Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2022 | 03h00

Justiça

Cerco às ‘fake news’

Achei ótimo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passará a receber denúncia de distribuição em massa de fake news pelo WhatsApp, com a consequente exclusão da conta da plataforma. Finalmente vamos nos livrar dos amiguinhos que espalham memes a cada cinco minutos sugerindo que o mensalão nunca existiu, que o petrolão foi para o bem do País, que Dilma é poliglota, que Ciro é equilibrado e que Lula é o brasileiro mais honesto que jamais existiu.

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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Processo engavetado

A juíza da 12ª Vara Federal Criminal de Brasília determinou o arquivamento do processo sobre o triplex do Guarujá, envolvendo Lula. Pouco a pouco Lula vai conseguindo apagar o passado delituoso e vai se transformando de réu em chefe de Estado e de governo da República Federativa do Brasil. Para abrir as portas do Planalto é necessário engavetar os processos do sítio de Atibaia, dos caças suecos, da concessão de financiamentos internacionais do BNDES, entre outros, da alma mais honesta. Um dia desses teremos como ministros Bumlai, Vaccari, José Dirceu, Mercadante, Palocci, Padilha, etc. Cármen Lúcia, Lewandowski, Toffoli, Barroso, Fachin, Fux e Rosa Weber foram nomeados por ex-presidentes do PT. No Brasil não se combate a corrupção, aproveita-se dela!

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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Economia

Reajuste dos professores

Se existe uma categoria que merece todo o respeito dos brasileiros é a de professor, responsável direto pela formação dos cidadãos. Esse reajuste de 33% no piso salarial é um incentivo para melhorar o ensino básico da nossa educação pública.

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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Dois pesos duas medidas

Prefeitos e governadores disseram que vão quebrar com o aumento de 33,24% concedido aos professores. Será isso mesmo? Quando o prefeito de São Paulo aumentou o próprio salário em 46%, não se preocupou com seu caixa? Nem precisou, pois a arrecadação no último ano lhe deu garantias para gastar à vontade. Em muitos Estados os professores ganham acima do piso, que é de R$ 3.845,63, caso de Brasília que está acima de R$ 5 mil. Em São Paulo, a maioria dos professores aposentados não ganha o piso. Basta pegar a folha de pagamento desses professores que dedicaram suas vidas à educação. Isso tudo graças à gestão do PSDB, que em mais de 20 anos jogou os professores na lata de lixo da história.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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História

O peso das palavras

Parabéns ao Estadão por publicar o excelente e necessário texto de Sofia Débora Levy, O Cuidado com as Palavras (29/1, A8). Palavras como holocausto ou genocídio usadas fora de seu contexto acabam por diminuir o impacto e a relevância desta mácula na história da humanidade.

Marcos L. Susskind

mlsusskind@gmail.com

Holon (Israel)

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Vítimas do Holocausto

A propósito da triste data internacional, 27/1, em memória às vítimas do abominável, indesculpável e imprescritível holocausto-genocídio nazista, certamente a maior barbaridade humana já cometida na história, que vitimou mais de 20 milhões de inocentes, entre eles 6 milhões de judeus, cabe, por oportuno, reproduzir trecho do poema No Caminho com Maiakóvski, publicado em 1968, nos anos de chumbo do regime militar, por Eduardo Alves da Costa: “Na primeira noite, eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite já não se escondem: pisam nas flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada”. Que a humanidade esteja sempre alerta e de prontidão para evitar que a torpeza do projeto de eugenia nazista alemã volte algum dia a se repetir. Vergonha!

