Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2021 | 03h00

Saúde

Passaporte da vacina

Muito acertada a decisão liminar expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, obrigando que turistas e viajantes apresentem comprovante de vacinação contra a covid-19, ao desembarcarem no Brasil. Precisamos proteger a vida dos brasileiros, especialmente daqueles que, por alguma razão, ainda não puderam ter acesso às vacinas contra o coronavírus. Parabéns ao governo paulista e à Rede Sustentabilidade por judicializar a questão. Espero, sinceramente, que o plenário do STF confirme o entendimento e mantenha a obrigatoriedade.

Willian Martins martins.willian@yahoo.com.br

Guararema

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Em tempo

O ministro Luís Roberto Barroso decidiu a favor da saúde da população, determinando a obrigatoriedade de passaporte de vacina para a entrada no Brasil. Nada mais correto que usar as mesmas medidas de proteção adotadas por União Europeia, EUA, entre outros. A decisão de Barroso corrigiu as incoerências do capitão, que ataca as regras sanitárias para o combate à covid-19, ao mesmo tempo que usa a eficácia das vacinas para justificar a dispensa da necessidade de apresentar o referido passaporte. Enquanto isso, o Conselho Federal de Medicina segue com a política de não se comprometer!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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Corrupção

Desgoverno

A propósito da frase final do editorial A entropia que nada produz ( 11/12, A3), na qual se lê “Bolsonaro é um presidente fraco que paga caro para não ser importunado enquanto finge governar o Brasil”, o que nós, contribuintes, poderíamos dizer da maioria dos nossos supostos representantes, que se vende vergonhosamente, deixando-o fingir que governa?

Carlos Ayrton Biasettocarlos.biasetto@gmail.com

São Paulo

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Esperança nas urnas

No “bolsoguedes”, denominação de estrangeiros à nossa atual republiqueta, trilhamos a entropia por um governo que confunde o Estado com governança, atrofiada por espasmos, como pontua o editorial do Estado. No entanto, as nuvens políticas estão baixas, despencarão suas tempestades em 2022 e as urnas, mais uma vez, nos darão esperanças de recompor a Nação.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Várias verdades

Como hoje temos a verdade sendo classificada em diversas verdades possíveis e de modo infindável, eis que sugiro mais algumas: a verdade fática (a dos acontecidos, que geralmente é interpretada, reinterpretada, segundo os interesses do momento); a verdade jurídica (a que se verifica a cada momento em diversos tribunais e sentenças); a verdade suprema (a do STF ou a do voto de minerva, como o da ministra Rosa Weber na decisão sobre condenação após segunda instância); a verdade que pouco importa (a das populações famintas e doentes, que não interessam politicamente); a verdade dos políticos (a que geralmente é falsa e mentirosa, mas que capitaneia bilhões dos dinheiros públicos); e, enfim, a verdade dos idiotas (a que é a única, juntamente com a verdade fática, que pode gerar uma interpretação digna de confiança e respeito, e que surge com a estupefação da maioria que ainda se escandaliza com o que se dá neste Brasil de oportunistas, demagogos e violadores de consciências alheias).

Marcelo Gomes Jorge Feres marclo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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Meio ambiente

Garimpo e negociatas

A notícia de que a Belo Sun, do Canadá, teria feito acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), apropriando-se de parte do assentamento na Vila Ressaca, na Volta Grande do Xingu, próxima à Hidrelétrica Belo Monte, já por si só é revoltante. Ao sabermos que as áreas envolvidas foram adquiridas ilegalmente, podemos concluir que no atual governo o Brasil se tornou o paraíso dos trambiqueiros. Os garimpeiros - alcunha conveniente para mineradores equipados com máquinas pesadas - no Rio Madeira só foram expulsos após reportagens do Estado. Jamais houve um governo como o atual, que já bateu todos os recordes de negociatas. Seria justo o Incra explicar decisão tão inusitada, aliás, obrigação de todo órgão público.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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