Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2021 | 03h00

Pandemia

Ômicron apavora o mundo

Assustador: com o avanço da variante Ômicron da covid-19, na segunda-feira o mundo ultrapassou a marca de 1 milhão de novos casos diários da doença. Os maiores números de infectados se concentram nos EUA, na França e no Reino Unido. A informação é da plataforma Our World In Data, ligada à respeitada Universidade Oxford. Apesar de a Ômicron, conforme indicam os cientistas, não ser tão letal, surpreende o grande número de hospitalizações, principalmente de não vacinados. No Brasil, com um presidente como Jair Bolsonaro, que não respeita a ciência, despreza a vida dos brasileiros e, na contramão do mundo, a vacinação de crianças de 5 a 11 anos, a ordem é não vacilar, não abandonar o uso de máscaras e nada de aglomerações.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

Tragédia na Bahia

Sugestão

Assistimos, nos últimos dias, à tragédia que acontece na Bahia, com as chuvas arrebentando represas, inundando cidades, destruindo moradias e desabrigando moradores. A Bahia pede ao governo federal que socorra financeiramente o Estado. Vejo na TV um ministro declarando que vai enviar R$ 5 milhões. Nossa, que montanha de dinheiro! O governo federal vai enrolar com a desculpa de não ter condições orçamentárias para suprir o Estado com o necessário. Uma sugestão: por que o presidente Bolsonaro e outras autoridades competentes não tomam a atitude de cortar os R$ 5 bilhões aprovados para a politicalha gastar nas eleições e usa essa dinheirama para socorrer a Bahia e outros locais que sofrem com essas chuvas?

Laércio Zanini zannix813@gmail.com

Garça

*

Acima de tudo

O que dizem os evangélicos, por exemplo, depois do lema Brasil acima de tudo, Deus acima de todos, vendo Bolsonaro ignorar a Bahia?

Lucília Costa pirajuense@hotmail.com

São Paulo

*

Justiça

Um país injusto

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu o pedido de absolvição de uma mulher condenada por furto de 18 chocolates e 89 chicletes. No Brasil, a realidade supera a ficção do clássico da literatura francesa Os Miseráveis, de Victor Hugo. Aqui, não há espaço para a redenção do personagem principal Jean Valjean, condenado a cinco anos de trabalhos forçados (pena que, após várias fugas, se torna em 19 anos) por roubar um pão para alimentar os sete filhos da irmã viúva, porque parece que ele será eternamente perseguido pelo inspetor Javert, um homem cego pela lei e pela ordem, numa cruzada eterna de um país distópico e injusto.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

Misericórdia

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, mantendo presa uma mulher que roubou chocolates e chicletes, praticou a lei, mas não a misericórdia que está acima da lei. Que mal fez esta mulher para o Brasil roubando chicletes?

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

*

Brasil

‘Feliz 2023’

Cumprimento a economista Ana Carla Abrão pelo texto sintético, lúcido e objetivo (Feliz 2023, 28/12, B5). Para chegarmos ao feliz 2023, temos de passar pelo ano do bicentenário, em que vamos eleger os gestores públicos para governar, administrar e liderar. Concordo com ela: “Que 2022 seja um ano de resiliência, tolerância, empatia e paz”. E permito-me acrescentar o que disse Pedro S. Malan em texto no Estadão de 10 de maio de 2020, no artigo Saltos no escuro: “Esforço coletivo, capacidade de articulação, coordenação, convencimento e busca de convergências possíveis”. Boa sorte em sua nova função como cidadã. O Brasil precisa urgentemente de gestores públicos com “serenidade, engenho e arte”.

João Pedro da Fonseca fonsecaj@usp.br

São Paulo

*

Correção

O artigo Clima, metano e o boi, publicado na edição de 29/12 (A6), é coassinado por Maurício Palma Nogueira, engenheiro agrônomo, diretor da Althenagro e coordenador do Rally da Pecuária


_____________________________________________________________

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O que teremos em 2022

Que Jair Bolsonaro e sua filha aproveitem bastante suas férias em Santa Catarina, pois, ao que tudo indica, Bolsonaro não será reeleito, mesmo tendo a tal caneta Bic, que nos está levando à beira do precipício: desemprego, juros e inflação em alta. E que a filha não receba a vacina contra a covid-19, tão desejada por muitas filhas e filhos de muitos brasileiros. Enfim, que Bolsonaro não seja reeleito, assim como seus filhos. Que eles continuem vivendo, usufruindo tudo aquilo que conquistaram graças aos nossos impostos. Assim como todos os políticos. Pois somos servos, trabalhamos para manter as mordomias de todos os políticos, ou, melhor dizendo, para manter as mordomias dos Três Poderes. Sim, trabalhamos e pagamos impostos para garantir picanha e filé mignon para o Exército e muito mais para os Três Poderes. Enfim, em 2022 sairá Bolsonaro, retornará Lula com Alckmin a tiracolo (segundo as últimas notícias). Vamos rir, vamos chorar ou vamos apenas continuar trabalhando, quase escravos, contribuindo com muita grana do nosso salário para sustentar os Três Poderes, sejam eles de direita ou esquerda, ou simplesmente corruptos. Sim, não importa quem será o novo presidente em 2022, o povo continuará passando fome, enquanto as mordomias dos Três Poderes continuarão garantidas. Sim, é isso que vamos viver/ter, a menos que lutemos por algo diferente. Vamos para as ruas? Ou vamos continuar no sofá? Com tantos brasileiros fãs de Zé Carioca, Macunaíma e Gerson, acho que vamos continuar no sofá.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

Fim de mandato

Depois de o País conseguir sobreviver milagrosamente a 36 longos meses sob o fascistoide, genocida e negacionista desgoverno Bolsonaro, há esperança no ar: falta apenas um dia para o início dos últimos 12 meses de seu desastrado e desastroso desmandato. Guenta firme, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

Vacinação de crianças

Acho ótimo que o sociopata não queira vacinar sua filha de 11 anos contra a covid-19, este é um problema dele e de sua mulher. Mas ele não pode dificultar a vacinação de milhões de crianças brasileiras que correm o risco de contrair a doença. A Anvisa endossou a vacinação, assim como ocorre com vários outros países desenvolvidos. A ciência recomenda a vacinação, e este presidente ignorante em questões do gênero e seu ministro bajulador e sabujo não podem divergir de quem, realmente, entende do assunto. Oxalá o sociopata continue de férias permanentes. Assim ele atrapalha menos nossa vida.