J.S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PUTIN

Caso Putin e o seu regime tirânico estivessem seguros, quer dizer, apoiados por uma população satisfeita, suas maquinações militares não aconteceriam.  Ele conta com as indecisões dos países com regimes de governo democrático de assumirem atitudes de enfrentamento.  Estas podem ser, de preferência, pacíficas, como interromper todas as relações comerciais, mesmo ao custo de sacrifícios temporários, por exemplo, no preço da energia.  A União Europeia e os Estados Unidos atuando sincronizados, deixariam de fortalecer as dissidências internas na Rússia, Bielorrússia, Geórgia, etc.  Cabe à imprensa democrática articular as cidadanias para pressionar os governos.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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FRANGO À KIEV

Putin que comer “frango à Kiev” na  Ucrânia a um preço muito alto. A receita de peito de frango desossado e recheado com manteiga e ervas finas é conhecida. Não precisa invadir a Ucrânia para comê-la “in loco”. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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QUE O TIGRE DE PAPEL DEIXE DE URRAR

A Rússia, incluído o período de União Soviética, é o país que maior infelicidade gera ou gerou às relações internacionais. E se assemelha a um cão sem raça e provocador. Vejam sua insólita guerra com o Japão, perdida porque não tinha trens para transportar alimentos para seus soldados. Foi o país que mais tornou irreversível a 1ª Guerra Mundial, levando a Inglaterra e a Alemanha a posições também sem volta. Que, também, acabou perdendo, pois era o manquitola exército czarista que só colecionara derrota, até não pode escapar da Revolução de 1917. Agora ameaça os ocidentais e está pronta para massacrar a mais fraca Ucrânia, que tanto já foi pisoteada, com o policial Putin a dizer que a Ucrânia não é um país (é um protetorado russo). A paz é o único estado que se deve almejar, mas, se indispensável, que se remeta esse país à sua insignificância militar. O tigre de papel que deixe de urrar contra nós.

Amadeu Roberto Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PANDEMIA, AGRAVAMENTO E FIM...

Janeiro termina com quadro alarmante. Na última segunda-feira, dia 24, o mundo registrou 8.209 mortes por covid-19, a maior média móvel dos últimos meses. No Brasil, a média, que havia baixado para menos de 100, passa dos 300 por dia e está em alta. Nas 24 horas fechadas em 25/1, registramos 489 óbitos (Estadão 26/01 – A16). Verifica-se o ressurgimento da desumana fila de pacientes para obter internação em leitos de enfermaria ou UTI. O contágio é o maior em 18 meses e hoje apresenta um componente a mais: milhares de trabalhadores da área da Saúde – justamente os que tratam  as vítimas da pandemia – estão em quarentena, também contaminados. O ambiente era de fim de pandemia, tanto que as restrições foram suspensas e quase tivemos autorização para retirar a máscara. O que hoje nos enche de esperança é o pronunciamento de Hans Kluge, diretor regional da Organização Mundial da Saúde para a Europa, de que a passagem da variante Ômicron por aquele continente pode significar o fim da pandemia. “É plausível que a região esteja chegando ao fim da pandemia”, disse o executivo, prevendo que pela velocidade a Ômicron infectará a maioria dos europeus durante as próximas semanas e, ao lado da vacinação, os tornará imunes. Vamos aguardar, já que a Ômicron chegou aqui pouco depois que na Europa. Na espera, precisamos de atendimento aos que procuram os serviços de saúde com os sintomas, cuidados por parte da população e muito equilíbrio das autoridades para evitar lockdowns, quarentenas e outras restrições que o passado já demonstrou desnecessárias ou até ineficientes. E ainda mais: que não usem a pandemia para fins políticos e eleitoreiros, pois isso é desumano e odioso.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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COVID, NOVOS CASOS

França, Estados Unidos, Índia, Brasil e Itália totalizaram juntos 1.616.487 novos casos de covid-19 em apenas 24 horas. Esses cinco países representam 48% dos novos casos em todo o mundo.

