Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2022 | 03h00

‘Estadão’

147 anos

Chegar aos 147 anos de existência com relevância, competitividade e acreditação inabalável é um marco notável para qualquer grupo empresarial ou jornal. Mas completar quase um século e meio de idade anunciando um grande investimento em tecnologia para agilizar, integrar e fornecer análises para produzir conteúdo personalizado é uma demonstração de que sempre é possível oferecer um serviço melhor, mais completo e com foco no interesse direto dos leitores de todas as plataformas do Estadão. A família Mesquita e toda a equipe de profissionais do Estadão, que já têm o nosso respeito e admiração, merecem nossos aplausos pela data histórica, pelo contínuo processo de inovação e pela preservação, de forma inabalável, da ética e do rigor na apuração das informações, valores e práticas do bom jornalismo que tornaram o Estadão um dos principais e mais influentes jornais do Brasil e do mundo. Cada aniversário do Estadão representa, também, a comemoração do bom jornalismo, feito com seriedade e ética.

Ricardo Nunes, prefeito da cidade de São Paulo

São Paulo

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Jair Bolsonaro

Nova internação

Com a divulgação de sua foto no hospital, o presidente Bolsonaro – internado pela segunda vez em seis meses, com obstrução intestinal – não consegue comover ninguém, uma vez que é vítima de seus próprios excessos e infantilidades. Recebe de volta a falta de empatia com que tratou o povo que sofre as consequências de seu comportamento equivocado e inconsequente. Estará pavimentando o caminho do não debate eleitoral? Isso não cola mais.

Elisabeth Migliavacca

Barueri

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A recíproca

“Outra vez essa história de hospital? A gente tem de parar com isso! Essa política do ‘fique no hospital’ vai quebrar o Brasil! Vai se entregar agora? Tem de deixar de ser maricas! Tem de enfrentar a doença como homem! Bora pra rua, trabalhar, produzir, que é isso que o povo quer. Este negócio de ‘primeiro a saúde, a economia a gente vê depois’ vocês já viram o resultado. Tem de acabar com isso! Todo mundo vai morrer um dia, é a vida, mas não é uma dorzinha de barriga que vai parar o trabalhador brasileiro. No meu caso, por exemplo, com histórico de atleta, eu seria acometido, no máximo, de uma cólica leve. ”

Eduardo Paiva

jackdpaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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Indústria

Menor fatia no PIB

Muitos se perguntam por que a indústria participava com 30% do PIB do Brasil nos anos 1990 e, agora, apenas 15%. Um dos fatores é a política cambial. No ano de 2000, a taxa de câmbio era de R$ 1,96 e, em 2013, depois de uma inflação acumulada de 126%, o câmbio estava no mesmo R$ 1,96. Empresas que vendiam 50% de seu faturamento em exportações perderam esse mercado. Além disso, os assaltos a caminhões que transportavam produtos industrializados aumentaram muito as perdas com roubos e os custos com logística. Uma indústria localizada numa cidade no interior de São Paulo, por exemplo, que participou de uma concorrência internacional gastava de frete para mandar os produtos para Santos o mesmo que o concorrente da Coreia do Sul gastava para mandar aos Estados Unidos. A polícia não estava informatizada, e um roubo recuperado a poucos quilômetros da empresa era desconhecido pela polícia da cidade. A guerra fiscal entre os Estados, por sua vez, provocou autuações que levaram anos para serem resolvidas, ameaçando a credibilidade das empresas e aumentando seus custos de crédito. A corrupção de fiscais nos vários níveis do poder público não ajudou. Empresas que dependiam de máquinas importadas para aumentar a produção e criar mais empregos eram tributadas com altos custos de imposto de importação, e o País não se importava com a perda de competitividade de suas indústrias. Um ministro do Trabalho resolveu que todas as empresas tinham de trocar seus relógios de ponto para que emitissem comprovantes que deviam ficar com os funcionários, pouco importava que se perdesse a integração com o sistema de informações da empresa. Eu fui diretor de uma indústria com faturamento anual de R$ 700 milhões e passei por tudo isso. Alguém ainda se pergunta por que a indústria reduziu tanto sua participação no PIB?

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


‘ESTADÃO’, 147 ANOS

Em 2014, por motivos profissionais, conheci a sede do Estadão, rica em história jornalística. A partir dali, decidi assinar o jornal, e lá se foram oito anos de atestação de competência e profissionalismo. Parabéns, Estadão, muitas felicidades, que venham mais 147 anos. Espero todos os dias para lê-lo.

