9 (orçamento secreto), além de esclarecer quanto e para que objetivo foi a verba. Não exigiu nada além do que, para mim, seria obrigação informar a nós, contribuintes. E não é que deputados federais e senadores bateram o pé, negaram-se a fornecer tais dados, e o digníssimo STF aceitou a humilhação? E o pior: alegaram que não há como reconstituir tal histórico. Fosse na iniciativa privada, estariam na rua. Mas nesta republiqueta bananeira tudo é possível, até o inacreditável.

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com 

Ribeirão Preto 

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O recuo de Rosa Weber

Será que alguém tinha esperança de que a moralidade iria vencer desta vez? Bonitas e densas decisões judiciais, mas que, todos sabem, ao fim, serão, com mais outras densas e bonitas explicações, na prática revogadas. E nós continuamos pagando essas contas, e temos de ficar caladinhos, pois os Poderes constituídos sempre se acertam. Como diz um conhecido jornalista, isto é uma vergonha!

Carlos Ayrton Biasetto carlos.biasetto@gmail.com 

São Paulo

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Vergonha nacional

É uma vergonha nacional a existência de um orçamento secreto, avalizado por órgãos oficiais democráticos do País, no qual o dinheiro público tem destino desconhecido dos contribuintes. Desconsideram os números da dívida pública, dos desempregados e da pobreza dos que dependem de auxílio para sobreviver. O egoísmo individual, conjugado ao corporativo, supera a compreensão da realidade. É sempre bom lembrar que nada se leva da vida, a não ser bons exemplos e fazer o bem, que é bom tanto para quem faz como para quem é beneficiado. O País precisa desse equilíbrio.

Francisco Navas Filho francisconavas@uol.com.br 

São Paulo

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Educação

Longe de ser prioridade

A manchete principal do Estadão de segunda-feira (Prefeitos deixam de utilizar R$ 15 bi da verba para educação) contrasta com o apelo de Luiz Carlos Trabuco Cappi pela educação em primeiro lugar (Estado, 6/12, B6). Investir em professores e escolas constitui a melhor maneira de diminuir as desigualdades e criar um futuro melhor para todos. Enquanto não levarmos isso a sério, seremos todos a sofrer as consequências.

Raquel do Santos Funari raquelsfunari@uol.com.br 

São Paulo

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Em primeiro lugar

O pré-candidato à Presidência Sergio Moro diz que tem como meta combater a corrupção. Tem de entender que, para alcançar esse objetivo, é necessário investir em educação.

Ricardo Bessa Gonçalves ricarbessa@yahoo.com.br 

São Paulo

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Desolador

O que é pior: ver a gritante interferência do governo na Polícia Federal, e nada acontecer; o rumo perdido de nossa educação; ou assistir ao ex-ministro Ricardo Salles, agora, como comentarista de um canal de jornalismo de TV fechada? Está difícil.

Alexandre Bordallo adbordallo@yahoo.com.br 

Rio de Janeiro

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Pandemia

Patriota de araque

Advogado intransigente do vírus da covid-19, Bolsonaro combate o isolamento social, o uso de máscaras, as vacinas e, agora, o passaporte da vacina para o viajante vindo do exterior. Deixa evidente seu desapreço pela saúde dos brasileiros. Afinal, o conceito de pátria não abrange só o espaço físico onde se situa um país, mas, antes, seus valores culturais e históricos, dos quais seu povo foi e continua sendo o principal artífice. Sem essa visão, Bolsonaro ainda tem a desfaçatez de se autoproclamar paladino do patriotismo! Patriota ou patrioteiro?

Junia Verna Ferreira de Souza juniaverna@uol.com.br 

São Paulo

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Lula e a Justiça

Marmelada

Depois da marmelada da prescrição e anulação das condenações do “demiurgo de Garanhuns”, agora incluindo até o caso do triplex do Guarujá, Lula não tem do que reclamar. Será que ao menos terá condições de chegar ao segundo turno na eleição de 2022?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

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PAPEL DO JUDICIÁRIO

Ouço com frequência bolsonaristas,  mas não só eles, se queixarem da intromissão do Judiciário nos outros poderes. Mas não é seu dever frear o mau uso do dinheiro público, mais do que nunca com a atual desfaçatez? 

Rita de Cássia Guglielmi Rua 

ritarua@uol.com.br

São Paulo 

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A TRANSPARÊNCIA POUCO TRANSPARENTE

Muitos se indignaram, e com razão, diante do posicionamento da Câmara e do Senado no sentido de manter o chamado orçamento secreto, manobra corporativista e  altamente estimulante para, entre outros aspectos, fortalecer o império da impunidade. Grande parte das críticas se originou do fato de o Congresso, com tal postura, ter ignorado a decisão da Corte Suprema, estabelecida pela ministra do STF Rosa Weber, determinando ampla publicidade do uso dos recursos públicos. Mas agora, após negociações com os líderes das casas, a ministra voltou atrás e liberou os pagamentos de emendas de relator-geral do Orçamento, subordinados, porém, ao cumprimento de confusas condições de transparência, o que arrefece um pouco a qualificação de secreto que vinha atrelada àquela peça construída no Parlamento. Embora a decisão da ministra necessite ser ratificada em plenário do colegiado da Corte suprema, fica a sensação de falta de transparência a respeito do tipo de promessa de transparência que fez com que a ministra mudasse de rumo. Tudo ainda muito opaco.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com. 

