Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo;

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2021 | 03h00

Orçamento secreto

Erro histórico do STF

Supremo libera pagamentos do orçamento secreto (Estado, 17/12, A13). O Brasil não merece um orçamento secreto, composto de emendas do relator. Dizer que seriam prejudicados os menos favorecidos é uma falácia. Seriam “prejudicados” os municípios que já são contemplados com aportes altíssimos em comparação com os demais e são redutos de políticos poderosos, a exemplo da oligarquia da família Coelho, que impera há décadas na cidade de Petrolina (PE). Boas intenções, como sabemos, não faltam no inferno. O STF cometeu um erro histórico, ressalvados os votos do ministro Edson Fachin e Cármen Lúcia.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

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O mesmo roteiro

Num passado não muito distante, vimos o episódio dos Anões do Orçamento. Hoje, vemos o episódio do orçamento secreto, com novos atores, porém com o mesmo roteiro. 

José Milton Glezer jmglezer@uol.com.br 

São Paulo

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Emendas secretas

Alguém acredita em transparência do governo e do Congresso Nacional?

Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com 

São Paulo

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PEC dos Precatórios

Por que uma PEC?

A estabilidade jurídica sempre foi considerada essencial para a evolução da sociedade e dos negócios. E ela começa com uma Constituição que se pretenda quase imutável. Está claro que, em algum momento, ela pode ser revista – o desenvolvimento da sociedade e da tecnologia impõe transformações. Mas, olhando a PEC dos Precatórios, não me parece o caso. “Se precisamos de espaço fiscal – tema momentâneo –, mude-se a Constituição!” Eu pediria aos estudiosos do Direito que fizessem um levantamento de quantas vezes nossa Carta de 1988 foi mudada em razão de situações de momento.

Eduardo Aguinaga eduardo.aguinaga22@gmail.com 

Rio de Janeiro

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Indústria

Estratégia para o Brasil

A economista Lidia Goldenstein avaliou os percalços da indústria nacional para fazer frente ao avanço mundial no setor produtivo (Uma estratégia para a indústria, Estado, 15/12, A6). Há que considerar que nosso complexo de vira-latas associado à mentalidade de colônia fazem com que não haja inovação criativa dos empresários, que preferem comprar a tecnologia pronta lá fora a investir no seu desenvolvimento aqui. Isso implicaria contratar mão de obra especializada – nossos doutores, por exemplo –, formada especialmente na universidade pública. Não basta culpar o governo, como a economista diz, mas o industrial nacional vive a esperar benesses oficiais – esse é o grande gargalo para os saltos tecnológicos de que tanto necessitamos.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 

Campinas

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O Brasil na pandemia

CPI do ataque hacker

O jornalista Pedro Doria, em seu artigo CPI do hacker do SUS já (Estado, 17/12, B16), toca na questão mal explicada do ataque de hackers no Ministério da Saúde. Em verdade, todos os ataques deste tipo envolvem a quebra de complexas senhas de acesso, e essa quebra deve ser tão rara quanto ganhar na loteria. A menos que alguma facilidade estivesse à disposição.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com 

São Carlos

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A vez da Anvisa

Para esconder sua incompetência, a tática de Bolsonaro sempre foi atacar tudo e todos: o sistema eletrônico de votação, os ministros do STF, os representantes dos povos indígenas, os governadores e prefeitos no combate à covid-19 e por aí vai. Agora chegou a vez da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autorizou, seguindo a recomendação das agências internacionais, a vacinação de crianças a partir de 5 anos contra a covid-19. Neste caso, o capitão foi longe demais, pois pretende saber o nome dos técnicos que autorizaram a decisão, expondo-os a ataques de todo tipo, até físico, por seus exaltados seguidores. Capitão, use sua energia em coisas úteis para o Brasil: ataque a inflação e o desemprego, combata os destruidores da Amazônia, melhore a educação pública, etc. Ou peça licença do cargo até as eleições e deixe os brasileiros em paz!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com 

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

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INDEPENDÊNCIA ENTRE OS TRÊS PODERES

