Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2022 | 03h00

2022

O que nos espera

O ano eleitoral nos faz refletir sobre o que nos aguarda neste 2022. Bolsonaro, aquele que sai de férias e não se abala com a tragédia causada pelas chuvas na Bahia, muito menos com mais de 600 mil mortos pela pandemia de covid-19, participará de algum debate com seus adversários? Quanto gastará neste seu único projeto? Lula, cujas pesquisas vaticinam ser provável ganhador, terá algo de concreto a mostrar ao eleitor ou seguirá repetindo seu enfadonho mantra de que nunca antes dele houve melhor presidente? Mensalão lembra alguma coisa? Candidatos da terceira via seriam capazes de retirar suas candidaturas em prol daquele com melhores chances de vencer, num gesto de grandeza e união? São muitas as incógnitas. Como votar e a forma de o cidadão exercer seu direito político, a esperança será de que faça uma escolha racional, não pensada com o Auxílio Brasil no bolso, como acreditam políticos. Que todos os brasileiros pudessem compartilhar das alegrias de um ano novo seria o melhor desempenho a ser atingido pelo País.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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Olhos abertos em 2022

O artigo Não há mais como abrir os olhos, de Eugênio Bucci (30/12, A5), aplica-se como uma luva ao presidente Bolsonaro. Como a personagem do filme Não olhe para cima, a fictícia presidente dos EUA, Bolsonaro não disfarça o seu enfado para tratar de temas como a pandemia e a desgraça que atinge a população da Bahia. Dispensar a ajuda humanitária da Argentina foi a forma que ele encontrou de reduzir a tragédia baiana a ponto de não justificar a interrupção do seu ócio no Sul do País. Não há como esquecer isso em 2022.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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Peste

Excelente a síntese feita pelo jornalista Eugênio Bucci sobre o inquietante filme Não olhe para cima (Estado, 30/12, A5). Só faltou enfatizar mais algo que, para mim, está na raiz destas mazelas: a incapacidade (ou falta de vontade ou de condições) de comunicar mensagens que requerem algum grau de reflexão. Em todos os níveis, prevalece a máxima de que “menos é mais”. Isso leva a reducionismo e superficialidade e faz com que as mensagens tenham valor não por seu conteúdo ou fundamentação, mas por sua atratividade e conveniência. Apaga a diferença entre ciência e opiniões. É o caldo de cultura em que prosperam as fake news e o negacionismo. Muito preocupante é ver que isso acontece no nosso dia a dia, tanto pessoal como profissional. Como nos vacinaremos contra essa peste?

Aron Belinky abelinky@gmail.com

São Paulo

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Brasil

Cicatrizes sangradas

A banalização é, por vezes, tão prejudicial quanto a radicalização. É isso que pontua com maestria o artigo O Brasil não é um país nazista, de Alberto David Klein (29/12, A4). De forma inconsequente, expressões como nazismo e fascismo são empregadas para definir circunstâncias nacionais que, embora terríveis, não se comparam ao pior momento da humanidade no século passado. Cicatrizes na história humana são sangradas por leviandade daqueles que tentam fazer caricaturas de nossa realidade. Sim, o Brasil também tem imensos problemas. Mas não cabe comparação com o que sofreram judeus e todos aqueles que alguns decidiram discriminar e perseguir. Coloque a mão na consciência todo aquele que, político ou não, se apropria de palavras que têm literal significado para as verdadeiras vítimas e seus descendentes. Cumprimento o Estadão por nos proporcionar mais uma imprescindível reflexão.

Basilio Jafet presidencia@secovi.com.br

São Paulo

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Respeito à verdade

O artigo de Alberto David Klein é excelente e extremamente lúcido. O Brasil não é sequer uma ditadura de direita, como não o foi de esquerda. Há uma confusão generalizada sobre o que é uma ditadura. Mais ainda, faltam discernimento e respeito à verdade histórica, quando se englobam termos como nazismo, fascismo e holocausto no contexto da triste realidade política do Brasil atual. Quantas ditaduras e semiditaduras poluem nosso planeta neste momento? De Erdogan a Maduro, passando por Assad, Putin e dezenas de outras. E nem elas podem ser catalogadas como nazistas ou genocidas, embora sejam mais nefastas ainda que a nossa fragilizada democracia.

Irene G. Freudenheim irene.margarete@terra.com.br

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


Início desafiador

Neste dia universal de esperança da equidade, em que até mesmo as conflagrações entre países cessam, a maioria da humanidade há de incrustar em seu eixo dinâmico a energia da solidariedade, que sopra às lonjuras eventos infelizes, a começar da dilapidação de uma pandemia sanitária que já ultrapassou as barreiras do insólito.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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As últimas gotas

Nos últimos dias de 2021, parece que fomos torcendo um pano e dele foram saindo as últimas gotas. Gotas de vida, de lágrimas, de revolta, de dor, de indignação. Caíram também gotas da solidariedade que se prestou, da mão que se estendeu, da palavra proferida, do abraço que se simulou à distância. A sofrida classe médica continua se exaurindo para combater o vírus, a população varia em seu comportamento, meio à deriva pelas mensagens dúbias que vêm do governo, e a artística faz o que pode para não morrer à míngua. Tudo somado, o tempo vai passar inclemente, o ano virou no calendário, e nós, seres humanos, continuaremos nosso caminho, seja qual for. Só desejo que seja mais leve e que tenhamos uma chance mínima de escolher um governante melhor, mais humano, mais digno, mais capaz. Feliz ano novo.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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2022