Rio de Janeiro 

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O ESCULACHO DO ORÇAMENTO SECRETO

O Supremo Tribunal Federal (STF) cobrou  do Congresso Nacional para onde foram as verbas do orçamento secreto usadas por seus membros no período de 2020 a 2021. Parece ser mais  de 30 bilhões de reais! As duas casas estão se recusando a dar as informações, alegando não ter condições de levantar as verbas e os nomes dos políticos que levaram a grana. Uma mentira, porque a mídia informou que há o órgão técnico no Senado que fiscaliza e controla essa movimentação financeira e afirma ser possível alocar nome, partido e valor  e destino da verba! Existe, sim, até mesmo porque é de interesse deles saber quais políticos receberam as verbas para exigir destes o compromisso de votar, segundo a exigência de cada grupo. Agora, a ministra Rosa Weber, depois de todo o barulho que causou, surpreende a todos nós quando recua, atende a politicalha e libera as verbas que ela havia bloqueado e dera 30 dias para que fossem conhecidos o trâmites dessas. O Congresso não passou os nomes e quer 180 dias para atender à obrigação. Em paralelo, continuam  “trabalhando” arduamente para montar um esquema espetacular  à prova de qualquer fiscalização futura para continuar o esculacho. Se o STF aceitar as alegações desse bando de abutre, então, senhores ministros, peçam demissão e vão para casa, e seu presidente ao sair  feche as portas desse órgão e jogue as chaves no lixo.

Laércio Zanini

spettro@uol.com.br

Garça

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CORRUPÇÃO NO ENEM

Agora entendemos o que Bolsonaro quis dizer ao falar que, agora o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estava com a cara do seu governo: uma fraude de 130 milhões de reais.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

São Paulo

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PASSAPORTE VACINAL

O presidente Jair Bolsonaro  se exaltou ao comentar a pressão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  por mais restrições nas fronteiras, para conter a variante Ômicron, do coronavírus, exigindo o passaporte vacinal. Afirmou estar trabalhando com a Anvisa, que quer fechar o espaço aéreo brasileiro, e exclamou: De novo, p…? De novo vai começar esse negócio? Ora, presidente, mas somos todos nós, atônitos, que fazemos nossas as suas palavras questionadoras, e repetimos incrédulos e ipsis litteris: De novo, p…? De novo vai começar esse negócio?

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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A QUARTA ONDA

Calcula-se que entre 10 e 15 dias saberemos a real dimensão da quarta onda da Covid-19 em nosso País. Os casos vindos da África do Sul poderão aumentar e, ainda, surgir outras cepas. O quadro sinistro nos conduz a manter a máscara e o distanciamento pessoal. A tônica deve ser manter a guarda no Natal e Ano Novo e atenção na evolução pandêmica para definir sobre a realização (ou não) do Carnaval. Os prefeitos das cidades onde o evento é de grande porte têm dito que não devem simplesmente cancelá-lo com três meses de antecedência, como já fazem os administradores das localidades médias e pequenas, locais em que a festa não tem significado econômico. O momento é de atenção porque a tormenta, embora enfraquecida, ainda é presente e a ameaça de seu agravamento, real. Precisamos saber a verdadeira extensão da tal da quarta onda. As primeiras notícias são de que a transmissibilidade é alta, mas a gravidade é baixa. Mesmo assim, temos de nos cuidar. As autoridades sanitárias devem orientar os governos e a população. O tempo é de prevenção.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo    

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RÉVEILLON NO RIO

O entusiasmado Eduardo Paes, prefeito do Rio, no dia a dia da sua metamorfose ambulante, literalmente contrária à mensagem da canção do maluco beleza Raul Seixas, desdisse as folclóricas e inoportunas entrevistas da semana passada, em que anunciou o cancelamento das festas de réveillon na cidade. Até novo arroubo do prefeito, a queima de fogos na orla de Copacabana está autorizada! O submisso (?) povo não poderá comparecer à festa, assim entendi. Certo? Se vai rolar a festa, quem vai bancar?

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro         

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O VÍRUS BOLSONARO

Precisamos urgentemente desenvolver uma vacina que nos proteja do vírus Bolsonaro-22. Os danos causados por essa patogenia estão destruindo as instituições brasileiras, atacando nosso espírito de cidadania e ceifando nosso futuro. 

Honyldo Roberto Pereira Pinto 

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto    

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O QUE BOLSONARO TEM NA CABEÇA ?