Setenta por cento da população brasileira está totalmente vacinada, o que ajuda a diminuir o número de óbitos nessa pandemia, que já atinge mais de 625 mil falecimentos no País. A terceira dose, conhecida no exterior como booster, colabora para o fortalecimento da imunização da população. No calendário de vacinação de nossas crianças já estão incluídas as doses contra a paralisia infantil, difteria, tétano, coqueluche, febre amarela, hepatite, entre outras. Agora é o momento certo de a população infantil receber a dose contra a covid-19, e as autoridades sabem disso, com certeza.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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BLINDAGEM DOS PLANOS DE SAÚDE

Não vamos tratar aqui de blindagens materiais que servem para proteger a integridade física de pessoas ou servir de proteção patrimonial de empresas, pessoas jurídicas. Nem tampouco abordar a blindagem virtual que políticos e empresários utilizam para se proteger na Justiça quando praticam suas costumeiras tramoias. Neste caso vamos examinar um novo tipo de blindagem virtual posto em prática por empresas, especificamente pelos planos de saúde, visando a se esquivar de suas responsabilidades perante seus clientes. Há mais de 50 anos eu e meus dependentes somos associados a algum plano de saúde. O primeiro deles, se minha memória octogenária não falha, foi o Golden Cross, nos anos 70, que nem sei mais se ainda existe. No começo, as providências para solicitar reembolsos de despesas e obter autorização de exames eram simples. Bastava apresentar pessoalmente o recibo do prestador do serviço ou a requisição do exame. Reconheço que a informalidade desse processo gerou problemas ligados a fraudes de médicos e associados contra os planos, o que os obrigou a aumentar as exigências quanto aos comprovantes. Começaram a ser exigidos nomes legíveis de profissionais e seus CPFs, número no conselho regional, relatório médico justificando o procedimento e, ultimamente, preferencialmente a emissão de nota fiscal. Com a informatização, porém, os departamentos de TI começaram a desenvolver aplicativos cada vez mais sofisticados que praticamente blindam os planos pela dificuldade que os usuários tem em utilizá-los. O requerente tem que entrar com um sem-número de dados, a maioria deles em duplicidade, pois já constam da nota fiscal ou da requisição. Com isso, a possibilidade de erro no fornecimento de dados aumenta a probabilidade da solicitação ser rejeitada o que, aparentemente, é o que o plano quer. Só para dar um exemplo, o meu número de associado que consta na carteirinha (digital) do plano é constituído por 23 dígitos, sem pontos de separação, a maior parte constituída pelo digito zero. A rigor, o usuário precisaria fazer um curso nível Sorbonne para o preenchimento, sem contar as vezes que o aplicativo sai do ar. Essa dificuldade só ocorre quando se trata de cobrar responsabilidades do plano (reembolso de despesas e autorização de procedimentos). Já a associação de um novo beneficiário que representa mais receita é extremamente fácil, como pode ser verificado.  Está na hora da ANS intervir e acabar com esse processo abusivo criado pelos planos de saúde.

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU), como não consegue fiscalizar os supersalários em empresas estatais,  os penduricalhos do milionário Poder Judiciário e as próprias mordomias do TCU, resolveu agora fiscalizar o salário pago por empresa americana aos seus funcionários.

O Brasil poderia exportar o TCU para os EUA, assim ficaríamos livres de um entulho!

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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NA MARCA DO PÊNALTI

 O ministro da saúde, Marcelo “Quedroga” está na marca do pênalti, pois Jair Bolsonaro não engoliu que seu comandado se posicionasse contra a hidroxicloroquina, comprovadamente sem eficácia no combate à covid-19. Ora, a demissão de “Quedroga” seria a quarta naquele Ministério durante a pandemia. Na verdade, se isso acontecer, dificilmente Bolsonaro conseguirá outro ministro pior que “Quedroga”. É melhor deixar do jeito que está. Fica a dica!       

Júlio Roberto Ayres Brisola       

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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LEITE DERRAMADO

Pouco adianta a deputada Federal Adriana Ventura (Novo- SP)  protestar contra a distribuição de dinheiro público para o fundão e emendas de relator no Estadão. O local  adequado para ela e para o seu partido se manifestarem é o  plenário da Câmara Federal em Brasília.

