Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2022 | 03h00

Pandemia

Diferença gritante

Uma festinha de fim de expediente com 20 participantes pode derrubar um primeiro-ministro na Inglaterra. No Brasil, colossais reuniões ao longo dos dois últimos anos promovidas pelo festeiro presidente negacionista da pandemia, antivacina e contra qualquer cuidado são rotina diária, desafiando a população, chamada de “tarada por vacinas”, covarde e coisas piores. Essa é a diferença entre uma nação civilizada e uma republiqueta de bananas, sob a direção de um bufão.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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Maldade

Se o apóstolo Paulo fosse vivo hoje diria: “Não me envergonho do Evangelho, mas me envergonho de certos evangélicos”. A que ponto chega um dito pastor para agradar a seu mito, afirmando que vacinar crianças é um infanticídio, quando milhões de crianças estão sendo salvas pelo mundo afora justamente por causa da vacina.

Roberto Croitor

roberto.croitor@gmail.com

São Paulo

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Desgoverno

Governança maquiavélica

Jair Bolsonaro não governa de forma estabanada, como aparenta. Suas ações são deliberadamente ofensivas, sempre buscando embaralhar o meio de campo daqueles que não embarcaram no seu desgoverno. A promessa de aumento seletivo aos servidores da área de segurança federal foi, até o momento, a melhor performance de sua natureza maquiavélica e vingativa: estimulou os conflitos de aumentos salariais em todos os Estados, afetando a harmonia dos respectivos sistemas de segurança, com ameaças de operações-padrão e greves. Os danos que essa pessoa está submetendo ao País são incomensuráveis e demoraremos anos para voltarmos à normalidade.

Honyldo Roberto Pereira Pinto

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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Ataques deliberados

Com a reeleição praticamente perdida, Bolsonaro renova seus ataques a membros do Supremo Tribunal Federal (STF), esperando resposta dura para ir ao confronto, como fez com o ex-ministro Celso de Mello, que cogitou confiscar seu telefone, por ocasião do entrevero com Sérgio Moro. Como tem apoio de algumas alas militares, Bolsonaro só tem uma alternativa radical para se manter no poder: partir para o ataque.

José Alcides Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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Farra com dinheiro público

Um dos sintomas de corrupção é o aferimento de vantagens indevidas. A nata (podre) do funcionalismo recebeu uma benesse de Bolsonaro à custa do contribuinte: viajar em classe executiva. A prática demonstra que 90% das viagens são desnecessárias e, com o avanço da tecnologia, tal fato fica bem caracterizado. O pior é o viajante ainda acumular milhas. No meu entendimento, deveria ser uma barganha com as companhias aéreas, no sentido de diminuir o custo das passagens. Sem a milhagem, tenho certeza absoluta que ninguém iria querer viajar. E a desculpa de cansaço foi a mais esfarrapada que já ouvi.

Paulo Henrique C. de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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PT

O retorno

A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), a deputada Gleisi Hoffmann, defendeu a revogação do teto de gastos do governo, a revogação da reforma trabalhista e atacou a política de preços dos combustíveis e as privatizações das empresas públicas. Ou seja, vem aí, com a reeleição do presidenciável e ex-presidiário Lula, outra “não vale a pena ver de novo governista”, cheia do mesmo que nunca deu certo e repleta do “continuando ladeira abaixo” petista de sempre.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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Projetos petistas

Estou começando a ter arrepios. Lembrei do imposto sindical que foi extinto na reforma trabalhista de Temer e que dava aos pelegos do sindicalismo uma vida de rei. O primeiro balanço auditado da Petrobras depois dos assaltos petistas declarou um rombo de R$ 43 bilhões, é isso mesmo, bilhões, os fundos de pensão do Banco do Brasil e outras estatais investiram em títulos públicos da Venezuela e outras proezas. Já pensaram em alguma coisa pior do que Bolsonaro? Está chegando!

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NADA DISSO, FLÁVIO DINO

Discordo radicalmente da recomendação de Flavio Dino a Bolsonaro (Coluna do Estadão de 13/2): “Vai trabalhar, vagabundo”.