Alexandre Bordallo adbordallo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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OPERAÇÃO BUFA

Poucos na mídia e na sociedade se dão ao trabalho de questionar a Presidência da República sobre os seguintes fatos: 1) por que pagar com nosso dinheiro um hospital seis estrelas, que tem sua diária avaliada em R$ 5.355,89, para uma simples desobstrução intestinal? 2) Por que mandar trazer um oncologista do Caribe, que estava em férias para tratar esse problema tão simples e comum? 3) Por que justamente Jair Bolsonaro, que gosta tanto de militares desde os tempos do sargento Aristides, não foi internado num Hospital do Exército no DF, economizando com as diárias e a logística que envolveu esta operação bufa? Somos nós, brasileiros, que pagamos as férias e essas internações de um presidente que pouco ou nada trabalha e vive de férias, motociatas e atestado médicos.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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CONSULTA PÚBLICA

Com obstrução intestinal, Jair Bolsonaro – pelos excessos cometidos em suas férias – determinou que fosse levado imediatamente ao melhor hospital de São Paulo para se tratar. Interrompeu as férias do seu médico particular nas Bahamas para acompanhá-lo. Afinal, por que tanta “urgência”, como já dizia Eduardo Pazuello e, agora, Marcelo Queiroga? Para ser coerente com suas decisões, Bolsonaro deveria fazer uma consulta pública para saber se deveria ser internado no Sistema Único de Saúde (SUS) e atendido pelo médico de plantão. Como já dizia aquela velhinha de Taubaté, “meu filho faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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INTERNAÇÃO DE BOLSONARO

Entre as plantas da verdade e da mentira (que também deslumbra), germina uma inextricável, cujas sementes são as dos cactos incrustrados nas fímbrias do empenho mnemônico coletivo, em ordem a cindir a história da humanidade – a clareza do real e as sombras da alegoria da caverna.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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INTERNAÇÃO

Bolsonaro voltou a ser internado com novo quadro de obstrução intestinal. Será que se os médicos, aos invés de tratá-lo com os devidos meios científicos e de saúde comprovados e eficazes, o fizerem com cloroquina e ele morrer, vão chamar os médicos de assassinos?

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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FIM DE FÉRIAS

Misturou cloroquina com chope alemão? Não, sr. presidente, não faça mais isso, não.

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

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O QUE NOS AGUARDA

Mal começa o ano novo e já tem candidato indo para o hospital. Esperemos o que nos aguarda neste ano eleitoral: muitos blefes?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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A VERDADEIRA DISPUTA PRESIDENCIAL

A verdadeira disputa eleitoral será entre o vice de Lula e o vice de Bolsonaro. Lula é um octogenário, se for eleito, sofrerá pedidos de impeachment no dia de sua posse, graças ao seu enorme passado de pendências jurídicas. Bolsonaro também tem muitas contas a ajustar com a Justiça, pode ser cassado a qualquer momento, além de ter a saúde muito debilitada depois da facada que levou. O fato é que nem Lula nem Bolsonaro, caso eleitos, devem terminar seus mandatos, e é bastante provável que o Brasil termine sendo governado pelos seus vices, por alguém como Silas Malafaia ou Luiza Erundina. O Brasil, definitivamente, precisa rever seus conceitos sobre eleição e democracia.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ENCRUZILHADA

Neste início do importante ano eleitoral, o País está diante de uma encruzilhada quase sem saída. Se reeleger o autoritário, negacionista e fascistoide desgoverno atual, terá de suportar outros quatro anos sob o sofrível mandato Bolsonaro. Se reeleger Lula, terá de aturar longos oito anos sob o mandato do famigerado chefete dos malfeitores-corruptores. Ao condenado à pena de morte, resta escolher entre um tiro na testa ou na nuca. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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TERCEIRA VIA

A chamada terceira aparenta ser uma esperança natimorta. Considerada uma alternativa à polarização Lula-Bolsonaro, não obteve, no entanto, o consenso, para liderá-la, em torno de uma figura pública com suficiente conteúdo carismático. Na verdade, ao contar como principais postulantes para liderar um processo viável capaz de se contrapor à radicalização, com um ex-juiz que já foi símbolo do combate à corrupção, mas com carreira política incipiente e desastrada; com o presidente do Senado, mineiro, ainda não definido quanto a seus reais objetivos, partidário do “come pelas beiradas”; com um líder regional cearense, quase feudal, dotado de alta carga de histeria que nunca conseguiu angariar confiança para realizar o que sempre promete caoticamente; com um destituído e suspeito ex-ministro da Saúde durante a fase mais grave da pandemia e com um governador ostentando alto grau de rejeição no estado mais importante da União, além de outros pretendentes que vêm pipocando quase que semanalmente, o que contribui para o esfacelamento do projeto de construção de uma liderança única, não surpreende o fato de que a terceira via seja hoje considerada um sonho desfeito.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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VOLTANDO AO PASSADO

Em 2018, eu escrevi um texto que fora publicado no Fórum dos Leitores do jornal Estado em que eu dizia: “Rogo que 2018 seja novo não só por dar início a um novo tempo, mas que seja um tempo para mudanças no quadro político do País que não muda há décadas”. Hoje, janeiro de 2022, quatro anos se passaram, e realmente o quadro político foi mudado, só que infelizmente as mudanças foram para pior, até porque na história do Brasil nunca havíamos tido tanta gente com fome, como vemos nos dias atuais. Com todos esses descalabros no governo Bolsonaro, não vamos perder as esperanças e vamos com fé, pois, se Deus quiser, ainda iremos ter dias melhores. Feliz 2022 .

