Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2021 | 03h00

O Brasil na pandemia

Novo golpe na Saúde

Com as trapalhadas do Ministério da Saúde, os golpistas estão se esbaldando. Enviam mensagens aos brasileiros para que entrem no sistema do pseudosite do ConecteSUS a fim de obterem seu certificado de vacinação e, assim, furtam os dados dos desavisados. É a criminalidade sempre mais ágil do que as providências do negacionista governo federal. Lastimável!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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Passaporte vacinal

Depois de brigar com quase o mundo todo por causa de uma pandemia que considerava “bobagem”, “coisa de maricas” e “gripezinha”, Jair Bolsonaro voltou a se posicionar contra medidas que podem evitar a morte de mais brasileiros, agora causadas por novas variantes como a Ômicron. Após negar a eficácia das vacinas, da máscara e do distanciamento social, agora ele chama de idiotas aqueles que passarão a exigir a apresentação de passaporte vacinal de quem quiser entrar no Brasil. Não satisfeito com os quase 617 mil brasileiros mortos pela covid-19, o presidente mais incompetente de nossa história acha que os turistas não devem vir mais atrás só das belezas naturais do Brasil. Ele quer contribuir para que pessoas negacionistas, como ele, tragam ao País novas contaminações pelo vírus. E mortes. Mas, graças a Deus – que, antes de Bolsonaro, parecia ser mais brasileiro –, à Constituição e ao Supremo Tribunal Federal, a exigência de provar-se imunizado prevaleceu, deixando a população brasileira um pouco menos insegura e à mercê de loucos e irresponsáveis.

João Di Renna joao_direnna@hotmail.com 

Quissamã (RJ)

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Vacina, vida e liberdade 

O ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga, para agradar ao chefe, disse que é “melhor morrer do que perder a liberdade”, sobre a obrigatoriedade da apresentação do passaporte vacinal na chegada ao Brasil, seja por via aérea, marítima ou terrestre. Gostaria de ver qual seria o seu comportamento se afrontado por um marginal armado que exigisse a entrega de seu automóvel: se ele iria reagir para defender a sua “liberdade” e levar alguns tiros ou entregaria sua propriedade para salvar a própria pele. 

Renato F. Fantoni rffantoni@identidadesegura.com.br 

Itatiba

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Economia

Desgoverno e retrocesso

A matéria PIB per capita deve levar 7 anos para voltar a nível pré-recessão, publicada no Estadão de segunda-feira (13/12), mostra a realidade do nosso retrocesso econômico. De acordo com projeção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) e segundo a economista Silvia Mattos, coordenadora do Boletim Macro do Ibre, para recuperar o nível do PIB per capita de 2013 (de R$ 39.685) – em 2021 ele será de apenas R$ 36.661 –, vamos precisar de um crescimento econômico médio anual de 2,1% entre 2023 e 2028. Não se considerou, aqui, o PIB de 2022, porque se estima para o ano que vem um medíocre crescimento, entre zero e 0,7%. Mais um resultado do desgoverno Bolsonaro, que até aqui só gerou crises institucionais, emporcalhou a imagem do Brasil e agrediu opositores, jornalistas e, consequentemente, nossa democracia. Uma lástima!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com 

São Carlos 

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Rima pobre

O governo aumenta o teto do juro dos empréstimos consignados de 1,8% para 2,1%, por causa da inflação. O orçamento secreto desvia bilhões por causa da corrupção. Mas o pobre no Brasil sempre fica na contramão. E o presidente só pensa em reeleição. Rima pobre, mas verdadeira, né não?

Cesar Araújo cesar.40.araujo@gmail.com 

São Paulo

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Saúde

Fertilização e ética

Lendo o conteúdo do Estadão Blue Studio de 12/12 (página A13), sobre fertilização in vitro, fiquei refletindo sobre o fato de muitos óvulos fecundados serem desprezados por razões diversas, o que supõe a morte de vidas humanas ali contidas. Já não é hora de os pesquisadores procurarem aperfeiçoar os métodos naturais de controle da natalidade, que não causem nenhuma morte nem prejudiquem a saúde da mulher? Espero que o sentido ético dos pesquisadores se faça presente.

