Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2022 | 03h00

Eleições

Terra arrasada

É importante a avaliação feita pelo editorial O enganoso diagnóstico de terra arrasada (16/1, A3), mostrando que a construção cidadã de um país e de uma sociedade se dá lenta e continuamente. Porém, nada de avanços – apenas retrocessos– aconteceram nos últimos três anos na esfera federal, isso temos de reconhecer e registrar. O próximo presidente terá, sim, um esforço adicional de colocar o País de volta aos trilhos de antes, ainda que sinuosos.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Campinas

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Corrupção

Operação Lava Jato

Alguém por favor explique, com exceção de sua defesa, como pode haver advogados aliados a Lula? Sérgio Moro passou do ponto? E todas as outras Instâncias que o condenaram? Sua candidatura à Presidência da República é um escárnio.

Rita de Cássia

ritarua@uol.com.br

São Paulo

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Traição

Que figura nefasta o tal advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas ou seria do grupo “amo a impunidade”, pois dizer que o ex-juiz Sérgio Moro envergonhou a Justiça, e ele coordena um grupo que defende um corrupto contumaz e mentiroso crônico, Lula. Triste um país onde o juiz é considerado traidor por prender corrupto.

João Farias de Andrade

joaofarias.andrade08@gmail.com

São Paulo

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Bolsonaro

Sua premissa clássica é: a melhor defesa é o ataque. Não interessa o que fale ou faça, são só firulas, seu objetivo é se manter no poder.

Alice Arruda Câmara de Paula

alicearruda@gmail.com

São Paulo

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Congresso

Fundo eleitoral

Deputados e senadores liberam R$ 5 bilhões e R$ 700 milhões, respectivamente, para a campanha eleitoral de 2022. No meio de uma pandemia, a sociedade se mobilizando para ajudar milhões de desabrigados famintos, nossos políticos promovem esta vergonha que pode ser legal, mas totalmente imoral. Os meios de comunicação, a OAB, a sociedade de uma forma geral jamais deveriam ficar calados diante desta liberação de verba. Divulguem em primeira página a relação dos nomes de deputados e senadores que aprovaram essa ilegalidade, para que a população não vote mais nestes candidatos que não têm um mínimo de senso de humanidade para com a população. Partidos que vão receber esta verba e não concordaram com a liberação neste momento doem esta verba para as campanhas para ajudar desabrigados e divulguem que a população ajudará a elegê-los em uma futura eleição.

Carlos Alberto Duarte

carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo

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Economia

Reforma trabalhista

É profundamente lamentável, que, em pleno século 21, ainda estejamos discutindo privilégios, em vez de empregos. Precisamos encontrar fórmulas para diminuir o desemprego, formar mão de obra especializada e ter educação apropriada para o desenvolvimento humano. O resto é balela, retrocesso, tentando mais uma vez enganar o povo com falsas promessas e horizontes obscuros. A corrupção destroça o futuro e a esperança dos mais jovens, que desencontrados não estudam nem conseguem trabalho. Por favor, chega de mazelas e empreguismos.

João Ernesto Varallo

jevarallo@hotmail.com

São Paulo

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Por um fio

Recado de Ciro Nogueira ao ministro Paulo Guedes: segura firme no pincel que em breve o Centrão vai retirar sua escada.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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Esportes

Diferença

A Austrália deu um exemplo ao mundo de um país que segue as leis e não abre exceções para grandes estrelas. O tenista número 1 do mundo, em vez de se vacinar, como exigia o regulamento do Aberto da Austrália, tentou subterfúgios para burlar a lei. Pego com informações falsas ao entrar no país, acabou sendo deportado e proibido de lá voltar por três anos!

Alroger Luiz Gomes

alroger-gomes@uol.com.br

Cotia

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DEFENDENDO O INDEFENSÁVEL

É lógico que pessoas negacionistas, como o deputado federal, e filho do presidente da república, Eduardo Bolsonaro, sairiam em defesa do sérvio Novak Djokovic, após este ter sido deportado da Austrália por não ter sido vacinado antes do Aberto da Austrália de tênis. Em uma postagem, Eduardo Bolsonaro chamou-o de líder mundial que luta pela liberdade. Pena que nós, brasileiros, não possamos deportar todos esses que confundem liberdade com libertinagem e que insistem tanto em macular conceitos que constroem a saudável e desejada vida social, jogando-os ao lixo de suas interpretações levianas e idiotas. Mas, como os governistas montaram o seu circo de horrores em Brasília, para o espanto e desgosto dos verdadeiros republicanos e democratas, que este filho do poder passageiro, de opiniões vazias, aproveite a sua estadia fugaz no rol dos que serão julgados e ridicularizados pela própria História.