Eliseu Gonçalves Prata

Elisieu.prata@gmail.com

São Paulo

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REAJUSTE DOS PROFESSORES

Louvável e rara a preocupação de Bolsonaro em querer dar reajuste de 33% aos professores. Danem-se os governadores e prefeitos. Guedes que se lixe. Botem na rua os cargos de confiança, cortem os privilégios da Justiça e do Legislativo e, principalmente, parem de roubar. As emendas do relator, origem dos desvios, que sejam destinadas aos professores. Na Alemanha os professores ganham mais do que os juízes. Vamos imitar.

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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QUEIMA DE ARQUIVO, O CASO CELSO DANIEL

Estreou na quinta-feira passada a série O caso Celso Daniel, na Globoplay, em que o nebuloso assassinato do prefeito de Santo André coloca sob suspeita o PT.  Celso Daniel coordenava o programa vitorioso de Lula ao Planalto, em 2002, e Geraldo Alckmin governava São Paulo e era alvo de críticas de Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho. Toda alta cúpula petista mamava nas propinas das empresas de transporte urbano de Santo André, sistema que foi aprimorado dando origem ao mensalão e, posteriormente, ao petrolão. Vivendo e aprendendo!

J. A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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ANTECEDENTES

Lula deu refinarias brasileiras para a Bolívia, financiou metrô na Venezuela, saneamento básico em Moçambique e o porto de Mariel em Cuba, tudo em detrimento do Brasil. Antecedentes preocupantes.

Eugênio José Alati

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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RIO, CIDADE DESTRUÍDA!

Eu vim para o Rio na década de 70, trazido pelos meus pais em agosto de 1978. Tinha 22 anos na época. O Rio de Janeiro era cheio de cinemas de bairro neste tempo, Copacabana, um bairro relativamente bem frequentado, emprego existia para todo mundo, embora os salários fossem baixos, bancos empregavam muita gente e eu mesmo, logo depois, me tornei bancário. O custo de vida era barato naquela época, uma época mais feliz, pois cinema e música bombavam naquele tempo. É incrível perceber a total degradação do Rio de Janeiro nos últimos 40 anos. A cidade piorou em todos os níveis possíveis e imagináveis. Cidade que muito poderia faturar com o turismo nacional e internacional foi sempre extremamente mal cuidada e relaxada. O vandalismo sempre correu solto na cidade por falta de legislação municipal e fiscalização que venham a coibir a ação de vândalos. Falta de atração de investimentos para a cidade, governos horrorosos como o de Brizola, Marcelo Alencar, Garotinho, Garotinha, Benedita, Sergio Cabral – um bandido demente –,  prefeitos horrorosos como César Maia, Saturnino Braga, Crivella, e Eduardo Paes ajudaram a devastar e destruir a cidade por completo. Hoje em dia quem puder saia do Rio. Vá morar em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Santos, São José dos Campos, Florianópolis – lugares mais civilizados e organizados e sem a miséria chocante do Rio. 

Paulo Roberto da Silva Alves

pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

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DISCRIMINAÇÃO AFIRMATIVA

Biden assumiu na campanha um compromisso de que, quando vagasse um assento,  indicaria para a Suprema Corte uma “mulher negra”. Constituiria isso discriminação por sexo ou cor proibida na Constituição? E se tivesse assumido que indicaria um “homem branco”, isto também poderia? Quanto a política de identidade contribui para eliminar a discriminação e quanto para perpetuá-la? Quais reações esperar das pessoas desclassificadas ou subavaliadas por características de sua identidade em determinados processos seletivos? Ignorar as consequências (as reações em sentido contrário) e varrê-las para debaixo do tapete, onde permanecem se acumulando, as resolvem? 

Jorge Alberto Nurkin 

Jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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BRASIL X EQUADOR

Em vez de uma partida normal entre as seleções do Brasil e do Equador, em Quito, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022, no Catar, o que se viu no tumultuado e truncado jogo foi o polêmico e errático árbitro colombiano Wilmar Roldán atuando contra os dois times. O placar final foi o empate de 1 a 1 entre as seleções e a goleada de 4 a 0 do VAR contra o despreparado juiz para uma disputa oficial. Espera-se que a Fifa tome as devidas providências e dê cartão vermelho a ele. Vergonha!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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