Maria Alzira Mattos mariaalziramattos@gmail.com 

Niterói (RJ)

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

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DESCASO COM A CIÊNCIA

O que passa pela cabeça do presidente Bolsonaro, que, além de não se vacinar contra essa pandemia, proíbe aos que chegam ao seu gabinete de usarem máscara. Tal postura irracional vai de encontro à ciência em relação às medidas preventivas. Felizmente a maioria da nossa população já deixou de  se importar com essa postura negacionista da nossa autoridade e está se vacinando, usando máscara e tentando obedecer às recomendações das autoridades sanitárias 

José de Anchieta Nobre de Almeida 

josenobredalmeida@gmail.com

São Paulo

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SEGURA ESSA ONDA, BRASIL!

Os Estados Unidos e vários países europeus deram um passo atrás para combater a nova cepa Ômicron. Decretaram a volta do uso de máscaras e o distanciamento social. Já por aqui o "tio" Bolsonaro só conseguiu dar um passo atrás, quando pisou nos pés de Angela Merkel durante a reunião do G20 e ouviu "só podia ser você". Na verdade, o Brasil deveria segurar essa onda e proibir as festas de Réveillon e Carnaval, independentemente da aprovação ou não do estorvo "tio" Bolsonaro. Fica a dica! 

Júlio Roberto Ayres Brisola

cvjrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PERSONALIDADE (TRÁGICA) DO ANO

As incontáveis imbecilidades que o presidente Bolsonaro verbalizou até agora  em relação à pandemia seriam bizarras e cômicas não fossem verdadeiramente  trágicas. Qualquer tentativa de dimensionar a quantidade de pessoas que ficaram gravemente enfermas ou morreram em decorrência da Covid 19 por acreditarem incondicionalmente em suas idiotices  -  ele deveria ser processado por exercício ilegal da medicina - será subestimada. É impossível que o inquérito sigiloso que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) não impute culpabilidade direta ao presidente por disseminação de notícias falsas em relação à doença,  pois evidências não faltam. Bolsonaro e seus seguidores chegaram a acreditar que ele seria eleito personalidade do ano pela revista Time. Só se fosse no quesito tragédia.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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CIDADÃO COMUM

Imagens do presidente Bolsonaro em Campo Grande (MS), em 13/12, o mostram como um cidadão comum, fazendo uma "fezinha" em uma agência lotérica e também erguendo um brinde de tubaína com os brasileiros que o saudavam em um bar/pastelaria popular. Fico a imaginar as manchetes da velha mídia se, por felicidade, o presidente ganhar o prêmio máximo com a sua aposta! Seguramente, em uníssono chororô, dirão que houve "armação" da Caixa, carta marcada etc.! O STF dará cinco dias para a instituição financeira se pronunciar sobre a lisura da apuração. Quanto ao brinde de refrigerante, de cor semelhante às "geladas", em algum momento de desespero a mídia esquerdopata usará as imagens para alcunhar o presidente com o codinome de um certo candidato ao Planalto, adicto de "branquinhas".

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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TRUCULÊNCIA BOLSONARISTA

Ameaças a jornalistas por parte de Bolsonaro e dos seus seguidores acontece desde sempre, pois os jornalistas que não falam a língua dele, da truculência, violência, desrespeito, se tornam seus inimigos declarados.

Marcos Barbosa 

micabarbosa@gmail.com

São Paulo

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AMEAÇA À DEMOCRACIA

Como quase  diariamente denunciado pelo Estadão, o desgoverno bolsonarista usa o poder em benefício próprio, além de proteger e incentivar a corrupção, lesa  todos os demais brasileiros, tipificando perfeitamente um caso de “Lesa Pátria”, como deveria ser classificado e punido. Parabéns, Estadão e imprensa livre! Nossa liberdade está ameaçada. Juntamente com a democracia.

 Luiz  Ribeiro Pinto

brasilcat@uol.com.br

Ribeirão  Preto

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CORRUPÇÃO

Depois de ler todas notícias diariamente no Estadão, os 56 milhões de 2018 precisam levantar as mãos para o céu e agradecer a Deus por Jair Bolsonaro ter vindo para acabar com a corrupção no Brasil. Desculpa, Deus, para minha ironia. 

Maurício Lima 

mapeli@uol.com.br

São Paulo.

