Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2022 | 03h00

Campanhas políticas

Promessas x realidade

São Paulo fez aniversário, mas a foto da cidade mostrando a imensidão de pessoas vivendo nas ruas revela o descaso de nossas autoridades. Falta gestão municipal e estadual. Esconder moradores de rua quando uma autoridade vai passar resolve? A cidade mais rica da América Latina já não consegue esconder de ninguém a triste cena de quem anda por suas ruas. Avenidas e viadutos viraram abrigos. Em qualquer cantinho cabe uma barraca ou um papelão com pessoas amontoadas. Os senhores se esqueceram para que foram eleitos? Esse descaso com a cidade e com os pobres está sendo visto por aqueles que vão votar e pagam os seus salários. Outubro vem aí, será difícil prometer ao eleitor o que não se cumpre há décadas e quando o cidadão vê seu bolso sendo assaltado sem piedade.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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Dinheiro público

Profissão: político

Os políticos profissionais estão transformando os partidos em empresas, cujo principal objetivo é ampliar cada vez mais seu poder, a fim de aumentar seus lucros. Seus donos estabelecem as regras, que variam de acordo com seus interesses. Essas empresas estão crescendo tanto, que já tem até uma associação, batizada de Centrão, que ameaça nosso sistema democrático e precisa ser combatida. Nossa arma é o voto.

Luiz Ribeiro Pinto

brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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Privilégios

Logo após ler e comentar o editorial do Estadão sobre privilégios no setor público (Um país tolerante com privilégios, 26/1, A3), leio que a prefeitura de Ibitinga (minha terra natal) concedeu aumento de 16% no salário dos funcionários municipais; de 25% no tíquete-alimentação; e antecipou tais aumentos de maio para fevereiro.

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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Eleições

Cerco a Sérgio Moro

O cerco a Sérgio Moro ultrapassa eventual quebra de princípios em relação à sua atuação como juiz. É uma guerra que grupos atingidos pelo combate à corrupção promovem para manter o acesso ao dinheiro do Estado e controlar instituições como a Polícia Federal, a Receita e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os quais, num governo Moro, estariam livres para agir. Quem comprou em 2018 um governo inimigo da corrupção viu o tamanho do embuste. O passado do grupo familiar no poder e do grupo que pretende retornar torna o ex-juiz um alvo prioritário.

José Tadeu Gobbi

tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

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Prestação de contas

Acho curioso o Tribunal de Contas da União (TCU) se preocupar com quanto Sérgio Moro ganhou na iniciativa privada. Deveria se preocupar com o assalto praticado pelo Ministério Público, pagando mais de R$ 500 mil aos procuradores. Isso é o resultado da nomeação dos ministros por políticos.

Paulo Henrique C. de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

São Paulo

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Corrupção

Muito estranho o mundo político para nós, inocentes eleitores. Condenados por corrupção em primeira instância estão aptos a qualquer cargo. Reunir-se com acusados nem sequer julgados tem destaque na mídia. Condenado em segunda instância, para estranheza nacional, tem processo anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e entra no páreo nas próximas eleições. Lê-se agora: partido envolvido no escândalo da Odebrecht questiona o fato de o candidato ter prestado, recentemente, consultoria na área de compliance à empresa que atua na recuperação judicial da mesma empreiteira. Por que não questionou quando a dinheirama corria solta?

Paulo Tarso J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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Campanha de Lula

O senador Randolfe Rodrigues, que fará parte da campanha do ladrão-presidiário, é o mesmo senador que fez parte da CPI da Covid? Sério? Custa acreditar que alguém que demonstrou tanta indignação durante a CPI esteja hoje aliado e complacente com o crime.

