Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2022 | 03h00

Tragédia

Despreparo

É chocante verificar o despreparo de supostos guias “especialistas” na condução de grupos turísticos ingênuos e ignorantes, no que diz respeito aos riscos envolvidos em determinadas excursões e passeios. Dois fatos ocorridos recentemente escancaram esse fato. O primeiro se refere ao resgate pelo Corpo de Bombeiros de 32 pessoas do Pico dos Marins, em Piquete, interior de São Paulo, depois de fortes chuvas com ventania. As declarações do guia dessa excursão mostram um indivíduo completamente despreparado, se não desequilibrado. Apesar do vento e da chuva, o guia, que se intitula “coach motivacional”, insistiu em subir a montanha, alegando que: “Se você não quer correr riscos, fica na sua casa assistindo aos stories”. Na hora do aperto, entretanto, precisou dos bombeiros para consertar a besteira que fez, ainda que sem vítimas fatais. O segundo incidente ocorreu no Lago de Furnas, em Capitólio, quando vários guias conduziram seus pobres excursionistas a uma viagem de barco aos pés dos cânions, sem atentar para as condições meteorológicas extremamente adversas, que provocaram várias “cabeças d’água” nos rios que alimentam essas formações geológicas. Em consequência da queda de um imenso bloco, 10 pessoas morreram e 32 outras se feriram. Essas ocorrências demonstram a necessidade de disciplinar, urgentemente, atividades como essa.

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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Acidente em Capitólio

Dezenas de pessoas ficaram feridas e dez vítimas faleceram, em razão do acidente ocorrido em Capitólio, Minas Gerais. A tragédia envolveu quatro embarcações, que foram atingidas por uma enorme rocha, que se desprendeu do cânion. Foi aberto um inquérito para apurar as causas do acidente, que terá a participação de geólogos, entre outros especialistas. As fortes chuvas e o contexto geológico das rochas certamente contribuíram para o sinistro cenário. Inspeções periódicas do cânion, fiscalização das embarcações e a utilização de equipamentos de proteção individual poderiam ter minimizado essa enorme fatalidade.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Anvisa

Descaso com a saúde

Por meio de manobras esdrúxulas de consulta popular e audiência pública, o capitão Jair Lesa Pátria Bolsonaro conseguiu, usando o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, atrasar a vacinação das crianças entre 5 e 11 anos contra a covid-19 por dois meses. Para cobrir sua derrota, partiu para levantar dúvidas sobre um possível interesse (escuso) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta vacinação. O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, rebateu a acusação e desafiou o presidente a mostrar evidências de falcatrua por parte do órgão ou se retratar publicamente. Como o capitão vai sair desta situação militar clássica de movimento de pinça (ataque por lados opostos)? Como a retratação não é uma opção, sobram as fake news.

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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Governo

Mudanças necessárias

J. R. Guzzo em sua coluna (Estado de coma, 9/1) levanta a séria questão da estagnação econômica deste país. Estamos parados há 40 anos, são quase duas gerações, um verdadeiro absurdo! Não acredito na miopia de nossa elite, mas na falta de lideranças políticas aglutinadoras que transformam políticos com 30% de aprovação numa votação de primeiro turno em eleitos no segundo. Na verdade, uma jogada político-eleitoral que torna os minoritários em majoritários. O que escrevo não é nenhuma novidade. Não precisamos revogar as leis trabalhistas para empregar, como quer o PT. Precisamos alterar um sistema político anacrônico que dá poder supremo a minorias e que obriga o gestor a uma coalizão inócua. O resultado visto, comprovado e auditado nos últimos 40 anos nos impediu de crescer, pois a fragmentação política atrasa ou impede reformas urgentes que o País precisa implementar. A solução é simples: o crescimento da economia significa aumento de empregos e mais renda à população. Portanto, implementemos um novo sistema político, que torne o País pujante e igualitário, como sonhado pela maioria dos brasileiros.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

APURAÇÃO DO ACIDENTE EM CAPITÓLIO

A tragédia em Capitólio chama a atenção não apenas pelo drama humano, mas principalmente pelos problemas relativos à competência de entes federativos que são derivados da legislação. O governo estadual vai indenizar as vítimas que usavam lanchas privadas num lago formado por uma estatal federal, mas cujas encostas deveriam ser fiscalizadas pelo poder municipal. O acidente que aconteceu em Minas Gerais, um Estado que não é banhado pelo mar, será apurado por um inquérito da Marinha.

Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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‘MIMIMI’

“Mimimi” é uma expressão pejorativa muito empregada nos últimos tempos para designar uma disposição comportamental de nada realizar de concreto, só criticar, com pessimismo encharcado de desânimo, qualquer situação problemática ou de crise. Como os projetos de mais longo prazo se mostram praticamente inviabilizados pelas sucessivas variantes da pandemia, a frequência de lamentações inertes vem se tornando cada vez maior, o que tem prejudicado a capacidade dos dirigentes responsáveis por administrar os prejuízos decorrentes de atuar com dose maior de dinamismo e de arriscar mais, em vez de aguardar o esgotamento do alfabeto grego, que até agora serviu de catálogo classificatório para as várias modalidades do vírus. Que tomem iniciativas, portanto, mais distantes dos  “mimimis” e mais marcadas por ação positiva. 

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONSCIÊNCIA

Uma vez que Lula não tem consciência dos crimes que cometeu, certamente vai cometê-los novamente!

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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NOTÍCIA AUSPICIOSA

Vários ministros deverão se desincompatibilizar para se candidatar às próximas eleições. Dentre eles temos Marcelo “Quedroga”, Tereza Cristina e Tarcísio de Freitas. A notícia alvíssara é que esses e outros mais que sairão nenhuma falta farão ao País e esperamos que Jair Bolsonaro não escale ninguém para substituí-los. Afinal, Deus é brasileiro!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TAL QUAL REMÉDIOS VENCIDOS

Bolsonaro não será candidato. Lula muito menos. Não passam de lixo da história. Passados condenáveis. Um mau militar, mau congressista e péssimo presidente. Outro mau operário, mau congressista e ladrão presidente. As mídias atestam o que falo. O povo já acordou. Em breve as pesquisas vão surpreender a todos. E quem estiver agregado a seus nomes terá morte política. 

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESPERANÇA

O 38º presidente do Brasil está sendo gestado. A disputa parece estar entre Lula e Bolsonaro, para nossa desgraça. A esperança é dar zebra, e despontar um candidato da chamada terceira via. Os pré-candidatos Simone Tebet, Rodrigo Pacheco, João Doria e Sergio Moro poderiam entrar num consenso para o bem do País e se unirem.

José Alcides Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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SER BEM INFORMADO

Nada mais importante agora nesses novos tempos de pandemias do que estar  bem informado para protegermo-nos, bem como protegermos quem está a nossa volta. Para tanto, além do uso das informações que circulam na internet, precisamos também e principalmente nos valer da mídia tradicional jornalística que, embora mais lenta que a digital, tem condições de nos informar com precisão os fatos, permitindo que fiquemos bem atualizados.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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BOLSONARO PERDE ADEPTOS

 Dificilmente se vê um político, por mais medíocre que seja, perder tantos adeptos como é o caso de Bolsonaro. São dezenas de milhares, especialmente no Norte e Nordeste do País, onde os candidatos da Terceira Via estão cooptando dezenas de lideranças bolsonaristas. Mas a última perda, transformada em oposição bastante contestatória, é a do almirante Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, que tem mandato de cinco anos e, portanto, não pode ser demitido. A ofensa de ser tarado por vacina obteve de Barra Torres a resposta adequada, mas com exigência de retratação. Sem dúvida que, no atual contexto, cola muito bem o contraditório do almirante, que tem dirigido satisfatoriamente o órgão responsável pela aprovação e fiscalização das vacinas contra a covid-19, servindo, também, de exemplo até para o próprio Bolsonaro que, talvez, doravante, pense mais nas palavras que fala e nas opiniões que emite.       

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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ANVISA HUMILHA BOLSONARO

O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, dá uma verdadeira lição de moral a Jair Bolsonaro, e exige que o presidente se retrate publicamente sobre sua suspeita de que membros deste sério órgão de Estado (e não de governo) estejam levando vantagens quando aprovam a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Infelizmente, esse desumano Bolsonaro, sem respeito algum à vida dos brasileiros e sem embasamento científico, também é contra que crianças brasileiras sejam vacinadas contra a devastadora covid-19. Barra Torres disse que, como militar e médico, sempre agiu com dignidade, e que Jair Bolsonaro “exerça a grandeza que seu cargo demanda, e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate”. Certamente, esse presidente “rei das fake news”, assim como sempre afrontou as nossas instituições, não terá a tal grandeza que seu cargo exige para se retratar.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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VIVA BARRA TORRES!

