Fórum dos Leitores

Carta de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2022 | 03h00

Eleições 2022

Oportunidade perdida

Nas cinco últimas eleições presidenciais, o Nordeste foi um reduto eleitoral do PT. E eis que, na antevéspera da eleição de 2022, a natureza ofereceu mais uma excepcional oportunidade ao atual presidente de melhorar sua péssima imagem na região, onde Lula alcança índices de mais de 60% de intenção de votos. Porém, enquanto chuvas épicas castigavam pobres e miseráveis, principalmente no Estado da Bahia, quinto colégio eleitoral do País, o presidente esbaldava-se de jet ski nas praias de Santa Catarina, dando-se ao desplante de ir a um parque de diversões, enquanto brasileiros morriam afogados e quase 200 mil estavam desabrigados em pleno réveillon. É mais que ultrajante, é o ápice da cafajestagem. Depois da esbórnia, restou apelar ao velho truque da obstrução intestinal, para tentar estancar o derretimento de sua popularidade. O mesmo que desdenha da dor alheia há mais de três anos (ou, melhor, três décadas) agora se faz de vítima, quando as vítimas são a verdade e o Brasil.

Sandro Ferreira

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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A onda antilavajatista

Coluna do Estadão de 6/1 informava sobre o temor de uma onda antilavajatista que ocorrerá na campanha eleitoral que se desenvolverá neste ano. Essa onda seria só aquela marolinha que chega à praia no final do vagalhão que se abateu contra a Operação Lava Jato, logo após a condenação e prisão de notórios corruptos que infestam a política e o empresariado nacional, tendo sido criado por todos aqueles que têm o rabo preso e ainda não foram punidos. As primeiras e principais medidas tomadas para acabar com a Lava Jato foram: tirar o juiz Sergio Moro da 13ª Vara de Curitiba, convidando-o para sair do Judiciário e fazer parte do Poder Executivo, para depois esterilizá-lo convenientemente; e extinguir a força-tarefa curitibana, além de processar os procuradores que faziam parte dela. O primoroso artigo Brasil, terra arrasada no combate à corrupção, do promotor paulista Roberto Livianu (Estado, 3/1, A4), mostrou de maneira didática o verdadeiro passo a passo de medidas complementares que explicam o sistemático desmonte promovido contra a operação. O que se fizer nesse sentido na próxima campanha não será senão deitar flores no túmulo da já finada operação.

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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O pior dos tempos

Se os brasileiros acreditarem nos discursos dos antilavajatistas e esquecerem a gigantesca dilapidação financeira do Brasil pela corrupção, então estaremos vivendo o pior dos tempos.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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Propaganda eleitoral

Retrocesso

O editorial O mal que os privilégios fazem aos partidos (Estado, 6/1, A3) expõe de maneira cristalina o cerne da disfuncionalidade do sistema democrático brasileiro. Os partidos políticos constituídos nas normas previstas pela Constituição e por lei complementar criaram feudos políticos de caráter nacional, estadual e municipal. A sigla ou denominação partidária não mais é relacionada ao projeto político dos partidos, e sim a nomes e sobrenomes dos “suseranos” políticos ou, como são conhecidos no interior, “caciques políticos”. Depois de constituídos os partidos, a legislação não contempla nenhuma forma de verificação ano a ano do número de filiados existentes, sejam novos, excluídos ou mortos. A autonomia dos partidos em relação à sua estruturação e funcionamento é plena, entretanto o financiamento é dependente quase na sua totalidade do dinheiro público. E, por fim, a participação da sociedade no tocante à política partidária é ínfima, considerando a filiação aos partidos e o número de eleitores inscritos.

Pedro Luiz Bicudo

plbicudo@gmail.com

Piracicaba

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Funcionalismo público

A crise dos reajustes

Lendo o editorial O incendiário do Palácio do Planalto (Estado, 7/1, A3), concordo que ou se concede aumento salarial para todos ou deixa como está. Privilégios não pode haver. Mas fiquei abismada com o número de cargos de chefia na Receita Federal: 2 mil. Isso para 7.500 auditores e 5.500 analistas. Pior ainda é o quadro do Banco Central, que, de 3.478 cargos ocupados, tem 3.500 cargos de confiança. Como assim? São mais caciques do que índios!

