Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2021 | 03h00

Saúde

Vacinação 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, referindo-se à vacinação de crianças contra a covid-19, sentenciou, de modo sumário, que a pressa é inimiga. Porém, uma vez já aprovada esta vacinação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após as suas costumeiras extensas verificações científicas, fica a dúvida: a pressa de vacinar é inimiga de quem? Dos que são coveiros, dos que administram cemitérios ou apenas dele, ministro da Saúde e patrono do ridículo?

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com 

Rio de Janeiro

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Negacionismo

O mundo está apavorado com a pandemia, novas variantes causam pavor e mortes, a fome e a miséria aumentam e a ciência trabalha incansavelmente para evitar mais transtornos e tragédias. Enquanto isso, Bolsonaro prossegue em campo oposto, agindo ardorosamente contra a saúde e o bem-estar da população. A nova estupidez do mito de barro visa a diminuir e desmoralizar o trabalho e as ações da Anvisa. Bolsonaro representa o atraso. É irrecuperável. Incapaz de gestos de grandeza. Apequena o cargo. Coloca-se contra a vacinação de crianças de 5 a 11 anos já em prática, com sucesso, em dezenas de países, como palanque eleitoreiro. Com o apoio do ministro da Saúde, trabalham contra milhões de vidas. A maioria esmagadora dos brasileiros conta nos dedos, ansiosa, pelas eleições de 2022. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 

Brasília

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Eleições

Resultado no Chile

A vitória de Gabriel Boric para a presidência no Chile abre uma esperança no Brasil, confirmadas pelas últimas pesquisas. Mas é preciso lembrar que ainda temos um ano pela frente para derrotar não apenas o pior presidente brasileiro de todos os tempos, mas um governo cercado por corrupção.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 

São Paulo

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Aliança Lula Alckmin

A possível aliança Lula-Alckmin visando às eleições presidenciais do próximo ano estão num momento em que se pode chamar de “fase de testes”. O jantar na capital paulista - primeira aparição pública dos dois juntos desde o início das negociações - faz parte desse processo, e há muita água ainda para rolar. A pesquisa DataFolha mostrando Alckmin liderando a intenção de voto para governador em São Paulo seguramente está sendo avaliada por ele e sua equipe, assim como a reação popular à aliança será mensurada nas próximas pesquisas. Mas uma coisa é certa: caso a chapa se confirme, o ex-governador não pode aceitar ser um vice meramente decorativo, a começar já na campanha. E, se a aliança tem como objetivo apresentar ao público uma linha política moderada, Lula precisa moderar sua fala populista que, ultimamente, tem passado bem longe da moderação. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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Nova dupla

É vergonhosa a maneira como a imprensa brasileira normalizou o encontro de Lula e Alckmin. Atitude que outrora seria vista como repugnante, passou a ser encarada como “democrática”. Tempos sombrios.

Gabriel Henrique Santoro ghsantoro@gmail.com 

São Paulo

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Orçamento secreto

Destino de verba

Magoado por não ter tido apoio de Jair Bolsonaro para uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU), o senador Fernando Bezerra – aquele que defendia Bolsonaro com unhas e dentes – resolveu deixar a liderança do governo federal no Senado. Perdido como “cego em tiroteio”, vazou ao conhecimento dos brasileiros de bem que Bezerra destinou R$ 330 milhões ao seu filho, Miguel Coelho, por meio orçamento secreto. Ora, sem respaldo de Bolsonaro, a fatura e sua denúncia chegaram.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br 

São Paulo

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Boas-festas

O Estado agradece e retribui os votos de Feliz Natal e próspero ano novo de Artur Topgian, Cultura artística, George Career Change & Executive Advisors, José Claudio Bertoncello, José Eduardo Zambon Elias, José Ribamar Pinheiro Filho, Júlio Roberto Ayres Brisola, Maria Gilka, Mario Júnior Cobucci, Paulo Panossian, Rogério Werneck, SOS Mata Atlântica, Tania Tavares e Virginia Andrade Bock Sion.

