Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2022 | 03h00

Eleições

Terceira via

Muito se tem falado sobre a necessidade de uma terceira via para acabar com o verdadeiro filme de terror que representa a possibilidade de polarização nas próximas eleições entre o atual presidente e um ex-presidente e ex-presidiário, condenado e depois livre da cadeia por obra e graça de um Tribunal Superior parcial, tão parcial quanto a parcialidade que atribuiu ao juiz que condenou o meliante, para poder libertá-lo e torná-lo elegível. Entretanto, conforme se lê na Coluna do Estadão (14/1, A2) “um experiente presidente de partido avalia que (...) a terceira via deverá mesmo seguir dividida no primeiro turno entre vários nomes”, o que equivale a dizer que não haverá terceira via e a polarização vai ocorrer. E isso por quê? Porque ao sistema político vigente, tal qual larvas que se alimentam de um cadáver putrefato (como nosso país está se tornando), não interessa mudar um status quo que lhe permite continuar sugando o organismo nacional, pouco importando se isso vai levá-lo a um estado esquelético, em que não haverá mais o que sugar. Os vermes não têm esse nível de consciência nem o sistema político que aí está.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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Esperança no voto

Já foi amplamente demonstrado que o atual candidato mais popular no momento é corrupto e sem condições de exercer a Presidência de um país grande e complexo como o Brasil. Fala em democracia, mas quer controlar a imprensa, se eleito. O atual presidente está provando no dia a dia, quem é e a que veio. O terceiro colocado até agora nas pesquisas eleitorais é uma pessoa que combateu duramente a corrupção no País (Lava Jato), é doutor, estudou em Harvard, foi magistrado em várias universidades, colocou vários políticos corruptos na cadeia, ou seja; tem muitas qualidades para dirigir um País como o Brasil e recuperar nossa autoestima. A escolha em quem iremos votar é nossa!

Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com

Vinhedo

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Congresso

O poder do Centrão

O ministro Ciro Nogueira ganhou do presidente Bolsonaro uma cópia da chave do cofre. O Centrão agora está aparelhado para as eleições de 2022. Agora a Casa Civil tem o poder na execução do Orçamento de 2022, incluindo os acordos de distribuição de recursos e emendas parlamentares. Os parlamentares das duas Casas do Congresso querem que o governo honre as emendas negociadas. Afinal de contas, os acertos paralelos e desconhecidos precisam ficar dentro do Orçamento da União.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Barganha política

O título do Editorial do Estadão (Muito dinheiro para os bem atendidos, A3, 13/1) diz tudo em poucas palavras. Essa foi a fala do presidente Jair Bolsonaro a uma rádio de São Paulo. A moral é a seguinte: “Parlamentares são bem atendidos por Bolsonaro, para que ele siga no cargo fingindo que governa o País, sem ser incomodado”. E la nave va.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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Jovem aprendiz

Equação equivocada

Mais uma demonstração de incompetência do governo de Jair Bolsonaro. Como não consegue ter uma política educacional consistente, que leve o maior número de jovens para a escola, prefere aumentar o número de jovens que não estudam.

Edson Medeiros elmer.corretor@gmail.com

São Paulo

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Esporte

Mau exemplo

A situação por que passa o tenista Novak Djokovic na Austrália nos mostra claramente como o ser humano tem nuances por vezes incompreensíveis. Não basta ser o melhor na profissão que escolheu, tem de ser exemplar na sua conduta fora das quadras, caso queira, como demonstra, ser idolatrado como o são Federer e Nadal, exemplos cabais de ética e respeito ao próximo. E fica também uma questão, onde estão os patrocinadores do atleta, que até o momento não se manifestaram sobre sua conduta totalmente inaceitável? Até quando teremos de digerir comportamentos ignorantes e egoístas? E não apenas no esporte; basta olharmos o que suportamos há pelo menos dois anos. Tempos difíceis, que nos sirva de lição e aprendizado, no mínimo.