Como bem dizia o general MacArthur, o mais perigoso dos subordinados é o incompetente trabalhador. 

Marcos Lefevre

lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

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PALAVRAS DE UM ESTADISTA DE RESPEITO

O presidente Jair Bolsonaro, lá atrás, disse que o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, tinha cara de capivara e recebeu a seguinte resposta: “Da boca de Bolsonaro só saem fezes”. Agora, Bolsonaro chamou o governador do Maranhão, Flávio Dino, de “gordo” e recebeu a seguinte resposta: “Vai trabalhar”. Já do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, disse que ele “criava dificuldades para vender facilidades” e, como resposta, foi intimado a se retratar. Enquanto isso, o mimimi de Bolsonaro prejudica a vacinação infantil e a testagem contra a pandemia de forma drástica. É o estadista que temos para hoje!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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OREMOS

Estamos no fundo do poço. Lula prometeu tirar o povo da miséria. Não conseguiu, pois na sua agenda a prioridade era roubar, inclusive dos pobres. Ficou tudo provado em 20 processos. Bolsonaro prometeu acabar com a corrupção. Não conseguiu e nem tentou. Quando viu que seus filhos e amigos seriam presos mudou o discurso. Votar em qualquer um dos 2 é perenizar a corrupção. Então a esperança é a 3ª via ou o aeroporto. Pior é que lá fora está ruim também. Então oremos.

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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OS OLHOS DO MAL

Estamos próximos de uma guerra entre brasileiros em pleno território nacional. A artimanha é sutil: disseminar o ódio artificialmente até convencer cada um de que o outro representa uma “real” ameaça, num jogo mental sublime, de dar inveja ao cinema norte-americano. Os vilões têm sangue nos olhos, talvez estejamos lidando com os piores seres humanos da história, ávidos por abduzir nossa essência pacífica. Ops, mas espere aí, em algum momento o rancor fez parte da sua, da minha, da nossa natureza? Claro que não, é tudo mentira, é ideológico, é programação, é proposital, acorde! Respire, retome a consciência, e reflita!

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@lwmail.com.br

Niterói (RJ)

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MINISTÉRIO PÚBLICO PARA QUÊ

Alguém pode me responder para que serve Ministério Público? Procuradoria-Geral da República? Temos um presidente da República responsável por mais de 600 mil mortes; um ministro da Saúde que, para agradar ao chefe, se dispõe a matar crianças negando e depois retardando vacinas aos pequenos; Augusto Aras, o procurador, é cúmplice do tresloucado Bolsonaro; mas… e o restante do Ministério Público???

Bolsonaro libera classe executiva para ministros e servidores, mas falta água potável para as vítimas das enchentes. 

O Ministério Público foi também engolido por Bolsonaro?

Cecilia Centurion

Ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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ROUBO NO JUDICIÁRIO

Como confiar num Judiciário que nada em privilégios e reina sobre seus interesses, como num sistema feudal? Até quando? 

Alice Arruda Câmara de Paula

alicearruda@gmail.com

São Paulo

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ALERTA VERMELHO

Alerta vermelho: a dez meses das eleições, duas graves ameaças pairam sobre o Brasil e o Estado de São Paulo: Lula no Palácio do Planalto e Fernando Haddad no Bandeirantes. Ninguém merece!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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PARTIDOS POLÍTICOS REFÉNS DE POPULISTAS

Há um ano, o Capitólio, em Washington, foi invadido por um bando de arruaceiros, instigados pelo então presidente Donald Trump, que não admitia ter sido derrotado em sua tentativa de reeleição. Em vez de se livrar deste parasita oportunista e mau caráter, o Partido Republicano, que reúne a nata capitalista e os ultrarreacionários americanos, se mantém refém dele por ser popular e candidato nas próximas eleições. Assim morrem as democracias, destruídas por cupins que a devoram por dentro. Este mesmo cenário se descortina no Brasil do clã totalmente antidemocrático ora na Presidência da República, que tudo fará para se perpetuar no poder e acabar de vez com o que resta em seu desgoverno de extermínio geral de tudo o que funcionava bem no Estado Democrático de Direito do Brasil.

