Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2021 | 03h00

Chuvas na Bahia

Férias presidenciais

A Bahia debaixo d’água, mortes e desespero. Enquanto isso, o presidente Bolsonaro de férias no litoral catarinense. A vida, dos outros, não significa nada.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

 Casa Branca

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Uma das atribuições do cargo de presidente da República é estar presente quando há tragédias no País. Mas Bolsonaro foi tirar férias. Não dá para esperar empatia de quem não a tem. Só falta um ano...

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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Saneamento básico

Pesquisa Kimberly-Clark

Sobre o editorial Saneamento e desigualdade (26/12, B4), pergunto: como podemos esperar mudanças sobre as questões que envolvem o saneamento, se as pessoas que poderiam mudar tal situação colocam, por exemplo, os direitos dos animais à frente das necessidades de saneamento? Só o egoísmo justifica isso. Se eu tenho saneamento na minha rua, o que me importa que outros 100 milhões não tenham?

Marco Antônio Videira

mvideira57@gmail.com

Santos

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Educação

Uma jornada

Agradeço, emocionado, o editorial Apesar de tudo, a educação avançou (28/12, A3) e sinto-me mais responsável ainda. Ou mais exigido. Uma grande verdade é que estamos no caminho certo e que somente com uma educação plena teremos um país pleno. As conquistas são de muita gente bacana, e o Estado começou a apoiar este movimento com o saudoso dr. Ruy Mesquita nos recebendo, a mim e Milu Vilela, junto com vários amigos do jornal. Milu foi uma grande dama do início desta jornada de lutar pelo cidadão como voluntário na escola, pelo Faça Parte e pelo Todos pela Educação, que nasceu em sua casa. Hoje, sob o comando de Priscila Cruz, deve ter ajudado um pouquinho esta jornada relatada no lindo editorial.

Luis Norberto Pascoal

luisn@dpaschoal.com.br

São Paulo

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Eleição 2022

‘Cena do crime’

É bastante razoável que um político de centro-esquerda, fundador do PSDB, fique incomodado com o recente movimento do partido para a direita. Também é razoável que decida buscar outro partido e alianças mais à esquerda, coerentes com o seu pensamento. O que é inaceitável é que Geraldo Alckmin, depois de tantos mandatos marcados por sua honestidade, se alie a um criminoso condenado para acompanhá-lo de volta à cena do crime (J. R. Guzzo, 26/12, A11). A aliança ainda está incerta, mas Alckmin já reduziu a escombros o que restava da sua base eleitoral.

César Garcia

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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Chile

Nova experiência

Durante três dias consecutivos o Estado publicou textos sobre o Chile – dos articulistas João Gabriel de Lima (A lição da sociedade chilena, 25/12, A11), Lourival Sant’Anna (Um freio ao avanço do autoritarismo, 26/12, A16) e Ariel Dorfman (O desafio do Chile, 27/12, A11) – relembrando a eleição de Salvador Allende, em 1970, e analisando a eleição atual de Gabriel Boric, ambos militantes da esquerda. Quanto a Ariel Dorfman, que participou do governo de Allende, sua opinião tem de ser analisada com os devidos filtros. O que não foi salientado é que Allende seguia, como Gabriel Boric segue, a teoria de Gramsci sobre a “revolução passiva”, que nada mais é: “Seria possível a construção do socialismo mediante o aprofundamento da democracia?”. (Ditadura e Democracia na América Latina, FGV, 2008). O radicalismo da esquerda daquela época resultou na ditadura de Pinochet. Será que o Chile repetirá os erros do passado?

José Luiz Abraços

octopus1@uol.com.br

São Paulo

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Freio ao autoritarismo

Lourival Sant’Anna, em sua análise, acena com um alento para os brasileiros democratas. Esses ventos já sopram para o leste. Içemos as velas e vamos à luta!

José Antonio Garbino

ja.garbino@gmail.com

Bauru

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Boas-festas

Estado agradece e retribui os votos de boas-festas e feliz e próspero ano novo de Inês Levis; José Amaro (Marinho) – Exclusiva Assessoria de Imprensa; e Teatro Folha.


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Os bens que interessam aos políticos

As chuvas estão castigando alguns Estados e outros continuam precisando dela, como é o caso de São Paulo, cujas represas estão com níveis abaixo do esperado. Os políticos, sujeitos que vivem prometendo fazer o bem para as pessoas, estão apenas preocupados em ficar com os bens delas. Basta ver os bilhões do fundo eleitoral surrupiados dos que mais precisam. São os desalojados, desabrigados, os que morreram. Mas nada disso preocupa a casta que vive como se o povo não existisse. O ano está terminando, os problemas só aumentam, mas nossos políticos estão preocupados consigo mesmos. Quem precisa dar a resposta é o povo. Que venha outubro.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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Desmond Tutu