O permanente tiroteio verbal e ações entre políticos e, especialmente, membros dos poderes institucionais, é o que menos interessa à Nação nessa quadra por onde trafegamos. Presidente, governadores, senadores, deputados e integrantes do Judiciário, Ministério Público e afins têm o dever de reconhecer e obedecer o artigo 2° da Constituição, que estatui Legislativo, Executivo e Judiciário como Poderes da União, independentes e harmônicos entre si. A independência e a harmonia determinam a não interferência e jamais a subordinação de um poder a outro. Pecam os parlamentares que, não conseguindo atingir seus objetivos no processo legislativo (que é soberano), recorrem ao Judiciário para invalidar ou reformar as decisões tomadas pelos colegiados da Câmara e do Senado. Extrapolam os membros do Judiciário ao aceitar esse convite à ingerência no outro poder e - mais que isso - emitir ordens indevidas do ponto de vista da separação institucional, como a recente determinação da instalação da CPI da Covid, que o Senado obedeceu pateticamente. Também peca o presidente da República ao potencializar o debate com seus adversários. Inconformados com a queda de Dilma Rousseff, os processos que levaram Lula ao cárcere, e a eleição de um presidente de direita, a militância esquerdista foi induzida a manter o clima de debate eleitoral, que deveria ter acabado logo após a votação. Hoje temos um país atormentado com a ininterrupta contenda. A enganosa trajetória de “construção democrática” pós-1985 nos conduziu a um quadro caótico. É inadmissível viver a guerra política antes e pós-eleição. Os participantes do processo precisam pensar mais no País e no povo e deixar de olhar unicamente para o próprio umbigo.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo             

 

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FUNDO ELEITORAL

Eu só entenderia o fundo eleitoral, se o trabalho dos eleitos fosse voluntário. Para ganhar o salário que ganham e ter as benesses dos cargos, eles que invistam na candidatura.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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LIBERAÇÃO DOS JOGOS DE AZAR

Com apoio das bancadas evangélicas e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o jogo será novamente permitido no País, facilitando a nova área  de corrupção e criminalidade. Lembro que a Carta ao Presidente que amainou a indignação geral foi comemorada com alegre jantar na casa de ninguém menos que o discreto investidor Naji Nahas! Será que ele também faz parte da jogada?                                                                   

Roberto Hollnagel

rollnagel@terra.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES 2022

A próxima série da Globo, "Passaporte para a liberdade" servirá de inspiração para a maioria do eleitorado nas urnas de 2022.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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LULA E ALCKMIN

Depois de defender o "time" azul do PSDB por longos 33 anos, desde a sua fundação, se Geraldo Alckmin cometer o desatino político de aceitar ser vice decorativo de Lula no time vermelho petista, será como se Pelé, de uma hora para outra, entrasse em campo com a camisa do Corinthians ou da seleção argentina. Um verdadeiro absurdo e suicídio político, que manchará para sempre a sua bem-sucedida trajetória política. Se deixar o ninho tucano já foi uma atitude altamente reprovável, aceitar uma composição com o sórdido e corrupto PT é um despautério sem tamanho. Já que declarou à imprensa que é hora de pensar, que reflita sob a luminosidade da razão, e não da escuridão do fígado.

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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INEXPLICÁVEL

Não entendi a explicação dos amigos de Alckmin (A2, 17/12). Este estaria ferido pela ação da Lava Jato paulista contra ele e Haddad, a qual lhes teria prejudicado nas eleições de 2018, fazendo agora Alckmin se aproximar do PT. Mas Haddad foi para o segundo turno e teve 47 milhões de votos e Alckmin teve pífios 5 milhões. Que lógica matemática é essa? Acho que é apenas mais uma tentativa de explicar o inexplicável.

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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EQUIPE DE DORIA

Assistindo ao pré-candidato João Agripino Doria apresentar a equipe econômica de sua campanha ao Planalto, com depoimento do truncado colaborador Henrique Meirelles, aquele multiprofissional que há algum tempo foi bem-sucedido na iniciativa privada e flanou, a posteriori, sem o mesmo brilho, pela máquina estatal federal, fiquei aqui a comentar com meus botões. Meirelles, mire-se no ex-ministro e ex-senador Francisco Dornelles. Sem a higidez política e com a saúde abalada, teve uma triste passagem pelo governo do Rio de Janeiro, no final da vida pública. Deixe a fila andar, Meirelles! A leviana vaidade não é uma boa companheira para a sua idade e para a nossa saúde. “Essa praia é perigosa”, seguramente, está a pensar com seus botões o ex-governador Francisco Dornelles.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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DILEMAS 

O primeiro dilema de João Doria é ser ou não ser candidato à Presidência, sua grande meta, já que está em quinto lugar e caindo.  O segundo dilema será, candidatando-se à reeleição, como será o  melhor slogan: MoroDoria, LuloDoria ou repeteco do BolsoDoria, do qual se arrependeu, mas nunca se sabe, pode voltar a lhe ser útil. 