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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NOVAS VARIANTES DO CORONAVÍRUS

A pandemia de covid-19 provocou a disseminação das variantes Alpha, Beta e Gama. Agora, as cepas Delta, Ômicron e Deltacron (com características das duas cepas) afetam o País. A situação dos prontos-socorros e dos hospitais, já sobrecarregados, ficará crítica quando for atingido o pico de uma nova onda que está sendo agravada pela influenza, que trouxe uma combinação de coinfecção de gripe (H3N2) com covid, a flurona. A ausência de informação oficial sobre a gravidade epidemiológica, provocada pelo represamento na divulgação de dados nacionais sobre contágios, prejudica o planejamento do sistema de saúde para conter o avanço exponencial da doença.

 Luiz Roberto da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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MENOS PÚBLICO

O governo de São Paulo pede redução em espetáculos por causa da Ômicron. Porém, o prefeito Ricardo Nunes insiste, irresponsavelmente, em manter o carnaval no sambódromo.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ANVISA X CORONAVAC

A todo pedido de liberação do Instituto Butantan referente à Coronavac a Anvisa responde que faltam documentos.

Ou o Instituto Butantan é incompetente ou a Anvisa está protelando a liberação por politicagem.

Vital Romaneli Penha

vitalromaneli@gmail.com

Jacareí

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PMESP ADAPTA SEUS REGULAMENTOS AO TEMPO DAS REDES SOCIAIS

A diretriz emitida em 27 de dezembro pelo comando da Polícia Militar de São Paulo (PMESP) é a adaptação dos regulamentos da corporação – muitos deles antiquíssimos – ao tempo das redes sociais (Estadão 11/01 – A3 - A PM não é força incontrolável). Ao definir condutas que os PMs não podem praticar, a corporação está protegendo-os de possíveis processos disciplinares e até criminais. É importante lembrar que a chegada das redes sociais facilitou o acesso direto do povo à comunicação. A mensagem não passa mais pelo crivo de repórteres e editores dos veículos de comunicação e, quando contém agressões, destemperos e condutas indevidas, provoca grandes problemas. A PMESP apenas começou, mas, com toda certeza, o cuidado com as redes se estenderá às suas congêneres dos outros Estados e, quando o País evoluir mais, deverá englobar todo o serviço público. Não podem as instituições mantidas com o dinheiro do povo e destinadas a prestar serviços a toda a comunidade, ficar sob o jugo de partidos, políticos ou lideranças, por mais carismáticos e convincentes que sejam. É preciso separar o público, o privado e o institucional. A falta de definição no uso das redes, por exemplo, é um grave problema que precisa ser urgentemente solucionado. A PM paulista deu apenas o chute inicial.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br                                                    

São Paulo

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ARMAS SILENTES

O impasse observado ao longo das negociações diplomáticas que tentam contornar a crise criada pela concentração de forças russas na fronteira da Ucrânia, associado ao alerta do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, de que é real o risco de uma guerra na Europa, sugere sensatamente aos governos europeus afetados – ainda parcialmente cicatrizados dos males decorrentes da pandemia de covid-19, que balançou suas economias e lançou chamas em alguns castelos políticos que se julgavam inexpugnáveis (vide escândalo decorrente de festa pandêmica durante confinamento com participação do primeiro-ministro Boris Johnson, pressionado, em consequência, a renunciar) – a montagem, desde já, de planos contingentes para enfrentar o possível avanço bélico no sempre mal resolvido velho continente. Difícil hoje formular qualquer hipótese sobre as consequências de um enfrentamento armado lá eclodido entre Estados, mas, certamente, se se concretizar, o cenário a emergir não será dos mais agradáveis e inquieta, não só os países desenvolvidos, como os do Terceiro Mundo, Brasil incluído, embora, por aqui, o despertar para qualquer emergência só ocorra após o réveillon, o carnaval e a Páscoa. Só resta então rezar para que as armas permaneçam silentes.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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