Moacyr Rodrigues Nogueira

moaca14@hotmail.com

Salvador

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DESTRUINDO O PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Derrubaram um dos raríssimos exemplares de arquitetura expressionista residencial que restava não só em São Paulo, mas provavelmente em todo o País. Ficava na Rua Butantã quase esquina da Rua Eugênio de Medeiros, e permaneceu preservado até sua demolição. Pinheiros é ótimo exemplo da depredação que toda a memória nacional vem impiedosamente sofrendo. Da arquitetura dos centenários sobrados e comércios dos Largos de Pinheiros e da Batata, uma das localidades históricas mais importantes da cidade, nem sequer chão restou, transformado num inóspito espaço cimentado. A estação de metrô foi construída de costas para o espaço público, com frente para a av. Faria Lima, que por sua vez foi desnivelada, deixando o cimentado vizinho ao Mercado Municipal como terra morta destinada ao estacionamento de algumas linhas de ônibus. Perto dali, na Rua Fernão Dias, se permitiu a demolição de raros exemplares de casas do século 19 de paredes duplas, duas janelas e porta altas em madeira alinhadas à calçada. Pinheiros contava muito da história do progresso de São Paulo e do País por ser ponto de chegada de tropas e viajantes vindos do Sul, história que foi varrida para sempre. Apaga-se, mais uma vez e como sempre, nossa memória, o que somos, nossas referências. Neste sentido não há por que se espantar com a demolição de exemplar raríssimo de residência expressionista. Como devemos medir nossa cultura? Depois de ver torrar sem sentido o Museu Nacional parece que muitos acreditam na patética falácia que dá para restaurar. Não dá, mesmo que tivéssemos consciência do drama, do absurdo, o que não fazemos ideia.

Educação começa em casa e a casa de 85% dos brasileiros está na cidade. Preservar o patrimônio histórico, cultural e ambiental, sobretudo, tem cunho educativo, formativo, cunha identidade, caráter. É muito difícil que o brasileiro entenda realmente a importância de não devastar quando em sua própria casa acha normal tanta displicência por motivos tão fúteis, pobres e mesquinhos.

Arturo Alcorta       

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO

Que na eleição de outubro os pais de cerca de 20 milhões (!) de crianças de 5 a 11 anos lembrem-se que o negacionista e genocida desgoverno Bolsonaro fez de tudo para atrasar, se não boicotar, que fossem vacinadas e imunizadas contra a tenebrosa pandemia, mesmo com todas as recomendações da medicina e da ciência. Os seus votos serão a resposta à criminosa, irresponsável e descabida atitude do presidente da República e do Ministério da Saúde. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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PARTIDOS POLÍTICOS OU ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS?

Nas décadas de 50 e 60 tínhamos apenas 7 partidos políticos. PTB de Vargas, UDN de Lacerda, PSD, PDC, PSP, PR  e PRP. Em abril de 1964 foram todos extintos e criados o MDB e a Arena, que existiram durante 15 anos. Em 1979 foi restabelecido o pluripartidarismo. Hoje chegamos a 37 partidos originados a partir dos antigos 7. Viraram empresas com donos. Só faltam colocar ações na Bolsa. Suas características vão desde rachadinhas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, saques ao erário público, prostituição, tráfico de drogas e até assassinatos. Na prática, verdadeiras organizações criminosas. Brasil, país sem futuro.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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SEGUIDORES NAS REDES SOCIAIS

Se Bolsonaro e filhos têm 43 milhões de seguidores nas redes sociais, enquanto é pífia a avaliação de um governo insano e parcas as perspectivas de reeleição, só resta uma explicação: os seguidores são pessoas que querem tomar ciência do insólito, para não reiterar em erro rotundo e irreparável do passado recente.

Roberto Garrido de Paula

amadeugarrido.adv@uol.com.br

São Paulo

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MADURO X BOLSONARO

Stalin e Hitler, Putin e Trump, Maduro e Bolsonaro, isto é, comunismo e fascismo, são duas faces da mesma moeda: autoritarismo, populismo, negacionismo, culto à morte. Uma desgraça para a humanidade!  

Etelvino José Henriques Bechara

ejhbechara@gmail.com

São Paulo

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DINHEIRO PÚBLICO SURRUPIADO

As “rachadinhas” da família Bolsonaro são absolutamente transparentes e para tanto basta ver o aparelhamento da Polícia Federal (que o ex-ministro Sérgio Moro denunciou), facilmente comprovável, e tantos outros cargos no Judiciário para se proteger. O resto é retórica.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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LUTO OFICIAL POR OLAVO DE CARVALHO

Em razão do falecimento por covid-19 nos EUA do famigerado escritor, filósofo e professor Olavo de Carvalho, guru e farol dos Bolsonaros, o presidente decretou um dia de luto oficial no País. Diante da descabida e desmerecida decisão, cabe perguntar qual a importância para o Brasil da polêmica figura obscurantista, negacionista da pandemia e defensor do kit covid para tamanha homenagem.

Francamente!

Vicky Vogel

vogelvicky7@gmail.com

Rio de Janeiro

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E PARA ELZA...