Célia R. Canhedo cecanhedo@gmail.com

Vinhedo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CENTRÃO COMANDA O GOVERNO

Barbaridade! O ministro Paulo Guedes mais uma vez é desmoralizado por Jair Bolsonaro! Já que, ao decidir por decreto dar plenos poderes para a Casa Civil, retirou definitivamente a autonomia do ministro da Economia.  Ou seja, o Centrão, do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, com a chave do cofre nas mãos passará definitivamente a comandar esse desgoverno de Bolsonaro. Apesar de Guedes relutar sobre essa decisão do presidente, acabou aceitando ser subordinado de Nogueira. Para cada abertura de crédito suplementar e transferência de dotação orçamentária, o ministro da Economia vai precisar pedir autorização da Casa Civil. Ou seja, Bolsonaro não tem escolha, ou se submete a ficar de cócoras para o Centrão ou vai enfrentar o seu impeachment.  Que Deus, nos proteja.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O FRENTISTA

O decreto presidencial da semana passada determinando que atos relacionados à gestão do Orçamento público precisarão do aval prévio da Casa Civil, chefiada pelo ministro Ciro Nogueira (PP), do famigerado Centrão, que terá a palavra final e a caneta para a validação de qualquer ato, reduz o poder do Ministério da Economia, rebaixando o então superministro Paulo Guedes de diretor do Posto Ipiranga para um mero frentista. A partir de agora, quando houver qualquer dúvida sobre a economia do País, é só “perguntar lá na Casa Civil”.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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MINISTRO DA ECONOMIA X PRESIDENTE BOLSONARO

Dr. Guedes, você não se sente humilhado com a alteração de poder imposta pelo presidente, por um decreto, no seu Ministério? Essa imposição significa claramente que o presidente se sente contrariado por você e não aceita que esteja errado. Ele quer apenas intimidá-lo e fazer de você um incompetente aos olhos do povo brasileiro, não ele. Dr. Guedes, será que não está na hora de mostrar aos brasileiros a verdadeira situação econômica do Brasil e quais são as intenções reais do presidente?

Tomomasa Yano

tyanosan@gmail.com

Campinas

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POSTO IPIRANGA FECHADO

O posto Ipiranga está fechado. Mas o movimento do lava jato ao lado tem aumentado muito. Esse é o retrato político-administrativo do País hoje.

Guenji Yamazoe

guenji@yamazoe.com.br 

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SE CORRER O BICHO PEGA        

O presidente Jair Bolsonaro resolveu fanfarronear e autorizou aumento salarial à sua predileta e subordinada Polícia Federal, mas, imediatamente, os demais funcionários públicos reclamaram da injustiça por não receberem também a benesse governamental. Na verdade, Jair Bolsonaro está no mato sem cachorro. Afinal, se não aumentar os salários de todos haverá uma greve geral e se voltar atrás será considerado como um traidor. Na verdade, se Bolsonaro correr o bicho pega, se ficar o bicho come. É o que temos para hoje!        

Júlio Roberto Ayres Brisola       

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo    

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ISTO É BRASIL        

Boris Johnson pode cair, por uma festinha, como salientou Eliane Cantanhêde. Aqui Bolsonaro nada de braçadas, anda de jet ski,

é contra a vacina nas crianças, a inflação chegou aos dois dígitos, bilhões do Orçamento nas mãos da quadrilha do Centrão, e ele volta a atacar ministros do STF.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ANO PERDIDO

As eleições gerais a serem realizadas no final do corrente ano certamente vão diminuir, ao longo do seu transcorrer, a quantidade de pulsos de esperança de crescimento da economia, já tão estancada desde os desastrados últimos períodos da era PT, seguidos, pouco tempo após, pela eclosão da pandemia de covid, que travou sensivelmente o ritmo de investimentos. Por outro lado, as aprovações de fundamentais reformas, sem as quais os programas de recuperação ficarão reconhecidamente comprometidos, sofrerão atrasos, pois constituirão objetos de frequentes condicionantes e barganhas a serem colocadas pelos parlamentares, teoricamente os artífices das modificações, que estarão, no entanto, durante todo o ano, fortemente condicionados pelo polarizado ambiente eleitoral, no qual muitos deles tomarão parte objetivando as respectivas reeleições. Tudo leva a crer, portanto, que 2022 será mais um ano perdido.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PESQUISAS

É bom tomar cuidado. Alguns jornais estão publicando pesquisa eleitoral que mostra Lula com 45% de preferência do eleitorado. 