Paulo Arisi

paulo.arisi@gmail.com

São Paulo

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MÁFIA TUPINIQUIM

Com placar de 8 x 0, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, que obriga a apresentação do passaporte da vacina para quem pretender entrar no País. Mas a máfia do negacionismo entrou em ação imediatamente. Jair Bolsonaro determinou que o ministro Nunes Marques interrompesse o julgamento - já perdido – adiando-o para 2022. Já o subserviente ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que só poderia normatizar sobre o passaporte da vacina, após manifestação de Marques no próximo ano. Na verdade, o que se vê com clareza é a “Máfia Tupiniquim” em ação. Pobre Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TRISTE REALIDADE

Durante a formatura de agentes da Polícia Federal, em Brasília, o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, foi aplaudido ao sugerir que a plateia retirasse as máscaras de proteção contra a Covid-19, em plena pandemia. Assim, não sabemos o que é pior, se as ideologias que fazem de seres conscientes e pensantes verdadeiros bonecos de ventríloquos, ou a falsa e fantasiosa sensação de que a vida e o mundo devem se orientar por eternas divisões, rixas e questiúnculas. Mas, de qualquer modo, que tristes realidades as nossas, política, social, cultural e educacional!

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTRABISMO

Em artigo publicado no Estadão (Ataque à agropecuária brasileira é um tiro no pé, 17/12, A4), o sr. Fábio de Salles Meirelles, presidente da Federação Da Agricultura E Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), considera que a agropecuária brasileira está sendo vítima de uma bem engendrada orquestração de países que estão dando “um tiro de canhão nos próprios pés”, ao conspirar contra a agropecuária brasileira, enquanto reconhece os esforços do nosso governo (quais, de preservação ambiental ?!), em defesa de um setor legalista, afirmando ser uma minoria os responsáveis por práticas ilegais. Convenientemente omite o fato de que as citadas práticas são estimuladas por um governo fortemente apoiado pelo setor que representa, além do que as mencionadas Legislação Ambiental e o Código Florestal estão sendo alvo de tentativa de fragilização no Congresso, como a empulhação representada pela auto declaração na legalização de terras griladas na margem oeste da BR-153. Melhor faria o senhor Meirelles em reconhecer que as ações dos referidos países são majoritariamente uma forma de pressão contra as agressões ambientais aqui praticadas, com importantes reflexos tanto sobre o clima mundial como no local, como sabe pelos índices pluviométricos, 50% do que eram há dez anos, com impactos negativos sobre a produção agrícola. Uma dose maior de honestidade intelectual o levaria a pressionar o governo contra suas atitudes deletérias  e seria bem mais producente para a humanidade.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo

amdfigueiredo@terra.com.br

 São Paulo

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EDUCAÇÃO 

Como brasileiro discordo totalmente do artigo escrito pela nobre senhora Laura Karpuska (17/12, B4). A escola e o ensino básico tanto público quanto privado, não são responsáveis e nunca foram e nunca serão pelo péssimo preparo das nossas próximas gerações. O problema está na educação familiar, e não no posterior suporte de conhecimento técnico que a escola deve dar e não educação. O Brasil tem um problema gravíssimo de educação dentro dos lares, que nada tem a ver e não pode em hipótese alguma ser cobrada das escolas. As escolas, os cursos técnicos, as faculdades e universidades e seus maravilhosos professores estão para desenvolver crianças/jovens no seu aprendizado sobre conhecimento e não educação e respeito aos pais, aos seus irmãos, a cidadania e principalmente ao seu País! Vide os crimes apresentados todos os dias nos lares na TV! Cobrar da escola esta responsabilidade é muito fácil, vamos começar a educar primeiro os pais em casa para ajudar os professores na sequência as nossas crianças!

Werner Sönksen

wsonksen@hotmail.com

São Paulo

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REVITALIZAÇÃO DO CENTRO DO RIO

Tenho acompanhado as iniciativas da prefeitura no sentido de criar condições para revitalizar a área central do Rio de Janeiro.  Porém, só acredito no sucesso de tal iniciativa, se houver uma retomada consistente do crescimento econômico do País. O centro do Rio espelha com fidelidade o caos em que se encontra o Brasil. Parece uma cidade fantasma. Pesquisando anúncios de venda de imóveis, em que há corretores especializados, conclui que dada a situação do País, os donos de imóveis estão fora da realidade. Preços absurdos que chegam a mais de 100 % do valor real. Essa ganância só dificulta o projeto uma vez que acham que o governo irá patrocinar as famosas benesses.  

Iria De Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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