Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2021 | 03h00

Ano-novo

2021

Um dos livros mais conhecidos do jornalista carioca Joaquim Ferreira dos Santos, Feliz 1958 – o ano que não devia terminar, resume com elegância o Brasil daquela época e destaca as mudanças de comportamento e de estilo de vida ocorridas sob a batuta de um presidente sorridente, Juscelino Kubitschek. O Rio de Janeiro ainda era o Distrito Federal, o Brasil, com Pelé, Garrincha e um elenco maravilhoso, encantava o mundo do futebol na Suécia polar e ouvia os primeiros acordes da bossa-nova. Anos depois, Zuenir Ventura lançou 1968: o ano que não terminou, em que sintetizou as profundas transformações então ocorridas no mundo e as repercussões no Brasil. Estamos no final de 2021, um ano à espera de um autor para resumi-lo, mas que, para captar com fidelidade a atmosfera insólita que o marcou, deveria, como sugestão, adotar o seguinte título para a retrospectiva: 2021, o ano que nunca deveria ter começado.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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Esperança e temperança

2021 foi o ano em que duas palavras perderam significado: esperança e temperança. A esperança de dias melhores na política, na saúde e na economia se esvaiu. A temperança necessária na condução do País pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário foi erodida pelo personalismo de seus representantes, que não veem o Brasil como nação, e sim como feudo. Que em 2022 o povo recupere a esperança de dias melhores, com a temperança necessária para mudar os rumos do País.

Pedro Luzi Bicudo plbicudo@gmail.com

Piracicaba

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Sem ilusões

Feliz ano-novo a todo o povo brasileiro! Mas não se iludam, 2022 será mais um ano em que viveremos em perigo, menos por causa da pandemia do coronavírus e sua variante Ômicron, e mais pela campanha eleitoral para a Presidência da República, novamente polarizada entre populismos extremados, entre uma esquerda burra e uma direita furiosa, preocupadas unicamente com empalmar o poder e nos conduzir ao atraso e à beligerância. Nosso futuro, que nunca chega por nossa culpa, estará ao alcance de nossas mãos, literalmente. Nosso dedo indicador vai indicar o rumo que vai tomar o Brasil. Pensar bem antes de escolher que nação desejamos para nós e nossos filhos viverem. Nossa vida estará em jogo.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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Ano novo, velhos problemas

Mais um ano está acabando, e os velhos problemas não foram resolvidos: desemprego, inflação, pobreza, saúde precária, saneamento insuficiente, entre outros. 2022 será um ano cheio de promessas e de planos de governo apresentados pelos candidatos à Presidência da República. Novas esperanças surgirão nas campanhas eleitorais, cheias de imagens de efeito, como, por exemplo, os candidatos segurando crianças em seus braços. Os candidatos ao cargo de chefe de Estado e de governo do Brasil deveriam apresentar currículos contendo, no mínimo, um diploma de um curso superior. No entanto, sabemos que os requisitos dos políticos brasileiros são outros, bem como as prioridades, que são bem diferentes daquelas sonhadas pelos eleitores.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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À espera de paz

Ao morrer em 10 de dezembro de 1896, aos 63 anos de idade, Alfred Nobel deixou um testamento pedindo que se fizesse uma fundação que premiasse pessoas que colaborassem com o desenvolvimento da humanidade. Entre esses prêmios, o Mundial da Paz. Nobel, assim como viria a ocorrer com Santos Dumont e com o fictício personagem Tony Stark, o “homem de ferro”, havia contribuído indiretamente para que a paz sofresse turbulências. Mas, por remorso, beneficiou a humanidade com a criação de sua recompensa aos que praticassem o bem. No Brasil, no entanto, 128º colocado no ranking do Índice Global da Paz, o entendimento da palavra paz é muito diferente. Aqui, por exemplo, comemoram-se as festas de fim de ano soltando rojões e morteiros, infernizando os tímpanos de quem só quer saber de verdadeira paz, não esta de mentirinha na qual vivemos. E amanhã, com o novo ano que começa, virão as falsas esperanças de que elegeremos em outubro mais um salvador da Pátria para resolver os inúmeros problemas deste povo que, em parte, ainda não tem a menor ideia do que significa a palavra paz.

Lincoln S. Pessoa lsp.austria@sapo.pt

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


Cadê você, presidente Bolsonaro?