Desmond Tutu foi um exemplo de que a humanidade é uma só, sem distinção baseada em raça, cor ou religião. Longe se ser acusado de antissemitismo, criticou o governo de Israel em 2002 pela “humilhação dos palestinos em postos de controle e bloqueios de estradas”, e acrescentou “o que não é compreensível ou justificável, é o que (o governo) fez a outro povo para garantir a sua existência”. Em 2012 ele pediu o julgamento de Tony Blair e George W. Bush pela Corte Internacional de Justiça pela injustificável invasão do Iraque que “desestabilizou e polarizou o mundo em maior extensão do que qualquer outro conflito da história”. Escreveu para Aung San Suu Kyi quando defendeu os militares em Mianmar das acusações do massacre da etnia Rohingya que resultou em 270.000 mil refugiados: “Se o preço político de sua ascensão ao cargo mais alto em Mianmar é seu silêncio, o preço certamente é alto demais”. Gente desse quilate que precisamos desesperadamente no Brasil, não um capitão que, entre muitas outras, deixou o sul da Bahia debaixo da água para aproveitar as suas férias em Santa Catarina.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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À custa da aflição alheia

Muito feliz o texto do editorial Estratégia à custa das aflições alheias (28/12, A3), sobre a impostura bolsonarista. Correta a expectativa que o presidente Bolsonaro não dará um minuto de trégua ao País sempre que seus interesses eleitorais estiverem em jogo, mesmo que para isso necessite criar tumulto contra o que quer que seja. Parafraseando Chacrinha, ele veio “pra confundir e não para governar”.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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Só falta um plebiscito

A consulta pública sobre vacinação contra covid em crianças é mais um capítulo patético e bizarro dentre tantos que o governo federal protagonizou desde o início da pandemia. A decisão da Anvisa de vacinar essa população foi iminentemente técnica, baseada em critérios científicos. Portanto, o público leigo, com o devido respeito, não tem condições de opinar. O público tem direito, sim, de saber os motivos que levaram à conclusão da necessidade de vacinar as crianças e que já foram amplamente divulgados: o número de crianças que adoeceram e morreram por covid é significativo e elas transmitem a doença a adultos. Além disso, a vacina é segura. O esperneio do presidente Bolsonaro não é nem ideológico, mas meramente pessoal, e seu ministro da Saúde, ao invés de cumprir seu papel com firmeza e personalidade, dá mais uma demonstração de vassalagem ao determinar essa consulta absurda. Só falta propor um plebiscito.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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Ministro da Saúde

Você se consultaria com este boneco de ventríloquo? Está na hora de o CRM cassar a licença deste infanticida. Já estou com saudades de Pazuello...

Jacob Dorf yanka1818@gmail.com

São Paulo

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Consulta popular

Para aqueles que não creem na ciência, nem a tecnologia ajuda.

Fabio Duarte de Araújo fabionyube2830@gmail.com

São Paulo

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Vírus persistente

O nefasto vírus pode se ampliar, como uma metástase, mas, felizmente, transitoriamente, no organismo dos afetados (“covid longa”). O estudo do Nacional Institute of Health, dos Estados Unidos, divulgado no sábado e sob análise para publicação na revista Nature, revela que o vírus pode migrar para o coração, o cérebro e vários outros órgãos do corpo humano, mantendo-se por meses, o que implica acompanhamento médico a posteriori, entre nós principalmente do SUS. Constatam-se amiúde tais sequelas. Logo, o mal tem de ser assistido clinicamente não só em seu tempo de manifestação perceptível, mas em sua lamentável amplitude.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Avanços na Educação

O editorial Apesar de tudo, a educação avançou (29/12, A3) mostra que a evolução se deu nos governos tucanos e petistas. Para seguir com a melhora na qualidade e retomada de políticas públicas é fundamental a saída de Bolsonaro e do bolsonarismo do governo e do Estado brasileiro. Em função da covardia parlamentar, temos pouco mais de dez meses para dar uma resposta republicana nas urnas para tal intento.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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Justiça é complicada

Quem leu o texto da entrevista do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso, publicada pelo Estadão no dia 27/12, não entende o porquê da dúvida existente sobre a prisão após julgamento em segunda instância. Aparentemente, não existe dúvida nenhuma quanto à clareza dos esclarecimentos dados pelo ministro entrevistado. Para um leigo, como eu, no assunto, pois sou engenheiro, que acredita nas palavras do ministro, fico perdido sem saber em qual Justiça confiar. Por exemplo, os condenados da Lava Jato na segunda instância, por que o processo foi invalidado? A política prevaleceu? Sinceramente, a Justiça é complicada.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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O STF de Velloso

São sábias as palavras e lição do saudoso ministro Carlos Velloso, ministro do STF quando era sério, sábio e perficiente em suas decisões. Ler, aprender e apreender sua lição na curta entrevista ao Estadão é dever de todos. Quanta saudade daquela composição real, e não apenas “nominal”, da Corte Suprema brasileira.

Fernando de Oliveira Geribello fgeribelloadvocacia@gmail.com

São Paulo

 

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