 

 

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

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JUDICIÁRIO

Como cidadão, senti-me ofendido ao tomar conhecimento do discurso do presidente Luiz Fux na sessão solene de encerramento do ano Judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF). Dentre tantas inconsistências e inverdades republicanas, ouvi: "Honra-nos constatar que os brasileiros estão ao lado do STF!" Presidente, pelo que ouço, assisto e leio na velha/nova mídia e nas redes sociais, esses referidos brasileiros devem morar em outro continente. Ou são os membros dos partidos nanicos, sem voz no Parlamento, que estão acampados ao lado do Supremo para impetrarem ad nutum recursos nas Turmas da Corte, visando a desestabilizar e sangrar politicamente o governo federal? Prefiro crer que ocorreu a troca do texto por descuido de algum estagiário. Institucionalmente, ele se encaixa nos discursos festivos de qualquer gestão, respeitada ou não pela sociedade. "Ministro, o que está escrito é o que deve valer", dirão os corretores zoológicos.

Celso David de Oliveira

david.celso@gmail.com>

Rio de Janeiro

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PRAZOS DIFERENTES

Engraçado estes juízes do STF, vivem dando prazo de 48 horas para resolver um problema. Mas eles podem demorar 10 anos para solucionar um processo.

Renato Maia

ccasaviaterra@hotmail.com

São Paulo

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VACINAÇÃO DE CRIANÇAS

Bolsonaro e seu ministro da doença, digo Saúde, Marcelo Queiroga, prepara mais um negacionismo, agora contra a vacinação de crianças, mas será preciso mais um genocídio, de 600 mil mortes, agora de indefesas crianças, para que se tire logo este maluco do poder.

Marcos Barbosa

spmicabarbosa@gmail.com

São Paulo

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DESGOVERNO

O presidente Bolsonaro demonstrou cabalmente que o sistema político democrático brasileiro se sujeita, de modo humilhante para a população, ao dinheiro público utilizado para comprar os interesses dos poderosos que, aliciados e mancomunados em corporações criminosas, convertem as leis, por suas doutrinas e jurisprudências arranjadas pelo Poder judiciário, em franquias dos despudorados, levianos e covardes. Criminosos como todos estes não serão anistiados pela história, nem terão paz em suas velhices, pois as suas consciências irão se libertar, um dia, de todo vil aconselhamento de seus instintos de ganância, rapinas e desvarios.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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‘FALEM MAL, MAS FALEM DE MIM’

Baseando-se no merchandising da Coca Cola ou no filme ET, sabe-se lá até onde vai o alcance de Bolsonaro,  sua passagem pela presidência vem sendo caracterizada pelo lema: "falem bem  ou falem mal, mas falem de mim", ditado que norteia seu ministério secreto para mantê-lo permanentemente na berlinda, já que outra coisa não sabe fazer, nem escolher quem o faça em prol do desenvolvimento do País. 

Lairton Costa

lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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SEM LIDERANÇA

O senador Davi Alcolumbre será o novo líder do governo, no lugar do senador Fernando Bezerra. Ou seja, o cargo continuará vago. 

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com>

Brasília

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ELEIÇÕES 2022

Diante da gravíssima ameaça de que o ex-presidente Lula poderá sair vitorioso na eleição de 2022 já no primeiro turno, segundo as pesquisas de intenção de voto, cabe o alerta vermelho de que, depois de quatro desastrosos e desastrados anos sob o negacionista, genocida e fascistóide desgoverno bolsonarista, o País poderá ter de aguentar nada menos que oito longos anos sob o comando do sórdido e corrupto lulopetismo. Com efeito, o "país abençoado por Deus" não merece tamanha provação. É melhor verificar, desde logo, a validade dos passaportes. Vai que ocorre o pior…

J.S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

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PEDIDOS AO PAPAI NOEL

Fui ao Shopping e aproveitei para pedir ao Papai Noel um 2022 sem pandemia e sem política. Pois bem, o bom velhinho puxou a barba, tirou o gorro e disse: "Cara, Papai Noel não existe."   

