Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2022 | 03h00

Pandemia

Carnaval cancelado

A suspensão do carnaval de blocos e de rua no Rio de Janeiro deve influenciar o cancelamento da festa em todo o País. Se o Rio, com todo o seu interesse turístico, econômico e até social, cancela o evento diante do possível avanço da pandemia, não haverá argumento forte o suficiente para a folia se realizar em outras cidades. E, se a crise sanitária se ampliar, também estará cancelado o desfile das escolas de samba. Além da variante Ômicron, registramos em solo brasileiro o aumento da procura por atendimento médico a problemas respiratórios e temos identificada a flurona, dupla infecção, pelo coronavírus e pelo influenza, da gripe. São Paulo revela 86 casos de Ômicron e o número de mortes por covid no País voltou a subir. Na terça-feira (4/1) foram 178 em 24 horas, depois de semanas em que os óbitos diários não passavam dos dois dígitos. A estrutura de saúde aguarda, apreensiva, as consequências das aglomerações ocorridas no Natal e no ano-novo. Festas públicas estavam proibidas, mas as pessoas se reuniram em eventos privados, lotaram as praias e não se cuidaram. Confiamos na anunciada baixa letalidade da Ômicron, mas, se ela não for confirmada, poderemos ter um novo avanço da covid, verdadeiro desastre.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

 São Paulo

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Segurança

Reféns da criminalidade

A população carioca e fluminense está refém dos criminosos que saíram beneficiados pela “saidinha” de Natal, prevista pela Lei de Execuções Penais (LEP). Eles deveriam ter retornado até as 22 horas do dia 30 de dezembro, mas só 58% retornaram e cerca de 520 não cumpriram a determinação da Justiça. A maioria dos beneficiados pela “saidinha” cumpre penas por tráfico de drogas, roubos e homicídios. Essa lei tem de ser revista, pois contribui muito com a violência e o aumento de óbitos e ferimentos de pessoas inocentes.

Luiz Felipe Schittini

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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Nonsense

saidão é uma medida que tem como propósito a preparação do cidadão condenado para o retorno à sociedade. Está prevista na LEP e beneficia presos em regime semiaberto ou que têm trabalho externo e que já tenham usufruído de ao menos uma saída especial nos últimos 12 meses. No Estado do Rio de Janeiro, 1.240 detentos foram escolhidos para, no final de 2021, gozar da regalia. Destes, 522 (42%) não retornaram no prazo estabelecido, grupo no qual estão 8 integrantes da facção criminosa mais perigosa do Estado. O juiz da Vara de Execuções Penais, ao tomar conhecimento da irregularidade pela imprensa, ordenou à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) que encaminhe a relação dos presos que não se reapresentaram, para que se determine a recaptura. Em resumo: a polícia se empenha em deter bandidos, via mandados emitidos por juízes, e os entrega à Justiça, que, por critérios baseados em sutilezas jurídicas, concede a alguns o saidão. Uma parte expressiva destes selecionados, no entanto, alguns de alta periculosidade, não retorna, e volta a entrar em ação a polícia para recapturá-los. E o contribuinte, que paga (caro!) por todo este nonsense, só assiste.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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Congresso Nacional

Distante da sociedade

O título do editorial do Estado de segunda-feira Um Congresso distante da sociedade me fez pensar sobre quando ele esteve próximo. Na Constituinte de 1988, quando criaram todos os meios, recursos e mecanismos para o florescimento e desenvolvimento da privilegiatura, certamente não foi.

Marcelo Melgaço

melgacocosta@gmail.com

Goiânia

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O voto do eleitor

Parte do problema da dissociação entre Parlamento e povo se dá pela forma de escolha dos representantes (editorial Um Congresso distante da sociedade, 3/1, A3). Diferente do Executivo, para o qual se escolhe o votado com maioria absoluta dos votos nos grandes colégios eleitorais, no Legislativo, a soma dos votos nos eleitos raramente passa de 50%. Isso significa que a maioria do voto do eleitor não é respeitada. Pudéssemos votar em mais de um candidato para os Parlamentos, tal distorção diminuiria, como acontece na votação para o Senado, para o qual podemos escolher todos os três representantes de nosso Estado.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