Para que este seja efetivamente novo, se faz necessário que nós, enquanto indivíduos formadores de uma sociedade, sejamos os grandes e atuantes agentes dessa almejada renovação. Vamos repaginar nossos valores, observar os caminhos passados que nos trouxeram angústias das mais variadas faces para que estes não sejam escolhidos na continuidade das pegadas que deixamos no caminho. Vamos aproveitar o ano político e em compromisso patriótico, elegermos candidatos que nos tragam efetividade em políticas públicas e não mais reeleger àqueles que de promessas vazias e bolsos fartos, nos infringiram dificuldades enquanto nação. Sejamos renovadores e gentis para com toda pluralidade da vida, com todas as crenças, escolhas e formas de ser e estar nesse momento contemporâneo ao qual fazemos parte. Façamos um ano realmente novo, lembrando que a grande novidade deve partir do compromisso que firmamos toda vez que nos autodenominamos seres humanos. Enfim, que 2022 se renove em cada célula que somos nós. Há sol no fim do túnel. Saiamos da caverna e abandonemos as sombras para que possamos nos tornar luz.

Ana Silvia Fernandes Peixoto Pinheiro Machado anasilviappm@gmail.com

São Paulo

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Com garra e fé

Lógico que, para vislumbrarmos um futuro melhor, é essencial o bom funcionamento das nossas instituições, e, principalmente, de um governo que se preocupa em atender aos clamores da Nação, o que, infelizmente, não vem ocorrendo. Porém, a nossa garra e nossa fé podem fazer a diferença. É nesse sentido que desejo a todos os leitores um feliz novo ano de 2022. Que, na ausência de bons governantes, vamos governar a nossa vida, estudar, trabalhar, ser tolerante e generoso com o próximo. E os bons exemplos emergiram durante estes quase dois anos da pandemia da covid-19, que parece não dar trégua também em 2022, com a variante Ômicron. Milhões de brasileiros que perderam o emprego, mesmo até na informalidade, empreenderam em atividades criativas para garantir seu sustento. Ou seja, do limão fizeram uma limonada. Neste ano, com todas as dificuldades, como baixo crescimento econômico, inflação alta, desemprego e um quadro social ruim, de pobreza no País, vamos renovar nossas esperanças e respirar a vida com galhardia e nos superar. Nada de desânimo! Feliz 2022!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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Balanço

Pronto, chegamos a 2022 e começa a contagem regressiva para no final dele fazermos as contas do que sobrou do Brasil e suas instituições nas mãos do presidente Bolsonaro. Oremos...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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‘Legados de Bolsonaro’

Peço licença para subscrever o artigo de William Waack Legados de Bolsonaro (30/12). Há um eixo de debate capaz de unir contrários. Feliz ano novo.

Arthur Fonseca Filho arthur.filho@colegiouirapuru.com.br

São Paulo

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O Brasil e o nazismo

Tem razão o sr. Alberto David Klein: O Brasil não é um país nazista e não se deve relativizar nem banalizar o nazismo e o fascismo de Hitler e Mussolini e os crimes contra a humanidade por eles cometidos. Mas o ovo da serpente continua sendo chocado em ninhos de extrema-direita mundo afora e Brasil adentro. Infelizmente, a ideologia fascista e comportamentos nazistas de extermínio sobrevivem na mente doentia de indivíduos perversos no mundo atual.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O pacote de Doria

Sobre o “pacote de bondades” que o governador João Doria prepara para este ano, o governador de São Paulo de esqueceu de listar a linha 17 Ouro do metrô, parada há anos, na qual já foram investidos milhares de reais e ainda falta, pelo menos, o dobro para ser concluída. É triste de ver o que já foi feito e o que falta para terminar. Só vindo um conglomerado chinês para concluir o que resta ser feito.

Alberto José Caram albertojosecaram@gmail.com

São Paulo

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Do nosso bolso

João Doria, que pela segunda vez irá deixar o cargo para seu vice, para desta vez disputar a Presidência, prepara pacote de bondades antes de sair do governo. Pacote este que, sabemos, sairá da conta dos impostos pagos e não devolvidos em políticas públicas boas. Precisa pensar em não permitir quem deixa o cargo disputar outra eleição por algum tempo.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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Faltas e excessos

A única bondade a praticar pelo chefe do Executivo paulista – pelo governo mesmo e pelo partido político que representa – é solvendo dívidas com pessoal: 1) falta ser Justo com os aposentados e pensionistas de São Paulo, que nem a compensação inflacionária anual, à maneira do INSS, recebem, ressaltando que muitos exerciam mesmo cargo/função sob regimes jurídicos outros, como CLT e efetivo e temporário (este de exercício aberto, sem tempo determinado). 2) Excesso: devolver o descontado nos proventos deles com a “desculpa” de compensar déficit da SPPrev: não foram eles, administradores da Previdência estadual de São Paulo. 3) Falta: regularizar dispositivo das Constituições federal e estadual-SP, de 1988 e 1989, para Regime Jurídico Único dos Recursos Humanos na Administração Pública. 4) Falta: regularizar o “acesso” dos “área meio” cfr. a LC 712 de 1993,  e fazê-la – regularização – refletir na situação funcional dos que estavam em exercício na época da sua instituição. Estas “faltas” e “excesso” serão bem lembrados na “avaliação de governos” na próxima tarefa de apertar o “confirma”.

Márcio Quissack quissack.21@gmail.com

São Paulo

 

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