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@lwmail.com.br

Niterói

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ASSALTO AOS COFRES PÚBLICOS

Santa ingenuidade! A minha esperança era de que o Senado manteria o veto presidencial de R$ 5,7 bilhões do Fundo Eleitoral para o pleito de 2022. Infelizmente, a Câmara derrubou o veto por 317 votos a favor e 145 contra. Mas, como estão mais preocupados com suas orgias eleitorais, e não com o desenvolvimento econômico e equilíbrio fiscal do País, desgraçadamente, por 53 votos a favor e apenas 21 contra, os senadores deram aval a essa excrescência e afronta aos recursos dos contribuintes, ao derrubar também o veto a esse fundo eleitoral ou “fundo da vergonha”.  É triste, mas, na realidade, a maioria dos membros deste Congresso tem o perfil de Jair Bolsonaro, ou seja, não se importam com o Brasil.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FUNDO ELEITORAL

Sou avesso à política e, mais ainda, aos políticos, por isso não gosto de postar sobre temas políticos. No entanto, não dá para calar sobre este fato noticiado no Estadão sobre o fundo eleitoral de R$5,7 bilhões (18/12,) A Câmara e o Senado derrubaram o veto presidencial a esse projeto, que pretendia manter o valor anterior de R$2,1 bilhões, que já é uma cifra astronômica. Nada justifica um aumento nessas proporções, a não ser a voracidade e falta de bom senso e pudor de nossos políticos. Em uma época em que milhões de famílias passam enormes necessidades e centenas de milhares de famílias enlutadas pela perda de entes queridos, muitos deles que eram o sustentáculo de suas famílias, a diferença de R$ 3,6 bilhões teria ajudado a reduzir o impacto da fome de milhões de brasileiros. Eu proponho que, nas próximas eleições, não reelejamos nenhum dos atuais deputados e senadores, que apostemos em sangue novo, ainda que possamos ter outras decepções no futuro, mas seria nossa resposta a esses atuais insensatos e insensíveis parlamentares. Sinto vergonha e nojo desses parlamentares.

Edison Roberto Morais

ermorais@uol.com.br

São Paulo

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POLITICAGEM

O compadrio na politicagem do País é evidente. O acerto só para inglês ver foi: Jair Bolsonaro - para não ficar mais por baixo que umbigo de cobra - veta R$ 2,1 bilhões destinados à campanha eleitoral de 2022 para, logo em seguida, o Congresso derrubar o veto e aumentar esses recursos imorais para R$ 5,7 bilhões. Assim, todos participantes dessa politicagem poderão sair com os bolsos cheios, enquanto o povo brasileiro passa fome. Coisas do compadrio de Bolsonaro com o Congresso Nacional. Pobre Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PAÍS EM ESTUPOR

Que artigo estupendo de Bolívar Lamounier (18/12, A4), listando as barbaridades políticas pelas quais o Brasil está passando. Destacando duas frases dele: "Não há dúvida de que nossas instituições políticas atingiram o ponto mais baixo de sua história" e “preparemo-nos para o espetáculo político que se vai encerrar no Coliseu em outubro de 2022”.

José Luiz Abraços

octopus1@uol.com.br

São Paulo

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TRISTE REALIDADE

O artigo de Bolivar Lamounier é um verdadeiro espetáculo. Dá imensa tristeza viver em um país no estado que se encontra o Brasil há mais de 40 anos. Economia decadente. PIB decrescente, agentes políticos corruptos e despreparados, Judiciário patético, elites inexistentes. Hora de pensar em sair daqui.

José Severiano Morel Filho

zzmorel@icloud.com

São Paulo

 

 

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