Por onde anda o nosso presidente? A região sul do Estado da Bahia está numa situação de calamidade pública, com mais de 30 cidades inundadas e mais de 50 mil desabrigados. Os governos de outros Estados e entidades civis já estão ajudando o povo baiano, mas onde está o governo federal? Reconhecemos o quanto o presidente Bolsonaro e sua família merecem ter sossego e tranquilidade, principalmente nesta semana de ano-novo, pois ele, desde que assumiu a Presidência, em janeiro de 2018, vem enfrentando vários problemas governamentais, que na sua maioria ele mesmo criou. Além do mais, no meio do mandato “surgiu” a covid-19 no Brasil, que quase estragou o seu governo. Mas, graças ao esforço incansável do povo brasileiro (gostaria de reafirmar categoricamente que não foi por causa do governo Bolsonaro), hoje o Brasil está conseguindo controlar, inclusive, a variante Ômicron, o novo mutante da covid-19. Pode-se ter certeza de que os amigos baianos conseguirão se salvar deste desastre natural. Já que não se pode contar com ajuda do governo federal para nada, vamos mostrar para o governo atual a força do povo para se reerguer e não reeleger este governo na próxima eleição.

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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Desgoverno

Enquanto na Bahia moradores veem sua casa varrida pelas enchentes que deixaram milhares de pessoas sem lenço e sem documentos, nosso mandatário Jair Bolsonaro está passando férias, e foi fotografado utilizando um moderno jet-ski para deslizar sobre águas serenas nos mares do Sul. Uma das coisas que mais me deixam indignado é não ter vocabulário para dizer o que realmente penso a respeito deste nosso desgoverno.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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Em ritmo de funk

O presidente Bolsonaro, de férias nos mares do Sul, pilotando um jet-ski da Marinha, tendo na garupa a 05, manifestou-se sobre a tragédia na Bahia, em ritmo de funk: Eu não sou bombeiro / Eu não sou marinheiro / Eu sou capitão, / Sou capitão / Sou capitão, pô!

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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Nova consulta pública

Seria muito bom que os adeptos de Bolsonaro fizessem uma nova consulta pública: é melhor que ele continue gozando suas férias em Santa Catarina ou vá para a Bahia ver os sofrimentos das dezenas de milhares de desabrigados e desapossados de seus modestos bens, levados pelas intensas chuvas?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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Em transe

Bolsonaro deveria ir à Bahia para passear com seu jet-ski e mostrar à sua filha o que passa o povo brasileiro enquanto eles têm férias. Imagino como, navegando pelos caminhos alagados, seu instinto malévolo entraria em transe com toda a tragédia. Com certeza, vai dormir feliz e em paz.

Cecilia Centurion www.ceciliacenturion.com.br

São Paulo

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Fazendo água

Enquanto a chuvarada vai criando caos na Bahia, em Minas e em Tocantins, deixando vítimas fatais, milhares de desalojados e desabrigados, Jair Bolsonaro usufrui das belas praias catarinenses, dando declarações contrárias à ciência e despencando nas pesquisas de intenção de voto. Vai aproveitar o último ano de mandato, ciente de que “a vaca foi para o brejo”.

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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Pátria amada?

Um governante que diz amar a sua pátria não vira as costas para milhares de desabrigados em centenas de cidades submersas pelas enchentes de verão na Bahia e em Minas Gerais, passeando alegre e despreocupadamente de jet-ski nas ensolaradas praias de Santa Catarina, a milhares de quilômetros da tragédia. Como se vê, os mortos pela calamidade pública das chuvas torrenciais e as vítimas da pandemia de covid-19 nada dizem ao desalmado “Capitão Morte”. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O Brasil e Bolsonaro

Excelente editorial de O Estado de 29/12/2021 O Brasil não é como Bolsonaro. “A baixa estatura moral e intelectual de Bolsonaro para exercer a Presidência e sua notória inapetência para o trabalho. O resultado de três décadas de irrelevante vida pública revela que Bolsonaro nunca gostou do batente. A ascensão à Presidência não parece tê-lo feito mudar de ideia.” As urnas irão corrigir esse erro e a ele só resta aproveitar bem as benesses de um poder que nunca teve e passar para a história como o pior presidente que este país já elegeu. Só que um detalhe: sem foro.

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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Um grande dilema

A enorme dúvida que paira no ar não é o que os eleitores de Jair Bolsonaro – fora dos seus fiéis 20% mostrados pelas pesquisas – pensam de Bolsonaro. É exatamente o contrário, o que pensa destes o presidente. Como, quantos será que ele acha que convence, reforçado pelo maroto sigilo imposto de 100 anos ao seu cartão de vacinação, que não esteja devidamente vacinado, andando leve, solto e desafiante por aí. O grande dilema é que, se não aparecer uma terceira via viável, o remédio disponível para aliviar momentaneamente essa extenuante doença é bem conhecido, amargo, cheio de efeitos colaterais e não irá curar nossas enormes feridas.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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Ano novo

Que todos os brasileiros tenham um bom 2022. Se Bolsonaro deixar, claro. Se não, antecipadamente, com Lulla não sendo eleito, um bom 2023...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo



 

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