Bolsonaro decreta luto oficial pela morte de Olavo de Carvalho. O que foi mesmo que ele decretou pela morte de Elza Soares?

Robert Haller

São Paulo

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SABEDORIA E BOM SENSO

Numa época em que pensar diferente é considerado até crime, pensadores bem embasados, sem mordaça e que apontam em outras importantes direções são o que de mais importante há para o bom senso de nossa nação. Olavo de Carvalho: não sou um de seus alunos, mas sempre o escutei com respeito e muita atenção. 

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

CRITÉRIOS

Quando Olavo de Carvalho escrevia no Globo e na Folha de S.Paulo era lindo e maravilhoso. Leitura obrigatória. Um sábio. Bastou apoiar Bolsonaro para cair em desgraça e tornar-se indesejável.  É a melancólica constatação da vitória do oportunismo, do cinismo, da calhordice, da torpeza e da hipocrisia. Tenho ânsia de vômito.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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OLAVISMO E PETISMO

Bem antes da morte de Olavo de Carvalho, a tentativa de implantar no Brasil a ideologia conservadora, reacionária, paranoica e profundamente antidemocrática – inspirada no filósofo/astrólogo –, já havia morrido, nem o próprio Bolsonaro aguentou. Fundamentalismos de qualquer ordem não combinam com paz, tampouco com desenvolvimento e democracia. Guardadas as devidas proporções, o que o ex-presidente Lula tentou fazer ao doutrinar a sociedade com o divisor “nós” e “eles” foi também de extremismo inaceitável. O País precisa de crescimento econômico e social sustentável. Não é com ideias engessadas, inflexíveis e “emburrecedoras” que isso vai acontecer. 

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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‘Um país tolerante com os privilégios’ (A3, 26/1) 

As autoridades são tolerantes com os privilégios porque a população também é conivente. Não há cobranças, embora tudo seja dentro da lei.

Vander Morales

presidência@sindeprestem.com.br

Guarulhos

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PRIVILÉGIOS

As autoridades, a elite financeira, os “farialimers”, todos são coniventes sim com a assimetria de privilégios no Brasil, e lutam

diariamente para a sua perpetuação, assim eles consegue ter seus “próprios restaurantes” que só a elite endinheirada frequenta, suas

praias, seus bairros policiados, seus shoppings, como disse Demétrio Magnoli, que na pandemia ele sentia saudade e falta do café no

Shopping Iguatemi e dos “seus restaurantes”.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com.

Casa Branca

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DIA PAR SIM, DIA IMPAR NÃO

O ministro da saúde, Marcelo “Quedroga”, novamente, se contrariou. Afinal, primeiramente disse ser a favor do kit covid com hidroxicloroquina; no dia seguinte disse que esse kit não tem eficácia contra a covid. Na verdade, para não ficar tão desacreditado e continuar mais por baixo do que umbigo de cobra, “Quedroga” deveria dizer: “Dias pares o kit tem eficácia, dias ímpares não!”. Ora, agora está tudo explicado, não é mesmo ministro?

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MARIONETE NA SAÚDE

O Ministério da Saúde diz que a cloroquina funciona e a vacina, não! E o Brasil há muito descobriu que, no Ministério da Saúde, uma marionete funcionaria, mas o Marcelo Queiroga, não!

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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BIDEN

Parece que o presidente Joe Biden, talvez um recordista de coleção de fracassos ao longo do primeiro ano de mandato entre muitos anteriores, está começando a perder a paciência com a imprensa. Durante reunião recente na Casa Branca com jornalistas, exasperou-se  e respondeu com xingamentos à pergunta sobre a inflação no país, mais persistente do que o esperado. Há controvérsias sobre se, na ocasião, sabia ou não se o microfone estava desligado. Tal dúvida, no entanto, não é pertinente. O fundamental é a perigosa perda de controle demonstrada pelo mandatário máximo da maior potência do mundo, diante da colocação de questões delicadas e com repercussões nacionais e globais com as quais obrigatoriamente terá de se envolver em face da posição que ocupa. O fato se reveste de maior preocupação ao ser divulgado que ele já se havia dirigido a um profissional de imprensa anteriormente de maneira irônica e desrespeitosa quando este questionou as iniciativas dos Estados Unidos diante da crise na Ucrânia. Oxalá o presidente, daqui por diante, para benefício do mundo todo, mantenha seu sangue-frio e serenidade diante de inquirições às vezes perturbadoras.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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