NOVO NORMAL

Estamos vivendo momentos complicados da nossa história política, econômica e social nas últimas décadas. Com o advento da atual pandemia pela covid-19 - que em dois anos já ceifou mais de 600 mil vidas entre nós e a persistência dos negacionistas da ciência, que se negam a se vacinar -, a dita mortandade tende a continuar aumentando e agora com o ressurgimento da gripe influenza, tal tragédia dobra para produzir seus efeitos desastrosos. Precisamos nos conscientizar no sentido de que temos de obedecer as tais orientações da ciência, para que ditas patologias sejam eliminadas e, somente assim, teremos condições  de viver em um novo normal que está à nossa frente.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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A IMPORTÂNCIA DE PENSAR NO COLETIVO

Estados Unidos, Reino Unido, Itália, França, Canadá, Índia, Turquia, Espanha, Argentina e Grécia registraram 1.640.711 novos casos de Covid-19 em apenas 24 horas. Há apenas dois dias, esse número era 616.513 para os dez países com mais registros de novos casos. Se a alta contaminação continuar nesse ritmo, no final de janeiro teremos mais de 40 milhões de novos casos diariamente. A variante Ômicron tem a característica de se espalhar aceleradamente. As autoridades de todos os países precisam de um impecável plano de ação para ser implantado rapidamente. Evitar a superlotação dos hospitais é prioridade zero. O sistema de saúde mundial não está preparado para essa coletividade de doentes, com síndromes respiratórias agudas.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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OS ANTIVACINA

Conforme noticiado, a anglo-saxã Austrália, que exige de estrangeiros que queiram viajar ao país a comprovação de vacinação anti-covid-19, resolveu tomar uma atitude liberal tipicamente latina ao permitir ao tenista número 1 do ranking mundial, Novak Djokovic, disputar o importante torneio Aberto da Austrália, neste mês, aparentemente sem estar vacinado. O atleta, nove vezes campeão do torneio, é declaradamente antivacina, mesmo já tendo sido infectado uma vez. Diante da condenável e reprovável atitude do governo, cabe aos demais jogadores manterem a devida e recomendável distância do sérvio "Djocovid", vai que...

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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PÉSSIMO EXEMPLO

O governo australiano concedeu o que chamou de “permissão de exceção” ao tenista sérvio Novak Djokovic para disputar o Aberto da Austrália sem a necessidade de apresentar o comprovante de vacina contra a Covid-19, “aprovada após um rigoroso processo que envolveu dois painéis separados de especialistas", sem contudo entrar em detalhes da razão da exceção. O motivo para a falta de explicação é evidente: não existe explicação plausível para tamanha aberração, pois, se houvesse, já a teriam divulgado.  Que Djokovic é sabidamente negacionista não é segredo algum. O que causa espanto é a subserviência oficial do Australian Open e do Ministério da Saúde australiano ao egocêntrico e irresponsável tenista. Péssimo exemplo de um País que, por ser de primeiríssimo mundo, deveria defender e aplicar com rigor a ordem científica. Sem exceções. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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CONTRADIÇÕES DE QUEIROGA

É incrível como o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em suas últimas declarações mostra seu desconforto ao autorizar, após todas as ridículas etapas, a vacinação nas crianças de cinco a 11 anos. O ministro faz declarações contraditórias contra a vacina e ainda diz que, graças ao presidente Bolsonaro, o Brasil é um dos maiores aplicadores do imunizante do mundo. O Brasil merecia alguém com maior respeito à ciência médica para a proteção da saúde dos brasileiros.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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VACINAÇÃO

Um lado alardeava sem parar que sem a vacina não sobreviveríamos. Pois bem, agora o outro lado resolveu também terrificar dizendo que os vacinados é que vão morrer... Olha que está difícil entender este País, viu!? Numa hora dessas, só mesmo Gonzaguinha: "Eu fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida, é bonita e é bonita." Meu Deus!