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ESCOLHAS SENSATAS

Sobre o editorial A reeleição não é o problema (4/1, A3), de fato, mas, infelizmente, num país com milhões de analfabetos e miseráveis, que votam por obrigação e com tantas necessidades, não se pode esperar que todos façam escolhas sensatas.

Rita de Cássia Guglielmi Rua  ritarua@uol.com.br

São Paulo

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COALIZÃO?

Desde o começo de seu governo, Bolsonaro afirmou que precisava do suspeito Centrão para aprovar projetos para beneficiar o Brasil. Pergunto, após mais de três anos: quais projetos?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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CAFEZINHO AMARGO

Nosso cafezinho do dia a dia está amargo demais. O pó de café moído vendido em mercado está custando os olhos da cara. Um pacote de 500 gramas de um café de marca mediana custa algo em torno de R$ 18,00, o equivalente a R$ 36,00 o quilo. Até quando teremos de suportar aumentos abusivos nos itens da cesta básica? Quando nosso ministro da Economia vai acordar e adotar uma política para os preços dos alimentos básicos, que impactam principalmente as camadas mais pobres da população brasileira?

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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A PANDEMIA EM 2022

A população brasileira representa apenas 2,7% da sociedade mundial. No entanto, 11,3% de todas as mortes por covid-19 foram registradas no Brasil. As autoridades não souberam lidar com a pandemia, tanto nas esferas municipais como estaduais e federal. Os brasileiros não foram prudentes e sensatos diante da ameaça do vírus. Os infectologistas estão prevendo um aumento significativo de casos no final do mês de janeiro e início de fevereiro. Houve aglomerações nas festas de confraternização de final de ano, Natal e réveillon. No início de março teremos o carnaval e os prefeitos de grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, ainda não cancelaram as festas nas ruas. Os governantes deveriam ter a decência de orientar apropriadamente a população, ao invés de jogarem no lixo os testes de covid e ficarem receitando remédios antiparasitários e para o tratamento da malária também.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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MEDO

O assustador aumento dos casos de covid-19, agora, combinados com os casos de gripe, nos deixa numa situação de grande perplexidade e medo. Que nossas autoridades sanitárias consigam aumentar as vacinas em nossa população, para que possamos voltar a uma normalidade neste futuro que nos espera. Oremos.

José de A. Nobre de Almeida josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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IPVA, IMPOSTO OU ROUBO?

Tenho um imóvel cujo “valor venal” é de R$ 191.493,35 e me foi cobrado R$ 1.240,27 de IPTU, valor que será pago à vista em 20/1/2022. Prefiro pagar IPTU a aluguel. Tenho um veículo cujo valor, conforme tabela Fipe, é de R$ 88.920,00 e me foi cobrado de IPVA + licenciamento a “bagatela” de R$ 3.152,77, pago à vista no dia 3/1/2022. Aí pergunto: será que vale a pena ter um veículo? Será que é melhor pagar o valor do IPVA + licenciamento, seguro, combustível, pedágio, ou chamar o Uber? Ou alugar um veículo? Até porque o meu carro fica mais tempo na garagem do que em movimento. Enfim, vamos de táxi ou de jegue? E vamos dar adeus para as montadoras, pois não vale a pena ter um veículo.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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A QUEM RECORRER?

Os vereadores de São Paulo aprovaram o aumento do salário do prefeito Ricardo Nunes em 47%, em total discordância com o momento que estamos vivendo e cometendo crime de perjúrio, pois no juramento de posse juraram garantir o bem-estar dos munícipes, mas o que vemos é que trabalham para garantir o seu próprio bem-estar. A quem recorrer?

José Carlos Costa Policaio@gmail.com

São Paulo

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SALÁRIO MÍNIMO

Como podemos continuar convivendo com os desmandos de nossos políticos, que aprovam um reajuste do salário mínimo, que foi para R$ 2.212,00, insuficiente para comprar duas cestas básicas (um aumento de R$ 110,00 sobre o ano anterior), mas aumentam o vergonhoso fundo eleitoral em R$ 2 bilhões? Só mesmo no Brasil.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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ZOOLÓGICO

Papo reto: a foto de primeira página do Estado de 3/1, de um orangotango com a carinha no vidro de sua jaula olhando uma menina no Zoológico de São Paulo, causa profunda tristeza para uma boa parte da população. O aprisionamento de animais em zoológicos é uma das atrocidades urbanas da sociedade moderna que precisa acabar.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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FOTO

Genial a foto de Tiago Queiroz na capa do jornal de 3/1. O orangotango deslumbrado diante da moça cujo cabelo é da cor de seu pelo.

Lilia Hoffmann liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo

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