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PAÍS RUMO AO PRECIPÍCIO

No Brasil do desgoverno Bolsonaro, sob a sofrível gestão do ministro Paulo Poliana Guedes, o pibinho despenca ladeira abaixo e a inflação e a taxa Selic disparam ladeira acima. Na projeção do Instituto Brasilerio de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), o PIB per capita deve encerrar este ano em R$36.661, alta de 3,8% ante 2020 e -1% ante 2019 (R$36.969). Os dados revelam que o País levará, no mínimo, sete longos anos para recuperar o pico histórico de 2013 (R$39.685), ano que antecedeu o início da recessão no governo Dilma Rousseff, valor nada menos que 7,7% acima do PIB per capita deste ano. Pobre Brasil de marcha à ré engatada rumo ao precipício.

J.S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

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FIM DA MAMATA

O Sr. Mário Frias, desculpe contradizê-lo, mas a mamata não acabou, só mudou de mãos, não é mesmo?

Lourdes Migliavacca

São Paulo

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ELEIÇÕES 2022

Infelizmente, tudo indica que o ano de 2022 será um ano de campanhas eleitorais com muitas  mentiras, grosserias e jogo sujo. Tomara que os brasileiros tenham discernimento para escolher os que têm mérito para governar o Brasil.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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JOGO DE CENA

Acompanhei muitas das sessões na CPI da Covid  e  chamou minha atenção o comportamento combativo da senadora Simone Tebet, durante seus debates contra os senadores defensores de Bolsonaro. Nesta semana,  ela voltou ao noticiário ao se  lançar  pré-candidata à Presidência  da República pelo seu partido, o  MDB. Hoje,  vejo que ela apenas fazia jogo de cena para sua intenção futura, coisa de político, mas, para aqueles que pensarem votar nela pela lembrança da CPI, vejam uma declaração sua que mostra a realidade nua e crua do  jogo político: “(...)Não esqueço  o que o PT fez, mas isso não impede  diálogo com o Lula” Isso quer dizer o quê? Ela sabe, assim como o MDB,  não ter chance alguma de vencer a eleição e insinua que poderá fazer composição futura com o Lula, que busca um vice e  até agora pinta como vencedor,  sem ameaça de concorrência, mesmo porque o STF limpou a ficha dele com papel higiênico e se tornou o principal cabo eleitoral do petista. Como pensam os eleitores da senadora, depois dessa manobra politiqueira? Eles sabem que se  o Lula  ganhar, como é do seu feitio,   ela simplesmente será ignorada e não existirá num governo petista ?

Laércio  Zanini

spettro@uol.com.br

Garça 

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SIMONE TEBET

O PMDB em frangalhos, como o PT e PSDB, enfim, encontra uma candidata (senadora Simone. Tebet) para a Presidência da República, talvez como boi de piranha.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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GERALDO ALCKMIN

O Estadão apresentou em 13/12, em Sinais Particulares, Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo (PSDB), com uma fisionomia muito feliz, boca sorridente e olhos alegres, tudo porque está sendo desejado por vários partidos aliados para ser candidato à vice-presidente da República na próxima eleição. Lembrando a citação de Claudio Lembo sobre o  ex-governador: “É o genro que toda a sogra queria ter”. Espero que ele consiga o que merecidamente quer politicamente. 

Antonio Brandileone 

abrandileone@uol.com.br

São Paulo

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CANDIDATO IDEAL

Gostaria de avisar a todos os candidatos que só vou votar em quem concordar em acabar com 10 promiscuidades existentes na democracia brasileira: reeleição, fundo partidário, fundo eleitoral, assessor parlamentar, emendas parlamentares, trânsito em julgado, segredo de Justiça, incentivos fiscais,  empresa estatal e atividade agropecuária no Pará e Amazonas.

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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VALORES 

Uma economia mundial baseada no consumo alucinado e  obsolescência programada dos bens "duráveis", em permanente   lançamento de novos modelos com "avanços" tecnológicos para  deslumbrar consumidores viciados em compras, não tem como   se sustentar para sempre. Uma corrida suicida de uma parte da  sociedade mundial e carência absoluta de tudo por parte dos marginalizados deste sistema concentrador de riqueza. A falsa  civilização de uma espécie em desarmonia com a natureza e  falta de valores não materiais gerou a sociedade líquida e fútil,  indiferente às consequências de destruição do planeta, a começar   pela alteração ambiental e climática. A Terra pede socorro.

Paulo Arisi

paulo.arisi@gmail.com

São Paulo

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