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@lwmail.com.br

Niterói (RJ)

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PETRÓPOLIS E OS TURISTAS

Não tenho dúvidas de que Petrópolis está sujeita à importação do vírus Ômicron pelos cariocas que sobem a serra para fugir da azáfama da capital fluminense. Os cariocas vêm à cidade serrana com pressa, disseminam a falta de educação no trânsito, nas boas maneiras, não se importam com a Covid-19, deixam o seu lixo e voltam para o Rio de Janeiro. A cidade imperial não está acostumada com a falta de educação, ao contrário, recebe os visitantes com cordialidade, aceitam suas diferenças, mas tudo tem limite, não é? Seria de bom alvitre que a prefeitura petropolitana fechasse novamente as entradas do município, até que a invasão viral se arrefeça.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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BRASIL NA UTI

Bolsonaro teve alta, mas, enquanto o País permanecer na UTI, seu (des)governo continuará desenganado...

A. Fernandes

standyball@hotmail.com 

São Paulo

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DESRESPEITO

O hospital Vila Nova Star se rende a Jair Bolsonaro e abole o uso de máscara, 

Cecilia Centurion

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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DESASSISTIDOS

E daí que Bolsonaro teve alta! O que me importa são os flagelados pelas enchentes da Bahia e os famintos acampados em barracas nas grandes cidades, completamente abandonados pelos governos!

Lourdes Migliavacca

São Paulo

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ELEIÇÕES 2022

Com o título Uma nova chance para o Brasil avaliar suas escolhas, o Estadão (1º/1) analisa perspectivas  sobre a eleição presidencial, baseada em opiniões de "cientistas  políticos" muito distantes do Brasil real. Infelizmente vamos ter  uma campanha política liderada por figuras populistas já testadas, sem as mínimas qualificações para exercerem o supremo posto  da Nação, que deveria ser de um estadista à altura da importância do Brasil e que os eleitores brasileiros olimpicamente ignoram. Vamos ter um pleito liderado por figuras de mitomaníacos, que  acreditam nas próprias mentiras que propagam. Continuaremos  sendo o País do futuro cada vez mais distante de nossos sonhos.  Votamos mal em candidatos ruins, apontados por partidos cujo único objetivo é alcançar o poder pelo poder, usando máscaras e falsas ideologias. A política não é um jogo de futebol,  nem concurso de Escolas de Samba. São nossas vidas e de nossos  filhos que estarão em jogo real neste decisivo 2022. 

Paulo Sergio Arisi 

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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LULA E AS ELEIÇÕES

Certo da vitória, Lula da Silva concede entrevistas enaltecendo governos de esquerda e prometendo criar órgão regulador da imprensa e revogar  leis trabalhistas, citando a Espanha do socialista Pedro Sánchez. Apesar dessas barbaridades, vai subindo nas pesquisas de intenção de voto o que vem comprovar que o brasileiro não tem memória e é um  analfabeto político.

José Alcides Muller 

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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SUPREMO

Sem dúvida, dobrar o número de ministros terrivelmente comprometidos com o atual governo no Supremo Tribunal Federal (STF) é causa de preocupação ao abrir na Corte novo campo de disputa, como bem exposto na matéria Chegada de Mendonça abre novo campo de disputa no Supremo (5/1, A10). Além disso, chama a atenção também o fato de Nunes Marques e André Mendonça terem realizado curso de pós-graduação na mesma escola da Espanha. Afinal, um STF composto por ministros com formação em várias escolas é sempre o mais desejável.

José Elias Laier

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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ANIVERSÁRIO DO ESTADÃO

Parabéns a toda equipe de profissionais do Estadão! Continuem com essa missão essencial de informar com credibilidade, coragem, ética e profissionalismo! Precisamos de cidadãos bem informados e conscientes de que devemos construir um País onde todos possam ter acesso à educação,  saúde e a uma vida digna, sendo respeitados por aqueles que foram eleitos para governar para o bem-estar de todos e não de minorias privilegiadas. Espero que esse conceituado jornal volte a abrir espaço para cientistas e médicos, a fim de informar  e alertar os leitores de que como devem se proteger da covid e de outras pandemias. Precisamos de orientações técnicas para sobreviver ao negacionismo e a irresponsabilidade de governantes incompetentes e sem espírito público. Parabéns! Feliz 2022! Obrigado, Estadão!

Idérito Caldeira

iderito@gmail.com

São Paulo

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NOVO FORMATO

E aí, Estadão de cara nova, apresentando-se com tudo que tem direito na mão dos leitores. Muito legal o novo estilo do jornal, deixa a leitura mais prazerosa, adorei.

Eliana Nakayama   

eliana.ayama@yahoo.com.br

São Paulo

 

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