À pergunta final na coluna de Eliane Cantanhêde, no Estadão (Bolsonaro, o boquirroto, 7/12), respondo que ele não pensa, porque o que tem na cabeça não serve para pensar. É surdo e só fala línguas estrangeiras e milicianas. O que espanta é o número de soldadinhos de chumbo estrelados e políticos cadeireiros, por corrupção, que o sustentam e imitam,  nesta vasta farsa nefasta e sem fim de festança e gastança. "Le Brésil n'est pas un pays sérieux” é um elogio.

Paulo Sergio Arisi  

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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REAÇÕES DA PRIMEIRA DAMA

Se a primeira dama, Michelle Bolsonaro, manifestou descontentamento com a repercussão negativa da sua comemoração exuberante pela aprovação de André Mendonça para o STF, boa parte da opinião pública ficou assustada e decepcionada, para dizer o mínimo, com tal comportamento. A função precípua de um juiz, qualquer juiz, é praticar a justeza; para isso é imperativo que haja austeridade e discrição por parte do magistrado. Portanto, nem Mendonça deveria comemorar o evento como se estivesse num jogo de futebol, tampouco a esposa do presidente da República deveria estar ao lado dele, Mendonça, saltitando e bradando palavras de louvor, dando um tom francamente promíscuo a uma relação que deveria ser republicana. Considerando ademais que a família Bolsonaro é acusada de inúmeras culpas no cartório, a linha tênue que separa a amizade da Constituição pode se romper a qualquer momento. Michele Bolsonaro vinha se mantendo  relativamente discreta até esse episódio.  Deveria continuar assim.  

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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AGROTÓXICOS E SAÚDE HUMANA

Não custa nada perguntar! Por acaso os agrotóxicos que são aplicados nos vegetais que consumimos diariamente são controlados pelas autoridades sanitárias? Não causam graves danos à nossa saúde? A imprensa tem noticiado que, em vários Estados, depois de muitas chuvas, as lavouras estão bombardeadas com agrotóxicos em níveis insuportáveis, os agricultores usam veneno às margens de rios e córregos, exageram nas dosagens pulverizadas sobre as lavouras, colocando em risco os consumidores desses produtos, aumentando os índices de câncer e de muitas outras doenças. Um dos piores agrotóxicos é o tordon, tristemente chamado de “Agente Laranja”, usado pelo exército americano no sanguinário ataque aos Vietcongs, na guerra do Vietnã. Aqui no Brasil é fartamente usado para preparar a terra, em lugar de capina, contribuindo também para aumentar as doenças tais como: fibrose pulmonar, câncer, esterilidade, deformação em crianças, etc. “É o chamado chumbo na veia”. Outro fator alarmante a ser considerado é a quantidade de hormônios que estamos consumindo diariamente através de carnes de aves, bovinas e porcos, que se alimentam de rações com altas doses desse componente. O surgimento de muitas doenças em seres humanos comprova o uso abusivo de hormônios na alimentação de animais, tudo em nome do lucro fácil, sem se preocupar com as consequências que virão.

Marcos Tito

marcostitoadvogados@gmail.com

Belo Horizonte

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‘UMA BOA HISTÓRIA’

Quero agradecer sinceramente a nova e tão significativa pagina  Para fechar...  Uma boa História! Aquele abraço da veterana (quase 90 anos) leitora.

Irene G. Freudenheim

irene.margarete@terra.com.br

São Paulo

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ABUSOS NO MOSTEIRO DE SÃO BENTO

A respeito das chocantes acusações de abusos sexuais cometidas por quatro religiosos (dois monges e dois noviços) contra dois jovens internos nas dependências do icônico e tradicional Mosteiro de São Bento, entre 2016 e 2018, que motivou a intervenção do Vaticano, cabe perguntar: mosteiro ou antro de São Bento? Francamente!

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo 

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INJUSTIÇA SOCIAL

Favelas não são cultura, são a consequência clara e evidente do fracasso dos governos e da consequente injustiça social. Elas só poderão fazer parte da nossa história quando realmente fizerem parte de um passado vergonhoso e distante e  puderem ser lembradas como algo que não deverá se repetir nunca mais. Utopia? Não. Apenas efeito de orçamentos misteriosos,  despesas obscenas com futilidades  inaceitáveis e cultura ética zero.

Vera Bertolucci

veravailati@uol.com.br

São Paulo

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AGILIDADE DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Vamos falar do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD). Devido à demora, é de bom tom agilidade e eficiência dos serviços públicos e os nossos deputados podem ajudar. Inserir na Lei. 10.011 de 20/5/2013 para, no caso de doação que não seja em dinheiro, que a Secretaria da Fazenda capixaba tenha o tempo de análise do processo limitado a no máximo dez dias, para comunicar ao contribuinte o valor a ser recolhido, sob pena de, se extrapolar o prazo, isentar o pagamento.

Humberto Schuwartz Soares

soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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