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

*

Insignificância no STF

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a pena de prisão de uma mulher que furtou chocolates e chicletes no valor de R$ 50,00, porque, além de mulher, deve ser preta. Simultaneamente, temos gente que roubou muito mais e que não está na cadeia – aliás, é favorito ao cargo de presidente da República.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

*

Reforma tributária em 2022

Contaminado pelo desgoverno de Jair Bolsonaro, o atual Congresso tem uma das piores avaliações da história, ou seja, medíocres 10% de aprovação! Apesar das promessas de final de ano da classe política raramente cumpridas, com entusiasmo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), promete para 2022 a aprovação de ampla reforma tributária, a PEC 110, que desde 2019 está na Casa (!). E diz que tem a concordância do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que indica colocar a matéria para apreciação da CCJ no início do ano legislativo, em fevereiro. Oxalá seja materializada a aprovação desta reforma no próximo ano. E, se for robusta, que privilegie a redução de impostos para se produzir no País. Certamente, esse legado será de grande alcance e proporcionará crescimento econômico importante e a mais que necessária criação de empregos, distribuição de renda e justiça social.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

A degradação do processo legislativo

O editorial A degradação do processo legislativo (Estado, 27/12, A3) discorre com propriedade sobre o esgarçamento recente do poder legislativo, com violações flagrantes da Constituição. Isso é a consequência mais danosa daquilo que o insuspeito economista Pérsio Arida já apontava em entrevista recente à revista Veja de dezembro de 2021, sobre os males do populismo, corporativismo e patrimonialismo que andam infectando as nossas instituições. Os políticos apropriam-se do Estado para fins de interesses privados, ao invés de zelar pelo bem público. Os eleitores precisam conhecer bem este pessoal.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

*

Processo legislativo

Da maneira como os presidentes do Senado e da Câmara estão agindo nos processos legislativos, fica amplamente caracterizado um semipresidencialismo. Praticamente, só falta a formalização legal do sistema. Nota-se principalmente o fato quando vemos que o presidente da Câmara já não luta com tanto afinco para a aprovação do tema. O deputado Arthur Lira já enfiou o presidente Bolsonaro viola no saco.

Edmir de Machado Moura negrinho10@hotmail.com

Caçapava

*

Os cidadãos e as salsichas

Editorial de O Estado de 27/12 expõe a degradação de nosso Poder Legislativo: a PEC dos Precatórios (emenda da Lei Maior) foi fatiada por dispositivos para ser aprovada; um projeto de alteração da lei do Imposto de Renda foi aprovado sem que os parlamentares tivessem ciência de suas regras; e as escandalosas emendas do relator. Projetos de lei, inclusive ordinárias, devem obrigatoriamente seguir um rito constitucional, desrespeitado. Não bastasse a enxurrada de leis que infesta nosso país, muitas letras mortas, outras iníquas e inconstitucionais, agora vêm à luz por membros desgarrados e muito provavelmente textos assistemáticos. A memória atrai a assertiva de Bismarck: “Os cidadãos não poderiam dormir tranquilos se soubessem como são feitas as salsichas e as leis”.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

O sistema

O ministro Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deve colocar na pauta a ação de indenização ajuizada pelo ex-presidente Lula contra o ex-procurador de justiça Deltan Dallagnol, por suposto dano moral por causa da famosa entrevista coletiva do PowerPoint, em 2016. E, assim, o virtual próximo presidente do Brasil, o ex-presidiário Lula, condenado em todas as instâncias de Justiça, passa a ser o herói nacional, o mocinho, e o Deltan Dallagnol, o bandido. Pelo menos agora dá para entender um pouco melhor como funciona o famoso “sistema”, tão referenciado no filme policial brasileiro Tropa de Elite. É, “o sistema é f...!”, pois ele é movido pelas massas ignaras (José Ortega y Gasset) que vivenciam e recriam realidades à parte da realidade objetiva. Mas tudo bem, apenas que não venham depois todos os envolvidos, principalmente os políticos congressistas, com aqueles tão hipócritas discursos falando que tudo é em nome do povo, pelo povo e para o povo, porque tudo, por aqui e nestes tempos, é em nome do sistema, pelo sistema e para o sistema. Qual sistema? Este, que reafirma que os nossos corpos e as nossas matérias devem orientar o que fazem as nossas almas, e sendo jamais o contrário; este sistema mesmo, o materialista sem alma, que prega a ética também sem alma, e que valoriza o amor ao próximo apenas na medida em que este próximo esteja de acordo com os nossos interesses.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

*

Feliz ano novo?

Sem aumento há anos, sofrendo desde outubro de 2020 desconto de 16% nos seus proventos, fazendo frente a todos os tipos de despesas, perguntamos: como podemos nos sentir felizes e esperançosos quando nos desejam feliz ano novo? Pense no assunto, sr. Governador de São Paulo.

Norma Lins de Araujo noralinsa@gmail.com

Socorro


 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.