Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2022 | 03h00

Eleições

Poder do povo

Excelente diagnóstico de William Waack (Flagelo convergente, 20/1, A11). Os candidatos A e B são exatamente iguais no quesito de preservar os privilégios da nobreza tupinambá. Faltou porém lembrar aos seus estimados leitores que todos os brasileiros maiores de 16 anos dispõem de uma arma pacífica e constitucional para acabar com o contubérnio desses podres poderes: o voto. Culpa da ignorância cívica e política da imensa maioria desses eleitores, assim mantidos propositalmente, fazendo com que os 98% de vassalos que pagam as festas nas centenas de palácios por esse Brasil afora continuem a votar em bandidos e ladrões. E, pior, continuem a perder seu tempo discutindo com fervor conceitos vazios, tais como: esquerda, direita, liberal, ateu, comunista. Por isso, nada muda, poucos eleitores se preocupam em saber como os candidatos pretendem executar suas promessas. A zoeira, a pregação e a vociferação dos fanáticos abafam a frágil voz da razão.

Alfredo Franz Keppler Neto

alfredo.keppler@yahoo.com.br

Santos

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Alianças do PT

A aliança Lula-Alckmin está difícil de engolir para certos setores da esquerda, pelos mais diversos motivos, mas é preciso lembrar aos radicais, se é que esqueceram, que Lula provém do sindicalismo, e não da ideologia, e que, enquanto presidente, nunca deu as costas à política econômica liberal – o falecido empresário José Alencar e o ex-ministro Henrique Meirelles são provas disso –, e a composição com Alckmin corrobora essa visão. Não existe a mínima possibilidade, caso eleito, de promover uma guinada econômica traumática à esquerda, pois ele sabe muito bem que a única forma de reduzir o desemprego assustador pós-pandemia é gerar empregos por meio do aceno a investidores nacionais e estrangeiros. Portanto, se os radicais não conseguem enxergar Alckmin com bons olhos, melhor desembarcar já, pois é isso o que a esquerda tem para hoje.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Duplo pesadelo

E inegável que Lula sonha em ter Bolsonaro como oponente, e este sonha ter Lula como adversário em um possível segundo turno. Enquanto nós somos obrigados a remoer nossos pesadelos.

Benedito Antonio Turssi

turssi@ecoxim.com.br

Ibaté

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Meio ambiente

Mineração no Rio Tapajós

As águas cristalinas do Rio Tapajós, na Amazônia, estão turvas, por causa do aumento brutal na mineração ilegal. Essa atividade desmata a floresta e, quando vem a chuva, a terra desprotegida é arrastada para o leito dos rios e a água fica turva, tornando irreconhecível o famoso Caribe amazônico. O governo não tem a menor vontade de coibir a mineração ilegal nem o desmatamento, mas poderia fazer a recuperação das áreas degradadas, exauridas e abandonadas pelo garimpo ilegal. Reflorestar as clareiras abandonadas pela mineração ilegal é o mínimo que se poderia esperar do governo Bolsonaro, mas nem isso será feito.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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Economia

Debandada

Uma debandada por dia. Já são sete técnicos da equipe original do Ministério da Economia que foram exonerados. Saíram por não concordar com as decisões desastrosas do ministro Paulo Guedes. Para continuar na cadeira, este último sempre cedeu às pressões do capitão, cujo único projeto é sua reeleição. Por sua parte, o capitão é refém do insaciável Centrão, precisando, assim, cometer barbaridades, como furar o teto de gastos público e reduzir os orçamentos para a saúde, a educação, a ciência e tecnologia, entre outras. É um ciclo infernal, a não ser se implantarmos um sistema de recall dos “tarados pelo poder”, parafraseando uma frase do capitão!

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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Custos do trabalhador

Até quando o trabalhador brasileiro sustentará os conselhos profissionais parasitas? Impostos, taxas, contribuições, anualidades, menos direitos e mais deveres, meritocracia cobrada por quem não tem mérito algum – a não ser a arte de mamar nas tetas magras do trabalhador brasileiro. E espero que não voltem com a excrescência da contribuição sindical obrigatória também.