Maria Cecilia P. Buschinelli Rino

ceciliabuschinelli@hotmail.com

Santos

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

PERSPECTIVA PREOCUPANTE 

Afirmar que o ano eleitoral que ora se inicia atrasará a retomada dos debates em torno das tão necessárias reformas e afetará a marcha dos trabalhos legislativos de um modo geral é, na verdade, subestimar o tamanho do vácuo que vai se formar na vida pública por causa das disputas de poder que se aproximam. Não está longe da realidade conjecturar que 2022 será um período de virtual paralisação do País em quase todos os setores essenciais, aí incluído o fluxo de investimentos impulsionadores do crescimento que está há mais de dois anos em estado de estagnação. A polarização, sem alternativa sadia visível e que já se forma em torno principalmente do pleito presidencial, trará como principal resultado um cenário estático, tipo cabo de guerra entre forças equilibradas, muito comum em competições militares, impedindo um desfecho até o dia da decisão em outubro, quando um dos grupos, arrancando forças sabe-se lá de onde, sairá finalmente vencedor. Quem vencer terá de governar uma casa abandonada há mais de um ano, precisando urgentemente de obras caras, pois é sabido que a recuperação de um prédio deteriorado por abandono é mais dispendiosa do que a de uma apenas desorganizada, mas funcionando. Preocupante perspectiva. 

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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TERCEIRA VIA

Em seu artigo no Estadão (6/1), Uma mãozinha, o jornalista William Waack faz uma análise sensata sobre o pleito deste ano ao Planalto. E é cirúrgica essa sua observação: "As circunstâncias não são ruins para os adversários de Bolsonaro e Lula, mas falta ação”. Na realidade, no momento certo será necessária a construção de uma terceira via.  Nomes existem para tal, já que, como diz o jornalista, o que ocorreu, como a vitória em 2018 de Jair Bolsonaro, não se repetirá com o atual estágio de estagnação da nossa economia, com inflação alta, desemprego, pobreza, etc.  E o ex-presidiário Lula da Silva, estranhamente liberado para disputar o Planalto, concordo com Waack, que está “calado" ou escondido, e, com sua inabalável soberba, acredita como dizem seus entusiastas aliados que deve ganhar já no primeiro turno.  Lula sempre foi pobre em ideias para desenvolver o País.  Gosta mesmo de entregar as nossas estatais em regime de porteira fechada ao Centrão, e deu no que deu.  O maior evento de corrupção da história desta República! E Bolsonaro, que deseja se reeleger, respira por aparelhos o sonho de uma vitória nas urnas. Ou seja, impossível! Neste sentido, uma terceira via, com um nome experiente em administração pública, com bom discurso e programa realista de governo, desde que apresentado durante a campanha, pode se sair vitoriosa e o Brasil poderá encontrar um novo e próspero rumo para seu desenvolvimento econômico social.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DEMOCRACIA EM PERIGO

Não é uma ideia absurda pensar que, ao perceber a possibilidade de perder a próxima eleição, Jair Bolsonaro tentar provocar o caos na sociedade brasileira para justificar uma ação autoritária para se manter no poder. Todo cuidado é pouco.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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BLINDAGEM

A experiência com o governo Bolsonaro precisa ser bem aproveitada a favor da democracia. O impeachment, por exemplo, precisa ser aperfeiçoado ao menos com a criação, dentro do próprio Parlamento, de uma alternativa que permita contornar o poder absoluto do presidente da Câmara dos Deputados no recebimento dos pedidos para a tramitação do pedido da pena.   

Euclides Rossignoli 

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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CONSULTA PÚBLICA

Pensando só em vacinas, o nosso ministro da Saúde, curioso, queria saber se os pais das crianças queriam ou não vacinar seus filhos, e três semanas depois da consulta pública ficou sabendo que sim. Ministro, se o senhor tivesse disponibilizado as vacinas três semanas antes, três semanas antes o senhor teria sabido, era só aguardar os resultados.