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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VACINAÇÃO DAS CRIANÇAS

Apesar de o negacionista Jair Bolsonaro ter feito o diabo para que também as crianças brasileiras de 5 a 11 anos não tivessem o direito de ser vacinadas contra a covid-19, o governador do Estado de São Paulo, João Doria, na sexta-feira passada, deu o pontapé inicial para a imunização das nossas crianças. E fez bem ao escolher um menino de 8 anos da tribo xavante para ser o primeiro a receber essa vacina da Pfizer. Os indígenas durante a pandemia também foram esquecidos pelo governo federal. Somente depois de uma decisão do Supremo é que começaram a ser vacinados, inclusive passando a receber outros medicamentos em suas aldeias que há muito tempo faltavam. Esse foi um ato simbólico importante e a vacinação das crianças de 5 a 11 anos prosseguiu ontem.  E vamos torcer para que a Anvisa, na próxima semana, autorize também o uso da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, para vacinação das crianças. Já que, no estoque do instituto já existem 12 milhões de doses, que podem agilizar essa vacinação por todo o Brasil.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CIDADANIA E PANDEMIA

No estágio atual da pandemia é difícil encontrar alguém que não tenha um parente ou amigo acometido por covid nas últimas semanas, confirmando as expectativas iniciais de que a variante Ômicron é altamente contagiosa e se alastra de forma voraz. Essa característica foi detectada bem antes das festas de fim de ano e foi amplamente divulgada na mídia por especialistas no assunto, que recomendaram veementemente o uso de máscaras e cuidado com aglomerações. Mesmo assim, é gritante o número de pessoas que confessadamente reconhecem que participaram (e ainda participam) de encontros sociais numerosos e sem máscara, como se a pandemia fosse coisa do passado. O resultado está aí: hospitais e laboratórios sobrecarregados e taxa de ocupação de UTIs em ascendência. Que o negacionismo do presidente Bolsonaro contribui para que brasileiros se comportem de forma displicente não há dúvida alguma. É incabível, entretanto, que boa parte da população, mesmo vacinada, menospreze as orientações de especialistas sérios, independentemente da opinião do presidente. A questão passa pela discussão do exercício da cidadania, que nada tem a ver com vertente ideológica ou política. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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DE VOLTA A INCERTEZA SOBRE A COVID-19

É preocupante saber que a variante Ômicron do coronavírus vai se alojar em mais da metade da população da Europa num prazo de seis a oito semanas. O alerta foi emitido pelo diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge. Ele também diz que a covid-19 ainda não pode ser considerada uma doença endêmica. Levantamento que engloba a Europa, Rússia e países da Ásia Central revela que a Ômicron está presente em 50 dos 53 países pesquisados. Só nos 27 integrantes da União Europeia foram identificados 5,3 milhões de infectados nesses primeiros dias do ano. Nos Estados Unidos explode o número de internações. A cepa também se espalha pelo território brasileiro e vem acompanhada pela gripe H3N2. Por isso, serviços públicos de saúde já estão sendo voltados exclusivamente para atender pacientes com sintomas de covid e gripe. As autoridades estudam limitar os eventos com grande público. São Paulo, Rio e outras capitais já cancelaram o carnaval de rua e outras esperam mais informações da pandemia para decidir sobre a festa popular. A população deve se preparar para o momento que pode ser difícil, mantendo a máscara e o distanciamento pessoal, evitando aglomerações e lavando periodicamente as mãos. Espera-se que a baixa letalidade da Ômicron nos poupe de mais óbitos. E que os políticos, diferente do que fizeram nos dois anos passados, não usem a pandemia com o objetivo de angariar votos. Isso configura enorme desrespeito às vítimas.    

Dirceu Cardoso

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PRESIDENTE EX-PRESIDIÁRIO

Se as previsões e ameaças das pesquisas de intenção de voto não se alterarem até as eleições de outubro, o País corre o sério risco de ser novamente presidido por um ex-presidiário condenado e  ainda não inocentado, para escárnio da opinião pública mundial. O Brasil e os eleitores que votarem nele não podem ser levados a sério, pois não? Vergonha!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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AGRONEGÓCIO E A FOME

O agronegócio bateu o recorde de exportações. O Brasil está ajudando a alimentar o mundo e deixando morrer de fome grande parte da população brasileira.

Mais dinheiro para o Centrão. Insensíveis! Só sabem avançar no bolso do povo. Correção do salário em 10% para cobrir os reajustes passados, com alguns itens majorados acima de 50%. Vide Petrobras, fora da realidade nacional, achando que está em outro Brasil.

Falta de amor para com o próprio povo. Falta de Deus no coração.

José Carlos

Jcpicarra2019@gmail.com

São Paulo

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MINISTÉRIO PÚBLICO SILENTE

Quando o procurador-geral da República se omite com relação  a providências que deveriam ser tomadas contra o presidente da República, como os procuradores e a classe dos promotores públicos podem ou devem atuar? Se não há como, então há necessidade de que haja uma formulação clara, específica e do conhecimento público. Ou não?