Franz Josef Hildinger

frzjsf@yahoo.com.br

Praia Grande

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A QUEDA DE 93% NO USO DO CHEQUE

Sou do tempo em que comerciantes, fazendeiros e endinheirados lucravam pagando seus compromissos com cheque de outras praças, que demoravam dias para ser liquidados. Enquanto a compensação não ocorria, ficavam com os valores na conta e isso lhes rendia juros. Renda sem produção, especialmente nos períodos de inflação alta. Época em que os bancos eram cheios de clientes que ali iam depositar e sacar e corríamos dos office-boys que, levando montanhas de papéis, trancavam as filas. Hoje vejo no relatório da Febraban que a compensação de cheques caiu 93,4% entre 1995 e 2021 e, só no ano passado, o volume das transações encolheu 23,7%. No lugar de 3,3 bilhões de folhas de cheques compensados em 95, tivemos 218 milhões em 2021. Do equivalente a R$ 2 trilhões em 95, a soma dos cheques compensados caiu para R$ 667 bilhões no ano passado. O cheque e o dinheiro vivo não devem desaparecer, mas estão ficando cada dia mais restritos. Os serviços eletrônicos da rede bancária fazem atualmente 67% das transações e o PIX, lançado em novembro de 2020, tem a adesão de 71% dos brasileiros. Mas é preciso aumentar sua segurança. É insuportável o número de sequestros relâmpagos motivados pela oportunidade de saque no cartão das vítimas. O Banco Central, a rede bancária e todos os envolvidos no sistema precisam dar um jeito nisso. O cliente não pode continuar visto pelo marginal da mesma forma que o sangue no olhar do vampiro.  

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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MINISTROS DE BOLSONARO

Fazendo uma análise rápida dos ministros e ex-ministros do governo Bolsonaro, podemos classificá-los de acordo com seus conhecimentos e atuações. Vamos falar apenas dos titulares de pastas de “peso”, os que estão em evidência. Estamos classificando os ministros  de acordo com a eficiência, capacidade e visibilidade. Evidentemente, com um governo fraco, presidente sem prestígio, economia estacionada e política confusa, não é fácil avaliar o trabalho dos ministros, porém, vamos tentar. Em primeiro lugar vamos aplaudir o trabalho de dois ministros que se destacaram, porque ignoraram o presidente e tocaram as pastas às suas maneiras: Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, e Tereza  Cristina, da Agricultura. Em seguida, os ministros que foram demitidos por serem muito eficientes e não aceitaram a interferência do presidente: Sérgio Moro, da Justiça, e Luiz Henrique Mandetta, da Saúde. O ex-ministro Nelson Teich também poderia ser incluído neste grupo, embora com pouco tempo de atuação. Outro grupo é dos ministros demitidos por ineficiência, apesar de serem obedientes ao Capitão. São eles: Ernesto Araújo, das Relações Exteriores; Ricardo Vélez Rodríguez, da Educação; Ricardo Salles, do Meio Ambiente; Eduardo Pazuello, da Saúde; e Abraham Weintraub, da Educação. Existem também os que persistem em permanecer no Ministério por serem amigos do presidente, embora saibam que são cartas fora do baralho. Os teimosos são: Marcelo Queiroga, da Saúde; Onyx Lorenzoni, do Trabalho e Previdência; e Paulo Guedes da Economia. Ministros que não sabem que não apitam nada, mas permanecem ao lado do presidente cumprindo ordens. Assim “trabalham” os ministros do Bolsonaro, e o País que se dane.

Toshio Icizuca

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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DISTINÇÃO

Sem entrar em maiores ilações acadêmicas, é mais ou menos evidente que a sociedade democrática e soberana do gigante hegemônico americano do norte, desde o seu embrião, constituiu o polo em torno do qual se formou o Estado e suas instituições básicas. A evolução histórica de países como o Brasil, no entanto, se deu no sentido inverso, com o Estado estabelecido a priori, no centro, com as instituições gravitando em torno dele para beneficiar grupos privilegiados. Ou, de outra forma, naquele modelo, os políticos e os donos do poder devem servir ao povo e, atuando mal, prejudicam o seu crescimento e, em consequência, o do país. Neste, o povo é que atrapalha a consolidação dos projetos particulares de poder dos políticos divorciados dos anseios da sociedade que, conformada e entorpecida, a tudo assiste, sem reação. Eis aí uma distinção de raiz.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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JÁ VAI TARDE

O medíocre deputado federal Alexandre Frota anuncia que não disputará a reeleição porque está “de saco cheio” de Brasília. Os brasilienses agradecem. Não deixará saudade. Já vai tarde.

Vicente Limongi Netto

llimonginetto@hotmail.com 

Brasília

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O PRESIDENTE E OS POBRES

Bolsonaro veta metas para reduzir a pobreza e revela a sua prioridade, que é o golpe, a destruição do meio ambiente, dos índios, agressão às mulheres, gays, aos jornalistas, etc.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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MANTER A POBREZA

Raciocínio de governos populistas: como são os pobres que elegem os governantes, quanto mais pobres melhor. Pobre Brasil!

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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VENCER OU VENCER

A possível aliança do “mais honesto e inocente brasileiro” com o “picolé de chuchu” recebeu aval do MST. É a vitória a qualquer preço e o   povo que se dane.