Se a pesquisa for falsa, o jornal perde a credibilidade.

Se a pesquisa for verdadeira, então somos uma nação de picaretas.  E nesse caso,  os jornais não são necessários.

André  Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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DE VOLTA ÀS FRAUDES

Em ritmo de campanha política eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que houve fraude na eleição presidencial de 2018 e prometeu combater o MST por meio da eventual aprovação do excludente de ilicitude. E o Brasil, governado por um presidente totalmente inócuo em suas funções, inapto, inepto, ridículo e incapaz de agir construtivamente no que quer que seja, carrega o fardo pesado de ter de, democraticamente, esperar o fim deste ciclo presidencial que mais se assemelha a uma peste, a uma tragédia, a uma comédia, ou a qualquer outra coisa diferente de um período normal e esperado de saudável governança. Inexplicavelmente apoiado por uma fiel minoria irracional, debilitada em suas capacidades de críticas e julgamentos, este presidente, fartamente apontado como o pior de todos os tempos, desafia a lógica e a história, pontificando às alturas em quesitos como anormalidades, oligofrenias e atuações patéticas.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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AH, O AMOR

Lula visitou Dilma. Filme velho. Vai começar tudo de novo.  

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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VOTO REVELADO 

Grande  novidade essa de que o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa vai votar em Lula no segundo turno. O fato de o  magistrado  ter sido indicado pelo então presidente   à Corte basta! Portanto, nada que cause tanto espanto.  Para quem nasceu em 2005, hoje com 17 anos,  e vai exercer o direito de votar pela primeira vez  neste ano, Joaquim Barbosa foi presidente da Suprema Corte e  relator do escabroso escândalo do mensalão. Rusgas à parte, fez um ótimo trabalho, mandando para a cadeia deputados de vários partidos, comprados pelo PT  por R$ 30 mil mensais, daí o neologismo que popularizou na ocasião, o mensalão, para aprovarem projetos polêmicos e de interesse do Executivo. Ao final do julgamento, que demorou um ano e meio e 69 sessões para a conclusão,  dos 38 réus, 24 receberam penas variadas. Foram  penalizados  deputados, assessores, tesoureiros e  empresários entre outros  inimigos do alheio. Lula à época já não sabia de nada e,  como bagre ensaboado,  escapou das grades.  Não carece de maiores comentários, todos o conhecem e  sabem de suas travessuras em seus dois mandatos.  Atenção caros neófitos eleitores. Desse bando de condenados não resta um preso, inclusive a alma mais honesta do País, em que pese seu nefasto passado,  em plena campanha eleitoral.  Portanto, todo cuidado é pouco. A grandeza  de uma Nação se faz com homens livres, honestos e de bons costumes.

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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NO BRASIL FALTA TUDO

O Brasil passou da crise hídrica para inundações recordes em poucas semanas. Os alagamentos, como sempre, não encheram as represas, que seguem com níveis insuficientes de água. Poucos meses de estiagem levarão o Brasil de novo para a crise hídrica. O Brasil sofre de falta de governo, falta de gestão, falta de planejamento, falta de vontade, de capacidade, falta de vergonha na cara, falta tudo no país mais rico em água doce do planeta, inclusive água.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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FAZENDO CONTAS...

O funcionalismo público não tem reajustes há pelo menos 5 anos. Creio que pode esperar um pouco mais, exceto algumas categorias que nem a reposição da inflação tiveram. Numa comparação rápida, um ministro do STF ganhava em janeiro de 1995 R$ 5.148. Hoje ganha R$ 39.300. A variação no período foi de 7,63 vezes. A inflação medida pelo IBGE no mesmo período foi 6,02. Todo o funcionalismo, com raras exceções, teve o mesmo reajuste dos ministros do STF nos Três Poderes e nas Forças Armadas. Há um ganho real de 26,74%. Penso que o governo deve melhorar os salários na Educação e na Saúde que não foram beneficiados com os mesmos índices.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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