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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O QUE MAIS FALTA?

Dois presidentes do Brasil sofreram processo de impeachment merecidamente, a meu ver, porém, por muito menos do que Bolsonaro já fez, desde o início, mostrando sua completa incompetência para o cargo. Segundo o UOL, até 8/12/21, já existiam 143 pedidos de destituição na Câmara dos Deputados, de cidadãos e de parlamentares. E todos indevidamente engavetados por Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados e líder do Centrão, grupo que manda no Congresso Nacional, desde a Constituinte.  Com a agravante de o Regimento Interno da Câmara não lhe conceder esse poder olímpico. Bolsonaro já causou muito mais mortes pela pandemia do que as mais nefastas previsões. Agora, providenciou para que as crianças de 5 a 11 anos corram riscos bem maiores, inclusive de mortes, com o atraso deliberado e criminoso de suas vacinas, com a ajuda de um ministro da Saúde que envergonha a classe médica. Ao mesmo tempo, a Saúde negligenciou na aquisição dos testes para a covid e agora há filas enormes. Na semana passada voltou a criticar os ministros do STF Luís Barroso e Alexandre de Moraes, com mentiras, como é o seu estilo. Escolha que não é por acaso. Barros é o atual presidente do STE e Moraes vai presidi-lo à época das eleições. As pesquisas demonstram que a sua aprovação derrete a cada dia. Nem sequer chegará ao segundo turno. Quer imitar Trump, que derrotado por Biden nas eleições norte-americanas insuflou seus seguidores a invadir o Capitólio. Urge tirar Lira da presidência da Câmara, para que se possa destituir o presidente, antes que seja tarde demais. Com mais 10 meses de mandato, tanto a população como o meio ambiente sofrerão danos irreparáveis ainda maiores.           

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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COMPRANDO VOTOS                      

O Centrão, reconhecendo o brutal desgaste de Bolsonaro para ser reeleito, em razão de seu desastroso desgoverno, principalmente por sua omissão em combater a pandemia do coronavírus e atuação antivacinas, tenta compensar todo este desgaste do governo que apoia mantendo um cabo de guerra com o Ministério da Economia, para arrancar dinheiro para a compra de votos dos eleitores pobres, por meio de bondades financeiras, a pretexto de “ajuda social”. O vale-tudo eleitoral já começou. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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DESGOVERNO DE ESPIÕES

A compra, ou procedimento para, de iniciativa do gabinete do ódio, na pessoa de Carlos Bolsonaro, por meio de pessoa interposta não identificada, de ferramenta de espionagem do Estado de Israel, denominada DarkMatter, para invasão das comunicações privadas de opositores políticos, imprensa e instituições vinculadas às eleições, somente pode ter uma consequência num regime democrático: tornar inelegíveis todos os candidatos dos partidos beneficiados. A primeira tarefa fundamental do ministro Fachin, que assume o TSE, para que as eleições não sejam produtos do mundo do crime, sem prejuízo de instauração de inquérito pelo Supremo Tribunal Federal.

Amadeu Roberto Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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APAGAR O PASSADO PARA REESCREVER A HISTÓRIA

Há cinco anos um acidente aéreo ceifou a vida do ministro Teori Zavascki, então relator do processo da Lava Jato. Nenhuma linha se lê hoje, a não ser que advogados anti-Lava Jato estariam sugerindo ao candidato Lula mudanças nos conselhos da Justiça e do Ministério Público. É, deve ser mesmo para enterrar de vez aquele momento de resgate da ética política.

Paulo Tarso J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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O BUTIM

A república brasileira, proclamada de maneira tumultuada e instalada de modo a abrir caminho para grupos oportunistas que almejavam o poder a todo custo, criou a semente de uma classe política que nunca contou com a confiança da população, por sua vez sempre mantida numa espécie de obscurantismo, decorrente do descaso generalizado pela educação. Tal quadro permitiu a eclosão periódica de graves crises e a frequente necessidade de um “paizão” salvador para solucioná-las, às vezes de maneira coercitiva, a fim de restabelecer o aparente equilíbrio, além de promover espasmos de crescimento, frequentemente de natureza populista, os chamados voos de galinha. E assim vieram perambulando até hoje vários projetos de democracia nunca bem formulados, até o atual que, entretanto, ainda sofre soluços perturbadores fabricados por grupos interessados que estão à espreita, a fim de aproveitar o eventual butim.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOVOS TEMPOS

Nunca como agora precisamos ter estoica coragem para vivenciarmos esses momentos que estamos vivendo. Além das pandemias que atingem todo o planeta, os efeitos macroeconômicos nos deixam numa situação que a sociedade mundial nunca vivenciou, e nós aqui neste canto de mundo precisamos ser bastante compreensivos, para enfrentarmos com tranquilidade esses novos tempos.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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