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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GRAMSCI

Gramsci, o teórico marxista, não previu o surgimento do celular e de suas infindáveis finalidades, em especial a de informar.

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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NOVO DESAFIO

A trupe de Jair Bolsonaro faz um novo desafio ao Supremo Tribunal Federal (STF), quando diz que Carlos Bolsonaro pretende contratar os serviços de uma rede espiã, denominada DarkMatter, para dar impulso às fake news disparadas pelo gabinete do ódio. Como se já não bastassem as ofensas aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, proferidas por Bolsonaro: “O que eles pensam que são?”. Será que o STF consegue colocar um basta no presidente?

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A TERCEIRA E OUTRAS VIAS A ESCOLHER    

Fugindo do radicalismo Lula da Silva versus Bolsonaro, temos a Terceira Via já dominada por Sérgio Moro que, logo mais, atingirá porcentual crescente de dois dígitos. Temos, ainda, a Quarta Via, composta por Ciro Gomes e João Doria e, completando o cenário, temos a Quinta Via, representada por candidatos aguardando o convite para a vice-presidência, como é o caso de Simone Tebet e outros. Sérgio Moro, na realidade, caso Lula da Silva não vença no primeiro turno, será o seu adversário. E com todas as chances de vitória. Ou não?    

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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TRIBUTAÇÃO DOS COMBUSTÍVEIS

Arthur Lira não está preocupado com o preço da gasolina, quem paga a gasolina dele é a “verba de gabinete”.

Se estivesse realmente preocupado com o preço da gasolina, em vez de criticar governadores, ele poderia destinar recursos de “emendas parlamentares”, “orçamento secreto”, “fundo partidário”, “fundo eleitoral”, etc., etc., para reduzir os impostos incidentes sobre o combustível, reduzindo o seu preço! 

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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CIDADE INTEGRADA

Novamente um governo do Estado do Rio de Janeiro nessas últimas décadas lança um programa de ocupação de comunidades por tropas policiais, no sentido de combater a criminalidade na cidade, bem como no território fluminense como um todo. A iniciativa tem o novo nome de Cidade Integrada, substituindo a fracassada Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) criada no governo de Sérgio Cabral, atualmente preso por corrupção. Especialistas de segurança estranham que essa nova estratégia de combate à criminalidade não tenha nenhuma novidade em relação às anteriores. Essa agora, sem que se conheça se teve planejamento adequado, principalmente por demanda de recursos logísticos, materiais e humanos, para tal envergadura, é de uma temeridade imensa, principalmente nesse momento complicado que vivemos em plena pandemia de covid-19 e ano eleitoral, o que aumenta as suspeitas de que interesses políticos monitoram tal iniciativa. Que o Todo-Poderoso, proteja todos que vivem nesta Cidade Maravilhosa e seus arredores.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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ROBINHO

Se o famigerado estupro por uma pessoa já é tipificado como crime bárbaro, covarde e hediondo, o que dizer de seis (!) jogadores brasileiros de futebol muitíssimo bem remunerados no exterior, certamente sob o efeito de bebidas alcoólicas, quando não de outros baratos, decidem estuprar em conjunto uma jovem albanesa embriagada em pleno camarote (!) de uma boate em Milão, no dia em que comemorava seu aniversário de 23 anos? Causa espécie saber que um craque dentro de campo com o talento de Robinho tenha sido capaz de cometer tamanha barbaridade. Assim como muitos outros jogadores iluminados, parece que o cérebro só funciona bem dentro de campo; quando deixam o gramado, ele se desliga automaticamente. Vergonha!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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COVARDIA REPUGNANTE, PUNIÇÃO EXEMPLAR

A justiça brasileira deve estar estupefata e surpresa com a condenação em definitivo, transitada em julgado, em que não cabem mais recursos, do jogador de futebol Robinho. A sentença definitiva proferida pela Justiça italiana condena o craque a nove anos de prisão por ter participado de um estupro coletivo contra uma jovem em uma boate na Itália. O argumento da defesa do jogador é que a moça não era direita e que ele apenas colocou seu pênis na boca dela, enquanto seus amigos também estupravam a garota desacordada. Há uma enxurrada de provas, inclusive a confissão do próprio Robinho. Que esse ato de covardia repugnante seja devidamente punido.        

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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NAÇÃO RUBRO-NEGRA 

Os atuais dirigentes do Flamengo estão, estranhamente, assanhadíssimos na compra, venda e empréstimos de jogadores. Nisto incluem-se viagens à Europa, somando dias e dias de estadia em ares europeus. A cada contratação, posam para fotos com ares de pretensões políticas. Surfam na exitosa administração  efetuada pela diretoria anterior

Antonio Francisco da Silva 

anfrasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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