José Carlos 

jcpicarra2019@gmail.com

São Paulo

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SAUDOSISMO

Saudades do tempo em que a minha única preocupação era uma Variant, do tipo II, da Volkswagen.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@lwmail.com.br

Niterói (RJ)

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DESVIOS

Eu, tarada por vacina, quero saber quantos tarados por Bolsonaro, o destruidor mor da República; tarados por Lula, o ladrão mor da República, vocês conhecem. Infelizmente, conheço muitos e tenho alguns muito próximos, por incrível que pareça.

Cecilia Centurion 

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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QUEM FALA O QUE QUER...

No seu destempero e grosserias, o troglodita Jair Bolsonaro perguntou aos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): "Qual o interesse das pessoas taradas por vacina"? Imediatamente, aquela senhorinha de Taubaté respondeu: "Meu filho, o interesse é o mesmo de um presidente genocida e infanticida que ‘combate’ o combate contra a covid, irresponsavelmente". Afinal, quem fala o que quer, ouve o que não quer. Podia dormir sem essa, Bolsonaro!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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BOLSONARO E A ANVISA

O presidente Jair Bolsonaro foi extremamente grosseiro, com fortes doses  de cretinice, ao se referir aos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), reconhecidos mundialmente pela extrema competência, insinuando haver interesses escusos por trás da aprovação da vacinação para crianças de 5 a 11 anos, já aprovadas em várias agências mundiais do mesmo quilate da nossa. Mas, como sempre, escorregou na própria casca de banana, pois ser tarado por vacinas, como afirmou,  é um baita elogio e desejável para os técnicos da agência. Só lamentamos pelo infortúnio da filha dele de 11 anos,  fruto de um escorregão, como ele mesmo admitiu, que não tomará o imunizante.

Abel Pires​ Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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ATAQUE À DEMOCRACIA

Em relação à matéria Biden culpa Trump e aliados por invasão do Capitólio e diz que democracia 'está em risco' (7/1), nem Stalin, nem Mao Tse Tung, nem Hitler ou Mussolini. Nem o almirante Yamamoto do Japão, que atacou Pearl Harbour. Nem os aiatolás do Irã ou Osama Bin Laden, ou qualquer inimigo dos Estados Unidos, em qualquer época, conseguiu atacar a      democracia americana com a eficiência de Donald Trump, o  presidente dos Estados Unidos que mandou invadir o Congresso Americano, para não dar posse ao seu sucessor eleito, Joe Biden. Pior de tudo é ver, um ano após o brutal ato terrorista, Donald Trump solto e candidato pelo Partido Republicano nas próximas  eleições. Tudo o que foi anunciado até agora é a denúncia de 800 invasores do Congresso; um bando de arruaceiros fascistas,   arregimentados e motivados diretamente por Donald Trump para praticarem o ato mais ignominioso contra a democracia mais sólida do mundo. O que impede a Justiça  americana de botar Trump na cadeia?    

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PÉSSIMO EXEMPLO!

“Djocovid-19" o número 1 do mundo do tênis, deve ser considerado também, como o número 1 dos ignorantes entre os atletas. Devia saber que, se para ele a vacina não diz nada, ela serve como imunizante para seus adversários e todos aqueles que nela acreditam.

Aristides São Thiago

a.cast@uol.com.br

Campinas

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FELIPE MELIGENI

Muito bom o texto do Meligeni sobre a situação do Djokovic. Felipe, um tenista-cidadão; o outro, mero tenista.

José André Beretta Filho

andre.beretta@berettaadv.com.br

São Paulo

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DECLÍNIO DA ECONOMIA 

Em 2021, com a economia do País seguindo de vento em proa, o saldo da caderneta de poupança ficou negativo em R$ 35,5 bilhões. Enquanto isso, o ministro Paulo Poliana Guedes continua dizendo, sem ao menos corar, que a economia voltou em "V".Pobre Brasil.

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

 

 

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