Enfim um homem de bem, um brasileiro de caráter para confrontar o idiota que preside nosso pobre país. Parabéns ao médico e vice-almirante Antonio Barra Torres.

Eliana Pace

pacecon@uol.com.br

São Paulo

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A VERDADE

Antonio Barra Torres, presidente da Anvisa, parabéns, o senhor é mais um entre os poucos justos,  honrados e corajosos brasileiros destes sombrios momentos que o Brasil está vivendo. O presidente Bolsonaro jamais conseguirá alcançar seu nível, ainda que se retrate!

Lourdes Migliavacca

lourdesmigliavacca@yahoo.com.br

São Paulo

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AINDA A LEI DE MURPHY

Mais uma vez, volta à minha mente a Lei de Murphy, na verdade, um axioma, que afirma “Se algo pode dar errado dará”. Como engenheiro, sempre a levei muito a sério. No caso da vacinação das crianças de 5 a 11 anos, tal possibilidade é gritante. Nem interessa saber o nome do ministro da Saúde, pois, tanto as decisões como as normas adotadas pelo ministério são aquelas determinadas por Bolsonaro, ignorante em Medicina, como a maioria de todos nós. O atual, cujo diploma diz que é médico, mas as atitudes gritam que não, é mais um escudeiro de um presidente diferenciado. À total obediência aos caprichos do seu chefe, ele acrescenta uma petulância absurda. Perguntado sobre uma demanda contra o seu desempenho no Conselho Federal de Medicina, respondeu apenas que a sua preocupação é zero. Curioso, fui ler, ainda que como leigo, a Resolução CFM Nº 2.217/2018, que trata do Código de Ética Médica, a qual, em seu inciso XIV reza: “O médico empenhar-se á em melhorar os padrões dos serviços médicos e em assumir sua responsabilidade em relação à saúde pública, à educação sanitária e à legislação referente à saúde”. O inciso XXVI, diz: “A medicina será exercida com a utilização dos meios técnicos e científicos disponíveis que visem aos melhores resultados”. Parece-me à luz da lógica, que o ministro, infelizmente, não atentou para as disposições citadas, ao procurar executar as determinações do presidente. Tratando-se da saúde de crianças, de 5 a 11 anos, as decisões são inadmissíveis e nauseantes. Seria interessante uma manifestação do Conselho Federal de Medicina.    

Gilberto Pacini       

benetazzos@bo.com.br

São Paulo

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DE$INDUSTRIALIZAÇÃO

Com a economia do País de vento em proa há vários anos, o processo de desindustrialização segue acelerado. Ao longo da década de 2010, a participação da indústria no PIB encolheu expressivos 33% (!) com a perda de 800 mil empregos no setor, que é o melhor em termos salariais com carteira assinada e benefícios. Uma combinação de problemas estruturais e conjunturais é a causa da significativa queda da indústria na economia, dentre os quais se destacam a inflação e juros elevados, o câmbio desfavorável, desequilíbrios nas contas do governo, incertezas políticas e econômicas, gargalos na infraestrutura, o complexo sistema tributário, a falta de mão de obra qualificada e o alto custo da energia. Pelo andar da carruagem, de década em década perdida o País seguirá acelerado em marcha à ré para voltar a ser o gigantesco fazendão dos séculos anteriores ao 19. Pobre Brasil...

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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A MORTE DA CADERNETA

Eu não entendo o motivo de terem decretado a morte lenta da Caderneta de Poupança. Quem vai querer continuar depositando e perdendo dinheiro nela? Quem, PT, dona Dilma Rousseff e o presidente Bolsonaro? Criada em 1861, foi sempre nela que os menos ricos aprenderam a “juntar” um dinheiro para a reforma da casa, a emergência da doença, a compra do primeiro carro, a viagem da família, o casamento da filha. Ficamos órfãos.

Euclides Rossignoli

clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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